Se Eu Fosse Você

12 Capítulo 14 - Uma Surpresa para Esme


Notas iniciais
Olá meninas, como estão?
Bem aqui é a Eliza, eu mandei um aviso avisando que postaria em breve, desculpem pela demora é que tava atarefa com as coisas da universidade.
Bem postarei esse para ver se vocês vão continuar a ler.
Boa leitura e desculpem os erros.

POV Carlisle

Não conseguia acreditar que Esme estava fazendo isso! Porra! Como assim gay! Ela sabe muito bem que isso é mentira, ou 20 anos que estamos juntos não serviu para que ela soubesse que sempre teve um homem dentro de casa e não um muleque! Eu estava completamente irritado! Pra falar a verdade, estava puto da vida. Tratei de tirar aquela louca da mesa. Todos ainda estavam perplexos.

Rosie estava de um jeito “Eu tenho vergonha de vocês dois.. ou, não o meu pai não pode ser gay!” Esme me envergonha!

– Desculpe-nos, resolvemos o casamento mais tarde. Agora Carlisle e eu temos que ir embora. Vamos filha? — tratei de falar rapidamente, Rosei disse que não iria. Arrastei Esme até o carro, quando entrei bati a porta. Ela ligou o carro:

–VOCÊ É LOUCA? E A MINHA REPUTAÇÃO? MENTIROSA! – esbravejei. É a menopausa só pode! COMO ELA PODE CHAMAR-ME DE GAY! Logo a mim!

–ISSO É APENAS O COMEÇO DA MINHA VINGANÇA, ORDINÁRIO! – Gritou completamente descontrolada. Eu estava puxando todos os cabelos dela. Estava putissimo. Ela fala como se eu tivesse feito alguma coisa. Que merda de vingança é essa. Eu já cansei de falar que nunca a trai.

–ENFIA O PÉ NESSA PORRA DO ACELERADOR! ATÉ NISSO VOCÊ É LERDA! – gritei revoltado com tudo que estava acontecendo. Com Esme me chamando de gay, com a nossa discussão, com o fim do nosso casamento (detalhe: estou sendo culpado por algo que não fiz!).

Nesse exato momento Esme acelerou o carro até o ponteiro marcar 200 km/h. O que ela tá fazendo!

– Esme diminui agora !!! Esme!!! – gritei, ela não estava me ouvindo.

– ESME!

Só deu tempo de gritar e tentar puxar o volante para desviar do poste, mas foi inútil. Esme bateu com a cabeça no volante desmaiando, o airbag saiu e tentei de todas as formas segurar Esme, ela estava inconsciente. O carro estava capotando, o vidro quebrou e me feriu nos braços, Esme continuava desacordada...Tinha sangue por todos os lados. Minha respiração foi ficando fraca, acho que vou desmaiar.

POV Esme

Sinto como se um furacão estivesse passado por mim. Minha cabeça doía e tinha sangue no volante, olhei para o lado e vi meu corpo praticamente coberto de sangue. Acho que o Carlisle tentou fazer alguma coisa, para que não ocorresse o acidente. Suas mãos estavam sobre mim, como se ele tentasse me proteger de algo. Foi quando ouvir gritos:

– Ai meu deus!! Eu sabia Emm!! Meus pais!! Ai eu quero meus pais Emm – Rosalie chorava histericamente. Tentei me mexer, mas vi que doía tudo, então parei. Carlisle não acordava, já estava começando a ficar nervosa com isso.

– Carlisle.. – chamei-o, não obtive resposta. O desespero me bateu, será que matei o meu marido!!! Oh não !! Lagrimas começaram a escorrer pelo meu rosto.

– Carlisle.. Carlisle.. Carlisle.. pelo amor de Deus!

– Carlisle acorda!

Ouvir que a ambulância estava chegando. Mas meu desespero era outro. Era o Carlisle, meu marido! Que merda eu fiz. Percebi uma voz:

– Senhor.. – alguém falou, mas não era comigo mesmo.

– Senhor, por favor, responda. Preciso saber se está bem. – Era um paramédico.

– Sim, eu estou bem, mas o meu... Minha esposa não. – Que droga de situação, quase me entreguei.

Suspirei e comecei a chorar, eu não posso ter matado ele. Nunca me perdoaria se algo acontecesse. Eu sou a culpada. Deus, não deixe ele morrer. A porta do carro foi arrancada e vi que tinham duas macas, como eu estava consciente eles decidiram que me tirariam primeiro, mas logo intervim:

– Não, retire ela primeiro. – a voz do Carlisle saiu completamente estranha, era um misto de voz grave com meu desespero. Eles fizeram o que eu pedi, imobilizaram meu corpo, retirando em seguida. Depois foi a minha vez, fizeram o mesmo procedimento. Quando sair percebi que tinha muitas pessoas aglomeradas, logo vi um rostinho conhecido.

