Se há amor, há tudo.
3 Capítulo 3
Notas iniciais
~~Hotel em Aruba~~
L: Maria eu já vou, passo à tarde para te pegar para irmos para o aeroporto está bem? Só vou resolver algumas coisas para não deixar nada pendente.
M: ah Luciano, eu não queria te atrapalhar, você tem o seu trabalho, a sua vida, eu não quero te incomodar.
L: Você não me incomoda, muito pelo contrário, sabe que eu faria qualquer coisa por você. Até mais (beijando-lhe a testa).
Enquanto Luciano está fora, Maria sai um pouco e decide fazer compras, compra de tudo um pouco, ela era uma nova mulher e queria que todos a visse dessa forma. Renovou tudo, desde as unhas até o guarda-roupa inteiro, ficou linda. Passadas algumas horas já estava no hotel e totalmente arrumada, caminhava pelo quarto de um lado para o outro em sinal de inquietação a espera de Luciano. Até que batem na porta.
M: (“graças a Deus! Deve ser ele” ao abrir a porta vê Luciano e põe um sorriso, ele se surpreende e deixa as malas caírem, estava fascinado, se ela já era linda antes, imaginem agora).
L: Ma.. Maria? (gaguejando) Você está deslumbrante. Por um instante pensei que havia batido no quarto errado, mas é você mesmo, está tão linda.
M: Obrigada! Mas pare com isso está me deixando sem jeito (envergonhada) é.. eu já estava me perguntando se você havia desistido.
L: De você? Nunca! Já estou aqui e agora mesmo que não sairei do seu lado (sorria deixando-a encabulada, pois ela havia entendido a cantada) vamos senhorita? (Estendendo o braço para fora para que ela passasse pega suas malas e vai atrás dela).
Passam-se algumas horas, a viagem já se findava, o avião em que estavam já aterrissava na cidade do México.
~~No aeroporto~~
M: Enfim, minha terra, minha casa, meu lar... me sinto tão bem em estar de volta, como se nunca tivesse ido embora.
L: É enfim chegamos, e agora damos início a sua jornada (colocando uma mão sobre o ombro de Maria em sinal de apoio).
M: (vira o rosto para ele) Obrigado por tudo Luciano (aquelas palavras vinham do fundo de sua alma), mas vamos logo precisamos nos instalar no hotel e eu ainda preciso vê uma pessoa.
L: Mas já? Não vai descansar? Já está anoitecendo.
M: não é necessário e não se preocupe eu estou bem.
L: me desculpe a intromissão, mas quem é essa pessoa? Por acaso é o Este... (interrompido)
M: não claro que não (um pouco alterada e nem sabia por que). Essa pessoa é o padre Belisário, ele precisa saber que estou livre, afinal ele sempre me apoiou desde que eu fui.. você sabe. Mas, espera aí, porque pensou que eu fosse ver o Estevão?
L: Esqueça Maria (tinha medo de suas suspeitas) desculpe-me! É... que por um momento passou pela minha cabeça que você quisesse vê-lo porque ainda gosta dele (ela faz uma cara de surpresa e pensativa ao mesmo tempo, não conseguia olha-lo nos olhos, e ele percebe) Você ainda gosta dele não é mesmo? (triste)
M: Não (diz sem convicção e ainda sem olha-lo nos olhos) mas, como você mesmo disse vamos esquecer isso está bem? bom... eu quero muito ir ver o padre Belizário mas gostaria que você me acompanhasse.
L: Claro que sim.
Eles pegam um táxi, primeiro vão ao hotel onde se instalam e logo vão a Igreja.
L: Estou fascinado, essa cidade é maravilhosa, mas ainda é melhor por estar em sua companhia, ao seu lado tudo fica melhor.
M: (sorrindo e balançando a cabeça negativamente) sim é mesmo maravilhosa, bem.. eu vou procurar o padre Belizário, acho que ele pode estar na sacristia, vem comigo?
L: Não Maria, vocês devem conversar sozinhos, ficarei aqui prestigiando esse cenário fabuloso.
M: está bem então, eu não vou demorar.
Padre Belizário estava de frente para uma imagem de Jesus quando batem na porta.
PB: pode entrar
M: (abrindo a porta) Padre?
PB: (reconhecendo aquela voz virou-se rapidamente) Maria? Filha (vai ao encontro dela para abraça-la) Ah, filha, estou tão feliz por te ver aqui, finalmente está livre.
M: (chorando de emoção e felicidade) Sim padre, Deus teve piedade de mim.
PB: Ele sempre esteve com você. Sente-se.
M: (sentando-se) Eu sei, eu não teria suportado todo aquele pesadelo se Ele não tivesse me dado forças e se também não pudesse contar com o seu apoio padre.
PB: Maria, não sabe como me angustiava o coração vê-la sofrer atrás daquelas grades, sabendo que era inocente e não podendo fazer nada. Diga-me, como foi que conseguiu novamente sua liberdade? Como que chegou aqui?
Eles conversam, Maria explicou tudo o que aconteceu, passou-se mais de uma hora e ambos ainda não haviam percebido que já estava tarde.
M: pois é, tantas coisas tem me acontecido que ás vezes paro para pensar e poder processar tudo, para não me deixar levar pelas barreiras, mas padre, gostaria que me falasse dos meus filhos, como são, como estão, tudo!
PB: (um pouco desconcertado pelo pedido, não sabia como lhe contar toda a verdade ou até mesmo mentira que regia a vida de seus filhos) Maria já está tarde filha, chegou de uma viagem longa hoje e ainda não descansou. Há muito o que falar e eu prometo que falarei mas agora não é a situação conversamos mais amanhã, e além do mais não quero que fique andando por aí sozinha a essa hora (realmente preocupado).
M: Eu entendo, não se preocupe padre, não estou sozinha.. (se lembra de Luciano, ele ainda a esperava já havia muito tempo) Ai meu Deus Luciano. Ele ainda deve estar me esperando.
PB: Luciano? Quem é Luciano?
M: Luciano é um grande amigo e também meu advogado, foi ele quem conseguiu minha liberdade, viajou comigo não quis me deixar vir sozinha, e ele ficou lá fora me esperando.
PB: Por acaso há alguma coisa entre vocês? Desculpe minha indiscrição filha.
M: Não se preocupe padre e não há nada entre Luciano e eu que não seja amizade, ele me apoio incondicionalmente e ainda o faz. Bem, agora preciso ir, como o senhor disse já esta tarde e Luciano deve estar cansado de me esperar, boa noite padre (beijando sua mão)
PB: Deus te acompanhe e lhe proteja filha.
M: (saindo, avista logo Luciano e vai ao seu encontro) perdoe-me por ter te deixado esperando, disse que não demoraria e acabei não vendo o tempo passar.
L: Não precisa se preocupar, só estava meio que me sentindo parte do bando. (brincando fazendo-a sorrir também)
Logo vão para o hotel, cada um para seu quarto. Maria não demora a dormir, estava exausta, tinha sido um longo dia e amanhã não seria diferente. Maria acordou cedo, tomou banho, desceu e tomou café no hotel, logo vai para a Igreja, queria falar com padre Belizário, estava ansiosa para saber sobre seus filhos. O Padre Belizário estava na frente da paróquia com algumas crianças, quando Maria chega.
PB: Maria, não esperava te ver aqui tão cedo filha.
M: Não posso mais esperar padre, preciso saber dos meus filhos (ele faz uma cara um pouco angustiada e ela percebe) tem alguma coisa acontecendo, percebo pela sua expressão.
PB: Sim Maria, tem razão, mas vamos conversar na sacristia, entre.
CONTINUA...
Fale com o autor