Notas iniciais
O Grupo se une para discutir as opções sobre o que fazer a respeito da situação, enquanto descobertas apavorantes veem ao seu conhecimento, e Claire se vê obrigada a tomar a decisão mais absurda de sua vida: Se por no comando e liderar esse grupo de malucos contra o assassino mascarado!

A inevitável reunião aconteceu no dormitório da Diaba, Claro. Com o medo gritando dentro dos corpos daquela turminha bizarra, a "Scream Queen" se sentiu na obrigação de ao menos tentar ser útil. O Assassino a desprezava.. matava de repente pobres coitados desavisados sem que eles ou ela pudessem fazer nada. A cada momento que passava, a cada corpo que entrava numa ambulância.. era uma batalha perdida para Ripley. O Fantasma estava aniquilando todo mundo e ela não era capaz de impedir. Descobrir quem é a próxima vítima.. ou quem está por trás da máscara obviamente parecem tarefas impossíveis no momento. Portanto, dar conta do recado e fazer a sua parte ao alertá-los era o mínimo que poderia fazer. Quem dera se a situação tivesse clima para isso.

Já havia mais de uma hora que discutiam ali naquele quarto e não chegavam a lugar algum. Geralmente era só Claire quem falava tirando a palavra da boca da galera, se auto-proclamando a abelha rainha na discussão tratando-os como um bando de leigos que realmente eram.

Kenny estava em choque, claro. Acoado, sentado no chão num canto dando pequenos tiques vez ou outra de forma que sua cabeça dava uma leve sacudida, de modo que induzia loucura em suas expressões, como se tentasse espantar moscas imaginárias que pousavam em seus ouvidos. Quem não soubesse pelo que ele passou noite passada, diria que tem problemas mentais ou Mal de Parkinson devido as leves tremedeiras. Paul e Clarice ainda se mantinham na corda bamba. Não reatados literalmente quase afundados no colchão de Claire, sentados de modo desleixado. A briga no pátio ontem a tarde havia desencadeado uma certa desconfiança no relacionamento dos dois, principalmente por parte dela. Mas o notável é que mesmo sob esse estresse aparentemente inútil comparado ao que se passava ao redor do campus, ela segurava a mão de Paul com bastante força durante os insolentes discursos da Diaba. Talvez um reflexo do medo.. ou de preocupação. Tim é quem ainda precisava se esconder sob o fardo de ter que suportar ver os dois juntos sem se atirar pela janela do quarto da qual olhava tanto... Sentado numa cadeira mantendo distância do "Casal", ficando quase encostado na parede da outra extremidade do quarto. E ainda sim não tinha sorte, estava de frente a eles e não havia escapatória. Tentava ao máximo acobertar seus olhares de ódio que lançava sorrateiramente aos dois de tempos em tempos.

O Drama de Edward e Kirstin parecia já estar no fim. E Graças A Deus! Em oposição ao "Casal" ali, eles na verdade tinham companheirismo e carinho em suas mãos entrelaçadas. Algumas pessoas podem se unir diante do terror, e outras.. se afastar ainda mais. O Fato da garota Nerd não o ter rejeitado de vez mesmo com tudo isso, e ainda por cima sabendo de seu envolvimento com o infame caso de assassinatos.. mostrava a ele a pessoa que ela realmente era. Alguém que no fim, não abandona aqueles que gosta por conta das dificuldades da vida. E Kirstin, em contra partida.. ou pelo menos, seu olhar dizia.. que estava internamente, e eternamente arrependida. Razão? A fã de terror que sempre se imaginou participando de seus filmes favoritos ou enfrentando com bravura uma situação semelhante de perigo.. se via desolada e destruída. Estava presa dentro de um macabro filme de terror e isso não lhe causava emoção.. mas sim Pavor. E por essa talvez ela não esperava. Ou será que sim?

