Notas iniciais
Er, oi pessoal! ~autora correndo dos leitores furiosos~ Ok, ok, demorei muito né? Eu sei... Peço mil desculpas, mas ando sem inspiração pra essa fic então acabo escrevendo os capítulos aos pouquinhos :/ Gomen ne pessoal. Quero agradecer aos reviews e a paciência (ou não) de vocês. Quero agradecer também à minha parceira Neko-chan, por me incentivar (ou ameaçar o.o) a continuar escrevendo e por me ajudar a revisar esse capitulo :) Boa leitura e aproveitem!

Nos últimos capítulos...

“- Vai sair? – Watari perguntou ao ver Ryuuzaki descer as escadas vestido de uma forma muito diferente.

- Não diga nada. Não me sinto eu mesmo vestido assim.”

(...)

“- Não acredito que estou fazendo isso – Raito disse enquanto se olhava no espelho.”

(...)

“- Você me seguiu?

- Não! Quer dizer... Talvez, mas foi porque achei essa daí muito suspeita – disse com desprezo apontando a loura com o queixo.

Ryuuzaki amarrou a garota na cadeira e cobriu sua boca com fita isolante.

- Acho que essa daqui só vai acordar amanhã – disse enquanto injetava um liquido branco no braço de Akane.

- Mas espera aí. “Quem me deve explicações aqui é você.”

(...)

“- Você NÃO é Kira, Raito-kun – Ryuuzaki correu os dedos pelo cabelo ruivo – Você pode ter sido, mas o Raito-kun de agora é diferente. Não é o mesmo. Assim como eu não sou mais L.

Talvez fosse verdade. Podiam ser os mesmos em essência, mas as circunstancias os haviam feito diferentes de antes.

- Eu sinto muito, de verdade – disse por fim encarando os olhos escuros do outro profundamente.”

(...)

Capítulo 5 – Revelações

- Isso não é ilegal Ryuuzaki? – Raito perguntou indiferente, estava sentado no banco do passageiro do carro importado do mais velho. Assim como Ryuuzaki, ainda vestia as roupas que usara na festa do dia anterior.

- Apenas se te pegarem.

Raito suspirou.

Flash Back On

- Raito-kun.

- O que é Ryuuzaki? – respondeu com a irritação contida.

- Acho que devíamos tirar Akane do armário na área de serviço – respondeu encarando o teto.

- Droga. Esqueci totalmente daquela mulher.

Ryuuzaki sorriu e correu atrás de Raito que havia partido rapidamente na direção de onde haviam trancado a loura. Não podia deixar o ruivo espancá-la, pelo menos não antes de fazer algumas perguntas.

Ambos correram em direção ao armário, que para surpresa dos dois estava com a porta escancarada, a cadeira onde a mulher estivera sentada estava vazia e as cordas estavam desamarradas.

- Ela escapou? – Raito disse irritado.

Mas Ryuuzaki já estava em ação, o moreno escutava atentamente alguma coisa enquanto andava em direção à sala de entrada, Raito prestou atenção e logo percebeu que dava para se ouvir um rastejar quase silencioso acima de suas cabeças. Olhou significativamente para o mais velho que acenou para que ele o seguisse.

Os dois continuaram ouvindo e andando o mais cautelosamente possível na direção do rastejar, Ryuuzaki abriu a porta do quarto e saiu para o hall, ficando bem embaixo da saída da tubulação de ar. Enquanto isso Raito subiu pela saída que havia dentro do quarto. Akane percebeu a presença de Raito atrás de si e apressou-se em abrir a saída mais próxima e pular em direção ao solo enquanto olhava para trás, sem perceber que Ryuuzaki estava esperando por ela lá embaixo.

- Tentando sair de mansinho antes do café, Akane? – O moreno disse friamente prendendo-a em uma chave de braço.

Raito saiu pela mesma saída que a loura logo em seguida, ajudando Ryuuzaki a trazê-la novamente para o quarto sem alvoroço. Amarraram-na e taparam sua boca com fita isolante novamente, mas dessa vez não perderiam tempo.

Flash Back Off

- Não sei se estou de acordo em mantê-la refém. – O ruivo disse enquanto olhava através da janela do carro.

- Ela não é nossa refém, é nosso novo bichinho de estimação.

O barulho no porta-malas deixou claro que o “bichinho” parecia bem selvagem.

