Notas iniciais
Desculpe a ausência: provas finais, inicio de férias e outras coisitas mais.. Enfim, aqui está o capítulo. Espero que gostem!!!

Naquela sala, Estevão se sentiu vazio, sozinho, como nunca estivera antes. Ao perder Maria, ele ainda tinha os filhos, mas agora acreditava que também os havia perdido, e se não conseguisse recuperá-los nunca mais teria sua amada novamente. A solidão e agonia lhe sufocavam, a quietude e o silêncio eram torturantes. Sentia vontade de gritar a fim de salvar seu coração daquele peso, daquela dor.

Após algum tempo que passara sozinho, se remoendo, decidiu que era hora de tomar uma atitude, ele não podia se dar por vencido, havia de enfrentar as consequências das suas mentiras e vencê-las. Com isso ele precisava falar com Ângelo, se conseguiria falar ou não a verdade ao menino é o que descobriremos.

Andando pela casa, percebe que não havia ninguém, sendo assim decidiu ligar para Carmem.

~ Ligacão ~

E: Tia Carmem, é o Estevão.

C: Alô? Estevãozinho? Como você está filho?

E: Não estou bem tia, mas falamos disso depois. Cadê o Ângelo? Como ele está?

C: Ele está aqui, na verdade está brincando. Acredito que está bem.

E: (surpreendeu-se no momento, mas depois sorriu não estranhando a reação do garoto: “É claro que ele não achou problema em nada.”) Bem, eu preciso que a senhora o traga, preciso falar com ele.

C: É sobre o que estou pensando?

E: Sim tia, não posso mais continuar com essas mentiras, isso ficou claro para mim depois do que houve hoje.

C: Sim meu querido, estamos indo.

E: E tia.

C: Ham?

E: Obrigado por ter ficado com ele.

C: Não precisa agradecer meu filho, faço tudo por você e por esses meninos. Tchau!

E: Tchau!

~Fim ligação ~

Passados alguns minutos, Carmem chega com Anjinho. Estevão sente-se um pouco nervoso e tenso, mas se tranquiliza ao ver a forma como Ângelo estava se comportando, nada parecia ter acontecido, e ele estava tão tranquilo como sempre.

C: (entrando) Boa noite meu lindo!

E: Boa noite tia, boa noite filho.

Ang: Boa noite papai.

C: (aproximando-se de Estevão) Oh meu querido, você está realmente muito abatido.

E: Não se preocupe. Ficarei melhor depois disso.

C: Tudo bem! (beija-lhe na bochecha) Alba está em casa?

E: (falando baixo para que Ângelo não ouvisse) Não, e sinceramente nem quero saber onde está. É outra coisa que ainda devo resolver, tenho quase certeza que ela tem algo por trás do que aconteceu hoje.

C: Bom, também não duvido. Vou deixá-los a sós. Tchau Anjinho (beijando-lhe a cabeça) boa noite lindinho.

Ang: Tchau tia, boa noite!

Após Carmem sair, Estevão senta-se e convida Ângelo a fazer o mesmo.

E: É.. como foi essa tarde? Você parece bem animado.

Ang: Foi legal, tia Carmem me deixou brincar em tudo que eu quisesse.

E: Deve ter sido uma bela distração. Principalmente depois da confusão que houve aqui, não foi mesmo? (O menino acente) Meu filho, na verdade nem sei por onde devo começar. Existem muitas coisas que deve saber, e...

Ang: Você parece nervoso. Mas não precisa me explicar nada.

E: Obrigada! Mas eu preciso sim, não por obrigação, e sim porque é o certo e justo para com você. (força a voz) Durante muitos anos eu menti, para você, Heitor e Estrela. Eu não me orgulho disso filho, foi consequência de uma fraqueza minha, e eu não posso continuar com isso. Eu menti sobre a morte da mãe de vocês, essa mulher (apontando para o retrato, e dando uma pausa) nunca existiu... (suspira e levanta-se) Ahhhh!!! Eu não sei como contar isso.

Ang: papai? Não sei exatamente o que está querendo me dizer. Mas pelo que ouvi hoje, Maria é a mãe de Heitor e Estrela não é mesmo?

E: Acho que subestimei muito você, era mais que óbvio que chegaria a uma conclusão. Mas espera aí. (olhando assustado para o filho) Como? Heitor e Estrela? Por que falou só deles dois?

Ang: É que.. (apertando as mãos desvia o olhar desconfiado)

E: (sentando-se novamente e levando a mão ao ombro do garoto) O que Anjinho?

Ang: Porque eu sei que ela não é minha mãe, na verdade sei há um tempo, quando ouvi sem querer, as tias conversando... Sobre mim.

E: (boquiaberto) Então você sabe?

Ang: Acho que sim.

E: Por que nunca me falou isso?

Ang: Quando eu as ouvi falando, elas não falaram quem era minha mãe. Mas eu também ouvi que você... Não era o meu pai. Eu pensei que, se todas as coisas continuasse como estavam, você nunca me trataria diferente por eu não ser seu filho.

E: Você é meu filho. Eu te amo assim como amo Heitor e Estrela, nunca pense ao contrário. Nunca vi você diferente por não ter o meu sangue, entendeu? Você é meu filho. Mas.. nunca sentiu curiosidade? Em saber quem eles são?

Ang: (sorri) Eu já tenho um pai, uma família. Não tinha porque perguntar.

E: (ajoelhando-se em sua frente e abraçando-o) Oh filho! Obrigado! Eu te amo tanto, desde quando te vi sabia que era um menino muito especial.

Ang: Papai?

E: Sim?

Ang: Fico feliz pelo Heitor e a Estrela. Maria é uma mulher incrível e... com certeza é uma ótima mãe. Eles tem muita sorte por serem filhos dela.

E: Saiba que ela também te ama e te aprecia, assim como a eles. E quer saber de uma coisa? Um dia seremos uma família, nós cinco. (abraça-o novamente)

Depois disso, Estevão põe Ângelo na cama, o que já não fazia há anos e se sentiu muito bem com isso. No apartamento de Maria ela fazia o mesmo com as crianças, e parecia que ela nunca havia estado longe. Tudo era tão simples e natural, ver os filhos se renderem ao cansaço e a fadiga, depois de um dia exaustante era reconfortante. Posteriormente caminha até a sala, pensava em Estevão “Como ele deveria estar?”, focando no telefone sobre a mesinha, nem imagina que ele também fazia o mesmo. Quando ela toma o telefone nãos mãos o mesmo toca. Ela atende imediatamente.

M: Estevão?

Notas finais
Devido as coisitas mais que falei, ainda não sei quando sairá o próximo capítulo, talvez demore um pouquinho como este aqui, mas postarei assim que der. Besitos!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.