Lizzie não estava presente. Edward se recusava a deixá-la participar de tal ato. A Via como uma inocente na história que nada tinha a ver com o horror, e por isso resolveu poupá-la. Não que Claire fosse 100% a favor disso, mas.. foi o que aconteceu. Mas fez questão que Gigi ficasse lá. E como se ela tivesse escolha! Morando no mesmo quarto de Ripley após sua casa ser massacrada, Gigi se sentou perto da janela, um pouco afastada do restante do grupo temendo seus olhares que ela achava que a julgariam. Toda a confusão com Paul lhe rebaixou a um nível onde a qualquer momento sua reputação poderia ser destruída, mas será que o Jornalista seria capaz de tal maldade? Ele não tocou no assunto desde a discussão, como se deixasse o acontecimento morrer. Mas Gigi, aflita, esperava que a qualquer momento alguém levantasse a voz para por a culpa nela. Já estava gelada com seu rosto deprimido debaixo daquela toquinha cinza que tanto gostava. Era de dar dó.

Já Rachel e Quinn, sentadas no chão mesmo de pernas cruzadas feito crianças, prestavam atenção em cada palavra que saía da boca de Claire, demonstravam extrema curiosidade e as vezes se entre-olhavam concordando totalmente com o que era dito. Não ficava claro se Rachel realmente engolia aquilo, mas que Quinn se sentia muito mais confiante com ela do lado, isso era certeza. Sinceros os sentimentos da Goleira? Isso ainda é desconhecido, mas sua ação nobre é a que faz a diferença no momento.

Daniel foi outro que não compareceu. Mas por motivos óbvios. Clarice se recusava a ficar perto dele, e com a suspeita que fora lançada sobre ele nas últimas horas, graças a Lizzie, era um pensamento lógico não querer envolvê-lo numa conversa de planos de sobrevivência. Afinal, se ele for o assassino, seria a última pessoa que eles gostariam que ouvisse seus sussurros conspiratórios e malucos.

Claire estava com tudo, e havia bastante emoção em suas palavras. Parada em pé diante de todos que a rodeavam, falava como uma verdadeira professora. Era insano, fora da realidade.. mas que inferno, funcionava!

—Sabe, eu já passei por muita coisa nessa vida. Não que isso me torne melhor do que vocês. Mas pelo menos acho que posso ajudar. Seguinte galera, eu já ouvi as suas histórias.. e posso imaginar como foi aterrorizante. De verdade! Falo sério quanto a isso. Pois eu já estive lá. E eu sei que eu nunca fui amiga de vocês. Nunca fui alguém que vocês costumavam encontrar depois das aulas ou coisa assim.. sei que vocês não me conhecem tão bem como poderiam. Tá? Isso... é normal. Mas.. acreditem quando digo que posso ajudar. Que posso ajudar vocês ou uma pobre alma a não ser retalhada...

Um pouco de silêncio se fez. E olhares indecisos e cansados se apresentaram entre cabeças que se abaixavam e retornavam sua atenção sem saber o que dizer. E na mais improvável das hipóteses, foi Rachel quem disse alguma coisa levantando a mão delicadamente:

—Claire..

Ripley ficou surpresa. A Garota não falou uma palavra até agora. E sua manifestação repentina encheu a Diaba de esperança. Esperança de que estava fazendo algo de útil.

