Notas iniciais
Olá! Sim, sou eu mesma com o capítulo "final" dessa trajetória. Um olá especial para ~LeiamAbecedario pela mensagem! (leitora do spirit) Claro, "final" entre aspas mesmo porque ainda teremos um epílogo e um capítulo extra que prometi com um Hard Lemon RaitoxL! Por isso sem chororô e textão de agradecimentos, certo? Apenas umas pequenas observações: — Narração em negrito: Near (Sim, ele tem mais narrações nesse capítulo!) — Letra normal: Beyond. — Itálico: Hayato. Boa leitura!

Capítulo 26 – Final

“No fundo eu não queria morrer. Quem de fato quer deixar esse mundo sem mais nem menos? Toda a vida que tinha – ou imaginava ter – foi arrancada de mim em um misto de vermelho e preto. As pessoas costumam se perguntar o porquê coisas ruins acontecem com elas. A verdade é que isso não tem uma explicação tão simples. Religião, ciência, efeito borboleta ou a teoria do caos... Cada um se agarra a sua verdade. Mas como seria levar uma vida na qual você aceita e encara o que está acontecendo com você? Eu perdi tudo. Tudo aquilo que me incluía em um mundinho solitário, com aquela falsa ideia de segurança. Hoje eu sei que o que me atormenta acabou de me salvar. Ele me mata a cada dia. Aos poucos. Mas nunca o suficiente para eu sumir para outro lugar.

Beyond Birthday. Que nome peculiar.

Esses dois gritam. Sei que isso deve estar alto o suficiente para ser ouvido do lado de fora mesmo com os vidros fechados, mas perdido nesses meus pensamentos nada disso ultrapassa a faixa de suaves vozes ao fundo.

— Nós precisamos sumir. – Foi o que Ele disse.

É engraçado como tudo que ele diz sempre é literal. Não existem metáforas ou simples “modos de dizer”. Ele é intenso e complexo. Mas não é nenhuma poesia.

Eu não tenho mais nada, além disso. E agora eu sei que é isso que vou ter até o fim.”

Hayato dirigia o mais rápido possível pela avenida principal, porém diminuiu a velocidade ao virarmos a curva que adentrava o centro da cidade. Nada mais foi dito a fim de que nós dois conseguíssemos nos acalmar para pensar em soluções prudentes, afinal, a histeria era e sempre seria a sentença final de qualquer pessoa burra. Principalmente em situações de risco.

Ao olhar pela janela do carro e encarar as pessoas pelo vidro escuro eu fiquei, pelo menos por alguns instantes, alheio aos meus problemas. Imagine se os problemas de cada um os acompanhassem como uma sombra... O quão pequena essas ruas e calçadas se tornariam? Em todo mundo são bilhões de pessoas com trilhões de problemas... A conta de luz que vai vencer amanhã, uma atividade chata para ser entregue àquele professor filho da puta, a mãe que está doente... No fim não passamos de bolos de carne estúpidos e o que realmente fascina é essa capacidade incrível que nosso cérebro tem de pensar e armazenar.

Hayato adentrou a rua de um bairro classe média, estacionando em frente a uma casa de padrão normal, como todas as outras. Ao descer, abri a porta de trás, e Near saiu sem que eu precisasse dizer alguma coisa. Ele estava indiferente, como sempre, porém bem menos assustado. Provavelmente perdido entre seus neurônios particulares.

A sala iluminou-se com a luz do abajur de canto e o cheiro leve de perfume adentrou minhas narinas logo quando a porta de entrada foi aberta. Era o cheiro pessoal da casa de Hayato e confesso que eu gostava muito.

Sem enrolação Hayato conduziu o pequeno Near até seu quarto enquanto permaneci quieto no sofá. Ao ouvir o barulho da porta do guarda-roupas imaginei que o maior estivesse pegando uma toalha para que o outro tomasse uma ducha em sua suíte.

— Seja rápido. – ouvi e em poucos segundos Hayato estava se sentando ao meu lado.

