Se eu sou uma Stark?
16 Capítulo 16
Notas iniciais
Na cabeça de Aurora não se passava nada. Mas em contraponto seu coração palpitava em um misto de ansiedade e medo. Ela não sabia o que iria encontrar, não sabia nem ao certo se iria encontrar algo.
Suas mãos suavam e pela janela do taxi ela pensava em Tony. Ela tinha dentro de si, o sentimento de jamais poder voltar à vê-lo. Matt Mundork também passava por sua cabeça. Ela lembrava de quando o conheceu, de como ele cuidou dela. De como ela mentiu pra ele. De como ele sempre soube... Sim, ela gostava de Mundork. E gostava ainda mais do Demolidor.
Steve também tinha presença-e como tinha- seu sorriso, seus olhos, seu jeito cavalheirismo de setenta anos atrás. Tudo passava em sua cabeça, e, à cada curva que o carro fazia, ela se sentia mais densa. Mais temorosa.
Ela ainda pensava em o que iria ouvir, ou, em que iria dizer. Nada fazia sentido. Ela fugiu por anos de algo que ela nem ao menos sabia o que era. Não entendia o porquê... O porque de não poder amar alguém...
Amar alguém. Ah, sim, todos que já havia à amado tiveram riscos. A cena da arma apontada para a cabeça de seu irmão lhe feriu como um espada, o que deu à Aurora ainda mais determinação para acabar com aquilo. Aquele era o dia.
Fechou os olhos, apertando as pálpebras torcendo para aquilo ser um simples sonho. Para que ela acordasse, ainda menina, e ao ai até a cozinha, ganhasse um abraço de seu pai, e um pequeno coque no topo de sua cabeça.
Flashback.
Lembrou-se de em um dia chuvoso, após ela e Tony passarem o dia inteiro construindo um sistema de segurança, o pai chamarem os dois, antes de uma viagem e lhes dizer que, não importa o que acontecesse, um sempre teria o outro. Jarvis estava logo atrás de Haward, ele sorriu para as duas crianças e acenou com a cabeça com um pequeno gesto, consumindo o que o pai havia acabado de lhes dizer.
Aurora, se lembrou também de Matt Mundork. Após algum tempo juntos. Ela já estava quase recuperada, e ele estava todo machucado por uma de suas inúmeras brigas. Olhando para o teto, Mundork perguntou-lhe seu verdadeiro nome. O coração da garota gelou, e ela poderia jurar que ele também havia parado por alguns milésimos. Ela não respondeu de imediato. Ele, ouviu a modificação de seu coração. Mas o que ela guardou para si, foi o que ele disse em seguida.
“Não se precisa conhecer o nome quando se conhece o coração”
Ela chorou, ela o abraçou. E envolva aqueles braços, encontrou a sua paz.
Voltou a abrir os olhos. O carro estava indo mais devagar, acusando que estava chegando ao seu destino.
Quando o carro estacionou, agarota pagou o taxista, e, antes de deixar o veículo, Aurora respirou fundo, olhou para seus olhos refletidos no retrovisor e se lembrou no que Tony havia lhe dito, quando adolescentes, quando ele achava que ela dormia: “Você pode não ter o sangue Stark, mas seus olhos dizem que você é minha irmã”
Ela saiu do carro, determinada. Cada passo era como um terremoto. Ela iria descobrir, o seu passado.
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Mundork tinha saído do hospital. Ele tinha que voltar para Hell's Kitchen, tinha muita coisa para fazer. Não poderia ficar tanto tempo fora. E era isso que ele estava fazendo. Voltando para sua cidade.
Mas, seu pensamento ainda estava com Aurora Stark. Apesar dele odiar admitir, ele gostava da companhia da garota, e se preocupava com ela. Ele gostaria de voltar, e ir de encontro à ela, mas ele sabia que não poderia fazer nada. Aquilo deveria ser resolvido entre ela e seu avô. Ele sabia disso, mas mesmo assim...
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Tony Stark teve de ser sedado. O nervosismo tinha o deixado inquieto. Ele tinha tentado levantar, queria de qualquer jeito ir atrás de sua irmã. Ele não poderia deixa-la morrer. Ele era o irmão mais velho. Deveria protege-la, coisa que ele não tinha feito por toda a vida.
Ele não acreditava naquilo. Aurora era uma garota. O que diabos ela achava que estava fazendo? Alguém tinha que detê-la. Mas quem? Ele. Mas todos impediam. E mais uma vez ele via sua irmã se perder, sem poder fazer absolutamente nada.
* ***
Todos abriam passagem, guiava por longos corredores. À tratavam com todo o respeito. Ela não havia dito nenhuma palavra. Mantinha seu olhar imponente, assim como o coração acelerado.
Ela chegou ao fim de um enorme corredor e se deparou com uma porta metalizada. O homem que havia guiado ela por todo o corredor, abriu a porta e a deixou sozinha.
Ela pode ver um enorme cómodo, cheio de telas, visores, botões de controle e uma enorme cadeira de escritório que estava de costas para ele. Apesar da magnitude da cadeira, ela conseguia ver, o topo da cabeça grisalha de um homem.
Ela adentrou com passos firmes. Seu coração estava tão acelerado que ela tinha a impressão de que poderia ser ouvido por todos. O silêncio que fazia, não ajudava muito.
–Eu esperei tanto por isso Aurora. Sua mãe... Sua mãe ficaria feliz.
O homem virou a cadeira, para que Aurora pudesse o ver. Os olhos da garota se arregalaram, sua respiração ficou sem ritmo, seu coração, palpitava ainda mais. Ela o conhecia.
Em sua cabeça passava pequenos filmes. Ela quando criança e o homem à sua frente brincado. Ele à jogando para o alto, ela rindo. Ela abraçando-o.
Ela piscava. Seus olhos estavam marejados e sua testa franzida.
–Vovô?!
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