Se Tornando um Personagem

5 Capítulo 5 - Chorona, a cristal


Notas iniciais
Tentei não demorar com o capitulo. Um novo personagem vai aparecer,ele será bem importante para a nossa querida Alison.

Só precisou dois segundos para a ficha cair, sentou-se na cama em um pulo. Como pode esquecer-se de algo tão importante e só se lembrar agora?

– Ai meu deus! – disse Alison espantada, saiu da cama com uma rapidez impressionante e vai até a penteadeira e olhou seu reflexo – Cabelos loiros, olhos como prata liquida,chora por motivos desconhecidos... Mas que droga, como eu me tornei a personagem que eu mesma criei?

O nome da personagem era Chorona, tinha escrito algumas cenas, mas nada muito concreto,uma das coisas que foi definida é que o nome teria vindo por causa que a personagem chorava muito,mas tinha um motivo especial,mas não tinha definido. A aparência tinha baseada na Menma de Ano Hana e os olhos das bruxas de prata de Claymore. E uma jóia que ela não podia usar seria a única que faria parar de chorar.

– O colar que peguei dos anões – disse Alison – Se Thranduil me visse com ele, eu estaria ferrada até a alma. Mas não quero morrer por desidratação! Droga eu preciso e voltar pra casa.

***

Alison não conseguiu mas dormir,só ficou pensando no que tinha descoberto,sendo Chorona ela poderia saber tudo sobre o que poderia acontecer com ela,mas não tinha uma história inteira sobre ela,era tudo fragmentado,mas tinha coisas que talvez conseguisse completar nesse mundo. Como a profecia que estava elaborando!

– Isso! A profecia, eu preciso dela, mas como eu vou descobrir? – pensou Alison andando em círculos – Gandalf! Ele deve saber, amanhã mesmo vou falar com ele.

Logo o sol apareceu no horizonte, espantando Alison, que não tinha visto o tempo passar, um tempo depois suas servas apareceram para lhe vestir, Nolwen e Erllin estavam muito quietas e nervosas, trocavam olhares quando achavam que Alison não via.

As duas levaram-na para o salão, para fazer seu desjejum, Alison sentia com estava o ar, havia uma pressão e o ar de incomodo, quando estava a ponto de levantar da cadeira e fazer suas servas falarem,dois guardas invadiram o salão, fazendo a menina se levantar assustada.

– Onde foi parar a educação de vocês? – perguntou Alison irritada com toda aquela situação

– O rei nos ordenou para que a escoltássemos de volta ao seus aposentos imediatamente – disse o soldado da direita

– O que esta acontecendo? – perguntou Alison

– Temos nossas ordens apenas – respondeu o soldado da direita antes que o seu companheiro fala-se alguma coisa. Alison reparou que o outro soldado sabia de algo, mas não ia insistir, eles eram guardas do rei, não seria fácil fazê-los falar, embora um dos soldados estivesse bem sugestivo.

– Seja lá o que estiver acontecendo eu vou descobrir – disse Alison indo de volta para o seu quarto com a sua escolta. Quando chegaram os guardas trancaram a porta, deixando Alison com suas servas.

Alison estava indignada, ela era uma convidada do rei deveria ser mais respeitada, Thranduil iria ouvir muito depois por causa daquilo, deveria ser tratada com respeito. Mas as expressões e o jeito dos guardas a deixaram desconfiada, alguma coisa estava acontecendo e ela queria saber. Virou-se para suas servas com um olhar interrogativo.

– É melhor vocês falarem o que esta acontecendo – disse Alison de braços cruzados, quando elas iam falar escutaram os gritos dos guardas.

***

Seu sorriso assustava os guardas e adorava quando conseguia esse efeito, usou seu cajado negro para abatê-los, não foi muito fácil, graças as espadas que eles tinham mas com o medo ao seu favor,consegui derrotá-los. Encarei a porta com certa ansiedade, quem seria a garota da profecia de Galadriel?

Abri a porta com um gesto com o meu cajado e a porta se abriu brutalmente, assustando as três mulheres dentro daquele quarto. Duas delas eram obviamente servas do castelo, já a outra, era uma humana, vestia trajes élficos, mas era uma humana. Então era ela. A humana que traria a pureza a Terra-Média.

***

Antes de Alison conseguir explicações da Nolwen e Erllin um tumulto estava acontecendo do lado de fora do seu quarto, pensou imediatamente que alguém tinha invadido o castelo de Thranduil, mas quem seria tão suicida a fazer algo tão estúpido, mas pensando bem, Thranduil tinha poucos soldados, os mesmo não estavam nas melhores condições, tanto física e psicológica. Se alguém ou alguma coisas quisesse invadir o palácio de Thranduil esse era o momento perfeito. O que a deixava em apuros, por que certamente alguém invadiu e poderia estar atrás de si, o que ela poderia fazer?

Seus pensamentos da noite anterior invadiram sua mente, ela poderia ser a Chorona da sua história, não tinha muita coisa, mas poderia usar o que tinha inventado no seu mundo para se proteger e ter alguma informação útil, tanto para aquele momento, quanto para mais tarde, quando tudo tivesse se acalmado. Mas tinha que lhe dar com o que estava acontecendo no momento, foi rapidamente até debaixo da sua cama, onde guardou a espada que Thranduil tinha lhe dado. Olhou para Nolwen e Erllin, as duas estavam tremendo de medo e encolhidas no chão. Tirou sua atenção delas e pegou a espada, que com o seu toque e umas palavras que há muito tempo tinha esquecido e ela mudou de forma, para um cajado com o dobro do seu tamanho feito com o material da espada, junto com o poder que aparentemente tinha transmitido anteriormente, no topo tinha uma abertura circular, coberto com cristal, que parecia vidro de tão liso e puro que era, no meio do circulo uma linha branca escorria pelo cajado, mas ia afinando até o meio dele.

Tirando a estranheza de tudo aquilo voltou-se para Nolwen e Erllin,ficou na frente delas,não deixaria que nem um pingo de sangue inocente fosse derramado por sua causa. Quando a porta foi aberta com certa violência encarou o estranho, aos seus pés estavam os dois guardas que lhe trouxe ao quarto, engoliu sua própria saliva. De alguma forma sabia que não estavam mortos, mas a imagem de um estranho coberto dos pés a cabeça com um manto negro, irradiando as trevas e a morte, era de assustar.

– Quem é você, que invade o palácio do rei da floresta das trevas e que ousa invadir os meus aposentos? – falou Alison com certa frieza e arrogância na voz, encarnar a personalidade de Thranduil parecia ser a melhor escolha no momento, mesmo morrendo de medo por dentro.

– Chorona, a cristal – disse o sujeito com a voz arrastada. Se ele não usasse uma capa que o cobrisse dos pés a cabeça, impossibilitando de ver qualquer parte do seu corpo a não ser os seus dedos, podia jurar que ele tinha dado um sorriso.

Notas finais
O que acharam? Queria perguntar a vocês,que tipo de escrita vocês preferem,em terceira pessoa ou em primeira pessoa?