**

“Eu obedeci. Desfiz das poucas roupas e adentrei o chuveiro. A água quente se chocou contra meu corpo frio e não mais me incomodava a ardência de todas as feridas e machucados que cobriam meu corpo. Lavei rapidamente os cabelos com os produtos que encontrei, assim como meu corpo com sabonete de erva-doce.

Aparentemente Hayato era organizado e higiênico. Isso era interessante. A sala e o quarto eram pouco decorados, mas aconchegantes. Ao sair do banheiro foi quase impossível não me perguntar se Hayato dividia a cama de casal com lençóis cor creme com Ele.

Vesti-me com o que encontrei estendido sob a cama. As roupas eram quentes e confortáveis. Serviam perfeitamente. Apenas o casaco era grande, mas pelo cheiro deduzi que não fossem de Beyond.

As vozes vindas da sala pareciam mais nítidas para mim. Fui em direção ao corredor tomando cuidado para não fazer barulho. Talvez não fosse a melhor das ideias, mas permaneci quieto, ouvindo o que ambos conversavam. Beyond estava alterado, mas Hayato mantinha um tom baixo e calmo:

— Você não pode ‘tá falando sério!

Hayato suspirou antes de continuar:

— Sim, eu estou. E sabe no fundo que essa é a melhor opção.

— A melhor? Não. Não mesmo – B se colocou em pé em frente ao moreno.

— Você chegou até aqui para cometermos suicídio coletivo? Beyond, nem parece ser você quem está falando!

— Então você quer morrer?

Hayato deu uma pequena risada.

— Eu sempre quis. Sabe disso. Não me importaria se você quisesse me acompanhar, mas levar aquele garoto junto?

— Então se importa com ele? – Beyond perguntou com desdém

Hayato se levantou, ficando frente a frente com ele, encarando-o em fúria.

— Me importo com o fato insuportável da presença dele aqui. E essa não é mais uma coisa na qual ele vai estar metido entre nós dois. Agora é sua responsabilidade, então suma com ele!

Ambos se encararam por alguns segundos até Beyond puxar Hayato pela gola da camisa. Por um momento achei que ele levaria um soco, mas diferente disso B colocou seus lábios nos do outro, dando início a um beijo selvagem e cheio de luxúria. Nada além de mãos, língua e saliva. Era possível sentir o desejo e a raiva emanando dos dois.

Ao finalizarem o beijo respirei fundo e me aproximei da sala.

— Eu estou pronto.

Ambos direcionaram seus olhares para mim. Um com raiva e melancolia. O outro com ansiedade e adrenalina.

**

Hayato foi para o quarto seguido por mim e Near. Ele tirou uma grande mala de couro do guarda-roupa e começou a colocar todas as roupas que já estavam dobradas nas gavetas dentro da mala. Logo ele me estendeu uma maleta menor e apontou com a cabeça para o banheiro, me indicando para pegar produtos higiênicos. Near sentou-se na cama, apenas observando atento a cada movimento. Talvez aquilo não fosse o máximo de sua atenção, mas já era alguma coisa.

— Aqui – disse Hayato jogando para mim uma sacola – É o que guardo em casa. Vá até a casa de Aoki. Ele ainda nos deve um favor.

— Como você pretende fazer isso funcionar – perguntei pegando a mala da cama e colocando no ombro.

— Eles já devem ter rastreado seu carro de alguma maneira. Vou seguir para a fronteira de Saitama. Seria muito óbvio voltar para Kanagawa.

— Você sabe que não foi isso que eu quis dizer – insistiu.

Hayato suspirou, apressado em acabar logo com aquilo.

— Nada que gasolina e um isqueiro não funcionem, Beyond.

— Não esperava isso de você...

— Mas é o que esperam de você – ele disse. E estava certo.

Enquanto Hayato daria preferências por overdoses ou tiros certeiros, eu com toda certeza adoraria sentir cada camada de pele carbonizar a cada minuto. Hayato ansiava pela morte. Já eu, pela sensação de morrer.

