Second Chance
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Sara e Catherine saíram da capela e foram até o elevador, a morena apertou o botão e enquanto esperavam, Catherine a olhou de relance e resolveu lhe agradecer, dizendo que suas palavras a ajudaram muito.
— Fico feliz por isso. — disse Sara. — Já senti o que você está sentindo. Amar alguém em silêncio não é fácil.
A porta do elevador se abriu e elas entraram.
— Também quero me desculpar.
— Se desculpar? Pelo que? — perguntou com a testa franzida apertando o botão para o terceiro andar, a porta se fechou.
— Por ter sido tão chata, na verdade uma insuportável, com você por tanto tempo. Hoje eu vejo que não tinha nenhuma razão para te tratar daquele jeito. — suspirou olhando nos olhos da perita. — Me desculpa?
— Isso é passado, Catherine. — ela respondeu. — Eu já te perdoei faz tempo.
A ruiva sorriu e elas trocaram um rápido abraço
A porta se abriu e elas saíram, porém antes de voltarem para perto dos amigos, Catherine pediu licença a Sara e foi até banheiro dar uma ajeitada na aparência.
Ela soltou os cabelos, enquanto os penteava pensou na breve conversa que tiveram.
…
— Você deveria conversar com ele. Dizer de uma vez o que sente.
— Não é tão simples assim, Sara. Aliás, você viu como a Tina estava com ele agora pouco. É óbvio que ela ainda gosta dele. E se ele também sente o mesmo por ela? Como o Greg disse, vai que eles se reconciliam? — disse não gostando nada dessa possibilidade. — E você se esqueceu que nós trabalhamos juntos? se isso cair nos ouvidos do Ecklie?
— Você está inventando desculpas, Catherine. — Sara a interrompeu, a ruiva parecia uma adolescente com medo de se declarar para o crush e levar um fora. — Primeiro, esquece o que o Greg disse. — Sara falou ainda brava com as palavras do amigo. ok, ele não sabia dos sentimentos de Catherine por Warrick, mas custava ficar de boca fechada? — E segundo, quem disse que o Ecklie vai descobrir alguma coisa?
— Você e o Gil que o digam, não é? enganaram todo mundo direitinho por dois anos. — disse dando um meio sorriso.
Sara deu risada do comentário.
— O que eu estou dizendo é que não é porque ela estava daquele jeito significa que ela queira voltar com ele. Warrick é o pai do Eli. Ela está aliviada, feliz em saber que o filho vai crescer com o pai por perto.
— Você acha? — perguntou com uma ponta de esperança na voz encarando a amiga.
— Acho. Escuta. — Sara se inclinou para frente tocando o ombro de Cath. _ Ele sobreviveu, Catherine. Você está tendo uma segunda chance. Não a deixe escapar.
…
Depois de se arrumar, Catherine saiu do banheiro e seguiu pelo corredor junto com Sara, ao chegarem próximo do quarto de Warrick, a porta se abriu e Tina apareceu, Catherine nem notou que Nick e Brass já tinham chegado, foi logo correndo na frente e perguntando como Rick estava.
— Ele está acordando, já chamei o médico para examiná- lo. — ela respondeu e voltou para o quarto.
Ao ouvirem aquilo todos se abraçaram aliviados e felizes, só nessa hora a ruiva notou a presença dos dois.
Para o alívio de todos, o médico não demorou a aparecer, entrou no quarto e saiu pouco tempo depois, se aproximou do pequeno grupo e falou sobre a complexidade da cirurgia e recuperação do paciente, que seguia sem nenhuma alteração negativa.
— Podemos vê-lo? — Nick perguntou.
— Sim, mas um de cada vez e não podem demorar muito. Ele precisa descansar.
Ele pediu licença e se retirou.
Como não podia demorar muito ali, Brass foi primeiro, depois Nick, Greg e Sara. Catherine queria ir por último, pois queria aproveitar até o último segundo da visita com ele, porém Gil pediu que ela fosse antes dele, ela concordou. Depois de mais uma ajeitadinha no cabelo, ela se aproximou da porta girou a maçaneta e entrou.
Rick estava parcialmente deitado de olhos fechados com um fino cobertor o cobrindo da cintura para baixo, em seu dedo indicador esquerdo tinha um pequeno aparelho, provavelmente monitorando sua pressão ou batimentos cardíacos, seu peito e o pescoço estavam protegidos com pequenos curativos, ao sentir a presença de alguém ele abriu os olhos, quando a viu um sorriso fraco, porém feliz, surgiu em seus lábios, o mesmo aconteceu com ela.
— Rick. — disse indo até ele.
Ela se sentou na cama e com cuidado e carinho o abraçou, não conseguiu conter as lágrimas.
— Catherine. — disse enquanto seus braços a envolviam. Próxima da janela, Tina observava a tudo, e pode ouvir quando ele disse o nome dela.
