A hora do resultado chegou e os irmãos Ana, Inês e Máximo esperavam ansiosos por saber quem seria o doador.

— boa noite – o medico foi educado e escutou outro boa noite uníssono.

— qual foi o resultado? – máximo não continha o nervosismo na fala.

— por sorte o primeiro resultado que saiu foi o do senhor Máximo, que deu positivo.

— conseguimos Ana – Máximo a abraça carinhoso – vou poder salvar meu irmão.

— quando pode ser realizado o procedimento doutor? – Inês se aproxima do medico.

— amanha vai estar tudo pronto e podemos fazer.

Victor se aproxima e Inês diz:

— e os meus resultados doutor?

— senhorita Huerta seus resultados deram uma alteração e por conta disso terá que refazer.

— isso é grave? — mantinha um tom calmo na voz

— ainda não sabemos foi somente uma alteração e mesmo que não haja histórico na família essa pode ser uma herança genética de pai pra filho.

— e quando posso refazer os exames?

— agora mesmo.

— ótimo, então vamos — Ela se vira pra Maximo e Ana — vocês vão pra casa descansar que amanha sera um dia cheio.

— sim você tem razão — Olha Victor — depois a leve pra casa precisamos estar todos bem.

— não se preocupe Maximo, assim que ela fizer os exames eu a levo pra casa.

Depois que ela refaz o procedimento os dois vão para mansão e enquanto ele estava no sofá a observando, ela estava ao piano e tocava alguma canção .

— você se preocupou pelo que o médico falou Inês?

— pelo jeito você ficou mais — para de tocar e o olha docemente — não deve ser nada de mais.

— eu tenho medo de te perder mi morenita.

— eu tenho o mesmo medo — começa a tocar novamente — eu só sentia tal medo quando Victoriano estava vivo — olhou nos verdes olhos de Victor — mas vocês são tão iguais e diferentes.

— iguais e diferentes? — se aproxima dela com cautela — que sentimentos ainda nutri por esse homem? O que ele significa pra você?

— ele é apenas o pai do meu filho — a canção de calma e tranquila se transformar em aflição e incerteza — ciúmes de quem está morto Victor? — o encara esperando sinceridade em sua resposta.

— não estou com medo do fantasma que ainda ronda seu coração Inês, mas quando estiver comigo tenha respeito e não fale dele como se ainda tocasse sua pele — seu interior não ardia de ciúme, estava calmo nas suas palavras.

— pois acho que isso mudaria se eu falasse que essa canção eu toco quando penso no Victoriano e em tudo que passamos juntos — fala com serenidade — vai embora daqui e acabar comigo, só porque eu ainda lembro de um morto?

— não vou nem se você me expulsar da sua vida como um cachorro sarnento — encara o vazio e na sua mente uma lembrança:

— e se eu falar que sou seu fã número um a partir de agora — da um sorriso pícaro — você tem uma grande vocação pra música.

— e você entende de música por acaso? — olha ele esnobe e volta a tocar — essa música você não deve nem conhecer.

— ta me chamando de chucro? Melhor eu me apresentar...

— não é necessário saber seu nome seu roceiro — falou se sentindo superior — agora sai daqui.

— ta bom melodia — sai jogando beijos pra ela.

fim da lembrança***

— essa postura esnobe não combina com você — fala sem a olhar.

— e o que combina comigo? — levanta e vai se aproximando dele — se sabe tanto me fala o que acha?

Inês se aproxima dele se insinuando e deixa seus corpos colados e beijando seu pescoço gemia enquanto ele permanecia parado aproveitando cada carícia, ela sobe a camisa pólo que ele usava para sentir o corpo dele.

— não vai fazer nada? — tira a calça dele e da um sorriso malicioso — voltou a não usar cueca?

Ele suspira tedioso

— não vai falar nada — empurra ele pra deitar no sofá — vai deixar eu te abusar?

— você quer o Victoriano é não posso ser ele.

