Scream of a Vampire

1 De volta ao holofote temerário


Chanel Oberlin — Mystic Falls — 03th of May, 2016 — 11:30AM

Meu nome é Chanel Oberlin, eu sou a rainha de qualquer lugar onde a minha presença esteja. Da ultima vez estive num manicômio de loucos desleixados que não possuem nenhuma vida ou moda e que cheiram a lixo podre, isso quando não estão fedendo a coco de cachorros vira-latas, traduzindo... Eu estava no inferno.

Assim como eu, as minhas cópias também haviam sido presas naquele fim de mundo, eu não sei os nomes e também não me importo em saber, elas são conhecidas como: Chanel #3 e Chanel #5, eu sou a Chanel #1, óbvio. Tinha uma Chanel #4 mas ela teve meningite, ela ficava tipo: “Ai estou doente, tenho que ir pra casa” e eu falei: “Não, fique.” Mas ela foi mesmo assim então morreu. A Chanel #2 foi assassinada por um serial Killer babaca que perdeu tempo matando uma vadiazinha traiçoeira ladra de namorados, pelo menos eu não precisei fazer isso primeiro que ele. E tinha a Chanel #6, aquela piranha falsa, estupida e fingida armou pra cima de mim e das Chanels se passando de “amiga”, mas num piscar de olhos ela estava lá, dizendo que éramos as Seriais Killers, e que havia sido nós que assassinamos aqueles idiotas, então me pergunto: Porquê eu, a Rainha da Kappa Kappa Tau, teria um surto de Serial Killer mau amado?! Eu sou podre de rica! E tenho tudo o que quero! Não tem por que sujar as minhas macias mãos com sangue de gente pobre.

Mais uma coisa a qual eu estava certa, mas que ninguém me deu ouvidos.

Então, quando finalmente o meu projeto de pai lembrou que tinha uma filha presa num manicômio depois de resolver as ações que a mamãe queria tanto queria fechar contrato com o grande senhor de idade no mundo da moda, Karl Lagerfeld, ele ligou.

Eu pensei que as coisas voltariam a ser como era antes, que eu teria o meu cartão de crédito ilimitado outra vez e que encontraria a Chanel #6, eu iria fazer aquela vadia doida pagar caro por tudo o que me fez passar durante esses piores meses da minha vida ao lado de duas inúteis, eu fiquei tipo, completamente feliz com isso, mas assim que ele explicou o que eu teria que fazer para sair daquele lugar, eu preferi morrer enterrada viva ao invés de ir direto pra um fim de mundo barato.

Ele disse: “Chanel, eu preciso que você me represente no dia da inauguração do novo, maior e melhor shopping de Mystic Falls que fica no estado da Virginia!” E eu disse: “Virginia?! Não é aquela cidadezinha estranha e patética que você mesmo comentou com a mamãe que nunca fundaria nada lá?! Que sincero.” Mas então ele disse: “Agora estou fundando! E, você vai me representar, ou pode ficar sem o seu cartão de crédito e apodrecer nesse manicômio.” Então eu não tive escolhas e fiquei tipo: “Okay.” Tão entediante...

— Essa mansão que seu pai comprou do prefeito parece ótima, Chanel, tem um enorme closet no primeiro quarto à direita e suas roupas já estão todas lá. — ouço a Chanel #5 falar enquanto descia as escadas.

— Eu já sei Chanel #5. Já disse o quanto odeio as suas bajulações?! — cruzei meus braços abaixo dos seios ao rolar os olhos e encara-la.

— Chanel, você vai mesmo me tratar assim depois de tudo o que passamos naquele lugar? Eu pensei que já estivesse de bem comigo. — ela parou ao meu lado se mostrando arrependida. Idiota.

— Você pode ter o meu tratamento especial, vai ser quando já estiver queimando no inferno com a Chanel #2 e aChanel #6 por ter me traído e me mandando pra prisão. Agora me arranja logo um cachorro Lulu da Pomerânia, branco e laranja, e, talvez eu pense no seu caso. — desviei meu olhar para as escadas e me dirigi até ela, deixando a radícula, parada no meio da sala.

— Chanel! Tem alguns vizinhos querendo dar as boas-vindas.

Quando a Chanel #3 falou alto próximo da porta, tomei a liberdade de descer os degraus que eu já havia subido, e me desloquei diretamente até a porta, foi exatamente ali que eu vi os vizinhos. Duas mulheres e um homem, talvez fossem um casal triplo, sei lá.

— Hey, é um prazer conhecer a nova dona da mansão do prefeito, todos estão comentando. Eu me chamo Caroline, essa é a Bonnie, e ele é o Jeremy. — a tal da Caroline disse tão empolgada, dei um meio sorrisinho e cruzei os braços fitando-os um por um.

— Interessante, eu sou Chanel, Chanel Oberlin, e o prazer é todo de vocês! — respondi tranquila e vi o sorrisinho deles sumirem aos poucos. — Me desculpem, eu não estou num bom dia pra ser sincera.

— Tudo bem, acho que não foi uma boa hora. — o garoto soou gentil e eu assenti rápido.

— Bom, mas não moramos nesse quarteirão, estávamos apenas de passagem para a casa dos nossos amigos quando resolvemos fazer a visita, então à culpa é nossa. — a morena se desculpou meigamente me fazendo dar outro meio sorriso forçado.

— Se você diz... — concordo com ela. — Mas nós estamos de saída, se não se importam. — falo e pego a minha bolsa com a Chanel #5 que surge na porta.

— Não. Claro que não. — Caroline soou tão indigna que deixou o meu dia feliz por saber que continuo sendo intimidante e gostosa. — Nós também já estamos indo. Vamos!

Eles seguiram na frente, logo depois eu e as Chanels saímos, deixando a casa para trás porque tínhamos uma ficha de transferência para resolver.


✝ Caroline Forbes On

— Eu não gostei dessa garota, ela é tão...

— Você na versão 2.0 unlimited! — Jeremy me interrompeu sem parar de andar do meu lado, fazendo a Bonnie rir baixo.

— Não! Eu não sou assim, Jeremy, sei diferenciar a educação forçada e a grosseria invisível. — respondo rolando os olhos e aconchego minhas mãos frias no casaco moletom. — Ela não vai durar uma semana aqui.

— Caroline, nada de mexer com a nova vizinha! — Bonnie me repreendeu.

— E por acaso comentei sobre fazer algo contra essa tal de “Chanel Oberlin”?! Só estou dizendo que ela não está apta para morar em Mystic Falls, não ainda. — dou de ombros e apressei meus passos para a mansão dos Salvatore.

— Essa foi à deixa, ela vai aprontar mesmo. — Jeremy comentou me fazendo revirar os olhos convencida.

— Caroline. — sinto meu braço ser segurado pela Bonnie. Olhei pra ela com as sobrancelhas arqueadas e atentas. — Eu pressinto que alguma coisa de muito estranho vai acontecer em Mystic Falls com a chegada dessas patricinhas ricas, então, por favor, não faça nada. — ela me encarou séria, exatamente como costuma fazer quando está certa dos pressentimentos.

— Tudo bem, okay tá legal?! eu me rendo.

Apenas assenti sorrindo dando adeus as minhas tramas mentais e voltei a caminhar de braços dados com ela e o Jeremy.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.