Notas iniciais
Desculpem pela demora. Espero que gostem.

Dor... Sangue....

De repente tudo começa a ficar em câmera lenta.

Ele leva a mão até o pescoço na tentativa de estancar o sangue quando sentiu outro impacto. Dessa vez em seu peito.

Com a visão um pouco turva, ele conseguiu olhar para frente e conseguiu ver alguém com uma arma apontada para ele. Um homem.

Warrick logo o reconheceu, porém já era tarde para pedir ajuda, sua mão escorregou de seu pescoço e seu corpo pendeu para frente, caindo sob o volante.

Então era assim que tudo ia terminar para ele, abatido em beco...longe de seus amigos, de seu filho, e por que não dizer, de Catherine? Ela sempre foi muito importante para ele, o perito sentiu que o laço entre eles tinha se fortalecido quando há poucas horas, ela se aproximou dele e, com um beijo no rosto, lhe disse que se ele precisasse de alguma coisa, bastava procurar por ela. Talvez ele só tivesse se dado conta que seu sentimento por ela ia além de amizade quando ela soube sobre seu casamento. Sua expressão dizia tudo. E Warrick pode ver que ela não estava "feliz por ele", como insistia em dizer. Se ele soubesse que ela gostava dele, com certeza não teria se casado.

Mas já era tarde para ele.

Nunca poderia dizer para ela o que sentia.

...

Já meio inconsciente, Warrick sentiu alguém abrir a porta de seu carro puxa-lo para fora e, com cuidado, deita-lo no chão, ele tirou o casaco e enquanto pressionava os ferimentos, Gil tentava manter o amigo acordado.

— Warrick! É o Grissom! Ouça minha voz. Por favor, fique acordado.

Ele olhava para o amigo, tentava não fechar os olhos, sua voz já estava longe, sua imagem embaçada.

Grissom não parava de falar.

— Warrick, por favor, lute! Mantenha os olhos abertos! Ouça minha voz! O socorro está a caminho.

Nesse momento, McKeen apareceu correndo parando do lado de Grissom, Warrick arregalou os olhos quando o viu e tentou falar alguma coisa, mas não conseguiu. Sem que o supervisor percebesse, o xerife colocou a mão no coldre, estava louco para sacar sua arma, antes que ele o fizesse, Grissom olhou para ele nervoso e perguntou onde estavam os paramédicos.

McKeen virou de costas com o telefone no ouvido, fingindo pedir ajuda. Impaciente com a demora Gil puxou o telefone da mão do homem.

— Está demorando demais, me dá esse telefone!

Jeffrey tentou falar com ele, mas Grissom não lhe deu atenção. Sua prioridade era Warrick.

Ao encerrar a ligação, o supervisor voltou sua atenção para o amigo. Ele estava fraco, aos poucos, foi fechando os olhos e sua cabeça caiu para o lado.

— Warrick? Warrick?! — o chamou desesperado.

Ele tinha perdido a consciência.

— Não... não!

Grissom o abraçou com força, deixando as lágrimas que ardiam seus olhos rolarem soltas por seu rosto.

...

Catherine desceu do carro assim que Nick o estacionou, ela mesma teria dirigido, mas não tinha condições para isso.

O lugar já estava cercado pela polícia, alguns protegiam a cena enquanto outros tentavam manter os curiosos afastados.

Ela passou por baixo da fita de isolamento e caminhou em direção ao carro de Warrick, que estava quase no fim do beco. De um lado, ela viu Brass conversando com McKeen e um pouco mais a frente viu Grissom, ele estava sentado no chão encostado na parede com um braço apoiado em um das pernas. Ele parecia desolado. A ruiva olhou em volta e não viu Warrick, ao chegar perto de Grissom, Catherine cobriu a boca com a mão na tentativa inútil de abafar um soluço que escapou de sua garganta e colocou a outra na barriga. Gil estava coberto de sangue.

Só nessa hora o supervisor se deu conta da presença da amiga, ele olhou para ela, não conseguiu dizer nada e logo desviou o olhar para o chão.

Notas finais
É isso,foi difícil escrever esse capítulo,imaginar a dor do Gil vendo o amigo naquela situação,entre a vida e a morte. Logo sai o próximo,prometo kkkk Até!