Não havia mais nada para terminar ali. Agora era apenas questão de tempo.

— A chave do meu carro está ali –apontou para a mesa de centro da sala – Agora saia logo daqui. Tenho que comprar algumas coisas ainda.

— Vamos, Nate River – o puxei pelo ombro. Ele olhou uma última vez para trás, recebendo um olhar gélido de Hayato.

— Eu amo você, Beyond Birthday.

Foi a última coisa que ouvi, seguido do estalar da porta da frente se fechando.

Amor é cumplicidade. Reciprocidade. Paciência. Felicidade... As pessoas definem a palavra amor com outras palavras que possuem outros significados. No fim todo mundo só acha sinônimos, mas nunca algo que possa de fato definir. Elas classificam como amores saudáveis, não saudáveis, doentios ou autodestrutivos. Por fim, quando se cansam, dizem apenas que o amor é para ser sentido. Como saber se o que se sente é realmente amor, e não outra coisa? Raiva e ódio possuem marcas nítidas. Assim como a dor e o prazer. No fim possa ser que todos cuspam amor porque estão desesperados para sentir, só que ele talvez não passe de mais um conceito inexistente, criado para causar medo e obediência, assim como as ideias de céu e inferno.

**

Aoki era simplesmente a única coisa que sabia sobre ele além do endereço. Talvez nem fosse o verdadeiro, mas sinceramente pouco me importava agora. Era uma relação restrita e baseava-se apenas de interesses e favores. O suficiente para nós dois. Ele devia ter pouco mais de sessenta anos, com barba e cabelos grisalhos. Encontrava-se em uma casa em um bairro nobre não muito longe do bairro de Hayato.

— A que lhe devo esta ilustre visita, B? – perguntou, entregando-me um copo com uísque e gelo.

Aoki não olhava para Near, como se sua presença não fosse relevante. Não fez nenhum tipo de pergunta em relação ao menor e aquilo foi no mínimo satisfatório, mas não podia esperar o contrário. Não fazíamos perguntas. Nos conhecemos há dois anos quando ele solicitou meus serviços para um assassinato. Desde o início exigiu que nenhuma pergunta fosse feita e prometeu-me um favor juntamente com o pagamento.

E aqui estou eu. Como o diabo cobrando seu contrato.

— Serei direto. Preciso de uma nova identidade. Nós dois precisamos – disse, apontando para Near, que permanecia calado – Além disso, se possível, precisava transferir um cachê alto no banco. De uma maneira imperceptível.

Aoki cruzou as pernas e sorriu de lado, degustando um pouco da bebida alcoólica.

— Nada disso será problema. Teria algum destino de preferência para que você possa renascer?

Encarei Near de soslaio por alguns instantes e disse por fim:

— Inglaterra. – sorri confiante pela minha escolha.

— Magnífico – Aoki disse um tanto entusiasmado – Tenho negócios por lá, B. Se lhe interessar podemos discutir sobre uma vaga permanente – assenti, o que fez com que ele sorrisse de canto – Ótimo! Podemos discutir isto enquanto vocês me acompanham para realizar toda a documentação...

**

“Algo me diz que Beyond jamais ficaria longe do que ele gosta de fazer. No meio disso o que mais me intrigava era a falta de afeto que ele demonstrava em relação ao que podia estar ocorrendo naquele exato momento. Por mais irônico que parecesse não conseguia parar de pensar em Hayato. Não havia dúvidas de que Beyond Birthday não era capaz de amar. Mas o mesmo se aplicava em minha concepção sobre ser amado. E ainda assim... Ele não precisava ter dito aquilo antes de irmos, afinal, o próprio ato valia mais que palavras ditas. O engraçado é que Hayato não esperava uma resposta. Não havia esperança em seu tom de voz, muito menos em eu olhar. Não sei que tipo de amor poderia ter sido aquele, mas o fato era que Beyond foi amado. Por alguém.”