– Pai, você tá bem ?? – Rose perguntou. Eu respirei um pouco, mas logo voltei a ficar triste. Eu não era o seu pai, gostaria de saber do Carlisle, espero que não o tenha matado. Lembrei que tinha que responde-la.

– Estou sim princesa – limitei minha resposta, estava preocupada demais. – E sua mãe como ela está? – perguntei soando desesperado, sim isso é muito confuso. Minha mente no corpo do meu marido.

– Bem, os paramédicos conseguiram acorda-la, ela está com alguns ferimentos, mais do que você papai. Parece que ela tentou desviar do posto e acabou se soltando do cinto. Vamos para o hospital agora, vocês precisam de exames – Ela falou toda determinada. Eu vi o meu marido nos olhos da Rosie, ele era tão determinado quando decide algo que é meio, ou melhor, é completamente impossível tirar de sua mente.

Minha maca foi levada para dentro do automóvel e seguimos para o hospital, o Carlisle estava resmungando algo:

– Cadê? Onde ela está? Eu não to vendo. – Ele falou, fiquei observando tudo que faziam com ele, pude ver que os braços estavam sendo limpos e no ombro tinha um grande corte. Era a coisa mais estranha desse mundo, se essa situação absurda não estivesse acontecendo, seria eu que estaria ali no meu devido corpo gritando de dor, ele não gritava, mas estava fraco.

– Onde? Diga-me? – ele pediu novamente. Pude ver a Rosie chorando e pegando a mão do Emmett.

– Seu marido está aqui senhora, tudo está bem. Não se preocupe. – O paramédico falou e quase respondi.

– Es... – Carlisle chamou, o medico o ignorou, porque achou que eu estava delirando. Afinal ele estava chamando por mim e no momento ele estava com meu corpo. Tentei me concentrar em não ficar ouvindo o que ele falava ou iria surtar. Logo chegamos ao hospital. Era o mesmo que o Carlisle trabalhava.

POV Rosalie

Eu estava louca com tudo isso que está acontecendo. Meus pais brigando, depois e comunicado da separação e agora esse acidente. Meu Deus, eu estou grávida! Não posso ficar desesperada desse jeito. Os pais de Emmett estavam no hospital resolvendo a parte burocrática, como o papai trabalhava no hospital era mais fácil.

Os médicos tomaram todas as providencias, enquanto esperei, impacientemente, por tudo.

– Meu anjo, tente ficar calma não vai adiantar ficar desesperada. – Emmett falou tentando me tranquilizar.

– Eu sei Emm, é que.. eu... eu. Não posso viver sem nenhum deles. – Falei chorando mais, Emm me abraçou e sua mãe juntou-se a nós. – Você viu o que minha mãe falou Emm, acho que... sei lá, ela ficou meio louca. Ela estava chamando por si mesma, e o pior só do jeito que o papai chama ela.... Eu não quero uma mãe louca amor!! – comecei a chorar desesperadamente, soluçando e tremendo.

– Rosie, filha.. – era o papai. Ele me abraçou fraternamente, era tão bom está em seus braços me sinto segura. Ele tinha um corte na testa somente. Parecia bem melhor.

– papai, a mamãe me diz que ela vai ficar bem. – eu chorava. Ele tentava me acalentar.

– Siiihh princesa, o seu... a mamãe vai ficar bem. – Ele falou. A vontade que eu tinha era de sei lá gritar!! Essa situação era absurda! Como eles foram capazes de chegar a isso, poxa eles se amam e agora tudo isso. Estou enlouquecendo.

– Podemos tentar ver a mamãe? – eu perguntei, afinal ele era o medico da família. Uma enfermeira veio até ele.

– Doutor Cullen.. – falou, meu pai virou-se rapidamente.

– Sua esposa já está liberada dos exames deseja vê-los. – Ela falou entregando os exames, meu pai nem olhou , só emendou uma pergunta.

– Onde el.. ela está? – A enfermeira nos conduziu até o quarto, assim que entrei vi minha mãe, ela tinha alguns pontos, mas estava bem. Não conseguir conter a minha felicidade quando ela me deu um sorriso pequenino

– Minha princesa. – ela chamou, quase pulei em seus braços.

