Notas iniciais
Depois de quase dois meses sem nenhum capítulo se quer, estou aqui de novo. É certo que pensei em não escrever mais, depois de tanto tempo assim perdemos um pouco a prática, mas sendo impulsionada por algumas amigas, decidi voltar.. Digam-me o que acharam, espero que gostem... Mil desculpas..

Ali, naquele mesmo restaurante, logo em outra mesa estavam Estrela, Heitor e Ângelo, que surpreenderam-se ao presenciar aquela cena, mas independentemente deles, Estevão e Maria beijavam-se apaixonadamente, eram perfeitos quando estavam juntos, seus corações batiam rapidamente, mas em uma só sincronia, estar um nos braços do outro é sinônimo de que o mundo e nem as pessoas importavam até que..

H: Como?

Ang: Quando?

Est: Ah mas eu vou lá (levantando-se rapidamente)

H: Estrela não (tentando segurá-la pelo braço, mas falhando), vem Anjinho.

Est: (pigarreando e tossindo forçadamente) O que está acontecendo aqui? (seu tom não era de agressividade e sim felicidade)

Estevão e Maria separam-se imediatamente ao reconhecerem aquela voz, olharam aquelas três crianças com assombro, “Mas como?”, seus olhares demonstravam a surpresa que tinham levado, olhavam-se buscando respostas, mas sem as encontrarem..

E: (toma coragem para falar) Mas o que vocês estão fazendo aqui?

Est: Nem vem, eu perguntei primeiro, e o centro das atenções aqui são vocês dois.

H: Eu acho que a pergunta certa é o que vocês estariam fazendo aqui se não fossemos nós papai.

E: Mas então quer dizer que foram vocês? (fica mais surpreso ainda)

Est: Isso mesmo papai, mas pelo visto já não era mais necessário. (olha para Maria, que estava até agora em choque com a surpresa, Estrela esboça um pequeno sorriso, porém ela não retribui)

Ang: Por que não nos falaram que vocês estão juntos?

M: É que nós não estamos... (interrompida)

H: Desculpa Maria por interromper, mas depois do que vimos aqui como pode dizer que vocês não têm nada?

E: (pega na mão de Maria e olha bem fundo em seus olhos) Vocês tem razão Heitor, Estrela e Ângelo, eu e Maria estamos juntos sim..

M: (enfim consegue falar) Estevão, eles...?

E: Meu amor, você não os ouviu? Foram eles que fizeram tudo para jantarmos aqui, eles armaram um modo de juntarmos. Entende o que isso quer dizer? (sorri)

Agora tudo faz sentido (aos filhos) eu estranhei o modo como agiram e o suposto bilhete da Maria, mas fiquei tão feliz que não me importei com os detalhes...

Est: Calma aí, volta um pouco papai, do que é que você está falando?

E: Bom.. Primeiro nós viemos aqui para jantar, então por que ficarmos falando aqui em pé? Sente-se meu amor (puxando uma cadeira para Maria, que sentou e Estevão logo em seguida).

Est: Vem cá! Ninguém puxa cadeira para mim também não? (fitando-os com os olhos cerrados e as mãos na cintura)

Todas já estavam sentados, e digamos com as atenções voltadas para Maria pois ela era tão bela que com um singelo sorriso cativava qualquer um, ao verem Estrela se põem a sorrir. Já não importava o pequeno aué de agora pouco, estavam juntos de novo.

Conversa vai, conversa vem, as crianças contaram detalhadamente os motivos que a levaram então ao seu plano, enquanto Estevão e Maria olhavam-nos e sorriam.

E: Me impressiona vê-los fazer isso, nunca aceitaram a Ana Rosa.

M: Por isso que ficamos em segredo, tive medo da reação de vocês.

Est: Primeiro, segredo que quase não é segredo, só não descobrimos porque somos desatentos (risos), e segundo papai, sem comparação a Maria com a Ana Rosa. É certo que não queríamos que ninguém tomasse o lugar da mamãe, porém entendemos que o senhor merece ser feliz, e nós nunca o vimos sorrindo com o vento a não ser desde que a Maria chegou.

H: Estrela, deixou o papai sem graça, e a Maria encabulada.

Est: Não tenho culpa se é a verdade.