Chegaram à mansão de Ryuuzaki rapidamente e após estacionarem na garagem interna, Watari apareceu olhando confuso Raito carregar a loura amarrada e amordaçada no ombro.

- Vou te explicar assim que der um jeito nela. – Ryuuzaki prometeu.

E então conduziu Raito a um canto da garagem, digitou uma senha em um painel digital e uma porta metálica se abriu, revelando uma escada para o subsolo. Desceram as escadas e Raito pode contemplar uma saleta branca e muito bem iluminada, havia o que parecia ser uma espécie de cela feita toda em vidro num canto, uma aparelhagem sofisticada estava instalada no canto oposto.

- O que é tudo isso? – Raito perguntou enquanto Ryuuzaki injetava novamente o liquido branco em Akane.

A loura adormeceu instantaneamente e os dois a colocaram dentro da cela de vidro, que era blindada e só podia ser aberta através do reconhecimento do DNA de Ryuuzaki. Era impossível se fugir dali.

- Me preparei para caso algo do tipo acontecer. Não seria conveniente trazê-la para cá se ela pudesse escapar novamente. Você viu como ela é habilidosa.

- E para quê serve aquele monte de coisas ali? – O menor perguntou apontando para o outro canto da sala.

- É um super computador, Watari o desenvolveu. Com ele posso baixar a ficha de quase qualquer pessoa no mundo desde que seja registrada legalmente, posso monitorar os movimentos da SPK e além de tudo funciona como detector de mentiras, será muito útil quando formos interrogar a mulher.

- Muito conveniente.

Raito ergueu uma sobrancelha pro computador ao mesmo tempo em que Angeline entrou a passos firmes na saleta, Watari estava em seu encalço parecendo querer conte-la. O ruivo observou atentamente a mulher, ela vestia uma calça de couro justa por dentro das botas negras de cano alto, a camisa social branca era enfeitada com babados e rendas. Ela parecia antipática, foi a primeira coisa que pensou.

- Senhor Lawliet eu tentei impe- Watari foi interrompido pela voz firme da morena.

- Suponho que não pretendia me contar que essa, tsc, ordinária, tentou te matar, não é? – Angeline disse calmamente num inglês perfeito, de sotaque britânico, Raito pode entender quase tudo. Olhou a loura adormecida na pequena prisão.

- Eu deveria? – Ryuuzaki respondeu sarcasticamente – Não sei se percebeu, mas mal tive tempo de contar a alguém.

- Ora, não é possível que depois de tudo que te disse na sexta ainda faça questão de me privar de informações tão importantes Lawliet. Devia ter me ligado imediatamente – Resmungou de forma autoritária.

- Teoricamente já era para você estar em Londres, não? Não pode me pedir para adivinhar os seus imprevistos, ou diria melhor, suas mudanças de idéia. Afinal, como ficou sabendo?

Raito observou a discussão sem dizer nada, não sabia quem era a mulher, mas ela com certeza era poderosa, nunca viu ninguém usar aquele tom de voz com Ryuuzaki, muito menos manter a postura ereta depois das palavras ácidas rebatidas pelo moreno. Estava difícil acompanhar tudo, embora entendesse muito bem inglês era difícil quando falavam tão rápido e com aquele sotaque.

- Decidi ficar uns tempos por aqui, acho que essa casa acomoda muito bem um hóspede. Não vou te atrapalhar.

- Não – Ryuuzaki respondeu simplesmente.

- Não é uma pergunta. Já dei ordens para me mandarem algumas coisas da Inglaterra, devem chegar até amanhã. Sei que Watari mantêm meu quarto preparado.

- “Tenho sido uma pessoa horrível”, você disse – Ryuuzaki rodou os olhos – Sabia que estava tentando se redimir por algo, só não imaginei que fosse por uma ação futura, e não passada.

- Só quero passar algum tempo com você Lawliet, me sinto sozinha em Londres... – Angeline baixou o tom de voz, repentinamente abraçando o moreno possessivamente.

Raito sentiu sua feição desabar um pouco, o que estava acontecendo? O que aquela mulher queria dizer com “me sinto sozinha” e “meu quarto” e Inglaterra e Londres, e por que diabos ela tinha que pronunciar o nome dele daquela forma tão... Tão... Lasciva?!

Ryuuzaki observou Raito em seu conflito interno e leu claramente a confusão em seu rosto, com facilidade livrou-se dos braços da irmã e foi em direção ao outro, puxando-o pelo braço para o térreo, o mais novo não apresentou resistência e deixou-se ser rebocado por Ryuuzaki até o quarto que já lhe era familiar.

