Seasons

1 Hopping For Better Days


Notas iniciais
Muitos sabem que graças ao Transtorno de Ansiedade estou sofrendo com um grande bloqueio criativo, mas hoje, depois de uma crise que me levou a chorar por um longo tempo, de receber apoio de meus amigos, e da minha família, a criatividade veio me fazer uma visitinha e avisar que ela também ta comigo, só ta esperando eu me recuperar.
No ano passado eu comecei a escrever Alone Together, mas por várias razões a excluí. Essa one é, basicamente, um resumo de Alone Together e como ela terminaria. Só espero que gostem como eu gostei ♥
E me desculpem qualquer erro!

Nico ainda se lembrava de como era ouvir Thalia comentar sobre seu trabalho voluntário. Fora tudo ideia da melhor amiga dela, mas depois de um mês inteiro como voluntária no Centro de Prevenção a Vida, Thalia Grace não conseguia mais se imaginar longe daquele lugar; só de pensar que, por apenas ouvir e falar com alguém, estava impedindo que a pessoa tirasse a própria vida, a jovem se sentia bem com si própria. Melhor do que jamais se sentira em seus poucos anos já vividos.

“― Certa vez consegui ficar na linha com uma menina até que a mãe dela chegasse, e pude ouvir quando a senhora deu graças a Deus por ela não ter feito nada! É tão bom terminar um dia e saber que ninguém deu fim à própria vida. Eu só gostaria de ter um jeito de saber se, depois que falamos com eles, procuram por assistência médica e esse tipo de coisa: todo mundo precisa de cuidado, sabe? Carinho, amor... ― e se a morena dizia isso, certamente era por experiência própria.”

Thalia era sua melhor amiga há anos, e ele bem sabia como a amiga ficara aos 15 anos, logo após a morte da mãe. A jovem Grace tivera uma severa crise depressiva, precisando recorrer a acompanhamento psicológico e até mesmo ao uso de medicamentos. Fora um período difícil não só para ela, mas para todos que a assistiram passar por aquele momento; vê-la agora, ajudando na prevenção de suicídio, era como ver uma fênix ressurgir das cinzas, e isso enchia o peito de Nico de orgulho.

Mas, ao mesmo tempo, o lembrava de como fora doloroso o reencontro que tiveram depois de passarem anos sem se verem, e de como um post-it amarelo mudara tudo naquela amizade.

“― Quem é vivo sempre aparece! ― foi a saudação que ele forneceu a ela, dando-lhe as costas e deixando a porta aberta.

Não fosse pela situação, nada teria mudado: quando mais novos, ele fazia a mesma coisa quando ela ia visitá-lo; a diferença, porém, era que Nico costumava sorrir, e lhe abraçava forte depois que ela fechava a porta. Dessa vez, o italiano apenas se sentou em uma poltrona, sorveu o líquido da garrafa que tinha em mãos, e soltou palavras ao telefone ― provavelmente ainda falando com Annabeth, que o atendera quando ele ligou para o Centro.

― A vida é uma vadia, e eu não quero mais viver um romance com ela, Annabeth! ― ele solta, baforando a fumaça. ― Eu reconheci sua voz, e ter Thalia Grace na minha sala de estar apenas me fez ter certeza de que se tratava de vocês! ― e sem mais delongas, Nico desliga o telefone, e fica a encarar Thalia, que se sentia claramente desconfortável estando ali, parada em pé no meio do que um dia fora uma linda sala de estar.

Olhando a casa por fora, jamais imaginariam a bagunça que estava por dentro: havia blocos de papel espalhados por todo o recinto, com folhas descartadas e amassadas; guimbas de cigarro, garrafas de bebidas, caixas de pizzas pela metade... Tudo estava uma bagunça, tão deteriorado quanto o próprio Nico parecia estar.

― Se perguntando o que aconteceu com a casa? ― o tom de voz desdenhoso a despertou da inspeção minuciosa que fazia.

Mas não era nisso que Thalia mantinha seus pensamentos, como revelou tempos mais tarde, e sim em como tudo mudara em tão pouco tempo. Há cinco anos, aquela sala estava repleta de jovens, todos cheios de sonhos e planos, mas agora ali mais parecia a ruína de uma antiga civilização: frio, escuro, e inóspito.

