Se eu voltar
1 Prólogo
Notas iniciais
?” Estória baseada no final do modo história de Mortal Kombat X;
?” O modo história de Mortal Kombat 11 não foi considerado;
?” Se durante a leitura você se sentir incomodado com a atitude de alguns personagens, por achar que eles não são capazes de terem tal comportamento, favor não leia;
?” Os capítulos serão postados 2 ou 3 vezes por semana;
?” Boa leitura!
Que lugar terrível era aquele em que estava e quão fétido era. Tanta maldade, tanta dor, sofrimento em um só local. Aos poucos eu via aqueles que eu chamava de amigos voltarem à vida. Aquela vontade começou a inquietar o meu coração. Eu estava me sentindo só, mesmo com o Liu ao meu lado, mas até que chegou o dia em que ele foi também, graças á descoberta de um segredo de Quan-chi que Raiden agora estava usando para libertar os guerreiros do Plano Terreno desse poder maligno.
Só restava eu e minha mãe naquele lugar. Sindel não se importava comigo, ela tinha sede de ter seguidores e o que ela mais queria era acabar com o Plano Terreno. Quando Raiden ia buscar um dos espectros, travava uma batalha com Sindel e com outros bichos asquerosos. Tudo o que eu mais sonhava naquele momento era me libertar e nunca conseguia ir até Raiden, pois Sindel não deixava, então outro ia e chegava primeiro do que eu.
Chegou o dia em que tive que dar um basta em tudo aquilo e fui até minha mãe.
— Quero me libertar!
— Como assim — perguntou Sindel assustada.
— Cansei dessa condição, todos os meus amigos se libertarem, estou sozinha aqui...
— Você tem a mim...
— Você é uma egoísta, não se importa com o meu sofrimento. A pessoa que eu amo também se foi não quero mais ficar aqui.
— Que mais ama? — Sindel começou a gargalhar — aqui ninguém ama ninguém. Deixe essa ideia tola.
— Não! Eu irei agora
Dizendo isso eu saí de sua presença e fui me afastando dela. Ela, por sua vez, me alcançou pelos cabelos e me agarrou. Meu corpo estava preso naquele emaranhado de fios de cabelo, tentava de todas as maneiras sair, mas sem sucesso. Reuni todas as minhas forças e consegui me libertar, começamos aí um combate e acabei saindo por vencedora. Saí deixando-a desmaiada. Peguei um anel que fazia um portal para o Plano Terreno e o usei.
(...)
Eu já estava próximo da base das Forças Especiais, nos Estados Unidos. Consegui ver a Sonya, Kenshi e Johnny Cage conversando, tentei procurar Liu Kang, mas ele não estava lá com eles. Aos poucos consegui chegar mais perto até que ouvi Kenshi dizer:
— Há mais alguém aqui!
— Como assim, Kenshi? Só estamos nós três, quem seria?
Sonya me viu.
— Kitana! — ela gritou
Os três vieram em minha direção e saí correndo, pois vi que iriam me machucar até que parei na frente deles e falei:
— Por favor! Libertem-me dessa condição que me encontro.
Os três pararam e se entreolharam. Johnny, com um olhar piedoso disse:
— Vamos te levar a Raiden, mas você precisa ser forte. A energia usada para tal feito pode trazer sequelas.
Eu disse que não me importava e tudo o que queria era voltar a ser humana. Levaram-me até onde Raiden estava e seu rosto transparecia grande alegria a me ver a procura de libertação.
Raiden me levou num lugar deserto e apenas me disse:
— Você precisa ser muito forte para o que vou fazer.
— Serei o necessário.
Raiden tirou de uma mala como que um instrumento cortante e pontiagudo. Olhei para tal coisa e me assustei e disse:
— O que vai fazer comigo?
— Eu disse que você terá que ser forte.
Sem delongas, apenas senti algo como que estivesse rasgando o meu tórax. Sim ele estava fazendo isso com aquele instrumento. A dor era agonizante, ele cortou quase de um ombro a outro, uma energia muito forte estava sendo ativada, eu conseguia ver todo vestígio de espectro que estava em mim desaparecendo. Ao terminar o processo, cambaleei e caí no chão, desfalecida.
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