Notas iniciais
Segundo capítulo da segunda temporada, fresquinho pra vocês.

— E eu tinha certeza que eu ia levar um tiro quando a Yoyo apareceu do nada, e no segundo seguinte o cara tava no chão, sem saber o que tinha atacado ele – Mack contava entre risadas para FitzSimmons durante o café da manhã.

— Então nós temos que agradecer a Yoyo por ter salvado a vida do nosso grande Mack – Fitz brincou com um sorriso e o agente olhou para a colombiana, que sorriu timidamente.

— Exatamente, ela salvou minha vida mais de uma vez nessa missão – ele concordou sem desviar os olhos da mulher, e Bobbi e Hunter trocaram um olhar sugestivo.

— Nós dois também tivemos muita ação na base com as meninas – Simmons disse com empolgação – Não contem para May e Coulson, mas brincamos de esconde-esconde e a Eleanor se escondeu um pouco bem demais.

— Ela passou quase duas horas desaparecida e no fim das contas, estava debaixo de um dos balcões do laboratório – Fitz completou e todos os agentes na mesa riram.

— E nós começamos a dar algumas frutas pra Lucy comer, até agora ela gosta de uva, manga, banana e maçã – a cientista enumerou rapidamente.

— E ontem ela comeu morango – o engenheiro disse orgulhosamente e recebeu um olhar apaixonado de sua namorada.

— Vocês vão ver ótimos pais um dia – Skye comentou, olhando-os com carinho e sorriu.

— Eu concordo, vocês deveriam começar a fazer bebês em breve – Hunter provocou e Fitz jogou uma ou duas uvas na direção do agente.

— Se tem algum casal nessa mesa que deveria começar a fazer bebês em breve, são vocês dois – Mack declarou com sua voz trovejante, e os outros agentes na mesa bateram palmas para a afirmação.

— Eu concordo 300% com o Mack – Lincoln disse entre risadas e Bobbi revirou os olhos.

— Mack, antes de provocar sobre a minha vida, acerte a sua – a loira respondeu, fingindo estar ofendida e arqueou rapidamente a sobrancelha para o amigo, que corou violentamente, e para disfarçar, tomou um longo gole de seu café.

— Yoyo, você veio pra ficar né? – Hunter perguntou, dirigindo-se a mais calada agente na mesa.

— Enquanto vocês precisarem de mim, eu fico – ela respondeu com um sorriso adorável, com seu sotaque colorindo sua frase.

— Muito bom ouvir isso – o inglês disse e sorriu para a esposa, antes de olhar para Mack com provocação. O mecânico olhou-o com os olhos estreitos e mexeu a boca de forma que Hunter pudesse compreender um claro “fuck you”. A colombiana olhou-o com um sorrisinho e desviou rapidamente o olhar.

— Mudando de assunto: cadê o casalzinho que manda em todo mundo? – Skye perguntou, referindo-se a Phil e Melinda – Já são 10 horas da manhã e eles ainda não apareceram – acrescentou com um olhar malicioso.

— Nós realmente precisamos sair dessa cama hoje Phil – Melinda disse entre suspiros, tentando controlar sua respiração. O diretor estava a seu lado, respirando com força, com um sorriso idiota nos lábios.

— Eu ainda acho que nós podemos ficar aqui o dia todo – ele respondeu, apoiando-se em seu cotovelo para olhá-la – Você é tão linda – elogiou, instantaneamente sem fôlego ao olhar para a chinesa, com os cabelos espalhados no travesseiro, os lábios vermelhos e inchados, a pele corada e uma fina camada de suor que formara-se em seus ombros e pescoço.

— Me elogiar não vai me convencer a ficar aqui o dia todo – declarou e ele bufou derrotado.

— Você tem razão, vamos sair daqui e ir tomar café com o resto do time – sugeriu e ela concordou, jogando-se para fora da cama. Rapidamente, ela caminhou até o banheiro, e dois segundos depois, soltou um gemido alto e irritado.

— Porra Phil – ela disse em voz alta e preocupado, o diretor levantou-se e vestiu sua cueca, antes de caminhar até o cômodo onde a chinesa se olhava no espelho – Olha o que você fez com o meu pescoço – reclamou, esticando o pescoço para trás para que ele pudesse ver o estrago: várias manchinhas roxas surgiam desde a clavícula da mulher até próximo ao queixo e o lóbulo da orelha.

— Ai meu Deus, me desculpa – ele pediu envergonhado, porém mordia o lábio inferior com força, pois vê-la com marcas tão lindas feitas por ele o excitava.

— Isso não é nada – constatou e apontou para o quadril, onde um hematoma arroxeado na exata forma da mão de Phil surgia aos poucos.

