Se eu fosse você / Hiatus

2 Se corta o seu cabelo Amy vai te bater


Notas iniciais
Oi gente linda! Aí vai mais um capítulo, esse ainda é explicativo e os três se encontram com 8 anos de idade. No próximo já começara o desenvolver da amizade deles e a relação entre os três, principalmente Niall e Jay.

Antes de conhece Amy e Niall, eu era uma criança muito tímida. Não era de conversar muito e muito menos tinha amigos. Eles literalmente mudaram a minha vida. Principalmente Amy, minha melhor amiga. Foi ela quem me apresentou ao meu sósia, por quem eu viria a me apaixonar perdidamente.

A minha família não é rica, mas a nossa condição financeira tem melhorado bastante ultimamente. Minha mãe é costureira e faz magníficas roupas de todos os estilos. E a paixão do meu pai é a culinária, isso é claro, depois da minha mãe e eu. Ele trabalhava em um restaurante muito famoso na cidade onde vivíamos antes. Os dois juntaram uma boa quantia em dinheiro e resolveram abrir os seus próprios negócios. Minha mãe uma loja de roupas e meu pai um pequeno restaurante. E com isso eles decidiram que nós nos mudaríamos para um bairro de classe media baixa para uma cidade ao lado. Muito melhor do que onde nós morávamos antes. Com a mudança passei a estudar em uma escola que fica a apenas duas quadras de casa.

Chloe, a mãe de Amy, passou na loja da minha mãe, procurando um vestido para o aniversário de oito anos da filha, as duas rapidamente viraram amigas, uma virou cliente da outra. Chloe nos convidou para festa de sua filha. Eu não queria ir de jeito nem um! Não gostava de festas, mas minha mãe ignorou todas as minhas birras e me levou assim mesmo.

É claro, hoje em dia eu agradeço a minha mãe por ter me arrastado para aquela festa, assim fazendo com que eu conhecesse Amy, pessoa a qual me abriria um leque de possibilidades, aventuras e muita diversão. Mas no dia, foi um inferno!

–Mãe, eu já disse que não quero ir! –Disse com a voz abafada. Estava jogado na cama com o rosto enfiado no travesseiro.

–Jayden, você vai gostar. Vai ter doce, que sei que adora e um monte de coleguinhas para você brincar. Vamos! Vai ser bom. –Minha mãe, Diana disse, tentando me convencer.

–Eles vão rir de mim. Ninguém gosta de mim. –Ela se senta na cama, fazendo carinho em meus cabelos.

–Querido, você não pode se isolar do mundo. Se pudesse, a mamãe te protegeria de todas as coisas ruins que existem, mas eu não posso. Algumas coisas você vai ter que aprender a enfrentar sozinho. Então, levanta e mostra para todos eles o quão maravilhoso é. Aposto que eles vão te adorar, assim como eu te adoro. –Ela pode até está certa, mas tenho medo. Tudo o que as outras crianças fazem e rirem de mim e me excluir das brincadeiras. Eu só quero ter um amigo. Não gosto de estar sozinho.

–Jayden! Jay, querido da mamãe! –Mamãe começa a me fazer cócegas. Ficamos rindo por alguns minutos antes de eu finalmente concordar em ir.

***

No momento em que entrei na casa de Chloe, avistei um monte de crianças rindo, se divertindo e brincando. Senti-me um pouco inseguro. Eles parecem ser tão legais.

–Diana! Que bom que veio. –Chloe nos recebeu alegremente, dando um enorme abraço em minha mãe, as duas conversavam animadamente, até que a dona da casa notou minha presença. Ao lado da minha mãe em completo silencio.

–Então você é o famoso Jayden? –Concordo com um aceno de cabeça. Ela sorrir para mim, amigavelmente.

–Adorei seu cabelo. –Ela é a primeira pessoa que elogia meu cabelo. O que me faz gostar dela de imediato. Retribuo seu sorriso.

–Tenho certeza que a minha filha Amy irá adorar você. Vou chamar ela. –Aperto a cintura da minha mãe e ela me olha passando confiança no olhar, com um belo sorriso no rosto. Como quem diz: Vai ficar tudo bem. Não tenha medo. Você consegue.

