Se há amor, há tudo.

14 Capítulo 14 - O recomeço


Notas iniciais
Minhas lindas, primeiramente quero agradecer por todos os comentários e palavras de carinho, peço que me perdoem pela demora, acho que deve me explicar, e é o que vou fazer, não havia postado o capítulo ainda porque passei dois dias doente, peço que me compreendam e que me perdoem...

Ele leva a mão ao rosto dela e a olha nos olhos profundamente, ambos pareciam hipnotizados, seus rostos vão se aproximando lentamente, até que o celular de Estevão toca.

E: Não!! Logo agora (se maldizendo)

M: (ela sorri afastando-o) atende pode ser importante

E: Nada é mais importante que você. (o celular insistia em tocar)

M: Estevão atende logo, não vão desistir.

E: tá bem, tá bem. Alô?? (zangado)

Est: Papai?

E: (muda de expressão ao ouvir a filha) oi meu amor, o que foi? Aconteceu alguma coisa? (ao ouvir meu amor Maria o olhou fixamente já aborrecida, nem sequer imaginou que fosse sua filha, só depois se dá conta de quem é)

Est: (ela falava no telefone, mas Heitor e Ângelo estavam com ela) Nós que queríamos saber? O senhor não voltou para casa desde ontem.

E: Me desculpe Estrela é que.. bem aconteceu e não aconteceu... é que eu estou no hospital.

Est: Hospital?? (os três se olham assustados)

Ang: Hospital??

H: O que?? Aconteceu alguma coisa com papai?

E: são os seus irmãos?

Est: Sim papai, eles também estão aqui, mas por que está no hospital? Aconteceu algo com o senhor? (seus olhos se enchem de lágrimas)

E: não meu anjo, eu estou bem.. é.. eu vim para acompanhar a Maria..

Est: Maria?? O que ela tem??

E: Depois eu falo com vocês está bem?? Eu preciso desligar.

Est: Não papai nós queremos ir para aí (os meninos afirmam com a cabeça)

E: Não, vocês tem que ir para a escola, e afinal nem podem entrar somente no horário de visita, mandarei o Arnaldo trazerem vocês depois da escola tá bem? (Maria sorri só de pensar em ver os filhos novamente)

Est: Tudo bem, mas como ela está?

E: Ela já está bem, vocês verão com os próprios olhos (sorrindo e olhando para Maria) tchau, dá um beijo nos seus irmãos por mim, amo vocês.

Est: Também te amamos papai, dá um beijo na Maria pela gente, tchau; (desligando)

H: O que foi Estrela? O que aconteceu com a Maria?

Est: O papai não me disse, mas ela já está bem e também ele disse que nós poderemos ir ao hospital só depois da escola.

Aquela manhã se passa, Maria foi visitada por Rúbens que lhe informou que sairia do hospital no dia seguinte, Estevão passa todo o tempo com ela, eles conversam e sorriem, estavam felizes pela presença do outro, mas todas as vezes que Estevão tentava se aproximar dela ela fugia, inventava uma conversa, tinha medo de como as coisas estavam seguindo por isso decidiu evitar. Depois do horário do almoço, Estevão teve que sair para resolver alguns problemas, nesse meio termo chegam ao hospital Heitor, Estrela e Ângelo, que nem sequer esperaram pelo pai, eles mesmo falaram com o motorista e foram imediatamente para o hospital, queriam ver Maria, ambos estavam preocupados com ela, até mesmo Ângelo.

Est: Mas qual será o quarto da Maria?

H: vamos perguntar à recepcionista hum?? (aproximando-se da recepção) Com licença, você poderia nos informar qual o quarto da senhora Maria?

Rec: Maria de quê?

H: é... (os três se olham, não sabiam o sobrenome dela) Ela está acompanhada por Estevão San Roman isso ajuda?

Rec: Só um momento que eu vou ver.. Sim, aqui está, mas ela não está no horário de visita, ó podem entrar familiares, vocês são alguma coisa dela?

H: é... bem... (interrompido)

Est: Sim, somos.. filhos dela..

H+Ang: o quê?? (assustados)

Est: É isso mesmo irmãozinhos (arqueando a sobrancelha para que eles confirmassem)

Ang: Ah sim claro, claro (sorrindo)

Rec: Então sendo assim, é o quarto 206 no segundo andar, se vocês precisarem de ajuda é só perguntar para alguém, mas é só pegar aquele elevador (apontando)

H: Muito obrigada. (os três saem) Por que mentiu Estrela??

Est: Por que se não dissesse aquilo não nos deixariam entrar, am??

Os três conseguem chegar ao quarto rapidamente. Ao abrirem a porta sorriram ao verem a pessoa que estava lá, ao olhar para a porta ela também sorri..

H+E+A: Boa tarde Maria!!! (ficam felizes de vê-la sorrindo o que significava que ela estava bem)

M: Nossa! Que visita maravilhosa, boa tarde queridos, mas cadê o Estevão, eu pensei que vocês viriam com ele.

H: Não sabemos do papai senhora, na verdade viemos sozinhos com o motorista, e trouxemos isso para a senhora. (ele e Estrela lhe entregam dois buquês de rosas brancas e Ângelo trazia chocolates)

Est: Esperamos que goste..

M: (sorri, estava muito feliz) não eu não gostei, eu adorei, mas como sabiam que eu gosto de chocolates hum?

Est: bem para uma pessoa comer bolo de chocolate no café da manhã não podíamos pensar outra coisa... (todos sorriem)

Nesse momento Estevão entra, e se assusta e se alegra ao ver os filhos.

E: Oi... como vocês chegaram aqui? (dando um beijo na cabeça de Estrela)

H: Cansamos de esperar pelo senhor, papai, então nós mesmo decidimos vir logo.