**

Eram três da manhã quando decolamos e apesar da falta de vozes no avião eu sabia que a cidade que ficava cada vez menor abaixo de mim jamais dormia, como qualquer outra metrópole. Near encarava a janela do avião com o queixo apoiado em uma das mãos.

— Nate River – o chamei, mas ele não respondeu – Estou falando com você...

Ele apenas olhou para frente, sem me encarar.

— Não atendo mais por esse nome. Talvez devesse ir treinando.

Apenas ri minimamente, contendo a surpresa.

— Desculpe-me. Você tem razão.

Não demorou até que ele mesmo tomasse a iniciativa de falar alguma coisa:

— O que você fará para aquele homem? – dessa vez ele me encarou. Vi certa determinação por respostas em seu olhar.

— Minha relação com o Aoki é profissional. Ele se esconde por trás de impérios e fortunas. Duvido até mesmo que esse seja seu nome verdadeiro. Há anos ele alugou um assassinato e agora me pagou um favor – dei uma pausa – Por sorte tornei-me um de seus empregados na sede de seu banco em Londres, mas isso é apenas fachada.

Near processou as informações.

— Não disse ao certo o que vai fazer.

Suspirei.

— Eu não sei. Vou fazer o que ele mandar que eu faça. Isso inclui entregas, reuniões com fornecedores ilegais ou assassinatos.

Ele engoliu em seco, mas não pareceu recuar.

— O que você quer falar? Apenas diga. Pare com esse seu medo ridículo! – falei baixo, porém usei um tom imperativo. Não queria perder a paciência naquele local, mas faria se necessário.

Ele respirou profundamente e apertou os olhos com força. Em seguida despejou cada palavra:

— Estou aqui contra minha vontade. Você me sequestrou e tirou de mim tudo o que eu tinha. E olha que já era pouco... Você me estuprou e torturou física e psicologicamente. Você me destruiu... – fez uma pausa – Eu nunca vou conseguir me sentir a vontade com você, Beyond Birthday, mas no momento é tudo que me restou. Não vou fugir e nem te denunciar, mas apesar da minha gratidão por ter me salvado, você sempre terá parte do meu nojo e desprezo. Aceito o que vier a partir daqui.

Deliciei-me com cada palavra proferida por ele. Era algo que nenhuma vítima jamais me proporcionou. Era inexplicável esse misto de ódio, desespero e aceitação. Sorri satisfeito e aproximei-me de sua orelha:

— Nate River... Sinta absolutamente tudo isso e eu te prometo que transformarei tudo em um prazer do qual você nunca sentiu ou sentirá em toda a sua vida.

Ele estremeceu. E eu não saberia dizer se foi por medo ou por um breve prazer dessa nova realidade.

**

Essa seria a reta final de todo o meu propósito. Finais nunca são como esperamos, mas temos que aproveitar o que estiver ao nosso alcance. Espero que o pequeno River perceba isso.

Estava estacionado há mais ou menos vinte minutos na rua do posto de gasolina. Um galão lotado, isqueiro, potes de geleia e o meu celular sincronizado com a rádio da polícia local que estava ajudando nas buscas pelo veículo preto que eu estava dirigindo. O cheiro forte de gasolina estava impregnado nos bancos traseiros, pois já estavam embebidos com o liquido. Bem baixo a rádio do carro tocava New Scream, do Turnover. Músicas despertavam minha curiosidade e ao mesmo tempo me diminuíam, afinal, uma pessoa escrevia o que milhares de outras sentiam pelo mundo... Eu não era o único privilegiado. Em nada.

Can I stay at home, I don't want to go
I don't want to wake up till the sun is hanging low
Stay up through the night, sleep away the light
Just another dream I had that's better than my life

Beyond me deu um sentido para viver. E agora de livre e espontânea vontade eu estou destruindo tudo... Por ele. Para ele.

Se contasse a minha história muitos iriam rir e debochar. Preferimos nos sentir superiores aos outros do que tentar entender o que cada um sente. E se para alguns isso me classifica como um fraco ninguém imagina o quão orgulhoso estou de fazer isso.

