Seasons Gods - Interativa

13 Capítulo 13 - A Thousand Years


Notas iniciais
Oláaa
Sim, demorei um século, eu sei. *Desvia de pedras
Bom, acabei de me mudar e realmente foi um problema aqui com internet e tal.
Bom, já vou enviar um e-mail aos meus queridos leitores que não comentam
hm..
ah, SugThisMilk está me ajudando bastante com as ideias, então dedico o capítulo para ela :3

Heart beats fast

Colors and promises

How to be brave

How can I love when I'm afraid to fall

But watching you stand alone

All of my doubt suddenly goes away somehow

Gwen, vamos ao shopping hoje. Quer ir? — Allicia perguntou uma vez que todos estavam reunidos na sala de jantar tomando café da manhã. Todos menos dália.
– Desculpa, não vai dar. — Ela parou de brincar com os talheres de prata. — Vou para o escritorio do Derek hoje. — Explicou fazendo todos levantarem os olhos para ela. — Que foi?
– O que vai fazer lá? — Zoé perguntou curiosa com os dedos entre os fios castanhos de seus cabelos.
– nada de mais, eu acho. Ele me chamou e eu vou. — Deu de ombros.
– Entao quer dizer que qualquer um que te chama voce vai correndo? — William soltou os talheres sobre o prato de cristal fazendo um barulho estridente.
– o quê? — Ela fez careta de desgosto, poucos segundos antes de ouvirem um estrondo e um gemido manhoso. Olharam para a porta e viram Dália caída, obviamente fingindo, já que sorria para William. — Cuide da sua vida e da sua namorada que o que eu faço ou deixo de fazer não é da sua conta! — Disse firme e furiosa, saindo apressada pela porta. Todos ficaram em silencio e apenas ouviram a porta da frente batendo com força.
Ninguém se pronunciou por um breve passar de tempo. Will fixou as duas mãos na cabeça e suspirou. Andou apressadamente até Dália e a puxou do chão sem muita delicadeza, levando-a para o andar de cima.
– Parece que nossa saída de hoje morreu. — Allicia voltou a se pronunciar e se retirou da mesa após revirar os olhos.
– Bom, só sei que eu e a Alex ainda vamos ao shopping. — Midori se levantou com o braço entrelaçado ao da amiga.
– Sozinhas? Sozinhas em um shopping? — Arthur perguntou pouco incomodo.
– Qual o problema? — Alex cruzou os braços.
– Oferecida. — Honmin sussurrou, mas nada inaudível.
– Gr... Idiota pervertido.- A Printemps resmungou de volta em um rosnado fino. — Vamos, Midori! — As duas quase passavam pelo arco de entrada da sala de jantar para a sala.
– Nm pensar! — Arthur levantou em um pulo, arrastando a cadeira. — Eu e o Honmin vamos junto! — Puxou o outro pelas costas da camiseta, fazendo-o soltar o copo sobre a mesa e cambalear para trás.
– Vamos? — Perguntou confuso.
– Sim. — Arthur passou os braços pelos ombros dos três e os puxou um contra os outros. — Vamos nos divertir muito e preservar a pureza dessas duas! — Saiu os arrastando até não mais poderem ser ouvidos.
– Ok... — Vanessa desfez a careta de "WTF" e voltou a sorrir. — Jess, Charlie e Bella, que tal se fossemos la em cima? O clima aqui em baixo está bem pesado.
– Acho bom. — Bella foi a primeira a se levantar, seguida de Jess.
– Devíamos fazer algo? — Charlie perguntou em tom baixo.
– Não acho. — Bella suspirou. — Vamos deixar eles se ajeitarem sozinhos, já que isso pode ser cotidiano daqui pra frente.
– Ok. — Charlie se deixou cair sobre os ombros de Vanessa. — Queria que as coisas se arrumassem logo.
– E tambem! — Jess cruzou os braços. — Vamos subir junto com a Allicia.
As quatro subiram e deixaram os outros na sala de jantar.
– Bom, eu vou lavar a louça. — Zoé se levantou e deixou o pano que antes estava sobre o colo, sobre a mesa.
– Eu te ajudo! — Justin foi o primeiro a se levantar, embora tenha trocado olhares com a garota Automne durante todo o desjejum.
– Obrigada. — Ela começou a recolher os pratos com ele após lhe mandar um sorriso.
– Ei, Scarllet! Vamos conversar! — Dimitri ainda tentava acalmar a namorada. — Nós não dormimos na mesma cama! Eu nem fazia ideia que ela estava la, sabe que....
– Que você tem sono pesado, claro. — Revirou os olhos claros e suspirou. — Explique a assanhadinha confirmando ter dormido com vocês!
– Mas eu já...
– Claro. — Saiu andando com ele atras.
– Parece que somos as únicas normais aqui. — Riley se levantou ao lado de Miley. — Que tal irmos na sorveteria daqui de baixo? — Perguntou.
– Aham! — A outra concordou alegre. — Só queria saber o que esta acontecendo... — Suspirou.

