Notas iniciais
Bem, como prometido aqui está, espero ter recompensado vocês, escrevi um cap. bem longo, espero que gostem, mas perdoe-me se houver alguns erros, é que não tive tempo de fazer revisão...

E: Estou sem palavras para descrever tanta perfeição, você está linda.

M: (envergonhada pelo comentário) é.. eu só vou pegar minha bolsa e nós podemos ir (já indo pegar a bolsa)

E: Não precisa se apressar (admirando-a “Como está linda Maria, você é a mulher mais bonita que eu já vi em toda a minha vida, como pode existir tamanha perfeição?”)

M: pronto, já podemos ir.

E: Tem certeza?

M: Por que a pergunta Estevão, não estou bem?

E: que isso, você está magnífica, eu perguntei por que queria saber se está preparada para enfrentar o passado? Não tem medo de enfrentar a todos?

M: Não, de enfrenta-los não, mas não posso negar que fico nervosa de imaginar que um deles é o assassino da Patrícia, e que durante esses dez anos que eu passei em uma sela, pagando pelo seu crime ele estava livre, e ainda pior convivendo no meio dos meus filhos.

E: Eu sei Maria, e tudo isso é culpa minha, mas mesmo que você me também suspeite de mim, eu vou te ajudar a descobrir que é o assassino.

M: sabe, me surpreende muito as suas atitudes comigo, eu fico me perguntando o por que Estevão de você estar aparentemente do meu lado.

E: Você realmente não acredita em mim não é mesmo? Mas tudo bem, não te culpo por isso, só o que digo é que o tempo lhe mostrará que não estou te enganando. Vamos?

~~Mansão San Roman~~

Todos os “amigos” estavam presentes conversando entre si, Alba, Carme, Bruno, Fabíola, Daniela e Demétrio, além deles a parte estão Heitor, Estrela, Ângelo e Leonel (que como disse antes morava na casa dos San Roman desde que ficou órfão):

F: Estevão que não chega, por que será que ele marcou esse jantar se ele nem estaria aqui? Realmente não sabe o motivo Alba?

A: (furiosa não gostava da sensação de não estar mais no controle) Não, e o pior é que ele tem agido estranho ultimamente, ontem saiu com os meninos, mandou eles virem logo, chegou tarde e ainda discutiu comigo.

F: Nossa Alba! Nunca pensei que permitiria que Estevão agisse assim, você sempre teve controle sobre ele (com deboche)

A: Não me subestime, Fabíola, você não sabe do que sou capaz, além do mais, nada escapou do meu controle.

F: (provocando mais falando baixinho) Não é o que parece.

B: Por favor parem com isso, não é conveniente que briguemos agora, o que importa agora é o que está acontecendo com Estevão, e o por quê que ele preparou para o jantar, não podemos nos esquecer dos nossos interesses.

Dem: Bruno tem razão, não é hora para idiotices.

Reb: Com licença, senhorita, o senhor Estevão acabou de chegar.

Da: Ainda bem..

E: (entrando na casa e ficando de frente para todos) Boa noite, que bom que estão todos aqui.

Todos: Boa noite

B: Boa noite querido Estevão, que bom que já chegou, estávamos inquietos pela sua ausência.

E: Eu acho que estavam inquietos não pela minha ausência e sim pelo motivo do jantar não?

Dem: Claro Estevão! Isso também, mas tocando no assunto, aconteceu algo?

E: Talvez (ele olha para a porta e acena com a cabeça)

De repente todos ouvem uma voz:

M: Boa noite queridos amigos (eles ainda não a viram)

Reconheceram aquela voz de algum lugar, não conseguiam identificar da onde, apenas Heitor, Estrela e Ângela identificaram e abriram um sorriso.

A: Você está acompanhado Estevão? Esse era o motivo do mistério?

M: (aparecendo) Sim querida Alba, eu sou o motivo.

Todos ficam abismados, perplexos, de repente o silêncio pairou sobre o lugar, não se falava nada, pareciam que havia visto um fantasma, e para eles assim era, já que até mesmo eles já acreditavam em suas mentiras.

