Screw Up Mess.
3 Capítulo 3
Notas iniciais
A semana passou rapido, bem como eu queria. Quando eu menos esperei ja estava arrumando a mala pra ir a estação pegar o trem. Não ia levar muita coisa, apenas o necessário pra um fim de semana. Então, ficou tudo pronto muito rapido, minha mãe tinha ficado estranha, e ficava me falando toda hora "depois me conta que NOTICIA é essa..." ela sempre dava um enfasa na palavra "noticia". Ciumes? Depois de 3 anos? Que maluca...
A viagem de trem foi tranquila, duas horas ouvindo musica, e alguns minutos cochilando. Foi até o bom, a não ser pelo fato de eu não tirar Harry da minha cabeça. Não que fosse ruim pensar nele, nunca! Mas é que, eu não podia. eu nao devia... Meu pai estava me esperando, e ele estava acompanhado, e de mãos dadas com uma moça. Linda demais! Ruiva, dos olhos verdes, baixinha...bem meiga. Devia ser a namorada dele, o que eu não me importava. Pelo menos ela tinha a sua idade.
–Oi filha.- disse ele me dando um abraço bem apertado. Me chamem de retardada, mas fiquei com vontade de chorar. Meu pai era muito carinhoso, mas depois do divórcio, ficou dificil nos encontrar e sentir o abraço dele, era a coisa mais preciosa do mundo. Abracei ele forte também. Vi a moça sorrir. Ela era muito simpatica, estava torcendo pra ela ser a namorada dele. Só queria vê-lo feliz. E ele parecia estar radiante.- Essa aqui é a Valerie.
Ela sorriu novamente e me abraçou, tão forte quanto meu pai. retribui o abraço, recuperando o folego e disse:
–Prazer em conhecê-la.
–O prazer é todo meu. Seu pai fala muito de você, mas acho que ele esqueceu de falar que você era tão bonita...
–Ah, entao quer dizer que quando o senhor fala de mim, esquece de mencionar minha beleza? -eu disse sorrindo, ele riu e foi nos encaminhando de volta ao carro.
O caminho até a casa dele foi tranquilo, eu nunca tinha visitado ele la, então estava um pouco ansiosa pra saber como tudo era. Enquanto dirigia ele foi explicando pra mim que Valerie era namorada dele, como se precisasse explicar algo. Eu havia aceitado numa boa. Eu queria meus pais felizes, só não conseguia aceitar o fato da minha mãe namorar o...Enfim. Não quero pensar nele esse fim de semana. Serão dois dias livres de Harry.
Fiquei impressionada com a casa do meu pai. Era grande, e muito arrumada. Devia ser obra da Val, porque ele conseguia ser mais bagunceiro que 3 de mim juntas. E o que me deixou mais boquiaberta foi um quarto...ele havia feito um quarto só pra mim. E era lindo. Do jeito que eu gostava. Não era rosa, e cheio de frufrus como o que a minha tinha feito, era uma quarto com a minha cara. E eu tinha gostado. Coloquei as roupas em cima da cama, e fui pra cozinha. O cheiro estava tão bom, além de linda, organizada, meiga e simpatica, val também era uma otima cozinheira. Perguntei pra ele como ele havia conhecido ela, e ele contou. Uma linda história de amor, e fiquei imaginando se algum dia eu teria isso.
–Filha...ja que você reagiu muito bem ao fato de eu ter começado um namoro...eu queria te contar, que...bem, eu pedi Val em casamento tudo certo?
Eu não fiquei surpresa. Me surpreenderia se ele não tivesse pedido.
–Claro que sim papai. E desde quando você precisa da minha aprovação pra fazer as coisas? Espero que os dois sejam muito felizes. Gostei muito de você, Val. -disse me virando pra ela. Ele sorriram. Senti meu pai bufar, mas foi um bufo de alivio. Como se tivesse tirado um grande peso das costas. sorri e coloquei meu prato na pia. -Bom, to indo me deitar, dar um jeito nessa dor de coluna. Aquele trem acabou com minhas costas. Boa noite.
Tomei um banho, e me deitei. Queria dar uma volta por Paris no dia seguinte, pra espairecer um pouco. Dormi tranquila, e infelizmente, ou não...sonhei com o Harry.
Levantei tarde no dia seguinte, era 13h. Fui pra cozinha, comi um pão e pedi permissão pro meu pai poder sair. Prometi que não iria muito longe, só queria conhecer a cidade, e andar um pouco. Sozinha. Ele concedeu. Fui andando por ai, até que achei um café bar. Entrei, ainda estava com fome, afinal, eu não me contentava apenas com um pão. Entrei, sentei numa mesa vazia ao canto, e fiquei esperando ser atendida. Até que a porta se abriu, e...droga!
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