Notas iniciais
Meninas mais uma vez desculpem-me, estive enrolada com algumas coisas, inclusive problemas técnicos.. hehe Mas voltei, espero que me perdoem e que gostem do capítulo...

Ambos paralisam-se, aquelas palavras ecoavam para os dois repetidas vezes.

Leonel a fitava incrédulo, ela? Maria? A mulher por quem jurava está perdidamente apaixonado teria matado sua mãe? Sentia naquele instante toda a dor que havia sentido anos atrás, seu chão sumiu, o ar faltou, suas pernas falharam e ele caiu sentando em uma cadeira, num impulso Maria sai de seu transe de estar causando e sofrendo uma terrível dor.

M: Leo.. nel.. (sua voz saiu baixinha até que não saiu mais)

L: (Estava perdido, por um instante sentiu raiva, ódio, mas então pensou com o máximo de clareza que as emoções lhe permitia) Você? Não, não pode ser, você não. (a olhou nos olhos tanto que parecia que lia sua alma).

M: Não Leonel, eu não matei sua mãe, mas fui acusada injustamente por esse crime.

L: (Não conseguia acreditar que ela fosse culpada, tudo em Maria lhe transparecia sinceridade) Mas... por que te acusaram?

M: Eu fui pega com a arma na mão, no susto de ter ouvido um tiro, corri ao quarto de sua mãe e ingenuamente eu peguei aquela arma, e nesse momento entraram os seguranças do hotel e eu fui detida. Eu sou inocente Leonel, tem que acreditar em mim (seu olhar expressava suplica), eu não matei sua mãe, eu posso te provar.

L: (Levanta-se e anda pela sala sem olhá-la, demora assim alguns minutos) Não é necessário que me prove nada, (vira-se), não sei se é o certo, mas eu acredito em você, sempre imaginei que quando eu visse a pessoa que foi condenada por matar minha mãe, eu iria odiá-la, e até mesmo querer mata-la, mas eu nunca pensei que essa pessoa fosse você...

M: Ahh Leonel, não sabe o quanto me dói ter que te fazer passar por isso, mas devido a tudo que diz sentir eu me vi obrigada a te contar..

L: Então era por isso que dizia que não podíamos ter nada? Isso não tem importância para mim Maria (aproxima-se dela) Você é inocente, e isso é o que importa...

M: (Afasta-o com as mãos) Não Leonel, você não sabe de tudo ainda, há muitas outras coisas.

L: Então me diga Maria, eu não vou me convencer do contrário se você não me der motivos concludentes.

M: E qual motivo é melhor do que isso? Eu não te amo Leonel, só isso já devia bastar, mas, não quero mais falar disso, faça o que quiser, só te aviso de uma coisa, se continuar insistindo vou contar de vez qualquer relação que possamos ter como amigos. (vai em direção a porta e sai)

Ao Maria sair encontra Estevão..

M: (assim que abre a porta com tremenda rapidez não se dá conta e esbarra em alguém) Estevão? O que faz aqui? Você não estava..? (interrompida)

E: Não, eu não estava escutando, eu pensei um pouco e vinha falar com Leonel, não sabia que estava com ele. Do que vocês falaram?

M: Vamos a minha sala, lá eu te explico tudo.

Os dois caminham juntos, chegando a sala Estevão abre a porta para Maria, ela por sua vez agradece com um sorriso, e lá ambos conversam e ela conta tudo o que falou com Leonel.

M: Agora eu já não sei o porquê que contei, no momento parecia o certo, mas agora já não tenho certeza.

E: (aproximando-se dela e pegando suas mãos, ambos estavam sentados em um sofá que havia na sala) Meu amor, eu confesso que comecei a estranhar as atitudes e ações do Leonel quando se falava de você, mas eu nunca pensei que tivessem essa proporção. Eu imagino o que isso signifique para você e o quão difícil é, por isso acho que você fez o certo sim, não quero que o Leonel se magoe mais.

M: (o olhava com ternura) Com você tudo parece mais fácil.

E: (sorri) Porque eu sou o pior de seus problemas, mas se você pode comigo, então pode com qualquer coisa (ela sorri, e ambos se aproximam encontrando-se em um beijo).

~ Indo para um lugar um pouco distante dali, encontramos nossas queridas crianças reunidas na Mansão San Roman~

Estrela, Heitor e Ângelo estava conversando no jardim, Estrela e Ângelo estavam com seus instrumentos nas mãos.

Ang: Então foi tão bom assim ontem lá na casa da Maria?

Est: Sim, Maria realmente é uma mulher incrível, eu não sei como, mas acho que ela me conquistou. (sorri)

H: Sim, mas eu ainda não entendo porque a tia Alba não permitiu que você fosse, eu acho que as tias não gostam da Maria.

Ang: Isso é verdade, ontem depois que vocês saíram eu as ouvi resmungarem, falaram alguma coisa com o papai ter caído de novo nas garras dela, algo assim.

Est: Então é isso, sabem que o papai está interessado novamente na Maria. Mas elas falam como se a Maria fosse má.

H: Talvez não gostem da ideia de ter outra senhora na casa depois da mamãe.

Est: Será que estamos fazendo certo mesmo em aceitar a Maria? Não estaríamos ferindo a memória da mamãe? (faz uma carinha meio triste)

H: Você mesmo disse, o papai não vai ficar sozinho sempre, já se passaram 10 anos Estrela, ele não vai esperar mais.

Ang: e a Maria é uma ótima mulher, ela tem os olhos mais sinceros que já vi, e nos olha com amor.

Est: É que as vezes penso se a mamãe aceitaria outra mulher no lugar dela?

H: A mamãe iria querer que fossemos felizes, assim como o papai.

Ang: Vocês falam, falam, mas a Maria não gosta do papai.

Est: Não é bem assim não Anjinho, ontem os dois demoraram um bom tempo na cozinha, e eu já percebi que algumas vezes eles trocam olhares..

H: Eu como o mais velho, sou o mais experiente, temos que fazer algo além de esperar, porque a Maria é uma mulher muito bonita, com certeza não é só o papai que ela tem como pretendente.

Est: Tá bom, oh cupido o que você sugere que façamos.

H: Quando a Maria falou do papai, ela ficou muito triste, e disse que ele a magoou muito, por isso eu sugiro um encontro para os dois, ou melhor um jantar romântico, assim eles poderão ficar a sós e relembrar o que um dia viveram. E aí vocês topam? (sorrindo)

Est+Ang: (em uma só voz) Estamos dentro.

CONTINUA...

Notas finais
beijos em todas