Notas iniciais
Boa tarde amores! Tudo bem com vocês? Então... Esse capítulo está de certa forma bom, mas de certa forma ruim. Confuso né?Enfim. Eu espero que vocês gostem e não sumam, porque eu amo os reviews de vocês.

TRÊS SEMANAS DEPOIS.

Dan Evans POV

– Sério Mahara, por que você não quer fazer esta participação? – Perguntou John. – Sua voz é linda, ia fazer sucesso!

– Por que eu não gosto da minha voz! E se eu cantasse com vocês, ia significar ficar famosa, e eu não quero fama!

– Ela é a única pessoa que eu conheço que nunca quis fama, nenhum pouquinho. – Disse Jack. – Mahara, você é única.

– Mahara. Maharinha. Maharoca. Mahara meu amor. Florzinha do meu jardim. Sol que ilumina a nossa miserável vida. – Luke ficou chamando. – Vamos lá... Só uma música?

– Não. – Disse ela, firme, cruzando os braços e se encostando a cadeira. – E é a última vez que digo isso.

– Ok. – Dissemos em uníssono, suspirando. Olhei para Mahara com vontade de rir. Eu sabia que ela nunca iria aceitar esse pedido dos meninos, mas bem que eu adoraria que ela fizesse uma participação especial em alguma música. Mas se ela não quer... Está tudo bem para mim.

– Mas, já que você não quer... – Começou Sean. Mahara olhou-me como quem diz “socorro, o que ele vai inventar agora?” e eu sorri. – Você vai sair conosco, e não adianta dizer não, porque vamos obrigá-la a ir.

– Onde? – Perguntou desconfiada.

– Surpresa. – John sorriu maquiavélico. Mahara murmurou “ah não...” e eu me aguentei para não rir novamente. Nessas três semanas que se passaram, Mahara e eu nos aproximamos muito, mais do que ela aos outros garotos. Ela estava se tornando minha melhor amiga.

– Nem uma dica?

– Você vai ter que usar roupas de noite. Só isso que vamos dizer a você.

– Que dia?

– Hoje à noite. – Eu disse. Mahara suspirou.

– Tudo bem. Mas com uma condição. – Ela sorriu maquiavélica.

– Qual? – Perguntou Luke desconfiado.

– Vocês irão sair comigo sem reclamar, e o local vai ser surpresa. Eu vou marcar o dia e dizer o que vocês terão que vestir. Não aceito não como resposta.

– Ok. – Dissemos em uníssono, suspirando. Mahara estava aprontando alguma.

Horas mais tarde, eu estava parado na porta do apartamento de Mahara. Os meninos me esperavam no carro lá embaixo. Apertei a campainha e ouvi um melodioso “só um minuto!” vindo do outro lado da porta. Alguns ruídos de passos de salto alto, e a porta se abriu – junto com ela, a minha boca. Mahara estava absolutamente linda. Usava uma daquelas saias com a parte de trás mais comprida preta, uma blusa de mangas curtas florida e sapatos de salto beges, da cor das flores. Seus cabelos estavam arrumados de uma forma semi presa, caindo em seus ombros maravilhosamente.

Mahara estava absolutamente linda.

– Pequena, você está linda! – Eu disse. Ela sorriu timidamente e corou.

– Você também não está nada mal, grandão.

– Pronta?

– Eu nasci pronta, rapaz.

– Nossa, que ousadia! Fiquei impressionado.

Mahara riu.

– E para onde vamos?

– Para as estrelas, senhorita.

Fiz uma pequena mesura com as mãos, olhando-a nos olhos com um meio sorriso, e ela ergueu as sobrancelhas, interrogativa. Provavelmente estava pensando que eu estava flertando com ela. Endireitei minha postura e ri levemente.

– É sério. O lugar se chama “As Estrelas”.

– E que lugar seria esse? – Perguntou.

– Que tipo de lugar teria esse nome?

– Sei lá. Um planetário, talvez.

Ela fechou a porta, trancando-a, e eu ri levemente. De fato fazia sentido o que ela havia dito, porém não era exatamente um planetário para onde estávamos indo.