“Então essa é a mulher que ele chamou quando estava acordando?”
Pensou enquanto observava os dois.
— Estou tão feliz em te ver se recuperando. — disse se soltando do abraço e enxugando as lágrimas.
— Obrigado. E eu estou feliz em te ver. — respondeu sorrindo.
Ela sorriu feliz. Adorou ouvir aquilo.
Os dois conversaram por uns dez minutos, e nesse tempo eles ficaram de mãos dadas. Por um instante, Catherine pensou em dizer seus sentimentos para ele ali mesmo, mas sentia o olhar de Tina cravado em suas costas como se fosse uma faca afiada. Era melhor eles conversarem a sós. Depois de olhar as horas no relógio de pulso, ela se levantou ainda segurando a mão dele.
— Bom, eu preciso ir.
— Mais já? Nem vi o tempo passar, mas ainda está cedo.
— Eu prometo que volto amanhã. Tem mais uma pessoa pra te ver.
Se despediu dele com um beijo no rosto e outro abraço, quando ia saindo olhou para Tina que não parava de olhá-la de um jeito estranho, ela não entendeu o porquê daquilo, mas resolveu deixar pra lá, ela saiu do quarto e Gil entrou no logo em seguida, Catherine parou na porta e observou os dois se abraçando emocionados, e pensou no carinho e amizade que ambos tinham um pelo outro, Gil tinha Warrick como um filho, sempre o ajudando e tentando manter — lo no caminho certo, já Rick era grato por Grissom estar sempre ao seu lado, mesmo que isso significasse ser punido ou até mesmo quebrar alguma regra. Seria sempre agradecido a ele, ela deu um sorriso e foi embora.
Como prometido, no dia seguinte ela foi visitá — lo, Warrick se recuperava muito bem e em uma das visitas os dois até caminhavam pelo corredor do hospital, mesmo que fosse pra dizer um simples oi, ela fazia questão de visitá — lo todos os dias, encontrou com Tina algumas vezes, mas nunca conversaram ou se cumprimentaram. A moça nunca a olhava de maneira amigável. E apesar do que Sara lhe disse, ela achava que Tina gostava sim de Warrick e sua presença ali não a agradava.
Os dias se passaram e ele recebeu alta, e seus amigos iam visitá-lo sempre que podiam. Um dia, depois de uma dessas visitas, a campainha tocou, era Tina trazendo Eli para ficar com o pai, o menino sorriu e bateu as mãozinhas quando o viu, ele sorriu pegando o filho no colo e a convidou para entrar, ela recusou dizendo que precisava ir trabalhar, mas ele insistiu.
— Não vai demorar, prometo.
Ele brincou um pouco com o menino sob o olhar de Tina e depois do mesmo dormir, ele o ajeitou em sua cama e voltou para sala.
— O que você quer conversar comigo? — perguntou próxima do sofá.
— Não quer sentar?
A contragosto ela se sentou, ele fez o mesmo ficando de frente para ela.
— O que está acontecendo, Tina?
— Do que você está você falando? — perguntou confusa.
Ele explicou que tinha notado que ela estava diferente com ele desde o dia que ele acordou depois da cirurgia, ela era acompanhante dele, mas não se falavam muito e quando ele tentava manter um diálogo, ela inventava uma desculpa e saia do quarto. Ele queria entender o que estava acontecendo.
— Posso te perguntar uma coisa?
— Claro.
— Que tipo de relacionamento você tem com a ruiva?
Ele estranhou a pergunta, mas resolveu responder.
— Com Catherine? Nós trabalhamos juntos, somos amigos.
— Só amigos?
— Sim, por quê?
Ela ignorou a pergunta.
— Ela te visitou a semana inteira, vocês conversaram bastante.
— Tina, o que nossa conversa tem a ver com Catherine?
— Tudo. — respondeu se levantando.- Eu estava com você enquanto você acordava, e… eu fiquei feliz, foi quando eu te abracei e você falou o nome dela.
O silêncio se instalou naquela sala, os pensamentos de Warrick foram de zero a mil, Era por isso ela estava daquele jeito? Mesmo eles não estando mais juntos ele conseguia entender, se a situação fosse ao contrário ele também não ficaria feliz, parecendo ler seus pensamentos, ela disse.
— Eu sei que não temos mais nada um com outro, mas… — suspirou. — Quando me pediu em casamento, você já gostava dela?
Aquilo era mais uma afirmação que uma pergunta, e o silêncio dele foi mais que o suficiente para ela saber da resposta.
— Deve ser difícil estar todo o dia do lado da pessoa que gosta e não poder dizer a ela o que sente por causa de uma regra imbecil do trabalho. Sabe Warrick, você deveria dizer a ela o que sente, pois é bem óbvio que ela sente alguma coisa por você.
Se levantou dizendo que buscaria Eli mais tarde e foi embora.
