Notas iniciais
Goooooomen!! ):Peço minhas sinceras desculpas pelo atraso. Nesse tem LIMONADA! - meu primeiro Lemon... Estou com medo... - Espero que gostem, e me desculpem pelos erros. Infelizmente hoje eu estou sem beta. Boa leitura. - Leiam as notas finais ;) Narração: Beyond.

“Tentava focar minha visão embaçada. O ambiente era escuro e o cheiro de mata e terra molhada era levemente disfarçado por aromatizantes de ambiente na fragrância lavanda. O aroma estava me causando enjoos. Meus pelos do braço e da nuca se eriçavam. Frio. Eu não conseguia me mexer. Estava jogado sobre uma superfície sólida e fria em uma posição desconfortável. Aos poucos recuperei a consciência. O lugar em questão era totalmente desconhecido e eu não estava sozinho. O que está acontecendo?”

Assim que os policiais deixaram a residência corri para o quarto e vesti minhas roupas casuais. Meu coração ainda batia forte, mas aos poucos, a adrenalina do meu corpo se estabilizou.

Não posso repetir essa falha absurda! Nunca mais!

Dirigi o mais rápido que consegui até as extremidades de Tóquio. O céu ainda se encontrava na obscuridade da madrugada e o caminho da pequena trilha escondida era iluminado somente pelos faróis do carro. O terreno acidentado logo se tornou plano, revelando as lápides improvisadas e a parte dos fundos do galpão.

Guardei o carro em uma pequena garagem construída com tábuas e pregos. Ao entrar no cômodo principal avistei Near jogado no chão, murmurando palavras sem nexo e ao lado do seu corpo encontrei um bilhete.

“Beyond Birthday, devido a sua burrice, achei prudente me hospedar em uma residência em Kanagawa. Não é muito longe da sua localidade, mas não vem ao caso lhe informar o endereço. Se estiver com problemas disque para o número escrito ao final deste bilhete e assim que terminar de ler, queime-o imediatamente. Será que ainda consegue fazer isso, ou o moleque ocupou totalmente os seus pensamentos? Quantos anos ele tem mesmo? Desenvolveu algum fetiche estranho por pedofila, B? Você me surpreende às vezes...

— H.”

Hayato sempre foi insolente quando se trata de palavras. Ele nunca mostrará respeito ou o mínimo de educação, não importa com quem esteja conversando. Já perdi as contas de quantas vezes o ajudei a escapar de brigas e dívidas.

Devo um favor a ele.

Levantei o corpo frágil do chão e o amarrei a uma cadeira pela cintura, mas antes, o despi deixando-o somente com a roupa íntima. Não me preocupei com outro tipo de iluminação tirando a da Lua, porém, para enxergar melhor o pequeno que ressonava atordoado, liguei um abajur e o coloquei ao lado do corpo do menor. Era como se Near fosse a atração principal, iluminada por holofotes. Para finalizar, o deixei enfeitado com uma coleira.

Sentei em minha poltrona, um pouco mais afastado, o suficiente para esconder metade do meu corpo na escuridão.

Ele já está recuperando a consciência. Em breve, juntarei mais créditos para minha passagem só de ida para o inferno.

***

— Obaa san? – chamou.

Soltei uma gargalhada divertida.

— Baa chan, é você? – insistiu na pergunta.

— Não... Tente outro palpite. – comecei a bater minhas unhas em uma pequena mesa ao lado do meu assento.

— Raito? – percebi o tom de voz trêmulo. – Raito kun, isso não tem graça!

— Errou feio! – ri. – Tente novamente.

— M-matt? – arriscou.

Soquei a mesa e levantei bruscamente, entrando em seu campo de visão.

—“M-matt?” — imitei sua voz de uma forma irritada e debochada. – Eu tenho cara de Matt? – rosnei. Near ficou sem reação. – Surpresa! Por enquanto não quero explicações do tal “Matt”, mas espero que ele não seja um incomodo a ponto de atrapalhar meus planos.

Tirei meu celular do bolso.

—B? O que significa isso? – sua voz tentava transmitir agressividade.

Parei de encarar a tela do aparelho celular e voltei minha atenção ao albino que balançou as mãos e o tronco no intuito de se livrar das algemas e da corda.

— Tsc... Near pense da seguinte forma: Você é uma peça de jogo. Do meu jogo. Um brinquedo que irei jogar fora quando me cansar de brincar. Isso se você conseguir sobreviver até lá... – ele arregalou os olhos na esperança de que eu complementasse a frase com um divertido: “isso é uma pegadinha” – O que foi? Costumo ser do tipo que destrói brinquedos, entende?

Me aproximei de sua orelha e a lambi suavemente. Senti meu membro comichar e minha calça já estava me incomodando.

