Screw Up Mess.
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Estava frio, e ele estava usando uma jaqueta preta, e eu nunca tinha percebido, mas seus olhos ficavam ainda mais verdes quando ele usava alguma roupa escura...Vai entender. Fiquei um tempão admirando ele, da cabeça aos pés, e o diabinho no meu ombro me sussurrava coisas que decidi que era melhor eu não pensar. Fechei a porta, saindo rapidamente, antes que minha mãe visse que ele estava ali. Deixei um bilhete pendurado na tv, eu amava fazer isso evitava confrontos e futuras conversas. O bilhete dizia o seguinte: "Sai com um amigo, não sei que horas volto. Desculpa por hoje cedo, te amo" Achei que seria mais fácil pedir desculpas assim, ja que nunca fui muito boa com palavras.
Quando pensava no que estava fazendo, que estaria saindo com Harry, mesmo que como apenas amigos, uma coisa curiosa me veio a mente. Por mais que eu bote minhas esperanças, meus sonhos, meu amor todo nele, não mudaria nada.Por que, por mais que eu quisesse, não iriamos passar tardes vendo filmes em baixo das cobertas e comendo brigadeiro, não iriamos passar madrugadas inteiras conversando, ele não me apresentaria a familia, não iriamos contar aos nossos filhos a estranha história de como nos conhecemos, e bota estranha nisso. Não teremos um futuro. Isso poderia acontecer, mas não vai. Por que nós fomos feitos para nos conhecermos, eu me apaixonar por ele, ele casar com a minha mãe e a gente nunca ficaria junto. Ta ai o meu problema, sou uma romântica nata. Qualquer detalhe para mim, significa alguma coisa. Preciso parar de pensar assim, e viver o agora, o já. E agora, eu tinha o menino mais lindo do mundo, bem na minha frente.
-E ai, pra onde vamos?-perguntei, tentando me concentrar, mas com aquele sorriso há 30 cm de mim, era meio dificil.
-Estava pensando em tomarmos um café da tarde no starbucks, e depois ir ao London Eye, o que tu acha?
-PERFEITO! -tentei esconder minha anciosidade, mas o sorriso do meu rosto automaticamente se desfez assim que ele tocou no nome da minha mãe.
-E como sua mãe ta? -me conti pra não falar "tu me chamou pra sair pra conversar sobre minha mãe??" mas fiquei com medo da resposta. Então apenas respondi calmamente, tentando aceitar o fato de que nada rolaria naquela tarde. Ou algum dia.
-Acho que sim, hoje por exemplo, ela deu um show comigo na cozinha. Nunca tinha visto ela tão...sei la. Descontrolada?
-Hm, e você acha que a razão foi seu pai? -COMO EU ODIAVA VER ELE DAQUELE JEITO. O QUE MINHA MÃE TINHA NA CABEÇA PRA MAGOAR UMA COISA TÃO LINDA COMO ELE, PORQUE AINDA AMAVA O BARRIGUDO FEIO DO MEU PAI?
-Não fica assim, tenta não pensar nisso, logo logo ela liga pra você, e você volta correndo pra ela. -Eu nao teria duvidas de que ele faria isso, voltaria rastejando se não tivesse pernas.
Entramos no café, e conversamos sobre varias coisas. Não tinhamos muito em comum, descodavamos de tudo, e isso era bom. Era engraçado brigar com ele, porque eu sempre ganhava. E ele não perguntou sobre a minha mãe durante uns 45 minutos, grande progresso. Eu estaria ali com ele o dia todo se preciso. Pra conversar, brigar, rir...Ele não precisava falar nada, só me deixar fazer ele sorrir, era o suficiente.
Caminhando ali, rindo em meios as nossas brigas, vi Zayn...Mais um idiota que havia passado pela minha vida. Nunca quis nada sério comigo, me traia e nunca dizia nada a agradável. Ele parecia tranquilo, fumando, por mais que eu odiasse aquele treco e ele fizesse mal ao Zayn, não podia negar...Ele ficava tão irresistível fumando. Me chamem de louca, ou o que for. Mas é a verdade. Pura verdade. Se ele não fosse tão arrogante e mentiroso, poderia ter sido o amor da minha vida. Mas foi apenas o amor de alguns meses.
Ele estava vindo em nossa direção e eu entrei em panico, não queria ter que olhar na cara dele mais uma vez depois de tudo que ele havia feito. Agarrei na mão do Harry e ele fez uma cara de que não tava entendendo nada. Percebi que não tinha muito tempo e sussurei o mais baixo que pude:
-Me beija!
-O que? -ele gritou
-Depois te explico, eu não pediria se não fosse urgente.- Ah, claro que eu pediria. Mas eu precisava daquilo, já!- Vamos Harry, é só uma bitoquinha...
-Uma só? Ah não ser que você implore por mais...
Involuntariamente sorri. Tinha gostado do jeito que ele falara, e deifinitivamente, eu iria implorar por mais algumas. Ele beijou. Foi o melhor beijo de toda a minha vida...A sensação era de que não havia mais ninguém, só nós dois ali, me esforcei pra não dar passagem a língua, afinal, era só um "beijo de mentirinha"...Mas assim como ele, não consegui conter-me. E eu pensava que esse beijo não poderia ficar mais perfeito...Quando a intensidade das coisas foram aumentando, eu me afastei. Olhei em volta e Zayn não estava mais lá, mais um de quem eu acabara de me livrar, e bem...Fiquei um tempão olhando Harry, do mesmo jeito que eu olhava sempre, mas era diferente, porque agora ele sabia que eu estava observando-o.
-Acho que eu mereço uma explicação certo? -disse ele, enquanto passava as mãos no cachos para arrumar a bagunça que eu tinha feito.
Contei toda a história pra ele, e ele podia ser um chato, mas era compreensível. Me deixou em casa assim que a chuva começou, e a pior coisa daquele dia era ter que me despedir dele. Por que não poderiamos ter dias assim pra sempre? Na hora de dizer tchau ele veio se aproximando cada vez mais de mim, e todos os meus muros e armaduras caiam...e eu derretia nas mãos dele. "Um beijo no rosto, proximo ao pescoço era tudo o que eu mais precisava. Obrigada hein Harry." Pensei ironicamente. Sorri, e corri pra dentro de casa.
Eu não sei se vocês ja viram algum filme, onde, depois que o garoto beija a garota, ela entra em casa, fecha a porta e fica um tempão assim: encostada na porta, com os olhos fechados, mordendo os labios enquanto sorria, e suspirando infinitamente. Sabem? Então, eu estava EXATAMENTE assim. Estava tão nas nuvens, que nem percebi a minha mãe na sala, olhando pra mim com cara de boba. O que dizer?
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