Se Puede Amar De Nuevo
24 A Boa Notícia
A hora do resultado chegou e os irmãos Ana, Inês e Máximo esperavam ansiosos por saber quem seria o doador.
— boa noite – o medico foi educado e escutou outro boa noite uníssono.
— qual foi o resultado? – máximo não continha o nervosismo na fala.
— por sorte o primeiro resultado que saiu foi o do senhor Máximo, que deu positivo.
— conseguimos Ana – Máximo a abraça carinhoso – vou poder salvar meu irmão.
— quando pode ser realizado o procedimento doutor? – Inês se aproxima do medico.
— amanha vai estar tudo pronto e podemos fazer.
Victor se aproxima e Inês diz:
— e os meus resultados doutor?
— senhorita Huerta seus resultados deram uma alteração e por conta disso terá que refazer.
— isso é grave? — mantinha um tom calmo na voz
— ainda não sabemos foi somente uma alteração e mesmo que não haja histórico na família essa pode ser uma herança genética de pai pra filho.
— e quando posso refazer os exames?
— agora mesmo.
— ótimo, então vamos — Ela se vira pra Maximo e Ana — vocês vão pra casa descansar que amanha sera um dia cheio.
— sim você tem razão — Olha Victor — depois a leve pra casa precisamos estar todos bem.
— não se preocupe Maximo, assim que ela fizer os exames eu a levo pra casa.
Depois que ela refaz o procedimento os dois vão para mansão e enquanto ele estava no sofá a observando, ela estava ao piano e tocava alguma canção .
— você se preocupou pelo que o médico falou Inês?
— pelo jeito você ficou mais — para de tocar e o olha docemente — não deve ser nada de mais.
— eu tenho medo de te perder mi morenita.
— eu tenho o mesmo medo — começa a tocar novamente — eu só sentia tal medo quando Victoriano estava vivo — olhou nos verdes olhos de Victor — mas vocês são tão iguais e diferentes.
— iguais e diferentes? — se aproxima dela com cautela — que sentimentos ainda nutri por esse homem? O que ele significa pra você?
— ele é apenas o pai do meu filho — a canção de calma e tranquila se transformar em aflição e incerteza — ciúmes de quem está morto Victor? — o encara esperando sinceridade em sua resposta.
— não estou com medo do fantasma que ainda ronda seu coração Inês, mas quando estiver comigo tenha respeito e não fale dele como se ainda tocasse sua pele — seu interior não ardia de ciúme, estava calmo nas suas palavras.
— pois acho que isso mudaria se eu falasse que essa canção eu toco quando penso no Victoriano e em tudo que passamos juntos — fala com serenidade — vai embora daqui e acabar comigo, só porque eu ainda lembro de um morto?
— não vou nem se você me expulsar da sua vida como um cachorro sarnento — encara o vazio e na sua mente uma lembrança:
— e se eu falar que sou seu fã número um a partir de agora — da um sorriso pícaro — você tem uma grande vocação pra música.
— e você entende de música por acaso? — olha ele esnobe e volta a tocar — essa música você não deve nem conhecer.
— ta me chamando de chucro? Melhor eu me apresentar...
— não é necessário saber seu nome seu roceiro — falou se sentindo superior — agora sai daqui.
— ta bom melodia — sai jogando beijos pra ela.
fim da lembrança***
— essa postura esnobe não combina com você — fala sem a olhar.
— e o que combina comigo? — levanta e vai se aproximando dele — se sabe tanto me fala o que acha?
Inês se aproxima dele se insinuando e deixa seus corpos colados e beijando seu pescoço gemia enquanto ele permanecia parado aproveitando cada carícia, ela sobe a camisa pólo que ele usava para sentir o corpo dele.
— não vai fazer nada? — tira a calça dele e da um sorriso malicioso — voltou a não usar cueca?
Ele suspira tedioso
— não vai falar nada — empurra ele pra deitar no sofá — vai deixar eu te abusar?
— você quer o Victoriano é não posso ser ele.