—Rachel.. fale.
—Ahm.. olha.. eu já ouvi bastante aqui. E só não contei meu lado porque Deus sabe que não quero ficar relembrando. Mas depois de ouvir tudo pelo que você passou.. seus amigos.. digo. Ouvir isso de você e não por uma fofoca mal contada.. Eu ainda estou com dificuldades de acreditar que isso tá realmente acontecendo. Não que eu duvide de você ou do que você passou.. nem do que está acontecendo agora. Mas.. isso é loucura demais, gente. Não tem como.. Tipo.. alguém do nada compra uma fantasia de Halloween e começa a fazer isso? Tem que ser muito biruta.. sério, eu to embasbacada! Só de pensar.. quer dizer.. como alguém pode achar que uma máscara tem tanto poder assim? Querer causar o medo com isso.. além de brega.. é.. surreal.
—Mas a questão não é a Máscara, Rachel. Deixa eu te falar uma coisa. E que isso fique bem claro. Não é a Máscara que é assustadora.. é a ideia por trás dela. A ideia de que alguém seria louco o bastante para ter uma daquelas só para sair matando gente. A ideia de que alguém já não consegue mais distinguir a realidade da fantasia e incorpora uma persona fictícia para cometer crimes. Isso é assustador! O Fato de que alguém é louco o bastante para se dar a tal papel. Entende?
—Sim.. eu entendo. E Concordo. Mas, é muita loucura. Digo, se o assassino é obcecado com filmes de terror.. isso é uma coisa. Mas, perseguir todo mundo através disso? Isso.. eu nem sei como explicar o que é isso.
—Eu também me sinto assim. Mas é a triste verdade. Juliett começou alguma coisa em Ashville. Ela tinha seguidores, loucos como ela que queriam participar disso custe o que custar. E acho que é com isso que estamos lidando. As consequências de uma ponta solta, todo enredo tem uma. Isso vem acontecendo em várias cidadezinhas ao redor do mundo. Se você parar um instante pra pensar que a qualquer momento.. em qualquer lugar.. um assassino "Ghostface" vai surgir e começar a matar jovens.. pensa nisso por um instante. Cultos de assassinato existem desde os primórdios, meu bem. Charles Manson é um exemplo. Essas pessoas já tinham uma mente distorcida. Bastou uma vadia engenhosa lhes dar a confiança certa para agir. E todos eles se sentem especiais. Como se fizessem parte de algo maior. Você tem razão. É loucura pura! Mas não significa que não esteja acontecendo.
—Tá.. -Paul pediu atenção. -E seguindo essa teoria que até agora eu não sei como você chegou a essa conclusão, mas.. seguindo isso.. qual o "Modus Operanti" do assassino?
—Então... Aí é que está a pegadinha. Quando isso aconteceu comigo, eles seguiam o padrão de filmes de terror moderno, e misturando no meio coisas clássicas. Mas desta vez.. é diferente. O Assassino não está ditando as regras.. ele está quebrando todas elas. Ele está invertendo o jogo. Criando Plot Twists e mudanças de construção de enredo no Slasher.
—Como assim? -Tornou o Jornalista.
—Ah.. por exemplo. O que aconteceu foi o seguinte. Como eu já contei para vocês, Jill foi a primeira a morrer em Ashville. E ela estava sozinha numa casa, servindo de babá e etc. Ou seja, cenário perfeito de terror. Ela foi a "Cena de Abertura". A Garota inocente que morre nos primeiros 15 minutos do filme antes da história realmente começar. Esse tipo de morte nos filmes sempre acontece em locais isolados, onde a pessoa está sozinha.. indefesa.. onde não tem ninguém perto pra ajudar. Mas aqui.. o assassino atacou duas pessoas de uma só vez. Gigi e Carl. Sim, estavam sozinhos.. sim, estavam indefesos.. mas pelo que a Gigi contou, Ele foi cara de pau. Foi pra cima mesmo. Não ficou de "Stalker". Atacou os dois com tudo o que tinha bem ali na estradinha do campus a céu aberto, onde qualquer um podia ver ou ouvir. Estamos lidando com um canalha! E ainda por cima, meio que "Deixou" Gigi viver. Uma coisa que nunca acontece num filme de terror, é o personagem da cena de abertura sobreviver. Gigi foi a primeira a conseguir essa proeza. E assim ele começou a inverter o padrão. O modo como ele ataca, é assim. Invertendo a situação. Mas, como ele respeita as regras do terror, ele não pode deixar um clichê passar batido. Como o que aconteceu com o Kenny. Ele e a Cath estavam de pegação. É óbvio que o assassino iria para cima deles. Na mente psicopata dele, os dois estavam pedindo por isso. Mas novamente, ele deixou Kenny vivo. Ou seja, mais um invertida. Pois o casal se pegando jamais sobrevive à cena do assassinato.
—Espera! -Exclamou Gigi levando toda atenção a si.
—O que foi? -Perguntou Claire, curiosa.
—Agora que você falou.. eu me lembrei de uma coisa...
—E o que é?!
—Naquela noite.. com Carl. Quando o assassino ligou.. ele.. queria nos forçar a quebrar as regras. -Gigi hesitou, ficando com um pouco de vergonha de contar mais.