― Você não pode morar aqui! ― foi tudo o que ela conseguiu dizer, movendo-se para tirar todas as caixas de pizza do caminho. O cheiro era insuportável, provocando-lhe ânsias. ― Pode ser perigoso.

― Parei de me preocupar com isso há bastante tempo. ― Nico lhe responde, apagando o cigarro e já acendendo outro. ― O que está fazendo aqui? Desde quando se importa?

A verdade era que nem mesmo Nico se importava mais. Sua vontade era ser transparente, ou talvez sumir de vez, a ter que continuar a viver sua vida que em nada mais o agradava. A sensação que tinha era a de ser um desperdício de espaço, um fardo que obrigava sua família a carregar ― pensamento que o levou a morar sozinho. Se todos que o conheciam o vissem naquele momento, jamais acreditariam que era o mesmo. Ele sempre dissera para os amigos que a arte, coisa que ele conhecia tão bem, jamais vinha da felicidade, e se tomassem isso como parâmetro poderiam dizer que ele era pura arte: um retrato da melancolia. Sua casa poderia ser descrita como o caos da alma.

― Pode parar com o cinismo pra cima de mim, Nico: eu conheço você! ― e aquela frase fora determinante naquele momento.”

De fato, tudo o que Thalia fizera a partir daquele momento, desde arrumar a casa e a dialogar com ele fora decisivo. Às vezes, quando não se consegue enxergar sozinho o fim do túnel, é preciso que uma mão amiga te guie pelo caminho. Para a sorte de Nico, ele não tinha apenas uma, porém várias.

“― Eu não tinha idéia de que ele estava desse jeito. Eu vim aqui todos os dias do primeiro ano que ele se afastou, e ninguém jamais me atendeu. ― Will suspirara naquele mesmo dia, horas mais tarde, quando chegou a casa que Nico morava, sentindo-se culpado ao extremo. ― Talvez eu devesse ter insistido mais: ele é... Ou pelo menos era, meu melhor amigo.

Entre todos no grupo, Nico sabia que Annabeth era a que melhor entendia Will: ela se sentira igualmente impotente quando vira Thalia sucumbir à depressão, até compreender que não era culpa dela, não era culpa de ninguém. E saber que seu melhor amigo se culpava por como ele se sentia era quase tão ruim quanto culpar a si próprio: magoava Nico muito mais do que seus próprios pensamentos.

― Não ia adiantar, Will: ele provavelmente se fecharia mais. Como está fazendo agora! ― Annabeth murmurou o mais baixo que podia, porém ainda assim Nico conseguia ouvi-la, encostando-se atrás da porta do próprio quarto para ouvir a conversa dos amigos no corredor. ― Eu sei que tudo que uma pessoa nesse estado mais precisa é de apoio, mas não podemos forçar isso, não é Thalia?

Obviamente era uma crítica velada, mas Thalia não se importaria. Seu medo de ver Nico, ou qualquer pessoa, destruir a própria vida era maior do que qualquer lógica existente. E agora ele a agradecia por isso.

― Foi você quem me mandou aqui, Annie: não seja hipócrita! Não podemos deixá-lo aqui assim, nesse estado, com a casa desse jeito, especialmente em uma crise. Passamos muito tempo longe, e em parte concordo com Will: devíamos ter insistido mais!

― Mais do que você insistiu? ― Nico pode ouvir Percy, seu primo, questionar. ― Thalia, você quase deixou de viver sua própria vida para viver a de Nico. Concordo que devemos ajudá-lo, mas não podemos mais passar a mão na cabeça dele, como se tudo estivesse ok: ele precisa de médicos tanto quanto de amigos.

― Nunca pensei que Percy soltaria algo assim, mas o importante é que ele está certo! ― Jason se manifestou, espantado com o insight do amigo. ― E não só de nós e de um médico: alguém precisa falar com a família dele.

― Não sei como eles não sabem ainda: eles não moravam todos juntos? O que aconteceu nesses três anos desde que nos afastamos? ― foi a vez de Reyna perguntar.

