Secret
1 Capítulo único
Notas iniciais
Bem, esta é a minha primeira songfic e, se ninguém gostar, última. Eu simplesmente escrevi. Não revisei, não cortei dobrado como costumo fazer. Simplesmente escrevi e bem, eis o resultado.
Talvez a formatação não tenha ficado boa, perdoem por isso. Aqui está a música da história:
http://www.youtube.com/watch?v=HzNFwxsSPwU
Surgiro que cliquem no link para ouvi-la ao ler o primeiro verso da música, em vez de antes de começar o capítulo. Não sei se a música vai acompanhar o desenrolar da história, espero que sim, mas enfim.
Enjoy!
Alison ST. John estava em sua casa, segura em sua quietude. A mente fervilhando de descobertas, o desejo de compartilhá-las mais forte do que seus próprios instintos inexplicáveis que sempre insistiam em protestar aos seus feitos. Ela mantinha a chama da esperança sempre acesa em seu coração: um dia seria uma famosa escritora. Porém, agora, aos 16 anos, tudo que podia fazer era compartilhar os podres de seus colegas de escola em um blog anônimo.
O que ela não sabia era que a chama a qual tanto lutava para manter acesa estava prestes a se apagar. Para sempre. Catherine era alguém que honrava e respeitava promessas em demasia. Alison havia quebrado uma promessa e o que lhe fora exigido, agora seria cobrado.
A campainha soou e Alison abriu a porta, não sem antes alisar superficialmente os perfeitos cabelos loiros. Ali estava Catherine, justamente o alvo de seu último artigo postado. Alguém que lhe contara um segredo tão escandaloso, tão sujo e imperdoável... A postagem já havia alcançado 340 acessos, contando com 200 comentários! Sim, Catherine não se tratava apenas de uma menina alta, loira, corpo escultural... Não tão linda quanto a própria Alison, claro! Tratava-se também de alguém que fazia muitas, muitas coisas erradas...
-- Cat! – Alison cumprimentou, oferecendo seu belo sorriso.
Tenho um segredo.
Você pode guardá-lo?
Jura que esse você vai guardar.
-- Posso entrar? – A loira mais alta perguntou, sua voz estava, de certa forma, grave e assustadora. O semblante obscurecido por algo fazia um frio descer pela espinha de Alison.
Melhor trancá-lo em seu bolso,
Levando-o para o túmulo.
-- É claro, -- concordou a contragosto, dando passagem à outra que entrou em passos lentos e arrastados, como se estivesse hipnotizada.
Se eu lhe mostro,
Então eu sei
que você não vai contar o que eu lhe contei
Catherine fechou a porta atrás de si, o barulho pareceu ecoar por toda a casa. Sentou-se no sofá e gesticulou a Alison para que se sentasse também. Essa, por sua vez, estava com medo. Não sabia de quê ou porquê, mas estava.
Porque duas pessoas podem guardar um segredo
se uma delas estiver morta.
Catherine lançou um olhar de soslaio em direção à outra loira e cruzou os braços.
-- Precisamos conversar, Ali.
Por que você sorri
como se tivesse contado um segredo?
Agora você está contando mentiras
Porque você só quer guardá-lo
Mas ninguém guarda um segredo.
Ninguém guarda um segredo.
-- O que aconteceu? – Alison arriscou. – Você está me assustando, sabia?
-- O que você fez? – A pergunta continha um tom calmo, relaxado, mas os peos dos braços de Alison nunca estiveram tão arrepiados. Tudo que passava por sua cabeça era “ela descobriu que eu escrevi aquelas coisas no blog”.
-- Do que você está falando? – Tentava mascarar seus reais sentimentos, mas a voz tremia.
Por que quando fazemos nossas obras mais obscuras
é que contamos?
Elas queimam em nossos cérebros,
Tornam-se um inferno vivo.