M: É assim que me recebem depois de tantos anos sem me verem queridos amigos? (falava ironicamente)

C: Mariazinha? É você mesma?

A: Não pode ser, não pode ser, isso deve ser um pesadelo, você deveria estar na... (interrompida)

E: (entendeu o que ela iria dizer) Tia por favor (olhou para os filhos a fim de lembra-la que eles estavam presentes) Agora não é o momento.

Os outros estavam atônitos, não conseguiam falar, apenas seus pensamentos voavam nesse momento, não acreditavam no que estavam vendo, era Maria, ela tinha voltado, desejavam que tudo aquilo fosse um pesadelo do qual iriam acordar a qualquer momento.

A: Como pode Estevão? Como pode trazê-la a essa casa?

H: (se metendo na conversa) Mas porque papai não poderia trazer Maria a nossa casa tia? Há algum problema nisso?

A: (surpreendida) Como?? ... vocês a conhecem?

Est: Sim tia, jantamos com ela ontem, (a Maria) É um prazer revê-la novamente.

M: Igualmente Estrela, não sabe o prazer que me dar vê-los de novo (olhando carinhosamente para os filhos e depois com superioridade para os outros)

A: Como Estevão??? Como pode deixar seus filhos encontrarem com essa... essa mulher?

E: Tanto pude como fiz, não vejo motivo para me recriminar, você sabe muito bem quem Maria é, assim como todos vocês também. (todos entenderam menos os meninos)

A: “Maldita miserável, agora entendo tudo, por isso Estevão agia estranho, foi você sua maldita, você está fazendo com que ele aja assim, miserável, nunca devia ter saído da cadeia, devia apodrecer lá.. Mas você não vai conseguir o que quer, não vai tirar o Estevão de mim, antes eu te mato, te mato maldita, mil vezes maldita”.

Todos olhavam Maria, perplexos e com ódio, seus olhares expressavam isso, nunca imaginavam que um dia, ela ficaria livre, não contavam com isso, a volta dela interferia nos interesses deles, já que com Maria por perto Estevão se transformava em outro, não se deixava manipular por eles, por isso compreenderam o porque que ele já estava agindo estranho como Alba lhes disse, era por ela.

Um pouco afastado de toda a confusão, estava um dos nossos personagens, perdido em seus pensamentos, olhando a Maria, mas não com ódio, mas com admiração.

L: (aproximando-se) Boa noite senhora, é um prazer conhece-la, eu sou o Leonel.

M: (Maria se impressiona ao ouvir o seu nome, chega a se assustar, olha para Estevão e ele assente com a cabeça: “Meu Deus, é o filho de Patrícia, Leonel) Boa noite, Leo.. Leonel (sua voz falhou um pouco pelo nervosismo).

L: (estava abismado com tanta beleza em uma pessoa só) desculpe-me a indiscrição, mas a senhora é uma mulher muito bonita, mas tenho a impressão de que já a conhecia de algum lugar.

Agora quem se assusta é Estevão, é claro que Leonel talvez reconhecesse Maria, ele tinha 9 anos quando tudo aconteceu, como Estevão não pensou nisso? Maria o olha e entende perfeitamente o que se passava em sua cabeça, ambos se desesperaram por um instante.

Est: é claro que você deve se lembrar, Maria é uma antiga amiga da família não é mesmo papai?

E: (aliviado pela ajuda da filha) Sim, sim, é verdade, deve ser por isso Leonel que lembra de Maria, por que a conheceu no passado.

L: Sendo assim, é um prazer revê-la..

Depois de tudo, o jantar transcorre normalmente na medida do possível é claro, os abutres não podiam falar nada para Maria porão causa da presença dos filhos de Estevão, então assim, ficaram em silencio durante o jantar, falava de vez em quando entre si mais baixinho para que não os ouvissem, já na sala as únicas pessoas que conversavam era Maria, os filhos e Leonel, quando estava com eles ela não se importava com quem estava ou onde estava, a companhia dos filhos fazia com que ela se sentisse bem e nada atrapalhava isso. Estevão estava próximos a eles, mas sem se meter na conversa, apenas os observava, ou melhor observava Maria, admirava-a, “Como está linda” assim ele pensava, lhe encantava o modo como ela sorria e de como trata os filhos, os olhava com tanto amor e carinho. Ele se afasta um pouco para pegar uma bebida e Alba o segue.

