Sea god daughter!

2 Minha melhor amiga causa um terremoto


Notas iniciais
espero que gostem desculpa a demora gente

Uma garota loira tomou meu braço esquerdo e começou a me puxar na direção das cabanas.

–Vamos Percy- disse pegando a mão do mesmo – temos que mostra-la o chalé de Poseidon.

Voltou-se para mim e sorriu de forma simpática.

–sou Annabeth, filha de Atena.- se apresentou para mim sem abandonar seu sorriso ou soltar meu braço- prazer!

Consegui sorri de volta, mas ainda estava chocada demais por conta dos últimos acontecimentos.

–Sou Aymee Liadan.- respondi me contendo para não baixar o olhar diante dos demais campistas, não paravam de me olhar e isso já estava me deixando desconfortável.

–por que estão todos me encarando desse jeito? Parece que vão comer.- perguntei para Percy, que era agora meu suposto meio-irmão mais velho.

Ele levantou o olhar para os outros adolescentes a nossa volta e suspirou.

–é normal, passei pelo mesmo quando Poseidon me assumiu.- me lançou um sorriso tranquilizador, posso dizer que foi um pouco mal sucedido. Mas o agradeci mentalmente pelo esforço.- você esta famosa agora por ser a única filha de Poseidon, vão olha-la torto por um tempo.

Uau, super tranquilizador. Valeu!

–não precisa se preocupar. logo você sera tratada como uma campista normal, como qualquer um daqui.- disse a loira, Annabeth, de uma forma calma- eles só tem que se acostumar com você. E qualquer coisa, você desce a porrada.

Essa ultima frase diminuiu a tensão que pairava sobre nós. Consegui abrir um pequeno sorriso sincero. A loira me agradou, era simpática mas não grudenta. Gostei disso.

–então, o que seria exatamente o chalé de Poseidon?

–É como uma cabana, uma casa, para os semi-deuses. Tem uma para cada deus olipiano.

Explicou Annabeth calmamente para mim.

– onde fica o seu chalé?- perguntei olhando para ela. ate então não tinha percebido que seus olhos eram da mesma cor do céu nos dias chuvosos. Eram de um cinza intenso, quase pude imaginar um raio cortando por eles.- é aquele ali?

Apontei para um dos chalés mais femininos que consegui achar. Pensei que, por Atena ser uma mulher, seu chalé seria delicado e feminino também.

–não, aquele é o chalé de Afrodite.- disse dando pequenos risinhos pela minha confusão sobre os chalés- o da minha mãe é aquele ali, mais pra cima.

Mãe. Somente quando ouvi a palavra foi que voltei a pensar direito nas coisas. Minha mãe devia estar louca de preocupação comigo. Ela sempre fora muito cautelosa quando se referia a mim, aonde estava, com que estava, horário que chegaria em casa e sem atrasos, entre milhares de outras preocupações. Sempre achei que ela fosse apenas muito encanada com essas coisas de segurança, achava ate irritante mas, a partir de agora, passei a entender o por que de tudo que ela fazia.

– minha mãe! Ela deve estar louca de preocupação!- parei de supetão e segurei nos braços de Annabeth- tem um telefone ou qualquer coisa pra eu falar com ela? Avisar onde estou e o que aconteceu?

–pode ser que ela ainda nem saiba. Faz poucas horas que você esta aqui, vai ser como se você estivesse na escola.

Pensei que poderia ser verdade, mas lembrei do Grito de Maria quando estava desmaiando e sendo “sequestrada”. Aposto que a primeira coisa que ela fez quando me levaram foi correr para minha casa pra avisar minha mãe.

– minha melhor amiga. Ela estava la e viu tudo, com toda a certeza ela já foi ate minha mãe.

Percy abriu a boca para falar algo, mas antes das palavras deixarem sua boca ouvimos gritos vindos do alto dos morros.

– ASSIM, ACHO OTIMO ALGUEM FALAR O QUE ESTA ACONTECENDO, E QUE RAIOS DE LUGAR É ESSE? E CADE A AYMEE? EU SEI QUE TROUXERAM ELA PRA CA TAMBEM!

A pessoa não precisou nem sequer dizer meu nome para que eu reconhecesse. Maria.

O que ela estava fazendo aqui? não era apenas semideuses que podiam entrar aqui?

– mas o que...? Maria?

Me soltei de Annabeth e tornei a subir o morro, mas os dois me acompanharam logo atrás.

Na metade da subida o chão começou a vibrar, mas não vibrou pouco, vibrou muito.

–NICO?! POR QUE ESTA USANDO SEUS PODERES? PARE

Percy gritou para um Nico espantado, não achei que fosse ele que estava fazendo isso. E estava certa.

–NÃO SOU EU! EU NÃO ESTOU FAZENDO NADA.

Consegui manter o equilíbrio e voltei a subir, mesmo com o chão tremendo eu precisava chegar ate Maria. Precisava saber o que ela estava fazendo aqui, e como tinha conseguido entrar no acampamento.

–MARIA?! MARIA!- gritei o mais alto que pude, mas o chão estava fazendo um som tão alto e os campistas gritando tanto que ela pareceu não me ouvir- MARY!

Quando usei seu apelido ela olhou pra mim. Sua expressão se suavizou e ela ficou mais calma.

O solo abaixo dos meus pés foi parando de tremer, isso despertou a curiosidade de todos. Por que enquanto ela estava exaltada rolou um “terremoto” e quando ela se acalmou tudo parou junto?

Uma certeza me veio em mente. Ela era semideusa com toda a certeza. E provavelmente eu (e todo os campistas e Quiron) sabíamos quem era seu pai olimpiano. E isso era assustador.

Ela correu ate mim e me abraçou forte, como sempre fazia.

–Ainda bem, eu te achei! Você ta bem, né? Deve estar todo mundo preocupado e procurando por nós.

Estava pasma por ela estar la, e por todos os outros fatos.

–é... eu to bem, sim. Mas... o que você esta fazendo aqui? e como você fez... isso?

Perguntei apontando para o chão abaixo de nós

–eu não tenho IDEIA de como vim parar aqui. –disse dando ênfase no “ideia” para deixar mais claro que não sabia o que aconteceu- e fiz o que?

–como assim fiz o que? O chão Maria! O chão!

Ela fez expressão de confusa e disse:

–o que tem o chão? Você esta bem? Acho que a pancada que te deram deu algumas sequelas em você.

–não, o chão estava tremendo! Percy, você pode disser pra ela que eu não estou louca? Que o chão estava tremendo muito?

–tava, eu achei que era o Nico, mas...

Maria ainda estava com cara de confusa olhando para nós.

–eu não fiz nada. Juro.

Ela conseguiu se repor e dar um pequeno riso nervoso

– gente, como que EU- disse apontando para si mesma- poderia fazer o chão tremer? Não tenho poderes não. Acho...

Ela arregalou os olhos para mim e seus lábios tremeram

–eu não tenho né? Tipo, eu sou normal! Não sou?

Eu poderia ter respondido que fiquei super tranquila em ver um crânio negro e brilhante aparecer no topo da cabeça da minha melhor amiga mas, seria mentira. Uma mentira das grandes.

Maria deve ter percebido os olhares de espanto que lançaram sobre ela, ou melhor, sobre a cabeça dela. Porque olhou para cima e ofegou assustada.

–ta, Isso é muito bizarro!

Bizarro? Ela ainda não tinha visto nada.

Notas finais
comentem o que acharam bejos gatas
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.