Ryuuzaki deixou Raito próximo da cama e trancou o quarto, ao se virar novamente o ruivo o encarava com uma expressão enigmática.

- Algum problema? – Perguntou o moreno sem rodeios.

- Problema? – Pigarreou – Não, acho que não.

O mais velho atravessou o quarto em passos longos parando bem próximo ao outro, Raito pareceu se encolher levemente diante do calor de Ryuuzaki.

- Então por que parece tão... Frustrado? – Perguntou suavemente enquanto corria um dedo pelo rosto do outro.

Raito afastou a mão de Ryuuzaki e bufou irritado. Como ousava tocá-lo daquela forma quando uma mulher estava – ainda, provavelmente – no andar de baixo dizendo aquelas coisas...

- Raito-kun, me diga no que está pensando.

- Você não pode simplesmente ter tudo o que quer Lawliet. – Disse calmamente, mas bufou e cruzou os braços com força ao mesmo tempo em que se virava de costas para o moreno. Era claramente uma ação mimada e infantil, como uma criança quando percebe que alguém está brincando com seu brinquedo preferido.

O mais velho teve vontade de rir diante do ataque – aparentemente furioso, mas na verdade inofensivo – de Raito, agora entendia bem o que estava acontecendo, jamais imaginaria uma cena tão incomum entre eles dois, e mesmo assim tão encantadora.

O moreno se aproximou ainda mais de Raito, era impossível esconder o sorriso que se formava em seus lábios agora. O ruivo continuava de costas resmungando coisas sobre Ryuuzaki quando sentiu os braços do mais velho lhe envolverem. Continuou de braços cruzados, ainda resmungando.

– As pessoas não podem simplesmente ceder a uma ordem sua só porque você é... – Ryuuzaki beijou carinhosamente a nuca do outro, causando-lhe um arrepio -... Rico... – As palavras e acusações pareceram morrer em sua boca ao sentir o toque do maior.

O moreno virou Raito de frente para ele, ainda sem afrouxar o aperto de seus braços impedindo que o ruivo se distanciasse um milímetro que fosse de si. Encostou-o com as costas na parede, prensando o corpo contra o do menor. Uma onda de eletricidade pareceu fluir entre eles.

- O que estava dizendo Raito? – Sussurrou sedutoramente contra a pele de seu pescoço, beijando e chupando suavemente a região logo em seguida.

- Que... Que as... Pe-pessoas... Ah! – Arfou ao sentir a língua de Ryuuzaki percorrer sua clavícula, a curva de seu pescoço e depois subir pela linha do maxilar até chegar ao seu ouvido.

- Você disse algo sobre não ceder... Vou te mostrar exatamente como é bom quando as pessoas cedem às minhas vontades – O moreno sussurrou com a boca colada em seu ouvido.

Raito sentiu todo o seu ser se acender no que parecia ser fogo, ou lava, ou qualquer coisa que pudesse ser tão quente quanto aquilo. De repente o quarto luxuoso parecia quente e sufocante, quase claustrofóbico, queria poder tirar a roupa ou tomar um banho frio, qualquer coisa que pudesse fazer aquele calor passar. Queria fugir, sabia o quão perigosa estava à situação, mas não tinha forças pra dar um passo sequer para longe do mais velho.

Ryuuzaki beijou Raito delicadamente, de forma intimidadora, mas não opressiva, não queria que o outro pensasse que estava sendo obrigado a alguma coisa, mas Raito parecia responder prontamente aos seus estímulos, caso contrário sua boca não se entreabriria em resposta ao toque suave de sua língua, e a língua do menor não invadiria a boca do mais velho parecendo querer tudo aquilo tanto quanto Ryuuzaki.

Agora que Raito parecia plenamente ciente do que estava acontecendo, e parecia querer também que aquilo estivesse acontecendo, Ryuuzaki sentiu-se livre para tirar um dos braços da cintura do menor, levando a mão aos cabelos avermelhados do outro e deixando-a ali, agarrada firmemente entre os fios.

Raito não conseguia pensar coerentemente, e embora a razão lhe gritasse que aquilo era errado seu corpo parecia não querer obedecer, talvez isso explicasse o porquê de suas mãos se prenderem ansiosamente aos músculos das costas de Ryuuzaki. Seu coração parecia cavalgar a duzentos kilometros por hora, parecia que a qualquer momento rasgaria seu peito e saltaria para fora, podia sentir o sangue martelando frenético em seus ouvidos e mal reconhecia sua respiração descompassada enquanto o outro continuava a lhe invadir a boca.