Os amigos preocupados, seu relacionamento nada saudável com a família, tudo parecia ser um gatilho para que Nico quisesse, de fato, acabar com a própria vida. Aquele de fato poderia ter sido descrito como o dia mais obscuro de sua vida. Para ele, naquele momento, era um desperdício ouvir as palavras de preocupação de seus amigos, e fora exatamente por isso que ele não hesitara em continuar com o plano de dar adeus ao mundo.

Contudo, acreditando ele ou não em divindades, o fato de não ter encontrado lâmina alguma e recorrer a quebrar um frasco de perfume só poderia ser nomeado como uma segunda chance. Fosse do que fosse, alguns chamariam de milagre, Nico chamaria de momento inoportuno, o fato foi que o som do frasco quebrando chamou a atenção dos amigos, que não hesitaram em arrombar a porta do quarto que ele fizera o favor de trancar.

Assim que a porta se abre, todos prendem a respiração por um segundo ao verem as mãos de Nico ensangüentadas, e as lágrimas rolarem por seu rosto, tão belo e tão maltratado, enquanto ele encarava os braços; e só naquele momento perceberam as roupas longas que ele usava, embora o tempo do lado de fora em nada tivesse a ver com frio.

Não era a primeira vez que presenciavam uma crise dele, mas era a primeira em que o viram ir tão longe, ao ponto de se cortar. A situação estava ainda mais preocupante do que acreditavam, e não havia nada pior do que ver um amigo ruir ― situação tão difícil que até mesmo Reyna, a mais forte entre eles, já tinha os olhos marejados. ―; uma intervenção, naquele momento, era mais do que necessária.

― Me dá isso, di Angelo! ― Will pediu, entrando no quarto e tomando o pedaço de vidro das mãos de Nico. ― Nós não vamos ficar sentados, esperando que você acabe com si próprio. Pelo menos eu não vou!

― Nós também não! ― os outros responderam em uníssono.

Embora tentasse manter a postura de desinteresse, Nico estava quebrado demais para juntar partes suficientes de ignorância para agir assim. Não quisera admitir, mas desde o momento em que reconhecera a voz de Annabeth, e vira Thalia, sentira algo dentro de si mudar. Fora pouco, mas mudara, e agora ele se sentia envergonhado por ter todos os amigos ali, mesmo depois de tudo o que fizera para afastá-los. Ele sentia que não os merecia, e ainda assim eles estavam ali, por ele.

― Vamos aos poucos, ok? ― Annabeth se aproxima também, usando a mesma tática que usava com Thalia no passado: a voz baixa e calma. ― Eu já disse que estamos aqui por você, e estamos mesmo, Nico: não vamos te deixar, nem que você queira. O grupo não é o mesmo sem nosso fotógrafo preferido: as fotos ficam trêmulas sempre que Jason tenta tirar, aquele míope! ― e o simples deboche fez com que o lampejo de um sorriso surgisse nos lábios de Nico. ― É exatamente isso que eu quero ver. Mas não agora: temos coisas mais importantes para tratar!”

Nico sempre se sentir a margem, como se os amigos não se importassem verdadeiramente com ele. Parte dele sabia que tudo isso não passava de invenção da sua mente, e que todos se preocupavam igualmente ali. Talvez Thalia e Will mais que os outros, mas ainda assim era um grupo unido, e permaneceram assim durante o longo tratamento de Nico, que até mesmo chegou a precisar ser internado: passara tanto tempo sem motivação para continuar, que deixara de cuidar de si próprio, e a intervenção precisou ser ainda mais séria do que imaginavam.

“Aquela não era a primeira internação de Nico, e ele sentia que não seria a última. Enquanto encarava os machucados que fizera em si mesmo, se perguntava como se deixara levar a tal extremo; quando perdera o controle ao ponto de querer tirar a própria vida? Justo ele, que sofrera tanto com isso... O italiano sempre tivera em mente que não poderia impor tamanho sofrimento aos que o cercavam, e pensou que se afastar era a melhor forma de garantir tal coisa. Mas ao ver os olhares tristes dos amigos, já não tinha mais tanta certeza.

― Com licença, senhor di Angelo? ― uma enfermeira o desperta de seus pensamentos, encarando-o pela porta entreaberta. ― O doutor Brunner está aqui para vê-lo.