Foi quando Claire esboçou uma reação confusa e irritada:

—E??... Continua a história, cacete. Não faz suspense.
—E.. Que ele queria que nós dois... sabe.. "Fizéssemos".. dentro do carro. Eu recusei.. e foi aí que o ataque começou.
—Oh.. -Claire certamente ficou surpresa, olhando para todos esperando que alguém tivesse uma resposta enquanto tentava não rir. -Ahm.. tá.. acho que entendo. Ele queria que vocês dois quebrassem uma regra da sobrevivência para que ele "pudesse" matá-los? Ou.. para que vocês se salvassem? Fiquei confusa agora.
—Então.. eu ainda não sei direito o porque de tudo aquilo. Tipo, se eu tivesse feito sexo com o Carl naquela hora no carro.. ele não teria nos atacado? Ou.. se nós tivéssemos feito, estaríamos dando permissão a ele para atacar?
—É.. pera que agora até eu buguei aqui.
—Eu não. -Disse Kirstin. -Eu acho que já entendi a jogada.

Todos olharam para ela, aguardando por uma resposta conclusiva. Ela rapidamente ficou envergonhada com tanta atenção repentina, mas teve de falar.

—Tipo assim.. quando o Edward foi me socorrer lá na Zeta Beta. Nós acabamos vendo a palavra "Redrum" escrita na porta. E o assassino arrebentou aquela porta com um machado, entende? Como um aviso. Era óbvio que ele ia aprontar uma de "O ILUMINADO".
—Sim.. nisso eu concordo, mas ainda não entendi onde quer chegar, Kirstin. -Disse Ripley, meio seca. Ainda tinha dificuldades em confiar em Kirstin e levá-la a sério. Mas tentava ao máximo não demonstrar.
—Assim.. Claire, desculpe tocar num assunto tão horrível. Mas.. como foi quando você encontrou o Evan?..
—Como foi? Qual parte você diz? As tripas no chão ou os garotos apavorados presos na casa? -Retrucou aumentando a voz grosseiramente.
—Hey! -Edward lhe chamou a atenção. -Calma, Claire.. ela só fez uma pergunta.

Kirstin reagiu encolhendo os ombros. Sentiu-se intimidada pela grosseria gratuita da garota, arrependendo-se de ter aberto a boca. Claire fitou Edward por um segundo, e sentindo pena dele.. cedeu num suspiro:

