Notas iniciais
Meninas, imagino que estejam querendo me enforcar. Por favor não façam isso! Me enrolei demais! E a criatividade estava 0. Sei que demorei. Novamente peço desculpas. Aí vai o capítulo

Quando entramos no nosso quarto, quase tivemos um ataque. Era perfeito, impossível de descrever.
Eu e Sofia tínhamos levado alguns enfeites de nossos antigos quartos, para deixar os novos mais aconchegantes.
Sofia foi para o banho enquanto eu terminava de guardar as últimas peças de roupa.

Ouço uma batida na porta e me dirijo até ela, olho pelo olho mágico e logo reconheço quem está por trás daquele pedaço de madeira clara perfeitamente envernizada.

Oi — ele diz.
Oi — digo sorrindo.
Vim te convidar, quero dizer, convidar vocês duas, para jantar na nossa última noite antes de começar a faculdade.

Claro! Eu adoraria, Diego. Vou falar com a Sô, tenho certeza de que ela vai, desde que o Federico vá também hahahahahahahah.
Então já posso confirmar a presença dela! — depois do sorriso, ele continua — Bom, é isso, vou voltar pro quarto e me arrumar. Passo aqui às 21h. Tchau.
Tchau.

No momento do beijinho na bochecha de despedida, Diego me surpreende me puxando para mais perto e selando nossos lábios.
Não posso negar que estava gostando, mas de certa forma aquele contato me lembrava muito alguém que eu insistia em tentar esquecer. Eu estava gostando do Diego, gostando mesmo, mas, estava longe de ser o que eu já havia sentido algum dia por León.
Aquele amor era diferente, era atração física mas não deixava de ser amor, é, eu ainda amava León.

Mas, eu estou sendo beijada! Pelo Diego!
Comecei a corresponder o beijo me lembrando da Ana, a namorada do León que havia acabado de vez com parte da minha vida.
Me lembrei das palavras dela, da reação dele, e a raiva que tentava me consumir, foi descontada no beijo. Pobre Diego.
Nós nos separávamos por um momento e logo voltávamos a nos beijar. Aquilo sairia do controle se não terminasse.

Volte pro seu quarto — disse sorrindo.

Ele não disse nada, apenas foi em direção ao dormitório masculino, sorrindo.

Uau — Sofia se pronuncia — parecia até beijo de novela.

Você viu? — disse assustada e envergonhada.

Claro! Vocês estavam quase se engolindo! Impossível não ver.

Desculpa...

Tá tranquilo, mas, bem que eu queria que fôssemos eu e o Federico. — disse, logo suspirando.

Bom... — disse com um sorrisinho malicioso — pode ser que seja, e hoje!

Como assim? — disse confusa.

Os garotos nos chamaram para jantar hoje.

Aaahh!! Não acredito! — ela pulava de tanta felicidade — o que você ainda está fazendo aqui?? Vá agora mesmo para o banho, mocinha!

Eu sabia que era brincadeira, mas, ela era bem autoritária e conseguia amedrontar qualquer um só alterando o tom de voz.
Corri para o banheiro.

Uau. Quanta coisa tinha acontecido. Quem diria que um mês depois da "fatalidade" ocorrida entre mim e 'o garoto', eu estaria na Inglaterra, com as melhores pessoas possíveis, beijando meu (talvez, provavelmente) futuro namorado.

Nunca pensei que aquele beijo fosse me fazer tão bem. Estou recomposta. Pronta novamente pro ataque!
Mesmo assim, ainda não tinha sido o suficiente para esquecer León. Bem que eu gostaria. Mas, é impossível.

Eu sei tudo o que ele fez, eu o conheço bem, mas mesmo assim continuo o amando. Ainda não acredito, ou não quero acreditar, que ele tem namorada. Depois de tudo o que ele disse...
Eu tenho que seguir em frente. Eu preciso.

Desperto de meu devaneio com repetidas batidas na porta.

Violetta! Eu disse para você ir pro banho para nós ficarmos prontas rápido! Faz 25 minutos, contados no relógio, que você está aí!

Desculpa, Sô! Já to saindo!

Eu já tinha mesmo tomado banho, só estava deixando a água cair sobre meu corpo enquanto refletia sobre os acontecimentos e tentava decifrar meus próprios pensamentos.

Saí do banho, fiz uma leve maquiagem e fui me vestir.
Tivemos que colocar roupas térmicas como segunda pele. O inverno está super rigoroso.

Passamos pela porta e avistamos os meninos no corredor.

Oi! — Sofia disse.

Oi — continuei.

Nos cumprimentamos com beijinhos no rosto.
Diego passou o braço sobre meus ombros. Senti um arrepio percorrer meu corpo enquanto me lembrava daquela posição em que estive com o garoto que roubou meu coração.

E depois amassou, pisoteou e jogou fora. — murmurei.

O que foi? — Diego perguntou.

Nada. — disse sorrindo e me aproximando do corpo de Diego.

Sofia e Federico estavam à nossa frente. Ele estava dizendo algo muito engraçado para ela, pois a mesma sorria todo o tempo.
Era fácil perceber que um tinha nascido para viver com o outro.
Novos pensamentos me atordoavam. Será que era assim comigo e com León?

Chegamos ao restaurante às 22h em ponto. Pedimos nossas refeições que foram seguidas de algumas doses de Champanhe para brindarmos nossa ida à Londres.

Saímos de lá por volta da meia noite e seguimos para um barzinho onde tinha um karaokê. Já estávamos meio fora de nosso estado normal devido às doses de Champanhe e algumas, poucas, cervejas.

Chegando no bar, nos sentamos em uma mesa e ficamos assistindo algumas pessoas cantarem enquanto bebíamos whisky e redbull. Toda a lucidez já tinha ido embora a muito tempo.
Levantamos e fomos juntos cantar no palco. Dentre tropeços, desequilíbrios e soluços terminamos a música.
Saímos vagando por aquela cidade tão linda às 04 da manhã.
Andamos até chegarmos à um pier. Nos sentamos e, já às 06:40 da manhã, assistimos ao belíssimo espetáculo do nascer do sol em Londres.
Voltamos ao hotel e nos dirigimos ao nosso quarto.

"Angela: É incrível quando você consegue sentir sua vida indo a algum lugar. Como se ela acabasse de descobrir como ser boa."

(My so called life)

Notas finais
E aí?