Depois que soube sobre Gil e Sara, Warrick se arrependeu por não ter arriscado e dito a Catherine o que sentia, ele gostava de Tina, mas não amava, seu casamento tinha sido precipitado, uma tentativa de esquecer o que sentia pela ruiva, o que não deu certo, ele tinha sobrevivido e não iria desperdiçar sua segunda chance de fazer as coisas de maneira diferente, começando por Catherine.
No dia seguinte, a ruiva estava de folga deitada no sofá quando seu telefone tocou, era Warrick a convidando para darem uma volta pela cidade, ela aceitou e depois de encerrar a ligação foi correndo para o quarto se arrumar.
Os dois caminharam pela cidade e em um determinado momento Catherine perguntou se ele sabia o que tinha acontecido com McKeen pois ele nunca lhe perguntou nada a respeito. Ele disse que Nick tinha contado em uma de suas visitas. Ela balançou a cabeça e não tocaram mais naquele assunto. Era melhor assim. Ficaram olhando as fontes das águas dançantes quando ele se afastou e voltou logo em seguida com algo para ela.
— Uma maçã do amor? Obrigada. — agradeceu sorrindo, que coisa mais fofa. Enquanto ela comia foram conversando e caminhando até um parque, se sentaram em um dos bancos apreciando o pôr do sol.
— Aqui é tão calmo, nem parece Vegas. — disse dando mais uma mordida na maçã.
— É verdade.
Percebendo que ela terminou de comer, ele tirou um lencinho do bolso e lhe entregou. Ela agradeceu limpando os dedos e a boca.
Os dois ficaram em silêncio por tempo quando ele resolveu falar, agradeceu por ela ter ido visitá-lo todos os dias, ela sorriu dizendo que ele era muito importante para ela.
— Sabe… — ela começou tímida. — Quando... você me disse que tinha se casado, eu … eu menti. Realmente eu não gostei da notícia.
— Eu sei, estava na cara. Você ficou diferente comigo na hora. — Olhou para ela. — Por que nunca me disse ?
Suspirou antes de responder.
— Todos os meus relacionamentos nunca deram certo, eu tive receio. Não pensei que fosse funcionar. Nós trabalhamos juntos, sabe, mas aí descobrimos sobre Gil e Sara e isso me fez pensar o que teria acontecido se tivéssemos arriscado, como eles fizeram.
— Sabe, ontem eu conversei com Tina e ela me disse uma coisa.
— O que?
— Que eu chamei por você quando eu estava acordando.
Ela arregalou o os olhos, surpresa. Tinha ouvido direito? " Então era por isso que a Tina estava me encarando daquele jeito ". pensou.
— Sabe, eu também achei que se tentássemos não ia funcionar, nós somos muito diferentes e eu nunca percebi nada. — admitiu. — Mas se eu tivesse percebido antes, não teria me casado com a Tina… Na tentativa de esquecer o que eu sinto por você.
— E o que você sente? — perguntou recuperando a fala.
Ele não respondeu com palavras, se aproximou devagar, colocou a mão no rosto dela e o beijo aconteceu.
Finalmente, ela havia esperado demais por aquele momento, e ele também, seus braços envolveram o pescoço dele e as mãos dele envolveram sua cintura, ela aprofundou o beijo.
Só se separaram quando o ar se faz necessário.
Sorriram felizes com as testas encostadas uma na outra.
— Você não me respondeu o que sente por mim. — ela brincou.
Sorrindo ele se afastou um pouco.
— Eu te amo, Catherine.
Ela sorriu e depois de mais um beijo, ela sugeriu deles irem para um lugar mais calmo, e assim aconteceu, pegaram um táxi e seguiram para casa da ruiva. Ao entrarem na casa, ela só teve tempo de fechar a porta e deixar a bolsa em uma estante, logo os beijos recomeçaram, Cath suspirou jogando a cabeça para trás quando ele começou a beijar seu pescoço, eles foram andando pelo corredor e logo chegaram no quarto dela.
No dia seguinte, ela acordou lentamente e ficou observando ele dormindo de bruços com o rosto virado para ela, mal acreditou que tinha acontecido, eles tinham feito amor na noite anterior, e meus deus, que noite foi aquela? Foi melhor do que ela tinha imaginado.
Ele acordou pouco tempo depois e sorriu ao vê-la olhando para ele.
— Bom dia.
Ele sorriu e respondeu.
— Bom dia.
— Amanhã eu preciso bancar a atriz, os meninos vão desconfiar de alguma coisa. — sorriu.
— Você fala com Sara e eu com Gil. Eles enganaram todo mundo, vão ensinar pra gente com agir.
Ela deu risada concordando com ele, se sentou na cama, não se importando em cobrir os seios com o lençol.
— Ei, preciso te dizer uma coisa
— O que? — ele se sentou.
— Eu também te amo.
Ele sorriu se aproximou dela e a beijou, aquele era só o começo da história dos dois.
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