A: Como pode trazer essa mulher aqui Estevão? Na minha casa?

E: Como? Sua casa? Não tia essa casa é dos meus filhos e um dia também já foi da Maria, ela tem todos os direitos de vir aqui.

A: Não essa mulher não tem direito de entrar aqui, e muito menos de ver os meninos.

E: Não se esqueça de que ela é a mãe deles.

A: Ela não pensou nisso quando matou a Patrícia, não pensou nos filhos, nem em você.

E: Maria não é uma assassina (alterando-se)

A: Não me venha dizer que acredita nela, que armas ela usou para que você acreditasse na “suposta inocência dela”? Ela nunca passou de uma mulherzinha vulgar, uma qualquer.

E: Olha aqui tia, se não quer ouvir, não insulte Maria na minha frente, eu já lhe disse isso.

A: Viu? Ela está te manipulando Estevão, foi só essa mulher aparecer que você começou a agir estranhamente, a ser rude comigo.

E: Maria me manipulando? Não tia, eu me deixei manipular por vocês durante todos esses anos, mas não permitirei mais isso. (saindo bruscamente)

Mais algum tempo se passam, ainda estavam todos presentes, mesmo que os abutres não suportassem estar no mesmo lugar que Maria, não quiseram ficar mal com Estevão, por isso ficaram.

E: (sentado próximo a Maria e os meninos) Bem, creio que está na hora de vocês subirem, já está tarde.

H+Est+Ang: Mas papai...

E: Sem mas, vão não vou repetir duas vezes

Est: Está bem, mas permite que Maria suba com a gente sim?

A: Não, claro que não..

Est: E por que não tia?

A: Bem, é que...

M: Não precisa se preocupar querida Alba, (aos meninos) Seria um prazer acompanha-los, (a Estevão) Posso? (ele assente que sim, então Maria sobe as escadas com os meninos junto com eles Leonel também foi se recolher).

F: Você está ficando louco Estevão? Como pode trazer Maria aqui?

E: Vocês nunca esperaram que chegaria o dia em que ela poderia ficar livre não é mesmo?

~~No corredor dos quartos~~

L: Sinto muito ter que me despedir, mas preciso me recolher, novamente volto a dizer que foi um prazer enorme conhece-la.

M: Igualmente Leonel, boa noite (sorrindo)

L: Boa noite Maria, e para vocês também (beija a cabeça de Estrela e vai para seu quarto)

H: A senhora também conheceu Leonel quando ele era criança não é mesmo?

M: Sim Heitor, eu o conhecia, assim também como os pais dele.

H: É, ele sente muita falta dos pais, eu posso entende-lo porque também sinto muita falta da minha mãe, mas Leonel é um irmão mais velhos para nós.

M: Por favor, não fiquem assim, sei que deve ser muito difícil para vocês, mas também sei que onde quer que a mãe esteja, ela intercede por vocês e os ama muito. E também fico muito feliz de ver que vocês gostam muito do Leonel.

Est: ele sempre nos ajuda em tudo.

M: Me alegro muito por isso, mas eu tenho que descer, assim como vocês também estou muito cansada.

Ang: Ah, que pena.

M: Não fiquem assim, nos veremos logo, podem ter certeza, durmam bem queridos, que Deus lhes abençoe e lhes proteja, boa noite.

H+Est+Ang: Obrigada, boa noite Maria. (ela se despede sorrindo e sai)

H: Sabe durante toda a noite eu pude notar carinho e afeto nos olhos da Maria quando ela olhava pra gente.

Ang: Ela nos trata muito bem para uma simples amiga do papai não.

H: Isso é verdade, mas por quê? O que você acha Estrela, ficou calada de repente.

Est: Bem, eu acho que sei o por que, (se põe um pouco triste) Quando eu a conheci, ela me disse que tinha perdido os filhos, ou que eles foram tirados dela, eu não sei direito, talvez ela se lembre deles quando vê a gente.