Droga!

Ainda faltava um pequeno — mas não menos importante — detalhe pendente a ser resolvido.

— Near, escute com atenção. – coloquei meu celular em frente ao seu rosto. – Vou discar para o número de Raito. Quando ele atender, fale que quer se demitir. Diga que vai para a Suíça, pois parentes distantes e ricos apareceram inesperadamente e conseguiram um bom médico particular para sua avó.

— E se eu me recusar? – o tom de falsa coragem novamente surgiu em sua frase.

— suspirei – Nesse caso, sua avó pagará o preço. – Ameacei. É claro que estou blefando.

Parece que deu certo. O pequeno ficou transtornado, ameaçando um choro alto.

— Segure o choro! – ordenei. – Fale com naturalidade. Se pedir por socorro, ou falar de mais, não só sua avó, mas Raito também sairá levando a pior e eu farei questão de matá-los bem na sua frente.

Near prendeu a respiração por alguns minutos, soltando um suspiro pesado. Ele fez um gesto com a cabeça e eu posicionei o aparelho em sua orelha mesmo com o viva-voz ligado.

— Mochi mochi.

— Raito kun... ?

— Near! Como vai? Aconteceu alguma coisa?

— Near...?

O menor demorou para dar uma resposta, cutuquei seu braço com meu cotovelo.

— N-não aconteceu nada...

— Que susto! Me deixou preocupado... Near, sem querer ser insensível, mas... Quando você volta? Contratei uma garota para te substituir nesse tempinho só que ela está me deixando maluco!

— Raito, parece que vai ter de contratá-la oficialmente, ou se não, arranjar outra pessoa para me substituir permanentemente.

— Por quê??

— É meio difícil de explicar. Vou para a Suíça pois achei ajuda médica para minha avó.

— Suíça? Mas assim, tão repentino? Tenho até uma carta em mãos para você. B a deixou aqui a alguns dias. Sabia que ele se mudou? ... Near...?

— Raito kun, vai ficar tudo bem. Talvez eu volte algum dia... Quanto à carta... Pode queimá-la!

Contive uma risada com a frase de Near.

— Sayonara.

Não esperei respostas. Desliguei o telefone e o joguei em cima da poltrona.

Seus olhos já se encontravam marejados e os lábios levemente arroxeados e convidativos, tremiam. Ele soluçou deixando uma lágrima escorrer.

— Por que está chorando, Near? – passei o polegar suavemente enxugando a parte molhada. Meu tom de voz soava doce. – Nem começamos a nos divertir ainda. – ele virou o rosto.

O encarei com raiva pela atitude desobediente e o repreendi com um tapa. As marcas dos meus dedos ficaram visíveis em sua pele pálida.

Tão fraco... Tão vulnerável e submisso a mim...

Caught up in this madness too blind to see

Woke animal feelings in me

Took over my sense and I lost control

I'll taste your blood tonight

Segurei seu rosto obrigando-o a se virar de frente para mim. Seu pescoço já estava arranhado devido à coleira, que possuía pontas pequenas pelo lado de dentro. O albino tentava conter os gritos de dor mordendo os lábios. Eu me aproximei de sua orelha, sussurrando.

— Vamos Near, grite para mim. – mordi o lóbulo de sua orelha e percorri minhas mãos até seu membro coberto somente pela roupa íntima fina. – E se não quiser gritar, dê o gemido mais alto que puder.

Ele não cedia. Tomei seus lábios para iniciar um beijo, mas o menor não correspondia aos toques. Mordi sem piedade seu lábio inferior e isso fez com que ele amolecesse a boca facilitando a passagem da minha língua. Achei que teria algum resultado positivo, mas em resposta recebi uma mordida com a mesma intensidade, fazendo com que eu me afastasse subitamente do menor.

Senti o gosto do meu sangue empesteando minha boca. O albino me olhava apreensivo esboçando medo. Sua preocupação com a minha próxima atitude era evidente e, de certo modo, excitante. Suspirei frustrado.

— Por que dificulta as coisas? –acariciei seu rosto — Parece que vou ter que lhe fazer gritar. – sorri.

You know I make you wanna scream

You know I make you wanna run from me baby

but know it's too late you've wasted all your time

Peguei uma das chaves do chaveiro e destranquei a coleira. Deixei suas mãos algemadas e comecei a arrastá-lo pelos cabelos até as escadas que levavam ao andar de cima.

Não era bem um andar. O espaço era menor e possuía grades de ferro nas beiradas possibilitando a visão de todo o andar inferior. Não havia muita coisa no cômodo; uma cama antiga com estrado de ferro e várias coisas penduradas no teto como ganchos, correntes, cordas entre outros utensílios divertidos.