O moreno não hesitou ao colocar as mãos por dentro da camisa do mais novo, acariciando-lhe a pele macia, tocando parte por parte, correu os dedos firmemente pelo abdômen, apertando-lhe a cintura e subindo pelas costas logo em seguida. Raito soltou um gemido fraco, sentindo todo o corpo tremer sob as mãos habilidosas de Ryuuzaki. O mais velho continuou com as caricias e embora Raito parecesse relutante continuava a corresponder, hora arranhando as costas do mais velho, hora puxando-lhe os cabelos negros suavemente.

Ryuuzaki afastou-se de Raito, o suficiente para que pudessem se olhar nos olhos. Tentou encontrar qualquer sinal de rejeição ou de hesitação, mas tudo o que via ali era desejo, tão forte que quase apagava a faísca suave do medo. O moreno desabotoou a camisa do menor lentamente, de forma carinhosa enquanto mantinham contato visual, observou a respiração de Raito se acelerar ainda mais quando o tecido escorreu por seus braços, caindo ao chão. O ruivo sentia-se vulnerável. Ryuuzaki percebeu o pânico súbito que parecia querer aflorar no outro e o abraçou delicadamente.

- Não se force a nada Raito-kun – Sussurrou docemente.

Raito sentiu o sangue de seu rosto arder, estava nervoso e seu estomago parecia se revirar a cada respiração de Ryuuzaki contra seu corpo, mas não queria parar, não podia, aquele calor o estava prendendo ali.

- Nã-não estou – Respondeu tentando parecer firme.

Levou as mãos em direção ao tecido caro da camisa do outro, abrindo os botões com dificuldade devido às mãos tremulas. Ryuuzaki observou encantado a aparente inexperiência do mais novo, desabotoar a camisa parecia um processo difícil para Raito, mas observou em silencio enquanto os botões eram abertos um por um, lentamente.

Deslizou a camisa lentamente pelos braços de Ryuuzaki e observou de perto sua pele pálida, parecia macia e delicada sobre os músculos magros, mas bem definidos do peito e abdômen do moreno, não resistiu a tocá-lo. Passou as pontas dos dedos suavemente por toda a região e observou satisfeito enquanto o outro fechava os olhos, soltando um suspiro logo em seguida.

- Isso é bom? – Perguntou curioso.

- Sim... – Respondeu ainda de olhos fechados.

Ryuuzaki segurou o topo dos braços de Raito, puxando-o para que pudesse beijá-lo agora de forma urgente enquanto o conduzia em direção a cama, sentou-se na beirada puxando o ruivo para seu colo. Raito corou ao sentir seu corpo tão próximo de Ruuzaki daquela forma.

- Se quiser parar tem de ir embora nesse momento, Raito – Sussurrou enquanto beijava faminto a pele exposta do pescoço do outro.

Como resposta Raito apenas agarrou seus cabelos, incentivando-o enquanto a outra mão deslizava por seu braço. Ryuuzaki girou o corpo, deixando Raito deitado de costas na cama, e subiu sobre ele, beijando cada parte que podia alcançar até chegar à altura de seu rosto. Olharam-se profundamente durante alguns instantes, Raito traçava padrões imaginários com os dedos nas costas de Ryuuzaki enquanto este acariciava-lhe os cabelos carinhosamente, esperavam encontrar algo nos olhos um do outro que confirmasse que aquilo era real.

- Ryuuzaki...

O moreno limitou-se a beijar o pescoço do outro como resposta, passando a língua suavemente e dando leves chupões que deixavam a pele de Raito avermelhada, desceu os beijos até a clavícula para depois subir novamente até a altura da orelha, fazendo então todo o caminho pelo maxilar até chegar a ponta do queixo, onde mordiscou de leve.

LEMON

- Eu quero você, Raito – Disse olhando nos olhos castanhos.

Raito corou, e de repente nada mais importava, nem shinigamis, Kira, cadernos, assassinas loiras, nada disso importava agora, para Raito tudo era calor, tudo era Ryuuzaki, era como se todo o oxigênio ali presente tivesse um pouco dele, Ryuuzaki preenchia tudo naquele quarto, até mesmo o coração machucado de Raito. Não havia como recusar todo aquele sentimento.