(...)

– Ai, ai! — Dália reclamava enquanto era puxada escadas acima. — Will! Will, está me machucando! — Foi jogada dentro do quarto do rapaz.
– Até quando pretende fazer isso? — Ele bateu a porta atras de si, encarando a ruiva.
– Fazer o que? — Quem a visse diria ser o ser mais inocente da Terra.
– Me prender á você!? — Ele se deixou cair no sofá. — Por que faz isso? Eu não te amo! Aqui é um lugar perigoso! Derek pode te matar a qualquer momento!
– Está preocupado?
– Claro, sua estúpida! — Ele se levantou rapidamente. — Ainda que hoje eu já saiba quem você é... Você cresceu comigo.
– Já dormimos juntos Will... Sei que ainda sente algo por mim. — Ela o abraçou, segurando o tecido de sua camiseta com força.
– Dália... — Ele bufou irritado com a insistência da garota.
– Ainda me deseja, não é? — Ela se afastou dele, levando a mão até as costas, puxando o zíper do vestido e o deixando cair sobre os pés.
– Dália, vista-se agora. — Ele virou o rosto por respeito. Sua voz era firme, mas temerosa por cair na tentação, já que Dália era perfeita em questão física.
– Não! — Ela puxou o rosto do rapaz, obrigando-o a olhar pra ela. O beijou por alguns segundos, mas ele nem ao menos se moveu, apenas esperando ela se afastar. — William! — Ela gritou e bateu o pé. — não me acha bonita? Não me deseja?
– Dália...
– O que aquela idiota albina tem que eu não tenho?!
– Quer mesmo saber? — Will se irritou com ela. — Ela tem uma boa alma, é pura e inocente. Sempre que ela sorri eu fico nervoso de maneira que nem sequer posso explicar. Quero protegê-la de tudo e de todos e quando aquele caçador toca nela, eu me contorço de raiva. Cada vez que ela fala comigo eu tento prestar atenção em suas palavras e em sua beleza ao mesmo tempo e além de tudo, Dália, quando ela não está comigo... Eu me sinto vazio! Quando brigamos ou quando a vejo triste e nada posso fazer, quase morro! — Ele respirou fundo, fugindo do olhar espantado da garota de lingerie em sua frente. — E isso... Eu nunca senti quando estávamos juntos.
– Will...
– Se vista. — Ele ordenou, mas ela não moveu um músculo sequer. Ele revirou os olhos e criou uma pequena onde de ventanias, fazendo seu vestido subir e o zíper se fechar por impulso Do vento.
– Isso não vai sair barato! — Ela assumiu sua postura maligna e possessiva sobre o rapaz. — Você é meu e eu vou matar aquela vadia! — Gritou com raiva.
– Nem tente! — Ele ergueu ao mesmo tom sua voz. — Caso contrário, eu mesmo te dou um fim. — Ele lhe deu as costas, saindo do quarto.

"Essa vagabunda... De hoje ela não passa"

Dália sorriu meigamente embora seus pensamentos fossem malévolos e vingativos. Tudo que mais queria, aquela estranha tinha roubado dela.

Duendes são problemas na Terra,e sua única função é amar possessivamente alguém, nem que esse alguém os odeie por tal causa.

(...)

