Scream! Welcome To The Game.

29 Capítulo Extra - RaitoxL.


Notas iniciais
Olá! [CAPÍTULO REPOSTADO] Não tenho muito para falar aqui, então desejo uma boa leitura pela última vez nessa fanfic! Agradeço de coração duas leitoras queridas: ~Azairon, por betar o capítulo e ~Onodera_Mei por salvar o plot! ♥ Explicações importantes nas notas finais ♥

Capítulo Extra – RaitoxL

Caminhando pelas ruas movimentadas enquanto olhava a multidão e as luzes dos inúmeros outdoors, Lawliet percebeu o quanto aquela cidade havia mudado. Não era assim tão velho, mas era engraçada a nostalgia de relembrar tudo o que havia se transformado durante os anos fora. Não podia imaginar vivendo naquele caos. Enfrentar o dia a dia de uma rotina corrida num emaranhado de gente ocupada e mergulhada em seus próprios problemas. Não era muito diferente de qualquer outra metrópole, mas Londres transmitia-o uma calma que o Japão jamais conseguiria.

Caminhava pela calçada sem pressa e procurava ficar nos cantos para liberar a passagem para outras pessoas com mais pressa. Eram por volta de oito horas da noite, sexta-feira. Os comércios como bares de karaokê e restaurantes estavam começando a encher. Esse era o momento dos engravatados ainda com seus ternos impecáveis e mulheres em seus vestidos e maquiagem pesada. No alto da madrugada ele sabia que se passasse pelo mesmo caminho veria as gravatas frouxas e os batons borrados. Não era uma época fria, mas por costume, Lawliet trajava uma camiseta fina com mangas compridas e um jeans preto.

Ele não devia estar ali ainda, afinal o caso estava encerrado. Yonosuke e Beyond estavam mortos. A máfia tinha se dissolvido e todos os membros restantes foram punidos perante a lei japonesa. Além disso, não intencionalmente acabou solucionando um caso de jovens desaparecidas, mas na altura do campeonato a única coisa que pode ser feita foi dar um final para as famílias que ainda tinham resquícios de esperança.

Claro que para L, o maior detetive do mundo, não foi o melhor desfecho para o caso. Admitia que se estivesse um passo a frente não só conseguiria levar tanto o líder da máfia quanto seu irmão para cadeia, mas também conseguiria ter evitado a morte de um adolescente de apenas dezessete anos, Mail Jeevas. Ou Matt, como gostava de ser chamado.

Ver o corpo jovem de um ruivo caído na cena do crime o fez crer que ele havia deixado algo crucial escapar no meio de toda aquela trama, principalmente após ver o histórico de companhia do garoto e descobrir que seu namorado, Mihael Keehl, também havia sido assassinado.

O caso de Mihael foi arquivado por falta de testemunhas e a autópsia do ruivo constava que o tiro havia sido disparado da arma portada por Yonosuke. Não havia nenhum indício de envolvimento de nenhum dos adolescentes com Beyond, o que insinuava um envolvimento direto com Yonosuke. Lawliet não fazia ideia de que tipo de relacionamento duas crianças poderiam ter com o líder de uma máfia poderosa, e ao questionar ambas as famílias, ele pode retirar as duas explicações mais plausíveis:

A primeira era que Mihael queria fazer parte daquele mundo. Amane Misa, irmã de consideração, contou que ele uma vez mencionou sobre contatos mafiosos e que talvez se desse bem naquele ramo. Não queria seguir o que os pais e a sociedade esperavam dele. Acreditava que sua capacidade de raciocínio poderia ser usada para coisas mais sujas. Não há indícios de que o assassinato tenha sido feito por capangas de Yonosuke, mas devido a circunstancia era o que mais se aproximava da verdade.

A segunda era que Mail Jeevas estava apenas no lugar e hora errados. Talvez a intenção tenha sido procurar por respostas em relação ao namorado direto da fonte, mas ele não poderia saber que estava prestes a entrar em um campo, cuja batalha estava prestes a ser travada.