Assim que a mulher se afasta, a porta é aberta em sua totalidade, e Nico se surpreende ao ver um homem de cabelo e barba castanhos se aproximar, em uma cadeira de rodas, parando para agradecer a enfermeira que fechou a porta logo em seguida. O doutor Brunner vestia um casaco de tweed marrom, e sua expressão era a mais agradável possível, como se estivesse prestes a convidar Nico para tomar chá com biscoitos.

― Quem é você? ― o rapaz pergunta curioso, sem se importar em parecer ter 13 anos a menos do que realmente tinha.

― Essa é uma questão profundamente filosófica, meu caro. ― o homem sorriu, parando a cadeira ao lado da cama. ― Mas, sendo objetivo, sou o doutor Quíron Brunner, chefe da ala psicológica do hospital. Fui indicado para cuidar do seu caso, senhor di Angelo.

― Nico, per favore. Senhor é o meu pai... Além de ser um termo um tanto quanto religioso, coisa que em nada me comove... ― Nico se interrompe quando nota que o médico tomava notas sobre tudo o que fora dito. ― Enfim, acho que não preciso de um psicólogo, embora respeite sua profissão...

― Receio que não possa decidir por isso, Nico... ― e após a constatação do médico, uma longa discussão se seguiu, e Nico até mesmo levou o médico a se retirar do quarto.

Contudo, no fundo, ele sabia que precisava melhorar. Havia pessoas esperando por ele lá fora, havia ele mesmo, ainda vivo, e precisando lutar para continuar naquele estado: Nico sabia que, o primeiro motivo para continuar a viver, era ele mesmo; e talvez o doutor Brummer pudesse ajudá-lo em tal ponto.

Seguindo as orientações recebidas de uma enfermeira, Nico passou direto pela porta de seu quarto, virando a esquerda no fim do corredor, indo direto para os elevadores. Ao embarcar em um, clicou para descer até o 4º andar, e sua viagem durou apenas poucos segundos que em nada o abalaram, porém ao continuar a direita dos elevadores, seus passos se tornaram mais vacilantes.

— Mudou de idéia, meu jovem? — e a voz do psicólogo o assusta, levando-o a dar um pulo. — Desculpe-me!

— Tudo bem! — Nico suspira, encostando-se na parede. Estava encabulado, com vergonha de como havia tratado o Sr. Brunner anteriormente. — Olha, eu queria me desculp...

— Está tudo bem, rapaz! — o mais velho ergue uma das mãos — Não veio aqui para se desculpar, não é mesmo? — e com um sorriso, Quíron indica a porta de sua sala, movendo o controle de sua cadeira de rodas.

Seguindo-o, Nico se viu em uma sala confortável, de cores claras e móveis escuros. Havia um divã de couro preto em um canto, e não parecia lá muito confortável, mas foi nele que Quíron ofereceu um lugar para o jovem italiano, que aceitou sem expor seus sentimentos em relação ao móvel.

— Muito bem, pode começar quando quiser... Quando estiver confortável! — Quíron murmura, puxando um bloco de papel da lapela.

Nico jamais estaria confortável, por mais que tudo aquilo fizesse parte dele, mas não tinha outra escolha. Sempre soube que aquela hora chegaria, que um dia admitiria precisar de tratamento, mas jamais pensou que precisaria surpreender-se e tentar suicídio. Agora que a ficha caíra, estava assustado com si próprio.

— Tudo está se partindo, e a culpa é apenas minha! — com um suspiro, ele enfim dá início a sua narrativa agridoce.”

Aquela fora apenas a primeira de muitas sessões de psicoterapia que se seguiram. Nico visitava o consultório de Quíron semanalmente, sem faltar um dia sequer, sendo sempre acompanhado por um dos amigos, ou pelo pai, com quem ele voltara a falar na mesma época em que quase tirara a própria vida.

Houve dias difíceis, em que Nico estava bem, e logo em seguida se via soluçando, implorando a quem estivesse por perto que não o deixasse enlouquecer. Eram dias que ele mesmo chamava de inverno, em que nevascas sentimentais desmoronavam, e parecia que ele jamais se recuperaria.

Porém, havia dias bons, dias em que ele ficava com os amigos, e se divertia ouvindo-os contar sobre suas vidas na faculdade ou empregos, seus romances... Nos dias bons, que ele denominava como dias de primavera, ele até mesmo aprendeu mais sobre os amigos.

