Secret
3 Good and Bad News
Notas iniciais
Elsa acordou com duas batidas leves na cabeça, ela estava dormindo profundamente sobre o corpo de sua irmã em coma até então, imaginando que era a enfermeira a albina já acordou se virando para trás, mas não havia ninguém atrás dela.
– Elsa – Chamou uma voz doce, porém fraca.
A albina se voltou para a direção da onde a voz viera e seus olhos encheram se de lágrimas, Elsa se sentiu a pessoa mais feliz do mundo, tudo que ela queria naquele estante se tornara realidade, sua irmã estava ao seu lado acordada.
– Anna! – Gritou ela de felicidade enquanto abraçava sua irmã fortemente – Por um segundo pensei que você não voltaria para mim.
– Desculpe Elsa – Falou Anna após o abraço, seu olhar estava baixo e demonstrava tristeza
– Não precisa se desculpar você não tem culpa de nada. – Respondeu a mais velha com um leve sorriso – O que importa agora é que você esta aqui, viva.
– Sim – Concordou Anna – Eu acho – Continuou a mais nova, baixo o suficiente para que sua irmã não escutasse.
Elsa nem teve a chance de perguntar o que sua irmã tinha falado, pois logo em seguida a porta se abriu, era Gabriela, ela segurava uma pequena bandeja com alguns pães de queijo e um copo de suco.
– Elsa, eu trouxe seu café da manha... – A enfermeira deixou a frase pairada no ar assim que viu Anna acordada, então ela tomou uma leve expressão de surpresa e em seguida abriu um sorriso — Anna! Que bom que acordou – Dizia enquanto entregava a bandeja para Elsa – Vou pegar mais um suco e trazer o médico aqui, okay?
– Tá – Respondeu ambas ao mesmo tempo e em seguida soltaram um risinho, fazendo a enfermeira sorrir enquanto saia do quarto.
Pouco tempo depois Gabriela voltou com o médico enquanto segurava um suco de laranja na mão, o médico fez uma pequena “inspeção” nas duas irmãs enquanto elas comiam seu café da manha.
– Bom, Elsa, parece que você está bem, já está em alta, porém a Anna terá que ficar aqui por pelo menos mais um dia, para termos certeza se ela esta bem, tudo bem? – Disse o Dr. Hobert fazendo as irmãs se entreolharem.
– Acho que sim – Respondeu a mais velha – Se eu recebi alta, para onde eu vou?
– Para a minha casa – Disse uma voz feminina vinda da porta
– Oh, Sra. Overland, não tinha você chegar – Exclamou o médico depois de ver e reconhecer a dona da voz.
– Aqui esta a papelada que diz que eu vou tomar conta das duas irmãs – Disse Isabel esticando sua mão que segurava um pequena pilha de papeis – Como sou o parente mais próximo tenho esse direito
– Sim sim – Falou o médico enquanto olhava a papelada — Está tudo em ordem, então suponho que tenha escutado o que eu disse mais cedo, não?
– Sim doutor, hoje vou levar Elsa para minha casa e quando Anna receber alta também levarei, vocês tem alguma objeção? Tenho quase certeza que minha casa é melhor que um orfanato – Perguntou sorrindo para as garotas
– Não, nenhuma – Respondeu Elsa sorrindo.
– Bom, acho que devemos deixar as duas a sós – Falou a enfermeira e os outros adultos concordaram e saíram do quarto.
– Quem era ela? – Perguntou Anna quando só havia elas por perto
– É a irmã do papai, Isabel, a mãe do Jack, se lembra? – Respondeu a mais velha.