– Honmin, eu vou com ela para lá. — Arthur segurava o pulso de Midori e apontava para o setor leste do Shopping. — Você e a Alex vão pra lá. — Apontou para o Sul. — Nos vemos em casa.
–Quê?! — Alex nem conseguiu dizer nada. O garoto já arrastava sua amiga para alguma parte do Shopping. Se viu novamente sozinha com aquele idiota pervertido.
– Muito bem... — Honmin resmungou. — Onde quer ir? — Realmente odiava aquele tipo de lugar. E nem ao menos sabia por que estava ali mesmo.
– Ah... Já que estamos aqui... — Ela olhou em volta. — Vou procurar roupas pra mim. Pode ir embora. — Ela disse fria, como ele fazia com ela desde sempre.
– Tá! — Ele respondeu no mesmo tom. Ela simplesmente virou de costas para ele e saiu andando. — Aish! — Bagunçou o cabelos com raiva de algo que nem ao menos sabia. — Hm? — Percebeu que ela conversava com um rapaz alegremente. Sentiu a necessidade de ir até lá intervir.
– E eu... — Ela dizia algo que ele não queria saber.
– Alex. — Ele a puxou pelo braço e não a soltou, fazendo o garoto desconhecido bufar. — Decidi ficar. Vamos. — A virou de costas com as mãos e mandou um olhar maligno para o ser loiro atrás deles, que se afastou medroso.
– Eu estava conversando! — Ela reclamou, livrando-se de seus braços. — Não sei porque decidiu ficar. Não chamei você!
– Escuta, apenas faça o que tem que fazer. — Ele disse sério. Ela revirou os olhos e saiu andando na frente, enquanto ele a acompanhava, sempre observando se alguém olhava pra ela, e se o faziam, ele encarava de forma medonha.
Entraram na primeira loja e logo ela se empolgou. Foi pegando vários cabides, mas sempre os devolvia e acabava ficando sem muitos para experimentar.
– Decida-se logo. — Ele reclamou enquanto segurava dois cabides por cima do ombro e a mão no bolso frontal da calça. — Não temos o dia todo.
– Ok... — Ela pegou uma saia preta por fim e puxou os cabides da mão do garoto. — Me espere aqui então. — Ela o empurrou no sofá em frente do provador e se trancou lá dentro.
– E não nasci pra isso! — Ele suspirou enquanto se lamentava. — Eu nem sei porque estou aqui! Por que eu estou aqui!!? — Deixou o corpo escorregar pelo sofá azulado de camurça.
Ficou esperando por uns cinco minutos, sempre ouvindo a menina se atrapalhar toda dentro do provador, mas realmente não ia oferecer ajuda. Estava ocupado demais girando uma almofada na ponta do indicador.
– Posso te fazer uma pergunta? — A voz de Alex estava manhosa e baixa; pouco receosa. Ela colocou apenas a cabeça para fora do provador, segurando a porta em frente do corpo.
– O que?! — Ele perguntou com tédio e frio, por ter deixado cair a almofada.
– Isso ficou bom? — Saiu do provador com um vestido balonê roxo com fitas pretas, assim como o largo cinto na cintura e um salto de 13 cm preto com uma fita que enlaçava seu tornozelo, acompanhado por algumas pulseiras pretas no pulso.
– P-Por que pergunta P-pra mim?!! — Ele se levantou espantado.
– Só responda! — Ela franziu o cenho, ainda manhosa e sussurrando. — Ficou feio?
– Quê? Sim..Não, não! Ah! — Ele prendeu as mãos nos cabelos novamente e respirou fundo. — Pode levar, está suportável.
– Obrigada, Honki! — Ele sentiu o rosto esquentar e se jogou no sofá, cobrindo o rosto com a almofada por breves momentos. Ela sorriu, já saindo do provador.Entregou o dinheiro para a moça e já saiu com a roupa.
–Ah!- Ela quase caiu ao andar naquele salto alto, mas se apoiou no pilar na saída da loja.
– Por favor, me diga que sabe andar nesse troço. — Ele perguntou parado ao lado dela com os braços cruzados.
– Na verdade, é a primeira vez que uso um desses. — Ela confessou com um sorriso tímido.
– ... — Ele suspirou e esticou o braço na direção dela, que ficou confusa. — Vamos, segure no meu braço para andar nessa coisa. — Ele virou o rosto.
– Obrigada... — Ela passou o braço pelo dele, entrelaçando-os. Foram dar o primeiro passo, mas ela quase se desequilibra e ele segura o braço dela por reflexo. — Desculpa.. — Ela sorriu
– H-Hm.
Ela chamava a atenção. Estava de fato linda e isso nem Honmin conseguia negar em seu mais profundo subconsciente. Quase todos olhavam Para eles e não conseguiam evitar pensar que eram um casal lindo.
– Sabe o que eu percebi? — Ele sorriu achando graça.
– O que?
– Nem com um salto desses você fica mais alta que eu, baixinha! — Zombou dela e riu.
– Idiota pervertido. — Ela sussurrou, mas apertou com mais força o braço do rapaz ao seu lado.

Mesmo que não precisasse mais de apoio, queria ficar assim com ele.

(...)