Lawliet reuniu todas as informações retiradas de familiares e círculo de amizades dos dois garotos. Não havia mais ninguém, portanto não tinha como deduzir mais nada. Certo? Mas então o que o prendia naquele país? E a resposta estava por trás da porta de uma casa simples como qualquer outra daquela vizinhança.

Se não fosse por Naomi, sua grande amiga, Lawliet teria voltado para a Inglaterra sem ao menos pensar direito. Ao chegar, era provável que se arrependesse, mas isso cairia no esquecimento com outro caso para ocupar sua mente.

“ — Você sabe que não terminou... – A mulher disse sentando-se ao seu lado no sofá do hotel.

— Naomi, eu nem ao menos sei onde ele está. Talvez nem more mais aqui. – Lawliet deu de ombros para tentar convencer a mulher (e a si mesmo) de que o assunto não era importante.

Naomi retirou um pedaço de papel que continha um endereço e um telefone. O detetive olhou com certo ar de espanto para o papel e em seguida a encarou. Ela apenas deu uma breve risada.

— Pare de arrumar desculpas. Agora você sabe por onde começar.

Ela se levantou, deixando o quarto e um homem mergulhado em um misto de medo e curiosidade, afinal, ele ainda era um humano.”

E lá estava ele agora em frente à porta do endereço indicado. Observava uma luz acesa e uma sombra por trás da cortina. “Talvez não esteja sozinho”, repetia para si. Mas após dez minutos sem ver nenhum outro movimento, concluiu que só havia uma pessoa na casa.

Respirou fundo e tocou a campainha. Sentia-se tolo. Chegou até ali. Dar meia volta seria estúpido demais. Seu coração acelerado falhou por um breve instante ao ouvir a porta sendo aberta e ver o rosto espantado que o encarava como quem via um fantasma. Um fantasma do passado.

Yagami. Yagami Raito.

Seus fios de cabelo estavam um pouco mais compridos que o normal, mas o corte continuava o mesmo. Sua feição era mais marcada, traços de um adulto. Em seus olhos, Lawliet via os indícios de alguém que havia crescido, encarado decepções e desafios. Apesar de tudo, algo era ainda mais nítido: ele continuava lindo. O homem mais lindo que já vira em toda sua vida.

O mais novo, por falta de palavras e reações, apenas optou por dizer a primeira coisa que lhe veio à mente:

— E-eu... Eu tenho bolo na geladeira... – Disse num tom claro apesar do espanto, entretanto sua voz continha uma forte emoção reprimida.

— Bolo me parece ótimo.

**

Talvez a cena fosse patética para um expectador qualquer: dois homens adultos em um completo silêncio, com movimentações rígidas e mesmo que imperceptível, o corpo de ambos começara a suar. L permanecia em pé ao lado de uma das cadeiras enquanto Raito pegava pratos de sobremesa e retirava um bonito bolo de morangos da geladeira.

Eram tantas perguntas contidas que o ar se tornou quente, pesado... A vontade de se explicar só não era maior que o desejo de chocar os corpos em um abraço esmagador, mas a mágoa também impedia qualquer toque, sendo amigável ou não.

Raito estava de costas com os braços apoiados na pia de mármore preto, e após um profundo suspiro para se conter, foi o primeiro a se pronunciar:

— Não vai se sentar? – Perguntou enquanto girava o corpo, seguindo até a mesa.

— Raito, – a voz do mais velho saiu como um sussurro – eu... – Porém foi interrompido

— Não, Lawliet, agora não. Vamos agir como adultos. Céus... Olhe pra mim! Pareço um adolescente cheio de hormônios. – Riu anasalado, sem de fato querer fazê-lo. – Sente-se. Com calma a conversa fluirá.

Ao menos era o que Yagami esperava. No fundo torcia para ser assim, afinal essa seria a sua certeza de que, mesmo com o tempo, a reação dos corpos quando estavam juntos não havia sido afetada. A conexão teria permanecido.

Lawliet obedeceu, sorrindo minimamente ao entender a intenção do ex companheiro. Ele esperou ser servido com uma fatia generosa do bolo, agradecendo em seguida.

— Hum... Delicioso!