Porque todo mundo conta
Todo mundo conta
-- Alison, eu posso ver a mentira estampada na sua cara. – A voz da loira não se alterou uma nota sequer, mas seu rosto tornava-se cada vez mais sombrio. – Você não pode mentir pra mim.
A cada palavra dita, Alison tinha certeza. Mas como? Quem? Quando?
-- Quem... Quem te... – As palavras nunca foram tão pesadas em sua boca, não queriam sair.
Tenho um segredo.
Você pode guardá-lo?
Jura que esse você vai guardar.
-- Você me prometeu... – A voz de Catherine não passava de um sussurro rouco. – Prometeu...
Melhor trancá-lo em seu bolso,
Levando-o para o túmulo.
-- Cat... – A cena para Alison parecia surreal; suas mãos tremiam descontroladamente, tremor que se espalhava pelo resto do corpo. – Eu posso explicar!
Se eu lhe mostro
Então eu sei
que você não vai contar o que eu disse.
-- Não, você não pode. – As palavras foram ditas firmemente e muito bem enfatizadas. – Eu já descobri tudo sobre o blog.
Porque duas pessoas podem guardar um segredo
se uma delas estiver morta
A palavra “blog” fez os dentes da loira chocarem-se, tamanho os espasmos de temor que tomavam todo o seu corpo. Não era um blefe, Cat sabia e como ela se explicaria? O que Catherine faria além de olhá-la com aqueles olhos gigantescos, verdes e aprofundados por algo sombrio?
Olhe em meus olhos,
Agora você está ficando com sono.
Você está hipnotizado
pelos segredos que você está guardando
-- Olhe para mim, Alison. – Uma ordem indiscutível, mas a loira só conseguia encarar o carpete da sala. – Olhe para mim! Encare o que você fez e olhe, para, mim!
Eu sei o que você está escondendo
Eu sei o que você está escondendo
E ela olhou. E viu. Viu algo, não sabia o quê, mas congelou seu sangue nas veias.
Tenho um segredo.
Você pode guardá-lo?
Jura que esse você vai guardar.
-- Só me responda: por quê? – Enquanto fazia a pergunta, Catherine cerrava os punhos com força.
Melhor trancá-lo em seu bolso,
Levando-o para o túmulo.
Alison entreabriu os lábios uma, duas vezes, mas nenhum som escapou.
Se eu lhe mostro
Então eu sei
que você não vai contar o que eu disse.
-- Eu realmente achei que poderia confiar em você, mas estava enganada. Você nunca vai mudar. Nunca.
Porque duas pessoas podem guardar um segredo
se uma delas estiver morta.
Então, Alison reconheceu o sentimento que brilhava nos olhos da outra loira: raiva. Uma raiva intensa, que queima. Imediatamente, lembranças do telefonema vieram à sua mente em flashes:
Allison?
Sim, Catherine?
Eu tenho uma coisa que eu quero te dizer, mas você tem que
prometer nunca contar a ninguém.
Eu prometo.
Você jura pela sua vida?
Juro pela minha vida.
O juramento que fizera, as palavras que ouvira... Tudo, tudo voltava e golpeava-lhe o cérebro. E ela ofegava, aterrorizada, qnquanto, à sua frente, o fogo verde dos olhos de Catherine crescia.
Você jurou que nunca contaria
Você jurou que nunca contaria
Você jurou que nunca contaria
Você jurou que nunca contaria
-- Você jurou... Pela sua vida... Você jurou...
Tenho um segredo.
Você pode guardá-lo?
Jura que esse você vai guardar.
Então, aqueles olhos estavam tão grandes e brilhantes, não havia apenas raiva; não havia apenas ódio. Havia algo mais. E Alison teve medo, como nunca antes tivera na vida.
Melhor trancá-lo em seu bolso,
Levando-o para o túmulo.
Catherine levou uma das mãos por baixo da jaqueta que usava e um objeto prateado apareceu. Ao ver o que era, Alison pôde apenas correr e gritar.
Se eu lhe mostro,
Então eu sei
que você não vai contar o que eu disse.