- Você me tem – Respondeu fechando os olhos.

Se beijaram novamente enquanto Ryuuzaki abria rapidamente o botão e o zíper da calça do outro, arrancando a peça dali com precisão, afastou-se por um segundo para admirar o corpo seminu de Raito logo abaixo do seu, ele lhe pertencia, nada provava isso mais do que estarem ali, tão entregues, tão vulneráveis, demonstrando partes de si próprios que jamais revelaram a ninguém.

- Você é lindo... – O moreno sussurrou enquanto traçava um caminho de beijos molhados do peito até o ventre de Raito. – Perfeito...

Ryuuzaki colocou a mão suavemente sobre a ereção de Raito, parecia tão ansioso por alivio quanto ele próprio, observou com deleite Raito apertar os olhos e morder o lábio inferior enquanto acariciava-lhe por cima da cueca. Sorriu maliciosamente ao puxar a cueca Box preta com os dentes, e ficou feliz ao perceber o quanto o parceiro estava animado também.

Pegou uma das pernas de Raito erguendo-a a altura de seu rosto para que pudesse distribuir beijos por toda a parte interna da coxa enquanto se livrava da cueca. Subiu os beijos cada vez mais em direção a virilha parando ao chegar ao membro de Raito, segurou-o firmemente enquanto beijava a cabeça para logo em seguida abocanhá-lo com habilidade, Raito arfou.

Ryuuzaki continuou a chupá-lo, alternando o ritmo para mais rápido ou mais devagar de acordo com as reações do mais novo, enquanto isso o ruivo observava atentamente a forma sensual como o outro deslizava os lábios sobre toda sua extensão, pensou que mesmo que não estivesse sentindo na pele todas as sensações percorrerem seu corpo, aquilo seria excitante só de olhar.

- A-ahh... La-lawliet! – Gemeu alto quando uma onda forte de eletricidade sacudiu seu corpo em espasmos, havia chegado ao clímax, se derramando na boca quente de Ryuuzaki.

Permaneceu alguns poucos segundos de olhos fechados, a respiração ofegante devido ao orgasmo, e quando os abriu novamente Ryuuzaki o encarava, sorrindo maliciosamente, o moreno lambeu um de seus dedos que estava sujo pelo gozo de Raito e logo em seguida deitou-se sobre o menor para que pudesse alcançar sua boca.

Ryuuzaki afastou o rosto alguns centímetros do de Raito para que pudesse colocar um dedo na boca do menor.

- Chupe – Disse carinhosamente, Raito obedeceu e logo em seguida outro dedo foi introduzido em sua boca.

Raito continuou chupando os dedos de Ryuuzaki enquanto o via abrir a própria calça com apenas uma mão, o fato de estar deitado sobre Raito parecia tornar a tarefa mais difícil do que costumava ser então o mais novo decidiu ajudar, suas mãos não estavam mais tremulas então foi relativamente fácil abrir o zíper da calça do outro, abaixando-a junto com a cueca Box branca que Ryuuzaki usava. O moreno retirou os dedos da boca de Raito e ergueu o corpo levemente, retirando as peças de roupa.

- Não tenha medo – Sussurrou ao ver Raito de olhos arregalados.

Levou à boca os dedos que Raito havia chupado, e os sugou e lambeu, umedecendo-os ainda mais. Deitou-se novamente sobre o ruivo, beijando sua boca de forma apaixonada e doce, sentiu o corpo de Raito relaxar novamente então apertou suavemente as nádegas do mais novo, em resposta Raito abriu as pernas, acomodando Ryuuzaki melhor ali no meio e incentivando-o a continuar. O moreno então colocou o dedo delicadamente na entrada do menor, acariciando a região de leve até que o outro relaxasse completamente.

- Se estiver te machucando me avise... – Ryuuzaki deslizou os lábios pelo pescoço de Raito, ao mesmo tempo em que introduzia um dedo no mais novo.

Raito mordeu os lábios, contendo a dor irritante da invasão.

- Ap-apenas seja...Cuidadoso – Disse entre os dentes cerrados.

Ryuuzaki continuou a distribuir beijos e caricias por todo o corpo de Raito enquanto fazia movimentos lentos de vai e vem, aos poucos o outro foi relaxando mais e mais até não sentir mais dor. Ao ver o outro relaxado, Ryuuzaki introduziu o outro dedo e observou Raito soltar um gemido fraco de dor, mas dessa vez a dor veio acompanhada de um prazer suave que foi crescendo e ofuscando a dor à medida que Ryuuzaki movimentava os dedos dentro de si.