Tirei um pedaço de pano escuro para vendar os olhos do pequeno. Algemei seus tornozelos e as mãos, prendi a cabeceira da cama. O deixei de quatro e para garantir que ele não me chutasse passei uma corda pela sua panturrilha e a prendi de ponta em posta em duas pequenas argolas presas ao chão, uma de cada lado da cama.

— Por que está fazendo isso, B? – Near chorava feito uma criança assustada.

O observei por alguns instantes. Passei a mão pelas suas costas até chegar as suas nádegas e desferi um tapa na região. O traseiro que tanto ansiei agora estava a minha mercê.

— A culpa é sua... – murmurejei. Ele fazia uma cara de dor devido ao tapa. – Vou lhe dar uma última chance. Sinta-se honrado, pois não costumo fazer isso. – puxei seu cabelo levemente para trás – Podemos fazer do jeito fácil ou podemos fazer do jeito difícil. Grite para mim! – esperei por uma resposta, mas não a obtive. – O.K, vamos brincar.

Afastei um pouco suas nádegas, deixando sua entrada à mostra.

Eu realmente não me importo se ele irá sentir dor ou prazer.

Eu estava ansioso para sentir a nova experiência. Minha boca salivava e meu membro já ereto chegava a pulsar.

Relax while you're closing your eyes to me

So warm as I'm setting you free

With your arms by your side there's no struggling

Pleasure's all mine this time

O penetrei sem um pingo de dó, ouvindo um grito estridente e choroso. Aquilo me fez gemer. Nunca senti algo tão apertado.

— Awn... – arfei.

Comecei a me movimentar dando estocadas intensas e rápidas.

Ele é tão quente.

Sua voz começou a sair rouca. Ele tentava falar, mas suas palavras estavam indecifráveis.

— B... Pa-pare! Pa-pare... Com... AAA! – gritava em sofrimento. Meu pequeno gritava somente para mim.

[...]Scream till there's silence

Scream while there's life left, vanishing

Scream from the pleasure unmask your desire perishing

Near tentava se soltar. Seus braços estavam cobertos por mordidas feitas por ele mesmo para tentar amenizar a dor principal.

— Shh... Seja um bom menino. – apertei seu quadril, fincando minhas unhas no mesmo local.

Meu corpo começou a tremer. Diminuí a velocidade das estocadas, porém, continuei com a mesma intensidade.

Cheguei ao orgasmo preenchendo o interior de Near com o meu líquido. Tombei a cabeça para trás deixando a sensação extasiante me dominar.

Tirei meu membro de dentro do menor vendo um filete de sangue escorrer junto ao meu sêmen, sujando os lençóis ironicamente claros. Arranquei a venda dos olhos de Near e sorri, com a respiração ofegante.

— O que vai fazer? – perguntou assustado ao me ver pegando os ganchos e correntes que estavam presos no teto.

Não respondi até pegar quatro dos ganchos e os levar até as costas do menor.

— Calma... – sorri sádico – Quero expor meu prêmio.

Segurei uma parte da pele e cravei um dos ganchos. Ele gritou alto o suficiente para tossir gotas de sangue logo em seguida.

Scream, Scream, Scream the way you would

if I ravaged your body

Scream, Scream, Scream the way you would if I ravaged your mind

Fiz o mesmo com os três outros dando os espaços certos entre cada gancho. Seu choro infantil só me deixava ainda mais louco por ele.

Puxei os ganchos até deixar o pequeno pendurado, um pouco mais a frente da cama. Para garantir que ele não iria cair, passei correntes pelos seus braços a fim de ajudar a equilibrar o peso. Não que ele fosse muito pesado, mas vê-lo coberto por correntes e totalmente nu me deixava “alegre” e também representavam sentimentos de posse para mim.

Vesti somente minha roupa íntima, e encostei minha cabeça na cabeceira da cama, vendo a belíssima imagem a minha frente.

— Isso foi incrível... Finalmente. — pausei minha fala — Não vou poder ficar te olhando por muito tempo e isso é uma pena, mas quando eu voltar nós poderemos brincar mais.

Ele ainda chorava...

Nate River... Near... Ou simplesmente, Meu.

***

— Você demorou, B.

A voz debochada e irritante ecoou pelo local.

— Como já disse, umas oitenta e sete vezes, tenho assuntos pessoais. Agora responda: A morte será rápida, demorada, violenta ou discreta?

Notas finais
E então? O Lemon foi meio rápido, pelo menos eu achei... Mas vocês sabem né? B estava ansioso demais... o.O Prometo caprichar melhor no próximo. Espero que tenha suprido as expectativas de vocês. Estou aberta a sugestões. ;) Trechos da Música: Scream - Avenged Sevenfold. (Minha banda favorita) ^^ Até o próximo capítulo. Beijos!