–Amy! Amora venha aqui! Tem alguém que quero que conheça. –Uma garotinha com um lindo vestido lilás rodado e florido vem correndo, saltitando como um coelhinho até nós. Ela tem um rosto redondo, com bochechas que dão vontade de apertar. O vestido combina com seu cabelo castanho que vai até os ombros, repicado nas pontas e com várias mexas roxa. Eu nunca tinha visto uma menina com cabelo roxo.

–O que foi mãe? –Ela pergunta, com um sorriso no rosto. Do tipo, sou inocente.

–Lembra da Diana? –A menina da um enorme sorriso

–Muito obrigada pelo vestido! –Ela abraça a minha mãe apertadamente. Minha mãe se surpreende, em seguia retribuindo o abraço, com um sorriso no rosto. Fico com um pouco de ciúme, mas não deixo transparecer.

–Amorinha, esse aqui é o Jayden, filho da Diana. Por que não o convida para brincar com vocês?

–Oi! Eu sou a Amy. –Diz animada.

–Eu sou o Jayden. –Digo tímido. Ela sorrir.

–Vem! –A menina me puxa pela mão, levando-me para longe das nossas mães. Não digo nada, apenas me deixo ser levado por essa garota, no mínimo diferente de todas as que eu já conheci.

Amy me leva para o quintal na parte de trás de sua casa. Sentamo-nos na grama. Observo o lugar. Olhando em volta. Há bastantes crianças. Muitas rindo, correndo, brincando de pega-pega. Ou espirando água com aminhas de brinquedo uns nos outros. O que serve tanto para diversão, como para aliviar o calor. Por aqui faz bastante calor, principalmente nesta época do ano. O verão é castigaste e os invernos rigorosos. A decoração da festa é toda na cor roxa. Então há muitas bolas e enfeites dessa cor espalhadas pelo local. Mas o que mais me chama a atenção é o balanço. Onde algumas crianças se balançam. Rindo alto.

–Nossa, seu cabelo é grande. Igual ao meu! –Sorrir segurando uma mexa do meu cabelo. De imediato fico um pouco assustado com a proximidade e se ela me zoar como as crianças da minha antiga escola faziam. Ou puxar meu cabelo. Isso machuca. Mas seu sorriso me acalma.

–Eu gostei! Posso trançar ele? –Concordo timidamente com a cabeça. Nem uma criança conversou comigo por tanto tempo como ela. Amy começa o trabalho, trançando todo o meu cabelo e não para de falar por um momento se quer, contando tudo o que gosta de fazer e sobre a escola, os amigos. Ouço tudo com atenção e em silencio. Fico totalmente maravilhado. As tranças fazem com que eu fique ainda mais parecido com uma garota. Porém, não me importo. Ao terminar ela se levanta, estendendo a mão para mim.

–Vem! Vou te apresentar aos meus amigos. –Seguro sua mão a seguindo. Na realidade, sendo arrastado e puxado por ela.

–Peter! –Ela chama um menino de cabelos loiros que brincava com uma aminha de água, espirando em algumas meninas que riram dando gritinhos ao serem molhadas. Ele caminha até nos com um sorriso no rosto.

–Jay, esse aqui é meu primo, Peter. –Amy me apresenta, ela me chama pelo meu apelido, mas não fico incomodado com isso. Ao contrario, fico feliz.

–E Peter, esse é Jayden, meu novo amigo. –Sorrir.

–Jayden? –Questiona com um sorriso um pouco perverso.

–Mas esse não é um nome de menino? Ela mais parece uma garotinha fofinha. –Sorrir. Abaixo a cabeça triste. Eu já sabia que isso iria acontecer. As coisas estavam muito maravilhosas para ser verdade.

–Ei! Pessoal! –Ele chama algumas outras crianças. Elas se aproximam para ver o que é.

–Olha o cabelo dele. Igual ao de menina. –Ele sorrir, segurando uma mecha do meu cabelo. Empurro sua mão o afastando. Em seguida, suas mãos empurram o meu peito com força, me fazendo cair de encontro com a bunda no chão. As outras crianças riem, se divertindo com a situação. Meus olhos começam a lagrimejar. Fico tentando conter o choro.

–Qual é o seu problema? –Amy o empurra. Estendendo a mão para me ajudar a levantar.