E: é que eu tive que resolver algumas coisas e acabei esquecendo... por falar nisso Maria eu já mandei que tirassem as... (percebe que ela se pós tensa e nervosa) é, já resolvi o problema do seu apartamento.

M: Obrigada Estevão

Est: (Curiosa como sempre) Que problema? (até parece que ela pressente as coisas)

E: coisas Estrela, mas vocês não vieram aqui para falar do apartamento de Maria e sim com ela não? (tentando mudar o assunto)

Ang: É verdade, fico muito feliz que já esteja bem

H+Est: Nós também (sorrindo)

Aquela tarde transcorre perfeitamente bem, todos sorriem, brincam, o único mais distantes era Estevão que mais observava do que falava, achava incrível como Maria tinha facilidade de lhe dar com as pessoas, ela conversava com os filhos tão naturalmente, ele acompanhava cada olhar, cada gesto, cada sorriso, esse incidente horrível lhes proporcionou uma tarde maravilhosa em momento em família, mesmo que as crianças não soubesse. Já havia anoitecido quando Estevão manda os filhos irem para casa, já que ele mais uma vez passaria a noite com Maria, no outro dia ela recebe alta, e Estevão a leva ao seu apartamento.

Estevão abre a porta para ela, mas não permite que saia, pelo contrário ele a pega no colo.

M: (surpresa) Estevão ponha-me no chão, isso não é necessário.

E: (sorrindo) Mas claro que é... (já no prédio indo em direção ao apartamento dela, por mais que ela se esforçasse era inútil)

M: (no apartamento) já pode pôr-me no chão, sim?

E: (sorrindo) E se eu não quiser fazê-lo? O que pensas fazer?

M: (séria) Por favor, Estevão, eu não vou pedir duas vezes.

E: (também fica sério) Está bem (a coloca no sofá). O que foi que aconteceu Maria?

M: Como assim? Você sabe muito bem, eu fui pic... (interrompida)

E: (se aproximando e ficando de frente para ela abaixado) Sabe perfeitamente que não me refiro a isso, por que ficou tão distante de mim?

M: Estevão eu...

E: (percebe tudo no olhar dela) Não Maria, não precisa me dizer nada, eu já devia ter compreendido, tudo mudou, nós não somos mais os mesmos de 10 anos atrás, eu sou um tonto, como pude pensar que depois de todo dano que te fiz, você ainda possa guardar algum sentimento por mim? (Levantando-se) Você deve me odiar e tem todo o direito disso, por mais que isso me doa. Ah, meu Deus, como eu queria que tudo o que vivemos nesses anos fosse um pesadelo, e que quando eu acordasse você ainda estaria aconchegada entre os meus braços, (olhando no fundo dos olhos dela que nesse momento chorava) Maria, eu te amo, eu sempre te amei desde a primeira vez que te vi, e quando te vi novamente depois de todos os anos percebi que continuo te amando e te amarei sempre tudo o que mais queria naquele momento era te segurar forte contra mim e não te soltar nunca mais, mesmo que não seja digno nem mesmo de te amar, porque nem isso eu soube fazer (abaixa a cabeça), eu me odeio tanto por ter te feito sofrer que.. (chorava descontroladamente)

M: Estevão.. (diz carinhosamente e levantando-se)

E: shiu.. não diga nada Maria. Eu não mereço sua piedade, eu mereço sofrer, e.. eu não voltarei a ti atormentar... até logo (virando-se em meio aos prantos e saindo)

M: (Tudo o que ouviu ecoava em sua cabeça, tudo aconteceu em questão de segundos mais para ela parecia a eternidade, tudo o que pensava era que o amor da sua vida estava indo embora, e em um ato desesperado, age sem pensar) Estevão não vá, não vá embora porque eu não suportaria te perder outra vez, (chorando) não me abandone novamente, porque eu.. eu... (gaguejava) EU TE AMO. (ele se vira no seu rosto se via surpresa e alegria) EU TE AMO ESTEVÃO SAN ROMAN, apesar de tudo eu ainda te amo.

Ele se aproxima dela devagar, ambos choravam, ele leva uma mão ao rosto dela, nenhum dos dois não diziam nada, a emoção do momento não podia ser descrita em palavras, apenas seus olhos expressavam tudo o que sentiam naquele momento, todas as palavras que talvez pudessem dizer naquele momento eram ditas somente em um olhar, de carinho, saudade, alegria, medo, surpresa e amor, acima de tudo amor, por alguns instantes apenas se olham, se fascinam, dois não um único coração apaixonado que em fim depois de tantos anos estava unido novamente, almas gêmeas que formavam um amor único e incondicional, que nem o tempo nem as dificuldades poderia dar fim, vão se aproximando lentamente, ambos sorriem e dão recomeçam uma jornada que não tem fim, somente início, o AMOR. Eles se encontram em um beijo lento e apaixonado, não tinha pressa e nem desespero, era terno, porque ambos sabiam que depois disso nunca mais se separariam, iriam lutar por isso, e naquele instante tudo o que queria era ficar assim o maior tempo possível, não havia nada e nem ninguém, somente os dois e seu amor, depois de minutos tudo se intensificam, ambos se dirigem ao sofá, em meio a sorriso e juras de amor nas pausas dos beijos. Não sei dizer quanto tempo ficaram nessas circunstancias, até que...

CONTINUA...

Notas finais
Espero que tenham gostado, não sei se saiu muito bem, ainda não estou totalmente recuperada sinto dores e etc, mas decidi não fazê-las esperar mais, pois eu também fico muito ansiosa para dar continuidade a fic...