— Talvez hoje seja o dia da calça de cintura alta e blusa de gola alta – sugeriu com falsa inocência e recebeu um tapa no braço.

— Você me paga Philip – ameaçou e voltou para o quarto, na tentativa de encontrar uma roupa que escondesse as marcas.

— Bom dia família – o diretor disse com empolgação ao entrar na cozinha da base, onde ainda seus agentes estavam reunidos. Melinda vinha no seu encalço, e agradecia por ser um dia bem frio, senão já estaria derretendo em seu suéter cashmere de gola alta, escondendo perfeitamente cada marca que Phil havia deixado em seu corpo.

— Que milagre aconteceu que vocês só vieram tomar café agora? – Skye arriscou-se a perguntar e Melinda deu de ombros.

— Papelada, fomos dormir tarde por causa disso – respondeu sinceramente, afinal, fora isso que ela e Phil ficaram fazendo até as duas horas da manhã, porém omitiu a parte em que depois da papelada eles ainda ficaram acordados por muito mais tempo – Onde estão as minhas filhas? – perguntou imediatamente, desesperada pra mudar de assunto.

— Eleanor acordou há um tempinho, ela tomou café e pediu pra assistir Harry Potter – Fitz respondeu rapidamente e logo acrescentou – Lucy acordou seis horas da manhã, tomou uma mamadeira e dormiu de novo.

— Eu não quis acordar vocês dois – Simmons disse logo em seguida e a chinesa agradeceu com uma piscadela e um sorriso, antes de começar a servir-se.

— Mamãaaae – Eleanor disse em voz alta, entrando correndo na cozinha, vestida em seu pijaminha de Hogwarts. Com empolgação, ela deu um abraço na mulher e pulou para o colo de Phil – Eu lembrei de uma coisa que eu tenho que contar – ela declarou com um sorriso enorme e esticou a mão para pegar um pedaço de bolo.

— Então conte, estamos todos curiosos – o diretor respondeu com carinho e ela deu duas mordidinhas em seu bolo antes de começar:

— Eu lembrei do número do dia que eu nasci – falou com clareza – E o da Lucy também – anunciou orgulhosamente e todos os agentes na mesa comemoraram com palmas.

— Então diz pra gente, quando vocês nasceram? – Melinda perguntou, super empolgada.

— Eu nasci no dia 28 de novembro de 2010 – disse com firmeza e os agentes se surpreenderam com a precisão vinda de uma menina de cinco anos.

— E a Lucy? – Skye questionou, incentivando-a a continuar.

— Ela nasceu no dia 01 de junho no ano que vocês acharam a gente, e eu sei disso porque eu assisti televisão naquele dia, porque um dos homens não queria que eu ouvisse o choro da primeira mamãe – explicou e sorriu largamente, muito orgulhosa e feliz por ter lembrado do nascimento da irmã.

— Você se lembra da sua primeira mamãe? – Phil disse delicadamente, não querendo pressioná-la, e ela negou rapidamente.

— Você disse que a Lucy nasceu dia 01 de junho – Mack disse depois de alguns segundos de silêncio – Então quer dizer que ela faz um ano daqui a duas semanas.

— Eleanor, você sabe o que isso significa? – o diretor perguntou e ela olhou-o com os olhos brilhando – Significa que vai acontecer um aniversário.

— Um aniversário papai? – repetiu com empolgação, sem nem saber o que era um aniversário.

— Um aniversário é quando você comemora mais um ano de vida – Yoyo explicou, e a menina olhou-a com interesse – Todo ano, no mesmo dia, você sabe que ficou um ano mais velha.

— O Natal foi um aniversário – a pequena recordou-se e sorriu para a colombiana.

— E geralmente acontecem festas – Mack acrescentou e os olhos verdes escuros de Eleanor cresceram.

— Igual a do Natal? – perguntou esperançosa.

— Não é igual a do Natal, porque só quem faz aniversário ganha presente – May esclareceu e ela assentiu.

— A Lucy vai ter uma festa – comemorou e os agentes olharam para os chefes, que se encaravam como se discutissem mentalmente se haveria não uma festa. Após uma piscadela e um sorriso de Phil, a chinesa assentiu para o resto da equipe.

— A Lucy vai ter uma festa – Skye repetiu, com a mesma empolgação que Eleanor e a pequena pulou para fora do colo do pai e começou a saltitar de empolgação pela cozinha, fazendo todos rirem.

Notas finais
Eu acho que a essa altura da história vocês já devem ter percebido que eu amo escrever os cafés da manhã dessa equipe, e isso pq os cafés da manhã da minha família são sempre a melhor parte do dia todo! Espero que tenham gostado do capítulo. Me deixem um alô nos comentários e me digam o que acharam. Titia ama vocês.