—Ok, Kirstin. Respondendo a sua pergunta. Eu entrei na casa correndo feito louca. Ainda estava com o celular no ouvido ligando para a Fraternidade na esperança de que alguém fosse atender e me dizer que nada estava acontecendo. Mas já era tarde demais.. encontrei Evan sentado numa poltrona.. ele estava de costas... tinha..
—Água em volta da cadeira? Sob os pés dele? -Completou a garota, deixando Claire boquiaberta.
—Como sabe disso?..
—E aí.. você virou a cadeira.. e viu, não foi?
—Foi... co.. como diabos você sabe disso??
—Porque isso é igual a uma cena de "O CHAMADO". O Assassino armou pra você. Queria que você fizesse isso. Manipulou a situação para isso.
—Tá.. agora estou assustada. Mas acho que estou entendendo. Vamos ver se cheguei a mesma conclusão que você, continue.
—O que eu acho.. é que o assassino está de alguma forma "Criando" essas situações. Esses "Cenários". Tirando eles diretamente de um filme de horror. Armando um espetáculo, por assim dizer. Perceba, ele toda vez deixa bem claro o que vai fazer. Dá sinais, faz referências a um filme.. e mesmo assim a vítima cai no truque e acaba morrendo.
—Sim, mas se é tudo tão óbvio então porque essa galera está morrendo?
—Bem.. porque não estamos num filme. É diferente. Na vida real, se algo assim acontece com a gente.. a gente pensa "Não.. até parece. Sem chance. Não tem como isso ser pra valer." E Aí a gente não leva tão a sério, e acaba se ferrando porque diferente de nós, esse maluco não vive no mundo real.
—Sim.. -Clarice concordou. -Ela tem razão. Kirstin está certa.. quando você assiste um filme e tem uma cena de uma garota perambulando numa estrada a noite parando na frente de um carro, você pensa "Alá, é assombração, saiam daí!". Mas na vida real.. você jamais pensaria isso. Por quê? Porque isso é coisa de filme. E essas coisas não acontecem de verdade. Jamais passaria pela sua cabeça que algo daquele tipo fosse acontecer com você. E é isso que está matando o povo aqui em Pendleton. O Ceticismo.
—Exatamente! -Exclamou Claire. -E o assassino sabe disso. Ele sabe que ao criar um cenário clichê.. ninguém vai acreditar que está realmente acontecendo. E assim a pessoa não vai estar preparada para se defender. Daí o ataque. Daí as mortes.
—Porque no fim.. -Disse Edward. -Ninguém vai acreditar que está de fato dentro de um filme de terror. E Vai cair na armadilha... Filho da puta..
—Eu sei. Ele é um gênio! -Falou Ripley de olhos arregalados. -Merda! Estamos tão ferrados...
—Ferrados ou não.. -Paul tornou a dizer. -Como sobrevivemos? Alguma ideia?

Claire levou a mão a boca, pensativa. Cerrando os olhos buscando por uma ideia. A reação de todos em volta foi extremamente parecida. E kenny, até então em estado vegetativo, esboçou alguma coisa:

—Eu acho...

E esse "Eu acho" fez as cabeças se virarem em sua direção em tremenda surpresa. Ele percebeu hesitando, percebendo o silêncio que se fez naquele quarto. E sem escolha, prosseguiu:

—Eu acho que não temos muito tempo.
—Tempo de quê? -Retrucou Claire. -De vida?
—O Contrário. Tempo de fazer Justiça.
—Não entendi...
—O Heitor declarou que se em 48 horas a polícia não conseguisse uma pista que preste, ele ia cancelar as aulas. E aí ferrou.. todo mundo vai embora do campus, até nós. E se parar pra pensar, isso significa que o assassino também vai embora. Vai desaparecer para sempre e nunca vamos saber quem era nem porque. Ele vai se safar.
—Droga... você tem razão. -E após alguns segundos pensativos de mãos na cintura, continuou: -Temos que fazer alguma coisa.

E neste silêncio arrebatador onde todos se esforçavam para ter uma ideia, Rachel deu um beliscão de lado em Quinn que exclamou:

—Ai!! Que isso?..

A garota a encarou séria:

—Fala.
—Falar o quê? Que violência.. isso doeu.
—Quinn, fala pelo amor de Deus.
—É QUINN.. -Claire levantou a voz. -FALA.

E ao mesmo tempo que queria sair correndo, Quinn foi rápida ao ser acertada pelos olhares. Virou-se para trás com certa dificuldade devido a posição que sentara no chão. E esticando o braço, alcançou sua mochila trazendo-a até sua frente colocando-a entre as pernas. Conforme seus dedos se agarraram no Zíper abrindo-a, a curiosidade de todos se ergueu de modo tremendo. A Garota meteu a mão dentro da mochila, tirando de lá um livro enorme de capa preta, do qual segurou contra o peito como se o protegesse fitando a todos.

—O que é isso? -Edward esticou o pescoço para ver, levantando-se da cama em seguida.
—É por isso que eu quis vir aqui. Queria falar com a Claire sobre isso. Acho que descobri uma coisa. Quer dizer.. Minnie descobriu uma coisa.