— Não fale de boca cheia! – Disse, rindo naturalmente em seguida. Raito apoiou os cotovelos na mesa e colocou a cabeça sobre as palmas das mãos, constatando que a cena de Lawliet e um pedaço de bolo podia ser considerada a visão do paraíso.

— Foi você quem fez?

— Foi sim. Aprendi alguns dotes culinários depois de herdar a lanchonete.¹

— Tsk... E eu achando que você só era bom no xadrez!

As risadas foram interrompidas depois de alguns instantes, mas o ambiente pesado de poucos segundos atrás tinha se dissipado totalmente. Trocaram olhares sérios, sabendo que o momento era propício para conversarem de verdade.

— O que veio fazer aqui, Lawliet? Digo, no Japão.

O mais velho empurrou um dos morangos no prato e largou o talher em cima da mesa. Seu olhar era intenso suficiente para fazer os pelos da nuca de Raito se arrepiarem, e ele nem ao menos sabia se tal reação foi por medo ou por excitação.

— Beyond está morto.

Yagami não conseguiu conter sua cara de espanto, afinal eles eram o que se podia chamar de amigos. Ao invés de bombardeá-lo com perguntas estúpidas ou lançar a famosa frase de “Meus pêsames”, ele limitou-se a pousar sua mão em cima da mão de L, gesto que o mais velho aceitou de bom grado. Era o suficiente para saber que a intenção era passar conforto e um incentivo para continuar a falar, se assim desejasse.

— Era para ser apenas um caso envolvendo mafiosos, mas ao traçar uma linha de assassinatos violentos, não me surpreendi ao saber que Beyond estava envolvido.

— C-caso? Lawliet, o que você tem feito da vida?

Ele pareceu constrangido e surpreso. Esquecera completamente de contar sobre sua vida após ir embora para a Wammy’s House.

— Raito... Aconteceu tanta coisa... Se lembra da última vez que nos encontramos para conversar?

O mais novo virou a cabeça para o lado para tentar evitar o rubor. Como poderia esquecer? Logo após a troca de beijos, Lawliet lhe jogou um balde de água fria anunciando sua partida para Londres. Depois disso, até o fim do ano letivo, Raito o evitara arduamente, na esperança de esquecer seus sentimentos. Alimentar a paixão provavelmente faria a despedida ser mais dolorosa.

Ledo engano... O arrependimento era maior que a saudade. Talvez se não tivesse dificultado as coisas eles ao menos poderiam ter mantido um contato.

— ... Sim, eu lembro bem.

— Lembra que te pedi para me chamar por outro nome?

Yagami pareceu reforçar a memória para lembrar-se de algo tão trivial. Tinham se beijado naquele dia! Oras! Como poderia se lembrar de um codinome se a textura da boca de Lawliet sempre invadia seus pensamentos?

— Ryuzaki... Ou simplesmente... – Mas sua fala foi interrompida.

— L. Eu fui Ryuzaki. Assim como fui Hideki Ryuga, Erald Coyle e Deneuve... Mas em grande parte do tempo eu sou L. Sou um detetive. ²

O mais novo esboçou surpresa, mas decidiu não interromper. Ter um ataque ou bombardeá-lo com perguntas só atrasaria a explicação necessária. Odiava dramas que dificultavam as coisas. E se Lawliet decidiu lhe contar, contaria toda a verdade, sem que houvesse necessidade de formular perguntas.

— A Wammy’s House não é um simples orfanato, Raito...

E assim Lawliet deu início a história. Ele explicou tudo nos mínimos detalhes, perdendo exatamente uma hora de conversa. Por mais que o mais novo se espantasse em certos momentos, ele se limitava a fazer apenas expressões. Ao final, Yagami parecia exausto com tanta informação, mas ao menos não possuía nenhuma dúvida.

— E isso não é tudo... – L pareceu reunir coragem, como se o pior ainda estivesse por vir – A ligação com Beyond fez com que eu chegasse a concluir uma série de sequestros que ocorreram nos últimos meses. Todas garotas que desapareceram sem mais nem menos. Alguns nomes foram divulgados no noticiário. Em uma vistoria pelo lugar minha equipe encontrou fotos...³ — ele parou, engolindo em seco – A maioria eram relacionadas a mim, mas outras eram fotos violentas das vítimas, mutiladas, em agonia, ou até mesmo mortas. Há evidências de que as garotas foram enterradas pelo terreno, mas não conseguimos encontrar os corpos, pois foram triturados.