Abri um pote de geleia e comi com o dedo exatamente como Ele faria caso estivesse aqui. Fiz uma careta ao sentir o gosto na boca.

— Sinceramente... Não sei como você consegue gostar disso...

Disse para mim mesmo, convencendo-me que de alguma maneira ele escutaria isso e me lançaria um rolar de olhos.

Joguei o pote no banco de trás, fechei os vidros e dei partida no carro. Os policiais ainda estavam procurando, mas logo a frente tinha um radar e sei que ao passar por ele seria o breve início do fim.

I'm craving that new scream lusting
for more than just, old dreams
I've been dying to feel alive
And I've been wasting all my time, chasing the high

Esperança eu nunca tive. Em nada. E não seria diferente em relação ao Beyond. Eu o amei e desejei o máximo que meu ser permitia e todos os momentos que tive com ele foram o ápice dos meus sentimentos. Foram os únicos momentos que me senti vivo de alguma maneira. E fazer isso por ele me satisfaria como um propósito concluído.

Talvez eu não passasse de um fodido. Alguém que desperdiçou potencial. Mas não importa quem você foi ou o que você fez se quando estiver prestes a morrer você não estiver satisfeito com cada experiência. Eu estou. E isso basta para mim.

Can I reset my brain if not I'll go insane
I swear to God that I don't think I can go another day

“— Veículo identificado! Rodovia interestadual, sentido Saitama. Unidades próximas...”

Aquele não era o caminho usual, mas sabia que estaria menos movimentado. Sem tirar o pé do acelerador abri rapidamente o galão, despejando todo o conteúdo em mim. Tossi por conta do cheiro e por ter engolido um pouco do conteúdo. Meu coração pulsava cada vez mais acelerado e a adrenalina infectava minhas veias como veneno a medida que eu ouvia as sirenes se aproximando.

Em menos de um quilômetro e meia havia uma curva na qual eu não iria virar. O carro chiava enquanto eu pisava mais fundo no acelerador.

Tudo era Beyond. Intenso como o vermelho carmesim de seus olhos. Se toda nossa vida passava diante dos nossos olhos, meu cérebro estava com defeito, pois só do que me lembrava era dos toques, beijos, unhas e carne. Do sangue que escorria da minha pele durante os episódios de sexo que desfrutamos juntos. Talvez eu estivesse delirando por conta do cheiro da gasolina, e se não fosse por isso eu até mesmo seria capaz de sentir nitidamente o cheiro da sua pele...

Antes que minha consciência se apagasse de vez e tudo fosse por água abaixo acendi o isqueiro, gritando o máximo que meus pulmões permitiam. Em segundos fui consumido pelas chamas que me aqueceram gostosamente.

Talvez Beyond gostasse da sensação, afinal... Não dói... Uma das piores dores do mundo não está me afetando. Só tenho que te agradecer Beyond Birthday. Eu não acredito em vida após a morte e nem nada dessas babaquices, por isso obrigado por fazer isso valer a pena.

Você vai se lembrar de mim. Mas agora[...]

**

— Posso fazer uma última pergunta? Prometo que tudo ficará no passado depois disso – Near disse me encarando. Dessa vez não hesitou.

Assenti minimamente:

— E o Hayato?

Tencionei minimamente meu maxilar. O encarei diretamente no fundo dos olhos e ele pareceu entender que aquele era um assunto que jamais deveria ser tocado em nenhuma hipótese.

— Ele está morto. – disse por fim, fechando os olhos para dormir.

Senti uma leve pressão no meu braço direito, e não precisei abrir os olhos para saber que ele havia encostado em mim. Assunto encerrado.

**

[...]Acabou.

Notas finais
Música: New Scream - Turnover (Recomendo essa banda! O som é divino!) Obrigada, leitores! Espero não ter decepcionado ninguém. Aguardem o epílogo. Em breve (em breve mesmo!) será postado! Até o próximo! ♥