Destrancou a porta e lançou-se à rua, sabia que seria perseguida. Mas precisava fugir.
Porque duas pessoas podem guardar um segredo
se uma delas estiver morta.
-- Socorro! – Gritou a plenos pulmões enquanto corria.
Tenho um segredo.
Você pode guardá-lo?
Jura que esse você vai guardar.
O ar penetrava velozmente em seus pulmões. Os passos atrás de si afastavam-se e aproximavam-se regularmente.
Melhor trancá-lo em seu bolso,
Levando-o para o túmulo.
Começava a sentir o coração disparar dentro do peito, soando como tambores em seus ouvidos. Mas ela corria. Corria.
Se eu lhe mostro,
Então eu sei
que você não vai contar o que eu disse.
Sua respiração artificial produzia tanto barulho que ela mal podia ouvir os passos atrás de si. Mas os ouvia; estavam perto.
Porque duas pessoas podem guardar um segredo
se uma delas estiver morta.
Um estampido soou e Alison gritou. Ao ver o pequeno projétil passar por si sem a atingir, passou a saltar a passos largos.
Tenho um segredo.
Você pode guardá-lo?
Jura que esse você vai guardar.
-- Eu vou te alcansar, Alison! Você jurou!
Melhor trancá-lo em seu bolso,
Levando-o para o túmulo.
-- Socorro! Alguém, por favor! Ela quer me matar! – Alison não ouvia a própria voz. Seus gritos foram abafados por outra bala que se perdeu.
Se eu lhe mostro,
Então eu sei
que você não vai contar o que eu disse.
O vento soprou. A poeira que subia com o toque veloz de seus pés no chão, agora estava em seus olhos.
Porque duas pessoas podem guardar um segredo
se uma delas estiver morta.
Alison não enxergava direito. Piscava descontroladamente, sem diminuir sua corrida. Uma série de estampidos soavam, Catherine estava perdida em sua fúria.
Tenho um segredo.
Você pode guardá-lo?
Jura que esse você vai guardar.
Por sorte, tão mergulhada em ódio estava a outra loira, atirava para todos os lados, sem mirar um alvo. Mas Alison não pensava nisso; tropeçando, ralando-se e tornando a erguer-se para correr, ela pensava em viver.
Melhor trancá-lo em seu bolso,
Levando-o para o túmulo.
Ela tinha a vaga noção de que, finalmente, a vizinhança fora despertada por seus gritos, mas apenas uma minúscula parte de seu cérebro prestou atenção nisso. A adrenalina fervilhava em suas veias e ela corria.
Se eu lhe mostro,
Então eu sei
que você não vai contar o que eu disse.
Seu pé chocou-se com algo, um degrau talvez. O chão precipitou-se em sua frente e ela caiu, o rosto sofrendo o impacto da queda.
Porque duas pessoas podem guardar um segredo
se uma delas estiver morta.
Levantou-se, mas o rosto doía. Fora um segundo de distração. O segundo de distração.
Sim, duas pessoas podem guardar um segredo
se uma delas estiver morta.
Catherine estava bem às suas costas, pôde ouvir o som da arma sendo engatilhada.
Sim, duas pessoas podem guardar um segredo
se uma delas estiver morta.
Suas pernas receberam energia para correr, mas uma mão fechou-se ao redor de seu pescoço.
Sim, duas pessoas podem guardar um segredo
Alison sentiu o cano da arma.
se uma de nós está morta.
E não sentiu mais nada.
Catherine Reavers, naquele mesmo dia, foi detida por homicídio. Nenhum morador daquela rua, incluindo os pais da assassina e da assassinada tinham, ou sequer sabiam o que dizer. Estavam todos chocados em demasia. A polícia local investiga o caso incessantemente e, em sua nova casa gradeada, Catherine não lamenta. Sabe que logo descobrirão tudo.
Notas finais
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Quer conhecer outra fic minha? Vá até a categoria Glee e procure Sob Nova Direção!
Abraços e até a próxima!
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