— está louco de ciúmes — ela vai subindo o vestido e o tira sempre mantendo o contato com os olhos dele — eu quero você e não ele.

— mas eu não quero fazer nada com você — tentava esconder a respiração ofegante de desejo — eu vejo você mais desejosa dele um morto, do que a mim que estou vivo.

— mentira Victor — senta em cima do membro dele e escuta um gemido baixo — eu quero você.

— não quer Inês — a olha desafiante — não tem certeza do que realmente deseja.

Ela começa a rebolar sensualmente e passa as unhas sobre o peitoral musculoso descendo para o abdômen para provocar. Ela deita sobre ele e morde o queixo dele e sobe até a boca pra um beijo cheio de paixão e luxuria, mas ao subir e olhar em seus olhos sua boca inconscientemente fala entre gemidos:

— Victoriano meu amor

Victor empurra Inês confuso e atordoado

— por Deus, isso já é o cúmulo Inês — estava confuso — ele está morto.

— perdão Victor — tenta se aproximar mais não consegui — eu te amo.

— não ama a mim e sim a um fantasma que resolveu meter entre nós dois.

— me escuta pelo amor de Deus.

— já chega Inês — veste a roupa — eu estou confuso com muitas coisas que estão acontecendo na minha vida — ele fica a observando colocar a roupa.

— foi um erro falar aquilo, mas não quero que você vá embora — sente a visão turva — eu não sei mais viver sem você.

Victor não escuta e se direciona até a porta seguido por Inês.

— me deixa ir embora Inês — se sentia sufocado — eu preciso ir.

— você não vai porque seu lugar é comigo — segura o punho dele — não faz isso com a gente.

Inês soltou do punho de Victor e da dois passos para trás coloca a mão na cabeça, já sentia que lhe faltava os sentidos e acaba desmaiando nos braços de Victor.

— Inês o que você tem? — a leva pro quarto e tenta acorda lá.

Loreto e Vicente já estavam se preparando para o sequestro de Alejandro.

— o que você vai pedir pra liberar o garoto?

— eu vou matar o filho do meu querido irmãozinho — fala Vicente com frieza — o Victoriano está morto e quero o Alejandro fazendo companhia pro pai no inferno.

— só pode estar louco se acha que vai fazer isso com a nossa chance de arrancar uma grana alta dos Huerta — andava de um lado pro outro impaciente.

— eu só preciso que os imprestáveis dos capangas que você contratou faça o trabalho bem feito.

— vai ser um serviço limpo e de qualidade como eu fiz com seu irmão.

— se for igual você vai ganhar uma bela recompensa Guzman.

— mas ainda acho um absurdo você matar o garoto.

— cala a boca que você ganha mais Loreto Guzman.

Inês depois de ter acordado do desmaio pede chorado para que Victor ficasse com ela a noite, pra não ficar sozinha e ele aceita mesmo confuso com o que tinha acabado de acontecer.

— essas lembranças de você será que são reais? — ele olhava ela adormecida em seus braços — porque minha cabeça a razão esta dívida mas em meu coração ele diz que é você que eu amo e que o seu sentimento é recíproco? Eu não quero te perder e se viver ao seu lado é ser a sombra da lembrança do passado eu serei, mas ao seu lado Inês.

Inês acorda primeiro que Victor e fica observando e começa a chorar baixinho e entre lagrimas pedia desculpas e acaba acordando ele que se preocupa ao ver ela chorando.

— Inês meu amor — a trazendo mais pra perto dele — porque tá chorando mi morenita?

— não quero te machucar Victor — ainda entre soluços — mas é isso que eu fiz com você ontem e não me perdôo.

— eu quero dizer que não precisa ficar assim — a olha nos olhos — ficar longe de você vai ser impossível, você é minha razão de viver Inês e não digo isso porque é bonito ou romântico, eu digo a verdade.

— eu sinto a mesma coisa e quando eu te vi saindo ontem eu pensei que eu te perderia para sempre e isso eu não suportaria.