Mahara Carter POV

No carro, eu, os garotos e as namoradas de Jack e Sean conversamos bastante e rimos mais ainda até chegarmos no local. Liam não quis me dizer que lugar que era, apenas disse ser chamado de As Estrelas. Primeiramente pensei que era um planetário, mas logo em seguida pensei que nenhum dos garotos iria para um planetário a noite. Devíamos estar indo para alguma festa agitada e cheia de gente.

E eu acertei.

Paramos em frente a um prédio luxuoso com uma decoração bem excêntrica: luzes, estrelas e um título luminoso em prata: As Estrelas. A música estava baixa do lado de fora, então deduzia-se que havia um fraco isolamento acústico. Havia uma fila enorme do lado de fora. Ou seja, era uma festa cheia, completamente cheia de gente.

– Uma festa...? – Deixei escapar, em um tom inseguro.

– Algum problema? – Perguntou Jack.

– Nenhum... Só não gosto de lugares muito cheios de gente.

De certa forma, era verdade. Entretanto minha maior preocupação era ficar de olho em Dan o tempo inteiro. Era esse o meu trabalho, não importando o horário que fosse: proteger Dan. Não bastasse ser meu trabalho, ele era meu melhor amigo. Uma pessoa que eu não podia perder.

– Você vai gostar. Nós ficamos numa área especial sem muita gente. – Disse Sean. – Você gosta de dançar, não gosta?

– Gosto.

– Então, sem problemas! – Exclamou ele sorrindo. Saímos do carro e passamos direto pela fila, apresentando nomes na lista VIP e entrando direto. O lugar estava realmente lotado, e era bonito e excêntrico. Lembrava realmente uma constelação, um céu a noite, a Via Láctea – só que cheia de gente colorida dançando colada, dançando acima das mesas enquanto entorna uma garrafa de vodca. Ou tequila. Tanto faz.

Tocava alguma música que eu sequer conseguia entender a letra extremamente alta enquanto caminhávamos para a área VIP: uma área isolada, fechada, com a entrada barrada por dois seguranças enormes. O vidro era de película, portanto não era possível ver o que acontecia lá dentro. Logo pude ver o que acontecia: poucas pessoas dançavam no espaço, cujas paredes eram vermelhas quase negras, com mesas pretas brilhantes e sofás, cadeiras e pufes também pretos. Havia um barman em um balcão, fazendo malabarismos – ele também estava vestido todo de preto, com um chapéu e uma gravata vermelhas. Ali havia isolamento acústico forte, e só escutava a música que as caixas de som transmitiam; e, graças a Deus, em volume baixo. O ambiente em si era mais escuro, com luzes vermelhas, amarelas e azuis piscando.

Ali seria o buraco negro, então? Não encontro outra justificativa para tanto preto.

– Uau. – Eu disse, impressionada. Meus olhos tentavam se acostumar com a visão escura e que piscava colorido.

– O que achou? – Perguntou Dan. – Três palavras.

– Escuro. Interessante. Legal.

– Mais três palavras. – Disse Sean.

– Agitado. Cheio. Divertido.

– Mais três? – Perguntou Luke.

– Acabou o meu estoque de palavras, meninos!

Eles riram.

– Vem dançar comigo. – Pediu Dan. Eu assenti em concordância, e ele sorriu, estendendo a mão e entrelaçando a minha, levando-me para a pista de dança da área vip. Começamos a dançar juntos, e dançamos muito. Não demorou muito para que os outros meninos se juntassem a nós com suas namoradas e também não demorou para que Sean fosse flertar com alguma garota do lugar. E incrivelmente, levou um fora. Mas ele não se abalou; voltou a dançar conosco, ignorando as garotas que estavam praticamente babando aos pés dele. Luke não procurou garota alguma, só ficou ali conosco dançando e tomando alguns drinks – eu não bebi nada alcóolico, nem Dan. Sabe, ele não possui um rim então não pode beber álcool. Já comigo, é por escolha mesmo: tenho profunda aversão natural a todo e qualquer tipo de bebida alcóolica.

Não tirei os olhos de cima de Dan em nenhum momento. Também não precisou: ele permaneceu junto a mim a festa inteira, e não deixou que nenhum rapaz viesse me cantar. Fiquei profundamente agradecida por isso.


Notas finais
E aí? Gostaram? Não?