–Ah, Amy! É engraçado. Olha só, parece que ele vai chorar. –Peter diz, rindo. No segundo seguinte, as coisas acontecem tão rápido. Amy acerta Peter com um soco certeiro no rosto e o menino cai no chão. Ele leva a mão ao nariz, que esta sangrando e ao vê o sangue entra em pânico. Começando a chorar. Assisto a tudo estático. Sem reação. Todas as outras crianças da festa estão em silencio, também olhando a cena.

–Olha só, ele ta chorando. Não é engraçado? –Ela questiona, olhando para todos com um olhar feroz os desafiando a dizer qualquer palavra.

–Você machucou meu nariz! –Peter grita, com a mão no local machucado.

–Se você machucar o meu amigo Jay eu vou te bater muito mais. Machucar os outros não é engraçado Peter. E isso serve pra todo mundo! –Diz olhando para todos. Segurando minha mão. Dou um enorme sorriso radiante pelo simples fato de ela ter dito na frente de todos que sou seu “amigo”. Ninguém nunca me defendeu, muito menos bateu em alguém por causa de mim. Eu já havia gostado da garota antes, mas agora... Amy é demais!

–Crianças! Hora de partir o bolo e catar parabéns! Venha! –Chloe aparece, gritando alegremente. Chamando a todos. Mas assim que ela vê Peter sua expressão muda.

–Peter! O que foi isso?

–Amy me bateu! –Diz chorando, correndo para dentro de casa. Chloe encara a filha com um olhar reprovador. A menina apenas sorrir docemente como se não tivesse feito nada de mais.

–Amorinha, quantas vezes eu vou ter que te falar para não bater no seu primo? A sua tia vai pirar e encher a minha cabeça. –Diz cansada, ajeitando o cabelo em um tique nervoso.

–Ele é um idiota. –Fala sem demonstrar nem um arrependimento por ter batido no menino.

–Eu sei disso, mas mesmo assim, bater nas pessoas é errado. –Sua mãe concorda com ela, o que me surpreende.

–Mas ele empurrou o Jay.

–Tudo bem. Conversamos depois. –Sorrir.

–Hora de cantar parabéns! _Grita, voltando a chamar as crianças, alegremente, como se nada tivesse acontecido.

E foi assim que Amy, a garota de mexas roxa se tornou minha melhor amiga.

***

Já faz três meses que me mudei e mais ou menos dois e meio que conheço Amy. Ela conseguiu trocar de sala e ficamos na mesma turma no colégio. Somos inseparáveis. Fazemos praticamente tudo juntos. Ela passa tanto tempo na minha casa como eu na dela. Meus pais a adoram, meu pai então... A menina não poupa esforços ao elogiar a comida do meu pai, Nicholas. Ela está sempre querendo aprender mais, principalmente coisas novas. Então fica fascinada quando meu pai pede a ajuda dela para preparar a comida.

E como de costume nos domingos, Amy havia almoçado conosco. Mas logo após o almoço ela foi para casa, ela me convidou para andar com ela de bicicleta pelo bairro, mas, como estava muito quente, não quis ir, com preguiça. Ela disse que ia dar umas voltas e depois passaria aqui mais tarde.

***

Alguns minutos depois, alguém toca insistentemente a campanhinha. Aposto que deve ser Amy, impaciente como sempre. Desço a escada correndo para atender a porta. Assim que a abro me surpreendo, ficando chocado com o que vejo a minha frente.

–Amy o que você fez? Como me clonou? –Pergunto, sem desviar os olhos dele. Amy apenas se diverte com toda a situação, rindo como uma louca se sanidade.

–Esse é o Niall. E Niall esse é o Jay. –Ela nos apresenta, com um enorme sorriso no rosto.

–Cara, você é muito parecido comigo. Isso é tão legal! –Ele diz tocando minha bochecha direita, a apertando, como se vendo que sou real. Que a minha pele não é feita de plástico e não sou um robô. Faço o mesmo, tocando o rosto dele. Isso é tão estranho, mas ao mesmo tempo, demais! Niall é muito parecido comigo. As únicas diferenças são a cor dos olhos, os dele são de um azul claro, tão belo como o céu em um lindo dia de verão. Já os meus olhos são verdes, de um verde claro. Dos quais puxei do meu pai. E os cabelos dele são curtos e bem penteado com gel. Muito diferente do meu, que é grande, já passando um pouco do ombro, totalmente bagunçado e repicado nas pontas.