Era cruel, sem dúvidas...

Raito arregalou os olhos, tentando absorver as informações.

— Ele se suicidou. – Disse por fim. – Ateou fogo no carro que dirigia. – Sinceramente, as fotografias não me impressionaram. Já lidei com casos parecidos. O que me deixa nesse estado é saber que o autor dos crimes era meu irmão. – Lawliet foi sincero, não se importando em demonstrar o que sentia.

— Ah, Beyond... – Sua voz saiu embargada. Sentia pelo ex amante, mas também pelo amigo morto.

— Não devia ter permitido que ele fosse embora da Wammy’s. Acho que fui covarde demais para encarar meu irmão.

— Vocês dois passaram por muita coisa. A culpa não é sua.

— Não sinto culpa. Viver com o peso de uma culpa é morrer e continuar vagando pelo mundo. Mas sei que fiz escolhas erradas, Raito. Até mesmo o grande Lawliet pode cometer erros.

— Claro que pode! Você não é um Deus. Pode ser “O maior detetive do mundo”, mas ainda é humano.

Lawliet deixou uma breve risada escapar.

— Não seria Deus nem se me oferecessem tal oportunidade... – Comentou dando de ombros, voltando a comer os morangos do bolo.

A conversa voltara a se descontrair aos poucos. Raito sabia que o comentário foi proposital e nada adiantaria conversar mais sobre o assunto. Seria cruel demais.

— Hum... Eu gostaria de ser um Deus. – Disse casualmente, sem forçar ou mentir.

— Por quê?

— Não seria ruim ser reconhecido. Ser alguém de prestígio...

— Não seja bobo! Você é um gênio! Teve muito prestígio no ensino médio quando ganhou o título de melhor estudante do Japão!

Raito sorriu.

— Você não entendeu L... – Sua voz saiu perigosamente mais baixa, em um tom sensual. – Estou falando de glória. De adoração doentia. De seguidores e legados. De respeito, admiração... Temor... Imponência...

À medida que o mais novo pronunciava as palavras, ele aproximava cada vez mais o corpo em direção à Lawliet, mas quando estavam perto o suficiente para sentirem as respirações um do outro, Raito não moveu sequer um musculo, encarando o detetive com intensidade, desafiando-o.

L sempre soube o quão competitivo e ambicioso o amante era no ensino médio, até mesmo para consigo. Era de se espantar que Raito tivesse se contentado em herdar a lanchonete da família, o que despertou uma imensa curiosidade para saber sobre o que o mais novo tinha feito durante esse tempo, mas a abstinência dos lábios do outro era tão grande que tal assunto poderia ser discutido mais tarde.

Só havia provado aquele beijo uma única vez, mas nunca esquecera a sensação. Nenhum dos dois era inexperiente no quesito sexo, porém o único contato íntimo que tiveram um com o outro tinha sido há anos, o que os deixava com os hormônios palpitando em desejo, como adolescentes de dezessete anos.

— Você quer ser um Deus, Yagami Raito, – Lawliet passou a língua entre os lábios para umedecer. – mas espero que se contente apenas com a minha devoção no momento.

E assim qualquer resquício de distância e sanidade foi quebrado, iniciando um intenso beijo. Raito dominava e entrelaçava as línguas, que pareciam feitas sob medida um para o outro. L parecia não se importar com o controle imposto, preocupando-se apenas em afundar os dedos longos e ossudos nos fios de cabelo macio do outro.

Raiva, saudade e uma imensa luxuria faziam com que o beijo fosse inebriante para ambos, e os sons dos estalos dos lábios esquentava o ambiente gradativamente.

Raito mordeu o lábio inferior do mais velho levemente para apartar o beijo, e puxou-o pelas mãos em direção ao quarto. Estava sedento, é claro, mas prezava pelo conforto ao ter sua primeira vez com a pessoa que mais amava nesse mundo.