M: Estrela seu pai sempre foi bobo, isso não é minha culpa. (sorrindo)

E: Isso é um complô contra mim?

Ang: Não sei o que você tem Maria, mas devolveu algo que tínhamos esquecido, a felicidade. Fico muito feliz que você e o papai estejam juntos, vou adorar tê-la como madrasta.

H: Eita Anjinho, tá pedindo a Maria em casamento pelo papai? (risos)

M: Calma crianças, uma coisa de cada vez.

E: Não é má ideia meu amor.

M: Não dá corda Estevão.

Na mansão San Roman, encontramos Alba e Carmem, não sabiam do paradeiro das crianças.

A: Carmem!? Carmem!? E então?

C: (chegando à sala) Nada deles Albinha.

A: Não me chame assim, você é um imprestável mesmo, foi só Maria voltar e todo sai do seu eixo. Tudo estava indo bem até aquela maldita voltar. Onde essas crianças se meteram, do Heitor e da Estrela eu nem digo nada, esses puxaram à mãe, mas o Ângelo? E o Estevão, sabe onde ele tá?

C: Não minha irmã, na verdade nem o vi, fiquei fora a tarde inteira e quando cheguei fui direto para o quarto. Por que não tenta chamar ele no celular?

A: Já tentei, mas ele não atende. Arnaldo!? Arnaldo!? Vem cá imediatamente.

Arn: (adentrando a sala) Sim, senhora.

A: Você viu quando o Estevão chegou?

Arn: Sim, senhora, ele chegou rapidamente, mas logo saiu.

A: E as crianças?

Arn: Ah sim, o senhor San Roman mandou eu levá-los a um restaurante.

A: restaurante?

Arn: Sim senhora, se é só isso, com licença.

A: Tá tá tá, pode ir (Arnaldo sai). É ela, só pode ser ela. Não acredito que Estevão está fazendo isso, ele só pode estar louco.

C: Sempre soubemos que isso iria acontecer, ele sempre foi apaixonado por ela Albinha.

Nesse momento alguém entra batendo a porta ao fechar.

C: Jesus, Maria e José. O que foi isso?

A: (ao ver quem era) Leonel? O que significa isso?

L: (embriagado) Eu perdi ela, ela não me ama.

C: Leonelzinho, ela quem? Como foi ficar nesse estado filho? (vai ao seu encontro ajudá-lo a ficar em pé, pois ele mal se aguentava)

L: eu a amo.. Mar... (desmaia e cai nos braços de Carmem)

C: Filho???

A: Leonel!? Vou chamar um médico.

C: Liga para o Rubens, Estevãozinho chegue logo.

Com a ajuda de Arnaldo, elas conseguem pôr Leonel na cama. No restaurante:

M: Está noite foi perfeita, cheia de surpresas e fortes emoções, mas acho que deve terminar por aqui.

Est: Ah, mas porquê?

M: Vocês são crianças, e certamente já passou do horário de vocês dormirem.

E: Vou chamar o Arnaldo para levá-los (pega o celular)

Ang: Por que não vamos com você papai?

E: Eu vou levar a Maria.

H: Não tem porque não levar a gente também, o carro comporta lugares para todos. Ah não ser que.. ? (com um ar zombeteiro)

M: Ah não ser que nada, Heitor tem razão Estevão, podemos ir todos juntos.. Estevão?? Que cara é essa??

E: (olhando o celular) Várias ligações lá de casa, só pode ter acontecido alguma coisa.

H: Papai, acho que temos culpa nisso, as tias não sabem onde estamos.

E: Heitor! Vocês foram imprudentes, imaginem só como elas devem estar preocupadas com vocês, vou ligar para acalmá-las. Com licença.

E: (ligando) Alô???.. Tia Carmem o que foi? (ao ouvir ela chorando)

C: Estevãozinho, é o Leonel, ele desmaiou filho, precisamos de você aqui, não sabemos ao certo, ele chegou aparentemente bêbado, e desmaiou.

E: o quê? O Leonel?? Isso não pode ser.

M: Leonel?? O que houve Estevão??

E: Calma tia, já estou a caminho.

CONTINUA...

Notas finais
E aí como ficou?? besos ninãs