Notas iniciais
Boa leitura *-*

Os dias iam se passando e a situação entre os irmãos Stark não melhorava. Tony se afastava da irmã, á evitava. Ele não queria encara-la , quando o fazia se sentia inútil, e não gostava dessa sensação, além do mais ela não confiava nele, não confiava á ele a segurança de um segredo. Mas confiava em pessoas que acabara de conhecer. Ele também estava evitando a torre, pois para ele todos escondiam um mesmo segredo, todos estavam jogando sujo com ele, o enganando. O que ele mais odiava era o fato deles olharem para ele e perguntarem se estava tudo bem, o que ele mais odiava, era a hipocrisia com qual ele era tratado.

Em seu laboratório Tony viu seu celular tocar, olhou para a tela e encarou a foto de Pepper, ela estava ligando. Ele pensou algum tempo se atendia ou não. Resolveu atender pois sabia que ela não desistira.

—Fala Pep

—Tony você tem um evento para ir, é sobre aquele orfanato que você ajudou a não fechar lembra?

—Quer dizer aquele orfanato que eu comprei e não está em meu nome? Claro que eu me lembro Pep

—Pelo amor Deus Tony, tem como ser um pouco menos egocêntrico e ouvir o que eu digo? Presta atenção o evento é amanhã e começa ás 20h00min.

—Olha Pep..

—Não Tony, sem desculpas, você vai e ponto. Você precisa sair um pouco, tirar a cabeça desse laboratório... Quer que eu encontre alguém para te acompanhar?

—Não Pep, eu encontro alguém.

Após desligar o telefone ele ficou o fitando por algum tempo, ele não estava nem um pouco a fim de sair de casa, mas sabia que não poderia contrariar Pepper, ele nem conseguia. Ela era a pessoa que ele mais confiava e mais escutava- apesar de não ser muito. Tony tinha uma vasta lista de telefone feminino, mas decidiu convidar sua irmã. Ele queria fazer as pazes com ela, afinal isso uma hora tinha que acontecer.

Saiu de seu laboratório e foi em á sala onde viu Aurora sentada no sofá olhando o relógio.

—Olha, amanhã tenho um lugar importante para ir, e você pode ir comigo, assim não precisa nem me pedir desculpa.

Aurora abriu um lindo e delicado sorriso e começou a falar:

—Desculpa Anthony, mas acho que não vai dar, não sei, prefiro evitar câmeras e essas coisas todas, então...

—Como queira, e boa noite com o Capitão. Não me olhe assim- Tony disse ao ver a reação da irmã- se olhe no espelho, esta arrumada demais para nada. Não precisa ser um Sherlock Holmes para notar isso Aurora

—Ele é só meu amigo Anthony- ela disse se aproximando

—Eu sei, também tenho muitas amigas.

Sem pensar Aurora ergueu a mão e deu tapa no lado esquerdo do rosto de Tony

—Não tem esse direito Anthony

—Acho que não nos entendemos mais, talvez fosse melhor nós não nos reencontrarmos, cada um viver sua vida- Tony virou-se e começou a caminhar em direção ao seu laboratório- Ah mais uma coisa; Tony, me chame de Tony.

****

Steve chegou na casa de Tony na hora marcada, e, primeira vez em muito tempo não se importava em estar ali. Aurora estava esperando-o do lado de fora, sua maquiagem estava borrada como se tivesse chorado. Steve desceu de sua moto e se aproximou da menina

—Steve, será que podemos não ir ao restaurante?

****

—O que houve?- Capitão indaga colocando o capacete em cima da mesa de seu apartamento.

—Anthony, eu não o conheço, ou melhor, não o reconheço. Ele... não sei, talvez ele seja o mesmo mas a mudada seja eu.

—Olha Aurora; Tony precisa de um tempo. A irmã que ele procurava á anos voltou e ele não tem as respostas. Ele não sabe lidar com isso. Mas me fale, vocês brigaram?

— Sim, ele me chamou para acompanha-lo em uma festa eu acho, e eu recusei.

—Aurora, por que você não vai com ele?

—Tenho medo de alguém da Hidra estar lá

—Vá! Eles não atacariam em locais públicos, e também Tony á protegeria.

—Esse é o meu medo....

—Aurora... Tony está magoado e talvez um pouco confuso, não sei ao certo. Mas ele está tentando, então tente também.

—Você tem razão Steve...

Com um sorriso Steve a abraçou e acariciou os cabelos. Sabia como era difícil rever alguém depois de muitos anos.

Aurora se distanciou um pouco, mas olhando nos olhos de Capitão esboçou um sorriso doce, e em consequência, um olhar de agradecimento surgiu aos olhos. Ela não disse nada, não precisava dizer. Se aproximou de Capitão e deixou que ele lhe fizesse cafuné. As lágrimas começaram a surgir em seu rosto. Os sentimentos eram muitos ela não conseguia etiqueta-los.

As palavras do irmão lhe voltavam a cabeça “Acho que não nos entendemos mais, talvez fosse melhor nós não nos reencontrarmos, cada um viver sua vida” Não era isso que ele queria ela sabia, mas também sabia que talvez realmente fosse o melhor. Seu coração ficou apertado e ela pensou que talvez eles houvessem mudado muito para se entender, mas também pensava que os dois provocavam isso. Não se esforçavam em se entender em conversar. Os dois eram egoístas, e os dois sabiam.

De súbito ela levantou do colo de Steve

—Preciso ir.

—Calma eu te levo

—Não, não preciso, eu pego um taxi- disse enquanto limpava o rosto e pegava a bolsa- depois eu te ligo. — deixou o apartamento sem dar a chance de ele falar alguma coisa

****

Chegando a casa ela jogou a bolsa em qualquer lugar e foi a onde sabia que Tony estaria.

—Quer saber, eu vou com você, assim você não precisa me pedir desculpas.

Notas finais
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