Uma cama de casal, um espaçoso guarda-roupas e uma porta entreaberta que indicava ser o banheiro da suíte. Arrumado e muito limpo. Provavelmente a casa teria um escritório, pensou Lawliet, logo desfazendo seus pensamentos ao ser jogado contra a cama. Sem cerimônias, Raito tirou a própria camisa e ajudou o mais velho a fazer o mesmo. Inverteu a posição de L, fazendo com que ele sentasse em seu colo, de frente, e iniciando outro beijo, percorrendo as mãos por suas costas.

O toque quente das peles era surreal. Ambos se tocavam sem interromper o beijo, gemendo ao sentirem a textura um do outro. Raito era firme, intenso e controlado, enquanto L arranhava as costas do mais novo. Era deliciosamente mágico a maciez e calor que um sentia do outro.

Lawliet começou a se movimentar, friccionando as ereções nada discretas. Os dois ainda vestiam calças jeans, porém Raito mal podia esperar para sentir o amante sem o excesso de pano. O mais velho cessou o beijo e começou a mordiscar o pescoço do Yagami.

O detetive apreciava o cheiro da pele de Raito, achando inebriante. Era doce e convidativo, como se ele comprasse perfumes justamente pensando em seu gosto. Talvez fosse isso mesmo...

Entre mordidas e lambidas, Lawliet desceu as mãos até a ereção alheia, pressionando-a para receber um gemido de satisfação que fez com que seus pelos se arrepiassem. Sorriu e aproximou os lábios até o ouvido de Raito, sussurrando sedutoramente:

— Tire-as.

Não soou como uma ordem, mas sim como uma súplica. Raito o fez sem pestanejar, revelando o membro avermelhado e lubrificado com o pré gozo. L saiu da cama, guiando o mais novo para que se sentasse na beirada. Ajoelhou e segurou o membro com uma das mãos. Ambos trocavam olhares intensos. Raito estava corado e tombou a cabeça para trás quando sentiu o polegar de Lawliet espalhar o líquido pela sua glande. Satisfeito e sem mais cerimônias, ele o abocanhou por inteiro.

— Porra! – A voz de Raito saiu rouca enquanto ele fechava os olhos e afundava os dedos nos fios negros do mais velho.

E quem diria... O maior detetive do mundo, ajoelhado no chão entre as pernas de outra pessoa.

Não... Não qualquer pessoa... O seu Raito.

E isso não poderia lhe dar mais prazer. Yagami gemia com os movimentos hábeis do mais velho. Lawliet lambia e sugava, aproveitando ao máximo o gosto doce do amante e enlouquecia com cada gemido proferido. Hora fazia rápido, hora desacelerava com uma sucção intensa, prazerosa.

Raito nunca havia recebido um sexo oral tão delicioso. A boca macia do mais velho sabia exatamente o que e como fazer. O corpo dele tremia ao segurar o orgasmo que quase estragou a brincadeira. Mas não queria ceder agora. Estava bom demais. Intenso demais.

— Awn... L-Lawliet... Pa-ra…

O Yagami segurou seu queixo para afastá-lo. A visão foi totalmente erótica: L estava com os olhos cheios de lágrimas, provavelmente devido ao esforço para engolir o membro alheio por inteiro. A baba escorria pelo queixo. Seus cabelos estavam desgrenhados e quando Raito achou que não podia melhorar, L chupou seus dois dedos lentamente, sem quebrar o intenso contato visual. Seu olhar estava repleto de luxuria.

— Já chega... – Yagami falou firme ao se levantar em um pulo.

Ergueu o mais velho com brutalidade e praticamente arrancou as calças junto à roupa íntima. L foi jogado na cama, parecendo extasiado com a atitude.

— Estava me perguntando quando você começaria a agir como um superior. – Sua voz soava brincalhona.

— Não me provoque mais... – O tom saiu perigoso e selvagem.

— Que o Senhor tenha piedade... – Lawliet usou seu melhor sorriso, cheio de desdém. Mas era o que queria... Provocar. Estava cansado de esperar.

— Vire-se. – Ordenou com uma seriedade quase cruel. O mais velho sentiu um frio na espinha, mas achou a atitude excitante. – Eu quero você de quatro, agora. E ele obedeceu, prontamente.