Paul e Clarice se entreolharam de modo significativo, como se reconhecessem o tal objeto. Tim também demonstrou interesse sobre algo familiar, inclinando-se para frente na cadeira tentando dar uma boa olhada no livro para ter certeza se era o que estava pensando. Claire então, deu um passo à frente apontando indiscretamente:

—Que merda é essa? Sabe de alguma coisa que eu não saiba?
—Então.. -Respondeu Quinn cabisbaixa, com Rachel encarando-a de modo imperativo, balançando a cabeça positivamente, forçando-a a falar sem esboçar uma palavra. -Isso aqui. Pode ser uma pista. Mas também pode não ser nada.
—Garota.. desembucha. -Respondeu Ripley em tom ameaçador grudando os olhos naquela capa preta.

E Quinn respondeu com um gesto, virando o livro para frente exibindo o título. "Urban Legend" (Lenda Urbana). E Paul sorriu satisfeito. Claire percebeu a reação no menino:

—Você sabia disso?

E ele, com um sorriso cínico, apontou para o livro descaradamente:

—Deixa ela contar. Essa eu quero ver.
—Ver o quê?! -A Diaba demonstrou nervosismo.
—Claire.. Há uns dias atrás.. eu e Minnie estávamos no Estacionamento. Não no de estudantes mas sim no dos professores e funcionários. Eu tinha guardado meu carro lá na noite da tempestade.. e como tava tudo sem energia, acabei dormindo lá com medo de dirigir no escuro. E por acaso e Minnie foi atrás de mim, rastreando meu paradeiro pelo Aplicativo no celular. Quando estávamos pra sair dali, vimos o Heitor e a Reese discutindo feio. Ela parecia cobrar alguma atitude dele, dizendo coisas como "Isso aconteceu em 98 e está acontecendo de novo". Então, a gente foi até o professor Matt para saber se ele sabia de alguma coisa. Minnie.. louca como sempre acabou fazendo ele falar. Ele deu pra ela o número da prateleira pra procurar na biblioteca. Foi naquela noite em que você e o Edward apareceram na frente da casa, lembra? Viram Minnie saindo.. ela foi atrás. E eu não sei se ela chegou a encontrar o que procurava.. mas era isso. Era esse livro.
—Tá.. e o que um livro sobre Lendas Urbanas tem a ver com tudo isso?
—Bem.. -Quinn abriu o livro foleando-o rapidamente. -Aqui.. tem muita coisa. Mas no final do Livro, tem várias páginas em branco onde quem quiser pode adicionar uma lenda, conto ou algo assim. E tem algumas coisas aqui. Olha só isso. -Passando as páginas uma após a outra, Quinn chegou onde queria. Olhou para todos por um segundo e tornou a abaixar a cabeça encarando as palavras. Pigarreou, lendo em voz alta: --"Os corpos dos Oito estudantes foram encontrados na ala abandonada de dormitórios antes conhecida por "Stanley Hall". Os jovens estavam amontoados uns sobre os outros num quarto do terceiro andar iluminado por velas. A única testemunha Ocular, Reese Wilson, alega que o campus estava sendo rondado por um Serial Killer, e que vários dos estudantes assassinados haviam pedido por sua ajuda dias antes da tragédia final. A Faculdade Pendleton seria indiciada por negligência com prisão decretada do Heitor Dean Adams, porém o corpo do Heitor foi encontrado boiando no rio Creek na manhã do dia seguinte. A polícia não possui nenhuma pista sobre o autor do crime ou a motivação, e clamam jamais ter tido conhecimento dos assassinatos periódicos que vinham acontecendo naquela semana de Primavera. Reese Wilson, a chefe de segurança de Pendleton disse ter percebido o desaparecimento constante de alguns estudantes durante o período, mas devido à folga de fim de semana prolongado que a faculdade oferece no período de "Spring Break", foi suposto de que alguns dos "desaparecimentos" dos tais estudantes foram associadas ao fato de "Fugas" discretas de fanfarrões que tem o costume de "Abandonar" a faculdade mais cedo neste período afim de aproveitar por mais dias a folga obtida. Wilson foi encontrada com um corte no abdômen desacordada no chão ao lado dos corpos mutilados dos estudantes em Stanley Hall, alegando que havia sido agredida por uma figura encapuzada e nocauteada no local. Como muitos estudantes largaram os estudos, trancaram as matrículas e outros pediram transferência imediata após o conhecimento dos crimes, é possível que, se o assassino fosse de fato um estudante de Pendleton College, o mesmo já estaria longe, assim como muitos outros que desistiram de continuar estudando no local. O Criminoso e seus motivos jamais foram identificados e nenhuma das vítimas sobreviveu para contar o que realmente aconteceu. É visto que todas as vítimas tinham ligações entre si, emocionais e estudantis como relacionamentos amorosos e/ou de amizade. O Grupo de Oito encontrado em Stanley Hall, aparentemente estavam sendo mortos um a um há dias sem terem conhecimento de tal fato.". Claire... isso já aconteceu aqui. Não foi um "Ghostface". Mas já houveram assassinatos nessa faculdade, e nessa mesma época do ano. E sabe de uma coisa? Não pode ser coincidência...