– Mamãe, tá tudo bem? – perguntei ela ficou meio aérea por um momento.

– Sim filha, eu estou bem. Foi um susto. – ela falou me tranquilizando e deu um cheiro em meu cabelo, como o papai fazia. Fiquei ali naquele abraço.


POV Carlisle

Era algo extremamente louco eu estava sendo bajulado como uma mulher, as enfermeiras me pegavam cheia de cuidados, abrir meus olhos e vi que tinha alguns pontos perto do meu ombro e no braço. Essa palhaçada de estar no corpo da Esme já estava me irritando, as pessoas me tratavam como mulher, um pedacinho humano frágil. Argh, não sou frágil.

Eu estava preocupado com a Esme, não a tinha visto, mas o paramédico me disse que ela estava bem. Não conseguia nem imaginar se tivesse acontecido algo com ela. Eu ... Simplesmente não posso viver sem ela. Es.. Prometi ama-la pelo resto de minha vida. Acredito que depois disso, desse acidente possamos nos entender. Porque devo confesar, estou cheio de saudades dela.

Não é só a saudade física, é algo além... é saber que quando chegar em casa sempre terei alguém a me esperar a perguntar como foi meu dia, com um olhar me entender. Não consigo me ver sem isso. Amo minha mulher e não vou ficar sem ela. Só preciso para com essa coisa absurda, de troca de corpos e separação.

Uma enfermeira entrou e verificou algumas coisas no quarto.

– Onde está minha filha? – Perguntei a voz saiu completamente afeminada. Argh, quero ter a minha linda voz novamente.

– Está com o Dr. Cullen, acredito que logo virá para cá Sra. Cullen. – A enfermeira que sempre trabalhava comigo, Carmem, era tão estranho ela falando comigo como Sra Cullen, enfim ignorei toda a situação perturbadora e tentei relaxar.

Alguns minutos depois vi a porta sendo aberta. Minha princesa entrou ali, e soltou um imenso suspiro quando viu que tudo estava bem. Olhei para a porta e vi meu próprio corpo com uma expressão de preocupado. Dei um sorriso e Rosie veio até mim:

– Mamãe, tá tudo bem? – Perguntou acariciando o rosto.

– Sim filha, eu estou bem. Foi um susto – Falei um pouco atrapalhado. Ela apenas ficaou ali abraçada quietinha. Dei um cheiro em seus cabelos, como sempre fiz desde que ela era apenas um bebê. Esme caminhou até perto da cama.

– Você está bem ? — perguntou, completamente sem jeito, e provavelmente se sentindo culpada. Rosie afastou o rosto de mim.

– Vou deixar vocês a sós. – falou dando beijo em mim e no pai, ou melhor, arhg melhor nem explicar.

Esme sentou-se na cama:

– Carlisle... Me desculpe. Eu.. – Ela começou logo estava chorando, nunca suportei ver a Esme chorando. Era muito ruim.

– Es.. – chamei, ela me olhou ainda chorosa.

– Eu pensei que nuca mais ia te ver, quando eu vi que você bateu a cabeça eu fiquei louco. – falei, ela só chorou mais e ficou tentando não me olhar.

– Amor.. – chamei, ela me olhou. Sorri um pouco, ela me olhando quer dizer que tenho esperanças .

– Vem cá.. – falei e ela ficou um pouco mais próxima. Eu tinha que contar toda a verdade. Ela merece.

– Es.. tenho que te contar uma coisa. – Falei , ela se afastou de mim.

– Diga... Essa nossa briga é estúpida volta pra mim. Eu... sinto sua falta amor – falei e ela só deu um suspiro. As lagrimas caíram.

– Carl... você sabe o que aconteceu. O porque da minha atitude é golpe baixo fazer isso, quando você está assim, me pedir pra voltar, porque você sabe estou me sentindo culpada de você está ai... – Ela falava chorando, vi meu corpo literalmente sob um forte strees.

– Es.. sim, eu sei é Golpe baixo, mas quero que entenda que eu te amo! Não quero ficar sem você. – Falei a verdade. Ela me olhou.

– Então porque me traiu? – não acredito que ela me fez essa pergunta, eu to aqui me declarando e ela desconfia, oky.

– Esme, ok. Quer a verdade né.. – falei. Ela arregalou os olhos. Ela pode se surpreender com que vou falar, mas lhe contarei tudo.


Notas finais
E então o que acharam? Deixem sua opinião, para que eu possa saber o que fazer, porque peguei o bonde no meio do caminho.
Beijokas