H: Nossa! Que triste, agora mais que nunca senti o desejo de estar do lado dela.

Ang: Eu também.

H: Que isso Anjinho, vai disputar comigo?

Est: Esqueçam, ela vai preferir a mim que sou a menina (sorrindo) boa noite (entrando no quarto, os meninos também fazem o mesmo).

Ao descer as escadas, Maria é atropelada por tudo que os abutres queriam lhe falar durante toda a noite.

A: Sua maldita, sínica, como tem a coragem de vir aqui nessa casa?

M: Essa casa também já foi minha Alba.

F: Sua infeliz, porque voltou depois de tanto tempo? Como conseguiu ficar livre?

M: Isso não importa, vocês deviam se preocupar com o presente, e não com o passado, eu voltei porque estou disposta a recuperar tudo o que vocês tiraram de mim?

Dan: Ninguém tirou nada de você, pelo contrário, você que tirou a vida da Patrícia e por isso perdeu o que tinha.

B: Você é uma assassina Maria, seu lugar era na cadeia.

M: É isso que vocês queriam não é mesmo, que eu me convencesse que sou uma assassina?

Dem: Não queremos lhe convencer, você é, e por isso nunca devia ter saído daquele lugar.

M: Ter estado na cadeia não me faz culpada, e vocês estarem livres não os fazem de inocentes, um de vocês, teve coragem de tirar a vida da Patrícia e a minha vida, pois assim como ela um de vocês me matou naquele, me matou em vida, mas eu voltei e estou disposta a tudo, eu vou provar a minha inocência e vou fazer o assassino pagar pelo que fez.

Dan: Então você voltou por vingança?

M: Não, voltei por justiça.

A: Deixe de ser hipócrita, uma assassina falando de justiça, parece até piada.

M: Não me importo com o que pensa Alba, eu provar a minha inocência e vou fazer o verdadeiro assassino pagar pelo seu crime.

B: Desculpe-nos querido Estevão, mas não temos mais nada que fazer aqui, vamos embora.

E: Não, ninguém vai embora ainda, eu ainda não acabei. (todos para e ficam olhando-o) Bem não posso negar que essa noite foi cheia de surpresas para todos hum? Mas tenho que lhes revelar mais uma. Aqui não é o local apropriado para falar em negócios, pois é uma reunião de amigos, reencontros e recordações, mas o que vou lhes falar, envolve os interesses de vocês, então acho que é prudente falar então.

Dem: Mas ao que se refere Estevão?

E: Vou ser rápido, gostaria de anunciar a vocês que temos um novo, ou melhor nova acionista nas empresas San Roman?

B: Outro acionista, mas Estevão você sempre frisou o fato de que as empresas sempre estaria na sua família e entre nós amigos. Como pode ter aceitado ter outro acionista? (muito incomodado pela revelação de Estevão, e todos percebem isso)

E: Bruno, você disse muito bem, sempre quis que as empresas ficassem na minha família mesmo assim cedi algumas ações a vocês como você mesmo disse meus amigos (sarcástico), mas essa pessoa, é bem mais próxima do que qualquer um de vocês.

Maria já havia entendido tudo, Estevão estava falando dela, ela se manteve calada observava a cena, e percebia o quanto todos se incomodavam, eram um bando de sangue sugas interesseiros.

E: (olhando para Maria com uma taça na mão) Um brinde então, a nova acionista das empresas San Ronan, Maria.

Todos: O quê?

F: Você não pode ter feito isso Estevão.

Dan: Isso é um absurdo.

B: você só pode estar brincando meu querido Estevão.

E: Não, não estou brincando, e nunca falei tão serio assim, se vocês se incomodam tanto, estejam a vontade para vender suas ações quando quiserem, isso é tudo, podem ir agora.

M: (se surpreende ao ouvir aquilo: “ O que está acontecendo com Estevão? Ele está enfrentando todos, por mim? O que ele pretende com isso?”)

CONTINUA...

Notas finais
Vem surpresas no próximo capítulo, espero que tenham gostado... beijos queridas e obrigada pelos comentários, eles me alegram muito... Continuem comentando... beijos e até o próximo capítulo..