—Ok.. -Respondeu Claire piscando descontroladamente levantando uma das mãos enquanto seu corpo pendia levemente de um lado para o outro, como se estivesse com tontura. -Eu não acredito nisso.. Edward.. eu não tô bem, me segura.. -Disse demonstrando pouco fôlego.

O Garoto pousou a mão em seu ombro preocupado:

—Tá tudo bem?
—Tá.. é só o choque.. vai passar.. -Respondeu engolindo seco. -Meu Deus.. Reese? Isso é inacreditável.
—É. -Confirmou Paul. -Eu me lembro quando encontraram o Carro do Carl ali naquela estradinha que circula o pátio. Aquele monte de gente em volta, e a Reese lá tentando segurar a multidão. Eu tive um instinto.. sabia que com mais um assassinato em Pendleton que ela teria um tipo de "Dejá Vu" e fui lá tentar falar com ela. Mas ela negou a entrevista. Saí dali sem nada, nenhum depoimento. E olha que ela sempre conta tudo! Ela não gosta de tocar nesse assunto. Quase acabou com a vida dela. Ela foi demitida de Pendleton naquela época. Ficou quase um ano desempregada até que achou um novo cargo de chefe de segurança na Universidade Alpine. Mas as coisas se complicaram lá pra ela também, e quando Pendleton retomou com tudo, o Novo Heitor ofereceu pra ela o cargo de volta, com um salário maior. Ela voltou mas teve que ficar quieta, assim como antes. Ela foi subornada pra ficar em silêncio na primeira vez. E tenho certeza que está sendo subornada.. quer dizer. devia estar.. pelo menos até aquela confusão toda na sala do Heitor acontecer. Acham que tem alguma possibilidade de ser o mesmo assassino de antes?
—Quê? Para de ser babaca, É claro que não é. Isso aqui é não é "Twilight Zone" querido. E falando nisso, onde está Reese? -Claire ainda tentava processar tudo. -Lizzie disse ontem que ela queria falar comigo. Será que isso tem a ver?
—Eu não sei. -Respondeu Edward. -Você viu ela ontem?
—Não.. tava uma puta confusão lá fora. Eu não vi ela. Então é isso? O Assassino foi atraído para Pendleton.. e depois? Mata todo mundo e dá o fora assim como fizeram anos atrás? Escapando dos crimes?!
—É o que parece.. -Tim disse de modo arrastado e de olhos arregalados.
—Não.. Não, não.. Não no meu turno! -Respondeu Ripley, já retomando a confiança. -Diga, Quinn.. alguma teoria?