Raito deu um tapa ardido em sua bunda, mas o detetive achou a ardência deliciosa. Era peculiar.

— Empine mais.

Ele o fez, mas ainda insatisfeito, o Yagami forçou sua cabeça contra o colchão, puxou-o pelo quadril e afastou um pouco suas pernas. Sua boca salivou com a visão.

— Exatamente desse jeito, Lawliet. Exposto. E meu.

Talvez fosse uma posição desconfortável, porém o detetive não se importou. Seu coração palpitava e a respiração acelerava. Havia algo sexy por trás daquelas atitudes. Algo que ele não conseguia formular no momento. Estava à mercê de Raito. Não conseguia definir seus sentimentos. Submisso. Não tinha o controle. Mas o principal: não queria ter. Estava excitado demais. Sentia que a situação não poderia ser melhor, até o mais novo iniciar uma carícia gostosa em seu saco escrotal enquanto aproximava a língua até a sua entrada.

Arqueou as costas pelo susto momentâneo.

— Aa-an...

Era ainda mais peculiar. Jamais recebera esse tipo de estímulo, mas não podia negar, era maravilhoso. Não sabia definir se era apenas a carícia, a posição de submissão em que se encontrava ou se era pelo simples fato de ser Raito... Talvez fosse tudo isso junto, e pela primeira vez não queria pensar sobre o assunto. L apenas fechou os olhos, entregando-se ao novo prazer.

O Yagami enlouquecia com os gemidos nada contidos. Ele passava a língua lentamente pela cavidade, e às vezes ia em direção ao escroto, chupando-os gentilmente. As mãos habilidosas faziam um movimento de “vai e vem”, estimulando o pênis que pingava líquido pré seminal. Após alguns instantes ele chupou o próprio dedo médio, introduzindo-o no canal apertado de L, sem parar o estímulo no membro.

O detetive estava imerso em um prazer tão grande que apenas sentiu o desconforto após ser inserido o segundo dedo.

— Raito... – A voz estava embargada, soando leve.

— Sabe, Lawliet... Estou me segurando para não mandar toda essa preparação a merda e começar a foder você nesse exato momento. Se pudesse ver...

L sorriu em meio às expressões de deleite. Podia estar em uma posição de submissão, mas, querendo ou não, Raito também era dominado pela figura mais velha e sabia disso. Nem tentaria negar.

Yagami retirou os dedos, deixando o outro com uma sensação de vazio, pois já tinha se acostumado com a pequena invasão.

— Quero você virado para mim. – Ele disse ao ver a cara de descontentamento do amante.

Raito esticou o corpo para pegar uma camisinha no criado-mudo. Estava sem lubrificante, então o do preservativo teria que servir. Lawliet agradeceu mentalmente, pois a última e única vez que teve experiências homossexuais foi com Beyond...

O mais novo afastou gentilmente as pernas do companheiro e se posicionou. Ele abaixou o tronco para iniciar um beijo calmo, porém intenso. Passava confiança, mas sem jogar de lado o tamanho desejo. As línguas se entrelaçavam sensualmente. Em meio ao beijo, Raito foi forçando seu membro na entrada de L com muito cuidado.

Era dolorido, sem dúvidas. Lawliet tentava relaxar e afastava as pernas na tentativa de fazer a dor ser menos intensa. O Yagami mordiscava os lábios finos enquanto estimulava o pênis do mais velho para distraí-lo.

Foi uma tortura para Raito esperar o detetive se acostumar. Sendo sincero consigo, sabia que não passara nem dois minutos completos até o quadril de L se movimentar, mas, céus... Ele era tão apertado. Ele iniciou uma movimentação lenta no início, tentando se posicionar o melhor possível para encontrar a próstata do parceiro.

Lawliet abria os olhos à medida que se acostumava com a sensação. A expressão de Raito fazia com que todo o momento valesse a pena. Ele estava com os olhos fechados, os cabelos selvagens, sendo que alguns fios começaram a grudar na testa devido ao suor. Sua boca estava semiaberta, deixando alguns gemidos roucos escaparem. As bochechas, apesar de coradas, não lhe davam uma aparência inocente... Era perfeito demais...