― Então agora Annabeth e Percy são um casal, Jason não é mais virgem, Will se assumiu, e Thalia Grace pretende adotar uma criança? ― ele perguntara em um verdadeiro dia de primavera, vendo as flores do jardim da própria casa em florescência.

― Eu já dei entrada no processo de adoção e, acredite-me ou não, até mesmo Zeus está me apoiando nessa história! ― Thalia respondera, arregalando os olhos azuis.

― E obviamente eu serei o padrinho da criança sortuda que se tornar filho, ou filha, da Pequena Grace! ― Will se manifestou, sentando-se sem cerimônia no colo de Thalia. ― Mas eu tenho que continuar sendo seu bebê!

― Esse é o Jason: você ta mais para meu irmão gêmeo perdido e loiro! ― ela sorri, abraçando-o pela cintura.

― Ok, aceito isso! ― Will dá de ombros, aconchegando-se ao abraço de Thalia.

Nico não pôde evitar sorrir: estavam certos quando diziam que nada durava para sempre, e nisso poderiam incluir o tempo que Will e Thalia tinham ciúmes um do outro por ambos serem os melhores amigos de Nico. Parecia agora que os dois realmente eram gêmeos, como se tivessem nascido para serem melhores amigos, e Nico os complementasse... Pelo menos fora isso que Will e Thalia disseram quando, juntos, puxaram Nico para o colo de ambos, acabando por quebrarem a cadeira e caírem os três juntos no chão.

Lágrimas rolavam pelo belo e bronzeado rosto de Nico, dessa vez, contudo, seu choro era de tanto rir. Os três acabaram embolados, rindo e abraçados, como se nada ruim pudesse acontecer de novo.

― Dio Mio, eu amo vocês! ― Nico confessara em meio aos risos. Tinha a cabeça apoiada no peito de Will, e os braços ao redor do pequeno corpo de Thalia.

― Não acredito que ouvi tal verbo sair dos lábios de Nico di Angelo! ― Will murmura, e Thalia apenas belisca a si própria, provocando ainda mais risadas com sua reação um tanto quanto infantil.

― Vocês sempre souberam tudo sobre mim, sempre foram meus melhores amigos! ― Nico diz seriamente, sentando-se e dando espaço para que os outros fizessem o mesmo. ― Inclusive souberam como me resgatarem da escuridão em que eu me coloquei... Jamais saberei como agradecer...

― Nada dura pra sempre, Nico! ― Thalia murmura sabiamente. ― Nem sempre é inverno: nenhuma estação é para sempre.

― E nem sempre há só escuridão. Existe noite e dia, inverno e primavera, sempre existem dois opostos. E enquanto existir algo que te arraste, nós existiremos para te puxar para cima de novo! ― Will completa em perfeita sincronia.

E aquele fora um bom dia, assim como outros que seguiram. Também houve dias ruins, mais dias de invernos, mas seus amigos estavam certos: nada durava para sempre, e eventualmente Nico sabia que iria se recuperar completamente. Metaforicamente falando, sabia que haveria um dia em que nada o impediria de abrir suas asas e voar sem medo para o mundo.

E ele sabia que não estaria sozinho quando o fizesse.

Notas finais
"Você sabe disso tudo
Você é meu melhor amigo
A manhã virá novamente
Porque nenhuma escuridão, nenhuma estação
Pode durar para sempre" Esse é o meu trecho favorito de Spring Day, que é uma música linda, ao mesmo tempo que um pouco triste. Trata sobre a amizade de diferentes formas, porém eu escolhi a que mais gosto: a melhor.
Se você é meu amigo, e está lendo essa história, muito obrigada por todo apoio que vem demonstrando nesse momento difícil. Se você não me conhece, leu essa história e se identificou em algum momento, saiba que vamos superar e encontrar nossos dias de primavera. Talvez até possamos fazer isso juntos.
Se há uma coisa que sempre me disse, e que meus artistas favoritos continuam a me ensinar é a jamais desistir. Haverá dias em que as lágrimas serão de felicidade, e a escuridão será apenas uma conhecida que passou e nos ensinou a ser fortes!
Muito obrigada por lerem, e, por favor, se puderem, deixem um review: sempre ajuda, não importa como o autor esteja.
Beijoos e Fighting!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!