– Ah... Lembrei – Falou Anna olhando para o teto como se estivesse forçando sua memória — Pera, a gente vai morar junto com o Jack? – Perguntou Anna ficando um pouco vermelha
– É por quê? – Perguntou Elsa que por sinal não tinha percebido o avermelhamento das bochechas da irmã
Depois disso Elsa contou que Isabel e Jack ficavam todo o tempo de visita possível ao lado delas esperando elas acordarem, e falou de quando ela se reencontrou com Jack, que ele estava dormindo ao lado de Anna, que ficou um pouco vermelha novamente, mas Elsa não percebeu de novo, ela estava mais empolgada em conversar com a irmã do que ver a cor das bochechas de tal.
Depois de um bom tempo conversando Anna reclamou que estava cansada e se deitou na cama, após isso o ritmo da conversa diminuiu até que por fim a mais nova caiu no sono. Enquanto Elsa observava sua irmã dormir, Isabel entrou silenciosamente no quarto e colocou uma mão em seu ombro, fazendo a dar um pequeno pulo de susto.
– Elsa, chegou a hora de ir.
– Já? – Reclamou a albina – Está bem, estou logo atrás de você.
E assim as duas saíram do quarto e é claro Elsa olhou para trás para dar um olhar de adeus para sua irmã. Elsa teve que esperar mais um tempo na recepção enquanto Isabel olhava alguma coisa com a recepcionista na qual Elsa nem se importava em saber. Logo em seguida elas foram para o estacionamento.
– Não! Eu não consigo – Anunciou Elsa quando ia entrar no carro
– Elsa, é claro que você consegue é só um carro – Falava Isabel tentando acalma-la
– E só um carro mato meus pais! – Gritou a garota
– Elsa, você tem que confia em mim, nada de mal vai acontecer se você entra no carro, é uma viagem rápida – Continuou Isabel segurando a mão de Elsa em direção ao carro.
– E-está bem – Falou Elsa com toda sua coragem enquanto sentava na cadeira do banco da frente
A viagem foi silenciosa e como prometido foi rápida, no máximo uns 30 minutos, ela pegarem um trânsito rápido e a distancia também era pequena. Elsa se segurava ao sinto do assento e suas pernas tremiam levemente, será que ela nunca iria conseguir andar de carro sem ter medo?
Já era tarde da noite quando elas saíram do hospital e era mais tarde ainda quando elas chegaram a casa. A casa era da cor branca, tinha dois andares e um telhado cinza claro, também havia um jardim, mas dele só havia uma grande arvore.
Isabel levou Elsa diretamente para o seu quarto, que no futuro também seria o quarto de Anna, era um quarto com as paredes roxo claro, havia um guarda roupa branco, uma beliche e uma grande mesinha com um notebook em cima.
– Esse é o seu quarto, tem roupas suas no guarda-roupa e é o seu notebook na mesinha, eu tomei a liberdade de pegar algumas coisas suas e coloquei no quarto. Se você quiser comer tem uma pizza de frigideira na cozinha é só esquentar
– Não obrigada, eu vou direto pra cama, estou muito cansada.
– Boa noite então, e tenha bons sonhos
–Boa noite – Retribuiu Elsa – Espera! – Disse ela antes da mais velha sair do quarto – Obrigada por tudo que tem feito por mim e pela a Anna
– Não a de que, afinal é pra isso que serve a família – Falou Isabel sorrindo e em seguida saiu do quarto e fechou a porta.
Elsa pulou na cama assim que Isabel fechou a porta, ela estava morrendo de sono, nem se importou em trocar de roupa, tudo que ela queria era dormir, e assim fez. “ É, parece que tudo está melhorando um pouco” pensou a albina antes de cair no sono
...
Já era de manha quando o telefone da casa dos Overland tocou, assim acordando Isabel a dona da casa.
– Alô – Falou a mulher meio sonolenta atendendo ao telefone. Enquanto a vos do outro lado da linha falava, a expressão de Isabel foi de sonolenta para tristeza, lagrimas caíram dos olhos. – Sim, sim, eu entendo, estou indo pra ir agora mesmo – Falava Isabel meio desesperada. Afinal noticias ruins nunca são recebidas com calma
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