Um Deus... Um Deus do sexo, só se for..., ele pensava, deixando se levar pela expressão de puro deleite do parceiro.

— A-AWN! – O detetive não se conteve, deixando um grito de prazer escapar ao sentir uma sensação deliciosa que lhe pegou desprevenido.

Raito abriu os olhos e interrompeu as estocadas, não se mexendo muito. Sorriu diabolicamente ao perceber que tinha encontrado o ponto G. Agarrou os cabelos do mais velho, forçando-o a encará-lo.

— Eu quero que olhe para mim. Quero que veja o que você faz comigo e quero apreciar todas as reações que eu causo em você.

L sentiu seu prazer triplicar e nem imaginava ser possível.

Céus... Como ele consegue oscilar tanto?

Não estava mais diante do Yagami cuidadoso de poucos segundos atrás. E isso era tentador.

Ele voltou a estocar no mesmo lugar, dessa vez com mais força, retirando quase todo seu membro e o colocando de volta de um jeito intenso e fundo. O mais velho delirava ao ter a próstata surrada de um jeito tão delicioso.

Como havia sido instruído, evitava sequer piscar. O mais novo o fitava de uma maneira surreal, como um animal selvagem prestes a capturar sua presa. Com aquele olhar, Raito havia despido sua alma. Era luxuria em uma forma pura de pecado sujo, mas ao mesmo tempo conseguia sentir o amor.

Amor...

Ambos gemiam sem pudor pelo prazer do ato e pela troca de olhares. Eles conversavam sem emitir som algum. Pareciam pedir perdão, aceitar desculpas e declarar amor, talvez de um jeito que nem mesmo Shakespeare conseguiu descrever em todas as suas obras juntas.

Yagami cessou as estocadas lentas, dando lugar a uma série de estímulos rápidos e contínuos.

— Ah... Awn, Raito... – O mais novo agarrou os cabelos de Lawliet, e a ardência do couro cabeludo foi deliciosa.

Raito aproximou-se da face do amante, gemendo contra os seus lábios, estocando cada vez mais rápido. O suor se acumulava nos corpos, e o mais novo achava isso extremamente sexy.

— RAITO!

Lawliet chegou ao ápice, jorrando fortes jatos de sêmen em seu próprio abdômen. Seu corpo tremia enquanto gemidos escapavam de seus lábios.

Aquilo foi o suficiente, e Yagami não conseguiu mais segurar, gozando em seguida. Ok esqueçam o bolo! Lawliet tendo um orgasmo poderia ser considerado como a oitava maravilha do mundo, ele pensava.

— Awn... L...

L imaginou como seria a sensação de ter o líquido do amante dentro de si. Era algo peculiar de se imaginar, mas que o agradaria bastante. Poderiam tentar da próxima vez...

Raito deitou-se ao lado, aproveitando os últimos instantes do orgasmo. O quarto estava silencioso e quente. Cheirava a sexo.

Lawliet virou-se de lado para encarar o parceiro, que mantinha-se de barriga para cima, e um dos braços sobre os olhos. Raito fez o mesmo ao perceber que estava sendo encarado.

Nada diziam naquele momento. Apenas trocavam olhares, dessa vez bem mais amenos. Era leve, como brisa de tardes de verão. Estavam bem, porém depois de longos minutos, uma onda de cansaço pareceu os atingir e o mais novo decidiu se pronunciar ao ver L bocejando.

— Acho que deveríamos tomar um banho.

Lawliet se espreguiçou.

— Uhun. – Disse ao levantar.

Raito pegou uma toalha no guarda-roupas e a estendeu para o parceiro.

— Hm, eu me sentiria melhor vestindo uma peça limpa. – E apontou para a roupa íntima, mas o mais novo apenas negou, sorrindo.

— Amanhã. Hoje eu apenas quero dormir nu com você.

L sorriu enquanto seguia o Yagami para o banheiro.

Não haveria cafeína, doces, estratégias e nem mesmo roupas. Desde que se tornara detetive essa seria a primeira vez que de fato, teria um descanso. No fundo ele sabia que teriam que conversar sério sobre relacionamento e seus interesses profissionais, mas mesmo que fosse algo extremamente difícil de conciliar, finalmente isso era algo que Lawliet poderia deixar para amanhã.

