Se você diz
1 Prólogo
Notas iniciais
– Eu te amo, garota – Finn sussurrou para mim ao telefone.
– Eu te amo mais – escutei uma respiração seguida de um sorriso.
– Se você diz – sorri e desligamos o telefone.
Continuei meus afazeres tentando não pensar nele, o que foi totalmente inútil. Eu não via a hora de domingo chegar, a minha ansiedade era enorme, Finn ia voltar do Canadá e iriamos visitar nossos amigos de Lima, Ohio.
Finn fora ao Canadá para rever a família e os antigos amigos, eu decidira ficar por conta do trabalho e do gasto, além do fato d’eu não curtir muito com a cara dos antigos amigos dele, da família eu gostava, quer dizer ainda gosto, mas dos amigos nunca gostei.
Esses amigos influenciaram muito certas decisões de Finn, algumas boas, outras nem tanto.
***
– Rachel? Rachel? Tá acordada?! – Escutei Kurt na porta do quarto, mas ignorei como uma boa estrela precisando do seu sono de beleza – Rachel? Dá para abrir esta porta? É sério, poxa!
Continuei a ignorar.
– Rachel? É sério, pelo amor de Barbra Streisand, abra a maldita desta porta – Como não resisto a Barbra, principalmente vindo de Kurt, levantei da cama e abri a porta do quarto já explodindo de raiva.
– Espero que seja algo muito bom para ter me tira...- Não completei a frase ao reparar nos olhos inchados dele – O que aconteceu?
– É o Finn – Meu coração começa a disparar, pensei logo no pior – Ele... El... E... Eu sinto muito, Rachel.
Não, não, não poderia ser.
– Tem... Certeza? Eu falei com ele logo depois do almoço – Respirei fundo, fingi que não entendia o real significado daquelas palavras– Eu vou ligar para ele, você verá que tá tudo bem
Peguei meu celular que estava próximo e comecei a discar o número.
– Rachel, para – Kurt segurou minha mão, tomou o celular e me abraçou
Resisti, não queria entender o que estava acontecendo.
– Eu sei — Ele continuava a insistir no abraço que eu tanto negava. — Calma, vai passar...
Foi quando a ficha caiu, me atingiu feito pedra, ele realmente tinha ido, ele realmente tinha me deixado, eu estava sozinha e despedaçada.
Aceitei o abraço de Kurt e comecei a chorar desesperadamente, chorei como nunca havia chorado antes.
Me sentia mal, enjoada, tudo girava ao meu redor, até o perfume de Kurt, que outrora já elogiei, me fazia mal. E em segundos comecei a ver tudo preto.
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