–Isso é estranho. –Dizemos os dois juntos, ao mesmo tempo. Rimos.

–Qual será a reação da tia Diana ao ver o Niall? –Amy pergunta. Pensativa, com um sorriso no rosto.

–O que acha Jay? –Dou um sorriso. Eu os convido para entrar. Seguimos para a cozinha, onde minha mãe lava a louça, cantando uma música qualquer, distraidamente, bebericando de uma taça de vinho tinto. Estamos escondidos, olhando a cena. Ela segura uma colher, a usando de microfone enquanto quanta. Damos alguns risinhos, o que nos entrega.

–Jay, querido? –Ela me chama, sorrindo alegremente.

–Vamos, se não aparecer irei te fazer muitas cócegas. Tantas que vão fazer sua barriga doer de tanto rir. –Ameaça. Temos uma conversa paralela, em silencio, fazendo sinais, caretas e olhares uns para o outro. Amy está dizendo para o Niall se levantar e sair do esconderijo. Ele disse que não e ela afirmou a cabeça positivamente, o ignorando. Dou um sorriso e o empurro, fazendo com que Niall entre na cozinha.

–Jayden, o que fez no seu cabelo? –Ela pergunta um pouco aterrorizada e cautelosa. Eu e Amy rirmos, tampando a boca com a mão, tentando evitar fazer muito barulho.

–Eu corte. Amy me ajudou. Não ficou legal? –Ela faz uma careta.

–Olha só, ela não sabe o que dizer. –Amy rir. Em seguida ela fica boquiaberta.

–Seus olhos, eles estão azuis? –Questiona sem entender nada. Sou empurrado por Amy para dentro da cozinha. Minha mãe fica mais boquiaberta ainda. Olhando alternadamente de mim para Niall, tentando entender toda a situação.

–Oi mãe! –Digo, sorrindo.

–Mãe! –Diz Niall também, sorrindo travessamente.

–Acho que eu bebi demais. Estou vendo dois Jayden. –Diz levando a mão a testa, como se checasse seu estado de embriagues. Entornando a taça de vinho na pia.

–Oi tia! –Amy aparece, entrando no nosso meio, colocando seus braços por cima do meu ombro e do de Niall. Como sempre, quando ela apronta. Sorrindo, como se fosse inocente.

–Tudo bem. O que está acontecendo aqui? –Questiona séria a nos encarar.

–Esse aqui... –Amy bagunça os cabelos de Niall, que faz uma expressão nada contente, tentando arrumá-los novamente. Mas ela ignora esse fato e continua a falar.

–É o Niall. Eu o conheci aqui na rua enquanto andava de bicicleta. Eu pulei em cima dele e bati nele achando que era o Jay e que ele tivesse cortado o cabelo. –Ela o apresenta, sorrindo. Contando os fatos como se não fosse nem um pouco louco pular em cima de uma pessoa na rua e bater nela pelo simples fato desta ter cortado o cabelo. Definitivamente, eu nunca vou cortar o meu cabelo. Não quero que Amy me bata. Ninguém ia querer isso. Essa garota é doida.

–Amy! –Minha mãe a repreende. Ela apenas sorrir, como se o assunto não fosse com ela.

–Isso é estranho. –Mamãe diz e todos concordam, acenando positivamente com a cabeça.

–Eu sou Diana. É um prazer te conhecer Niall. Nossa! Você e o Jay são muito parecidos. –Ela se aproxima, o olhando mais de perto.

–Mãe, o Niall pode subir pra ver o meu quarto? –Pergunto empolgado.

–Pode, mas não façam bagunça.

–Pode deixar. –Digo.

–Eu chego primeiro! –Afirma Amy gritando. Subimos correndo os degraus, rindo alto. E desse dia, Niall se tornou nosso amigo. Ele, Amy e eu nós tornamos tão grudados como eu e Amy éramos antes. Um trio de amigos muito loucos, unidos, inseparáveis.

Notas finais
O que achou? Gostaram do Jay? A Amy é demais não é? Diga o que esta achando da finc e o que acha q pode acontecer... Bjs até... *-*