Notas finais
1 - Não sei se vocês lembram, mas aqui no plot a família do Raito é dona de uma lanchonete. 2 - O L assumiu alguns pseudônimos de detetives famosos após solucionar alguns casos designados para eles. Estou explicando já que eu não sabia disso, então acho válido uma nota para dizer que não foi ideia minha. 3 - Referência ao capítulo 22 que eu tinha esquecido totalmente!! Mas felizmente a Mei veio me perguntar sobre e também me ajudou a arrumar isso. Era uma informação crucial, e deixando ela passar, deu a entender que o L foi burro, afinal, além das fotos, no galpão também tinha uma máquina bem grandinha a ponto de caber pedaços de pessoas. não é mesmo!? rsrs Dei uma ajeitada e, sim, os sequestros do B foram descobertos, mas como ele está "morto", não dá 'pra fazer muita coisa. Como eu cometi esse erro de plot vou dar algumas explicações aqui nas notas. —Primeiro de tudo: o Capítulo 23 - POV Matt II, foi "reescrito". Eu precisei alterar o diálogo entre o Raito e o Matt, pois relendo aqui, o Yagami não tinha acreditado na história do Near e acabou concordando em ajudar o Matt. O plot passou por mudanças desde quando comecei a escrever, e cometi esse erro grotesco! Eu tinha um caderninho que usava para anotar todos os pontos que precisavam ser explicados, mas eu o joguei fora por motivos pessoais sem nem ao menos ter levado isso em consideração (ME FERREI!). Peço desculpas para vocês!! —Com a nova alteração o Raito acaba acreditando no Near e é vida que segue. Ele é uma pessoa muito ocupada, então não costumava reparar em clientes. Por isso ele nem ao menos se importou com a morte do Mello ou do Matt, afinal ele não os conhecia. Era só mais um grupo de adolescentes cuja as caras ele se esquecia sempre que ia dormir. Mesmo com a Misa trabalhando lá, eles não conversavam muito pela falta de interesse do Raito. Ele precisava administrar um comércio. Imaginem só... Salário de funcionário, estabelecimento, contas, licença para mexer com comida, repor estoque, lidar com fornecedor... É bem complicado. — Sobre possíveis digitais do Near: ninguém deu queixa, afinal ele havia se mudado (o B cuidou da escola, do trabalho e ele não tinha um circulo de amizades). O Matt estava lá supostamente para buscar respostas sobre o Mello. A polícia não tinha o conhecimento sobre o Near, então ninguém procurava nada relacionado a Nate River. Agora sim, finalizada! Peço desculpas por todo esse transtorno! Eu espero do fundo do coração que o lemon não tenha ficado idiota! Eu sempre fico insegura com lemons! Para ser sincera, não iria postar esse capítulo até rescrever a shortfic de Kuroko, pois, infelizmente, eu tinha dois capítulos escritos há um tempão, mas eu os perdi! Esse extra eu terminei no começo do mês, e a criatividade para o próximo projeto não me aparece por nada! Achei injusto com vocês, então decidi postar. Não sei se levarei a ideia da shortfic adiante, porque eu teria que assistir novamente ao anime e, no momento, eu estou numa paixão louca por Final Fantasy XV, mais especificamente pelo Prompto e pelo Noctis. Aqui no fandom brasileiro eu não encontro nenhuma fanfic "Promptis", ou seja, preciso ler em inglês! Mas esses dois são TÃO apaixonantes que acho INJUSTIÇA não encontrarmos boas fanfics em português. Conclusão: É bem mais provável sair algo deles em próximos projetos, seja uma oneshot ou uma shortfic. O universo será alternativo caso seja uma dessas duas opções, já que para uma long eu gostaria de jogar ao menos o modo história para escrever melhor sobre eles ♥ Ahh! E eu também pretendo escrever mais Beyond em um futuro próximo!! Muito obrigada por acompanharem minha primeira fanfic mesmo com todos os problemas! Até as próximas! ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!