— está louco de ciúmes — ela vai subindo o vestido e o tira sempre mantendo o contato com os olhos dele — eu quero você e não ele.
— mas eu não quero fazer nada com você — tentava esconder a respiração ofegante de desejo — eu vejo você mais desejosa dele um morto, do que a mim que estou vivo.
— mentira Victor — senta em cima do membro dele e escuta um gemido baixo — eu quero você.
— não quer Inês — a olha desafiante — não tem certeza do que realmente deseja.
Ela começa a rebolar sensualmente e passa as unhas sobre o peitoral musculoso descendo para o abdômen para provocar. Ela deita sobre ele e morde o queixo dele e sobe até a boca pra um beijo cheio de paixão e luxuria, mas ao subir e olhar em seus olhos sua boca inconscientemente fala entre gemidos:
— Victoriano meu amor
Victor empurra Inês confuso e atordoado
— por Deus, isso já é o cúmulo Inês — estava confuso — ele está morto.
— perdão Victor — tenta se aproximar mais não consegui — eu te amo.
— não ama a mim e sim a um fantasma que resolveu meter entre nós dois.
— me escuta pelo amor de Deus.
— já chega Inês — veste a roupa — eu estou confuso com muitas coisas que estão acontecendo na minha vida — ele fica a observando colocar a roupa.
— foi um erro falar aquilo, mas não quero que você vá embora — sente a visão turva — eu não sei mais viver sem você.
Victor não escuta e se direciona até a porta seguido por Inês.
— me deixa ir embora Inês — se sentia sufocado — eu preciso ir.
— você não vai porque seu lugar é comigo — segura o punho dele — não faz isso com a gente.
Inês soltou do punho de Victor e da dois passos para trás coloca a mão na cabeça, já sentia que lhe faltava os sentidos e acaba desmaiando nos braços de Victor.
— Inês o que você tem? — a leva pro quarto e tenta acorda lá.
Loreto e Vicente já estavam se preparando para o sequestro de Alejandro.
— o que você vai pedir pra liberar o garoto?
— eu vou matar o filho do meu querido irmãozinho — fala Vicente com frieza — o Victoriano está morto e quero o Alejandro fazendo companhia pro pai no inferno.
— só pode estar louco se acha que vai fazer isso com a nossa chance de arrancar uma grana alta dos Huerta — andava de um lado pro outro impaciente.
— eu só preciso que os imprestáveis dos capangas que você contratou faça o trabalho bem feito.
— vai ser um serviço limpo e de qualidade como eu fiz com seu irmão.
— se for igual você vai ganhar uma bela recompensa Guzman.
— mas ainda acho um absurdo você matar o garoto.
— cala a boca que você ganha mais Loreto Guzman.
Inês depois de ter acordado do desmaio pede chorado para que Victor ficasse com ela a noite, pra não ficar sozinha e ele aceita mesmo confuso com o que tinha acabado de acontecer.
— essas lembranças de você será que são reais? — ele olhava ela adormecida em seus braços — porque minha cabeça a razão esta dívida mas em meu coração ele diz que é você que eu amo e que o seu sentimento é recíproco? Eu não quero te perder e se viver ao seu lado é ser a sombra da lembrança do passado eu serei, mas ao seu lado Inês.
Inês acorda primeiro que Victor e fica observando e começa a chorar baixinho e entre lagrimas pedia desculpas e acaba acordando ele que se preocupa ao ver ela chorando.
— Inês meu amor — a trazendo mais pra perto dele — porque tá chorando mi morenita?
— não quero te machucar Victor — ainda entre soluços — mas é isso que eu fiz com você ontem e não me perdôo.
— eu quero dizer que não precisa ficar assim — a olha nos olhos — ficar longe de você vai ser impossível, você é minha razão de viver Inês e não digo isso porque é bonito ou romântico, eu digo a verdade.
— eu sinto a mesma coisa e quando eu te vi saindo ontem eu pensei que eu te perderia para sempre e isso eu não suportaria.
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