- Lawliet... – Gemeu de olhos fechados.

O mais novo continuava de olhos fechados, a face corada e a respiração ofegante, segurava o cabelo de Ryuuzaki firmemente entre os dedos. O moreno retirou então os dedos de dentro de Raito, ajeitou as pernas do outro ao redor de sua cintura e posicionou seu próprio membro na entrada do mais novo, forçou delicadamente os quadris, entrando com dificuldade. Raito gemeu de dor, sentiu os olhos enxerem-se de lagrimas, mas tentou se controlar.

- Fique calmo, a dor já vai passar... – Ryuuzaki afagou o rosto do ruivo e o beijou logo em seguida.

Raito acenou positivamente, agarrando-se a Ryuuzaki com toda força que tinha, o outro continuou fazendo movimentos de entra e sai lentos, entrando cada vez mais fundo. Ryuuzaki gemia enquanto segurava a cabeça de Raito em seu ombro com uma mão, com a outra segurava os quadris estreitos do mais novo.

Raito não soube em que momento a dor cessou completamente, mas quando se deu conta já estava gemendo tão alto quanto o moreno, apertava os braços e costas de Ryuuzaki deixando marcas de unha, ficou satisfeito ao perceber que isso fazia o outro aumentar o ritmo e a força. Não conseguiam desgrudar os olhos um do outro enquanto continuavam a se mover cada vez mais rápido, Raito podia sentir outro orgasmo vindo e não pode controlar, observou com a visão turva seu liquido sujar seu próprio abdômen, continuou gemendo fracamente enquanto Ryuuzaki ainda estocava dentro de si por mais dois ou três minutos, gozando também ao mesmo tempo em que soltava um urro de prazer.

Fim LEMON

Ryuuzaki deixou seu corpo cair sobre o de Raito abraçando-o carinhosamente em seguida. O ruivo mantinha os olhos fechados enquanto sua respiração continuava descompassada, abraçou a cabeça de Ryuuzaki em seu peito, mantendo-o ali

- Raito... – Chamou baixinho sem levantar a cabeça.

- Oi...

- Acho que te amo – Disse sem rodeios.

Raito corou violentamente e sentiu seu coração acelerar.

- Er, isso é um pouco, ahn, quer dizer... – Balançava os braços caoticamente gesticulando o que queria dizer e tornando tudo ainda mais incompreensível.

- Precipitado? – Perguntou o moreno seriamente.

- Isso, precipitado, exatamente o que quis dizer.

- Sinto muito – Mas Ryuuzaki podia sentir a pulsação gritante de Raito sob seu corpo e se sentiu feliz.

Continuaram ali juntos, abraçados e nus, Ryuuzaki repousava em paz, finalmente teve certeza de todos os sentimentos dentro de seu peito, mas Raito estava confuso, mesmo que tivesse vontade de pular e gritar de alegria por estar ali com o moreno, aquilo tudo ainda parecia errado. Mas não pensaria nisso, não naquele momento.

(...)

Enquanto dois certos rapazes “conversavam” no quarto de Ryuuzaki, Watari suspirava no andar térreo, Angeline parecia disposta a deixar todos loucos.

- Minha bagagem não vai demorar, sei que tenho algumas roupas velhas aqui no meu quarto – disse ela enquanto andava de um lado pro outro – A não ser que tenha jogado fora. Watari? – ergueu uma sobrancelha perfeita sugestivamente pro mordomo.

- N-não. Claro que não joguei nada fora – abanou os braços enquanto se apressava a negar – Senhorita Angeline é da família, jamais jogaria seus pertences fora.

- Acho bom – resmungou enquanto subia as escadas – Então, estou no meu quarto caso precisem de mim.

Watari soltou um suspiro longo, seriam dias muito, muito longos...

Notas finais
E ai, gostaram? Não tenho certeza se esse capítulo ficou bom, ou se vai corresponder às expectativas de vocês, então me digam o que acharam ok? E sim, eu escrevi um lemon, foi o primeiro então por favor tenham piedade. Não vou prometer escrever um capitulo tão logo, como disse ando sem inspiração, mas sempre tentarei escrever essa fic, então mandem reviews, isso ajuda muito a animar uma autora, onegai. É isso pessoal, esperam que tenham gostado! Até a próxima, sayonara!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.