Se ainda existir
1 Um pouco do começo
Notas iniciais
Entrei na tal escola nova, meu pai me obrigou ir para lá logo depois que minha ex-namorada morreu queimada por minha culpa, sim eu a beijei pela primeira vez e a queimei. Foi inexplicável, foi entorpecedor. Logo depois desse acontecimento minha vida se tornou novamente um inferno, comecei ver umas sombras, elas vivem me atormentando por aonde vou. Agora vim parar aqui nessa escola especial, como disse meu pai, mas andei pesquisando na internet sobre, o que eu vi foi que a escola é para loucos, com problemas sérios. É! agora eu sou louco.
Meu pai me largou na frente da escola, ou melhor, um mausoléu. O portão era de aço, com uma tranca enorme, que só existia uma chave, pelo menos eu acho, dali não tem como sair. Apertei a campainha, logo depois, abriu à porta, uma mulher magra branca, com olhos castanhos escuros, ela vestia uma calça social creme, sua boca abriu e fechou, mas nada saiu. Entrei sem olhar para trás, sei que não tinha volta, Michael, meu melhor amigo ficou, sim o único que achava que eu não era louco, ele estava ao meu lado e viu tudo como aconteceu, Michael até tentou falar com meu pai ,mas ele falou que eu tinha eu mandado ele falar aquilo. Minha mãe morreu em um incêndio, acho que minha vida está predestinada em um círculo de fogo.
A mulher, cuja não sabia o nome, me guiou até uma pequena sala, lá tinha mais três loucos, digo alunos. A sala é branca, as básculas exibia o tempo nebuloso, com uma fina garoa caindo sobre o chão, as cortinas tinham renda. A professora sentou-se em uma mesa, dizia diretora Susan. Sentei no sofá, nada confortável.
–bom dia pessoas!- ela falou de um jeito carismático, mesmo não parecendo, sua voz era suave, delicada, e delicadamente grossa, sei que é estranho, mas me diz o que parece certo aqui?- sejam bem vindo a nossa escola ¨Lincon & Lincon¨, as regras aqui devem ser seguidas como suas vidas, pois suas vidas dependem dessas regras!- engoli em seco. Um sorriso encabulado apareceu no canto de seus lábios.- antes de vocês pegarem o número do quarto, deixem seus aparelho celulares, mp3, mp4 ou qualquer tipo de aparelhos, deixam seus canivetes, facões, facas e tudo que possa matar alguém!
Quem levaria um facão pra dentro de uma escola?
O menino de olhos verdes respondeu minha pergunta. Ele tinha um facão, um canivete, e uma lanterna com faca escondida.
Tinha me esquecido que aqui é um sanatório.
Cheguei, larguei meu celular junto com um monte de outros objetos e meu mp3.
–você, larga seus instrumentos mortais!- ela falou-me
–não sou louco!- falei.
–ninguém aqui é louco, muito menos tolo, ok?
–eu não tenho objetos mortais, e eu não falei que tinha algum louco aqui muito menos tolo!- tornei a me sentar no sofá.
–ok pessoal!- ela deu uma rabanada e virou-se para nós. — aqui estão os seus números- ele entregou o meu. 369.
Pude ver de relance o número da garota loira que estava ao meu lado, era 400. Eles já tinham passado um tempo na escola, eu sou o novato aqui. O outro garoto que parecia normal, era moreno de olhos castanhos, seu nome é Tadeu. O da garota loira de olhos azuis e lábios vermelhos feito fogo é Shirley, e o garoto de olhos verdes é Harrison.
Sai da sala e fui em busca do meu quarto, no meio do caminho esbarrei com o garoto que estava na sala, ele me levou para conhecer a escola. Ele é muito engraçado quase morri rindo, a escola é muito sinistra, os grupos de alunos são bem divididos.
Nós sentamos no banco e ficamos conversando.
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