Se há amor, há tudo.
15 Capítulo 15 - Se há amor, há tudo
Notas iniciais
Ouvem o campainha tocar.. Maria encerra o beijo ao qual estão dedicados a muito tempo com selinhos...
M: (tentando respirar) Eu tenho que ir...
E: (ofegante) Não... Não vá (beijo) Nada e nem ninguém irá nos interromper agora.. (a beijo)
Depois de tais palavras ambos se esquecem de que havia alguém a porta e voltam a amar-se.
Est: Maria? A senhora está aí?
M: (assustada, ofegante e feliz) Estrela!!! (sorri e logo se põe séria) Estevão, eles vão nos ver assim. (levantando-se)
E: Meu amor, não estamos fazendo nada de errado, (selinho) nos amamos.
M: Por favor (passa os dedos sobre os lábios dele e depois o beija) agora não. (respira fundo, tenta se recompor-se na medida do possível e vai abrir a porta) Olá! Que bom vê-los, é... entrem..
Est: bom, viemos lhe fazer companhia, já que saiu do hospital hoje e não pode sair, trouxemos alguns.. (vê Estevão no canto da sala) Papai? O que está fazendo aqui?
E: É que eu... eu vim..
M: Estevão fez a gentileza de buscar-me do hospital, não foi mesmo Estevão?
H: Hum.. (os olha desconfiados) Foi só isso?? (percebendo o quanto estavam sem jeito sorri)
E: É.. (olhando para Maria) e o que mais seria??
H: Não sei (sorri e olha para Estrela).
M: Bom, porque vocês não vão organizando as coisas aqui, enquanto eu preparo algo para comermos sim?
Est: Também cozinhas?
E: E muito bem Estrela, Maria é uma cozinheira de mão cheia.
M: Não seja exagerado.. é... pode me acompanhar até a cozinha por um momento Estevão?
E: Sim, sim.
Ambos vão à cozinha, ficando Estrela e Heitor na sala;
E: Maria me diga o que aconteceu?
M: Aconteceu?
E: Eu te conheço, não pode esconder nada de mim, ficou distante e percebi que não queria que eu dissesse aos nossos filhos o que realmente estavamos fazendo aqui.
M: Estevão, eu... (começa a chorar) não, não está certo o que estamos fazendo..
E: Meu amor, não, não fica assim (a abraça)
M: Não Estevão, não podemos ficar juntos, não podemos.
E: Por que diz isso meu amor? Não há nada que nos impeça, se há amor há tudo, veja nem tudo o que passamos foi capaz de acabar com o amor que sentimos e nada e nem ninguém pode acabar. Eu te amo Maria.
M: (afastando-se) Não, está enganado, há sim algo que pode nos separar.
E: O quê?
M: Nossos filhos.
E: Como? Não eles não..
M: (chorando) Não Estevão, não entende, não podemos ficar juntos, nossos filhos nunca irão aceitar, eu me deixei levar pelo momento e não pensei.. cometemos um erro..
E: Não Maria, eles te adoram, te veneram, desde que voltou não falam em outra pessoa que não seja você.
M: Eles nunca irão aceitar que tenhamos algo, assim como fizeram com Ana Rosa, irão odiar-me e isso não posso suportar, não posso.
E: Eles nunca irão te odiar, és a mãe deles.
M: Mas eles não sabem, e exatamente por essa mentira nunca irão aceitar que ninguém tome o lugar que aquela mulher ocupa, aquela que acreditam ser a mãe deles.
E: Meu amor, não pode se afastar de mim novamente, não posso perder-te Maria, eu não suportaria, eu te amo, e sei que me amas também, eu fui um covarde antes, mas não serei novamente, vou lutar por nosso amor, estou disposto a enfrentar qualquer coisa por ti, e por isso estou disposto a contar-lhes a verdade agora mesmo.
M: (surpresa) O que? A verdade?
E: (levando a mão ao rosto de Maria) Sim, por você sou capaz de tudo, não posso viver sem ti, não me condenes a esse martírio pois não suportaria.
M: Estevão, eu te amo, te amo de todo o meu coração, e queria muito, muito poder viver ao teu lado mas não posso, tenho medo, medo de sofrer a rejeição dos meus próprios filhos.
E: Por isso meu amor, digamos-lhes a verdade, e em fim poderemos ser felizes.
M: É tudo o que mais desejo, mas não podemos Estevão, você mesmo disse, eles não estão preparados, não é o momento, agora sou eu quem te peço que não lhes diga nada, não podemos colocá-los em risco, está evidente de que tentaram me matar, tenho muitos inimigos, não podemos envolver nossos filhos nisso até que descubramos a verdade.
E: Maria... (começa a chorar) Não posso suportar, eu te amo. Vamos embora, viveremos em outro lugar, és inocente e isso é tudo o que importa, esqueçamos tudo e todos.
M: Não Estevão, eu mereço justiça, e nossos filhos também, me condenaram a 10 anos sem meus filhos, sem minha liberdade, sem você, e a eles condenaram a crescer sem terem a mãe por perto, não posso permitir que agora que estou aqui, que conquistei minha liberdade novamente o verdadeiro culpado de tudo e de todos os nossos sofrimentos continue em puni. a justiça tem que ser cumprida porque merecemos isso.
E: Ah, Maria (chorando)...
M: Eu te amo, mas precisamos fazer isso, eu prometo que nunca mais sairei do teu lado, mesmo que ninguém saiba eu estarei sempre com você, porque não posso mais viver sem te ter ao meu lado, sem o teu amor Estevão, não posso se quer pensar na ideia de não te ter mais comigo que me sinto destroçada, eu te amo, amo, amo, amo.
Nesse momento em meio às lágrimas e o sorriso que habitou no rosto de ambos, se unem em um beijo, selando aquele momento de união e amor. Agora que estavam juntos não iriam separar-se mais, encontravam um no outra a força e compreensão que necessitavam, agora mais que nunca tinha que manter-se unidos, e assim fariam...
CONTINUA...
Fale com o autor