– Arthur! — Midori se soltou finalmente do braço do garoto. — Que saco!
– Estou te dando o prazer de minha companhia e é assim que me agradece? — Ele cruzou os braços. — Onde vamos?
– Nós...
– Que tal comermos algo? — Ele apontou para a praça de alimentação. — Realmente tenho curiosidade como esses humanos conseguem ficar tão juntos em um espaço como esses...
– Que seja. Você estragou minha saída no shopping com a Alex. — Ela suspirou.
– Aposto que ela está se divertindo. — Ele caminhou até uma lanchonete e Midori não viu opção a não ser segui-lo.
Ambos fizeram o pedido após alguns minutos discutindo sobre o cardápio, como esperado dos dois brigões. Sentaram-se em uma mesa bem no canto da praça de alimentação, quase na saída do shopping.
– Parou pra perceber que muitos especialistas morreram em menos de um mês? — Ela cortava o hambúrguer com os talheres que lhe foram oferecidos, enquanto ele comia com as mãos de forma relaxada.
– Hm... Verdade. Espero que possamos voltar logo ao normal e uma nova arvore nasça. Corremos muitos riscos aqui.
– Tipo?
– Tipo que podemos ser facilmente descobertos. Outro dia em uma conversa com o Derek, ele me disse para nunca deixarmos nos examinarem. Apenas se ele for o medico. Nosso organismo é totalmente diferente de um humano normal.
– Como uma mutação?
– Quase isso.
– Hm...
Os dois voltaram a comer e entre algumas brincadeiras e brigas, as mãos de ambos acabaram se encostando, fornecendo uma corrente elétrica pelos dois. Retiraram-nas rapidamente e voltaram para casa sem conversar muito.

(...)

Gwen saiu de casa com fogo saindo pelas ventas. Como ele podia ser tão... Idiota?! Simplesmente queria que William explodisse em milhões de pedacinhos.
Demorou pouco tempo para chegar no hospital indicado por Derek. Mal abriu a porta e quase dói atropelada por uma maca guiada por alguns paramédicos apressados.
Aproximou-se receosa da bancada da secretaria. Aquele ambiente não lhe fazia bem algum. Era tão branco e frio. O piso era reluzente, mas o cheiro era intrigante. Um cheiro só de hospitais.
– Ahn... — Ela se escorou no balcão e a moça levantou os olhos para ela. — O Dr. Derek...
– Srta. Holdenn? — A recepcionista pensava que ela era a paciente atrasada que Derek aguardava para uma consulta.
– Hm..?
– Sala 734 no sétimo andar. — Apontou para o elevador. Gwen apenas assentiu e seguiu pelo caminho que lhe fora indicado.
Demorou um pouco para conseguir apertar o botão. Na verdade, teve sorte de uma senhora ir para o mesmo andar que ela e fez o trabalho por tal.
Bateu na porta, assim como todo aquele lugar, branca. Havia uma Placa metálica pendurada e nela estava escrito Dr. Derek Monthenbaek em letras formais. Ouviu a permissão de entrada e não perdeu tempo.
– Srta. Holdenn... Atrasada para a primeira consulta. — A voz amigável e calma de Derek soou na sala. ele estava sentado atrás de uma mesa de vidro elegante e escrevia algo em um papel. Vestia seu típico Jaleco branco sobre uma camisa formal, tambem branca, com listras em um cinza claro, uma calça formal branca e um sapato social, também branco. Tinha no pescoço pendurado um estetoscópio e no bolso do jaleco alguns aparelhos. Ele levantou os olhos e sorriu achando graça ao perceber que ela era Gwen.
– Quem é Srta. Holdenn? — Ela se sentou na cadeira de frente ao caçador.
– A pessoa que devia estar aqui no seu lugar. — Ele explicou com um sorriso. — Veio aqui cedo. O que foi?
– Will. — Ela revirou os olhos e cruzou os braços sobre a mesa, deitando-se sobre eles.
– Quer conversar sobre isso? — Ele voltou a organizar os papeis.
– Não. — Ela suspirou e manteve o olhar fixo sobre ele. — O que isso faz? — Apontou para o estetoscópio no pescoço do rapaz.
– Serve para ouvir o coração das pessoas e ver se está em um bom ritmo.
– Deixa eu Ver! — Ela sorriu empolgada, correndo até o outro extremo da mesa. Segurou firmemente o aparelho assim que ele o estendeu. — Hm... — Encaixou em suas orelhas e observou a ponta. — Ah! — Ela prensou contra o peito dele, que se surpreendeu, mas riu.
– Mas eu não ouço nada. — Ela fez uma careta engraçada.
– Claro que não. Não somos humanos, Gwen. Não temos um coraçao pulsando... — Ele virou a ponta do aparelho contra o peito dela. — Também não ouvirá nada...
– Hm... — Ela suspirou. — Queria ouvir algum dia. — Voltou a se sentar na cadeira do outro lado.
– Gwen... — Ele puxou uma pasta de uma gaveta. — Será lua cheia daqui a dois dias, no inicio desse mês.
– Aham.- Ela suspirou. Realmente não queria passar por aquilo de novo.
– Além disso... — Empurrou o papel até ela. Haviam algumas imagens. — Uma nova árvore começou a nascer hoje pela manhã.

Notas finais
Comente, viu? :3