A Garota olhou para Rachel, demonstrando o medo em falar. E a amiga acenou positivamente com a cabeça, tomando seu lugar:

—Sim. Ela tem, mas eu falo. Achamos que essa foi a razão de Minnie ter morrido. Ela estava prestes a descobrir. E conhecendo ela.. ela iria direto pra polícia. Por isso Quinn ainda não foi, não é amiga?
—É..
—Olha pra ela, coitadinha. Está morta de medo de ir a polícia e ser morta por isso.
—Na verdade ela tá sendo muito inteligente fazendo isso. -Retrucou Claire. -Ir a polícia só ia dar ao assassino motivos para agir mais rápido. AO invés de uma vitima por dia, seria uma retalhação em menos de 12 horas.
—E Já não está sendo? Não percebe? -Continuou Rachel. -Matt foi atacado logo em seguida. Alguém sabia que ele deu essa informação pra Minnie. E ela era fofoqueira, deve ter aberto a boca pra pessoa errada. Mas o nosso medo, é que agora todos nós estamos morando nesse raio de dormitório!
—E qual o problema disso? -Claire pareceu não entender.
—Ah, ainda não sacou? Mostra aí Quinn, a foto de Stanley Hall...

A garota aquiesceu levantando o livro, onde na página aberta ao lado do texto, havia a foto do prédio do Dormitório "Stanley Hall" sendo reformado. Claire se inclinou cerrando os olhos aproximando o rosto da página, e em lento e desesperado horror.. proferiu:

—Eu conheço essa porta de entrada...
—Conhece sim. Porque está morando nele. Todos estamos. Não é óbvio? Está chegando a hora! O Assassino está ficando sem tempo. Ele vai atacar "Stanley Hall"! Isso aqui vai ser o novo palco do massacre! E pelo modo que a Cath morreu... não seria loucura dizer que ele vai começar com aqueles que já escaparam dele. "As pontas soltas".
—Peraí! Opaaa, querida... calminha.. -Exclamou Clarice indignada. -Tá dizendo que eu sou a próxima? Ou Gigi?..
—Hey, calma. -Paul apertou sua mão mais forte.
—Calma nada! A desgraçada tá me dando uma sentença de morte, qual é?
—Heeeey! Parou! -Claire deu um basta passando a levar o dedo na boca, quase roendo a unha de nervoso. -Ok, ok, ok.. pensa, pensa, pensa, pensa... Ok. Então isso não é só um assassinato aleatório. Vamos aos fatos. Gigi atrai psicopata pra Universidade. Psicopata começa a matar todo mundo. Psicopata Sabe quem somos, digo, eu e o Edward.. ele até chegou a dizer os nomes da Amelie e do Marty e Keaton naquela noite do telefone. Depois, Minnie ia descobrir o jogo então ele mata. Depois mata o professor por ele ter contado.. E agora, começa a vir atrás dos sobreviventes que ironicamente moram onde antes era Stanley Hall? ISSO É INSANO. Edward.. tem alguma coisa muito grave acontecendo aqui. Isso não é só um seguidor de Juliett espalhando o terror porque uma bobinha, sem ofensa Gigi, o atraiu para cá. Isso é uma trama...
—O que quer dizer?... -Perguntou Edward, aflito.
—Acho que alguém está querendo vingança.. por Juliett. Alguém que sabia que estamos estudando aqui. Acho que todos os outros corpos são só para despistar. Quem quer que seja.. está aqui para nos matar, e não a eles!
—Mas como assim, Claire?! Ele ainda nem veio atrás da gente direito.
—Exatamente! Não conhece o caso do "Atirador de Killington"?
—O que é o atirador de Killington? -Questionou Kenny.
—Bem.. um cara contratou um assassino de aluguel. O mandou matar algumas pessoas aleatórias na vizinhança durante alguns dias. E depois por fim, o assassino "Invadiu" a casa dele e matou a mulher dele também. Mas isso era tudo planejado. O Cara quis criar a ilusão de que havia um assassino a solta, mas o que ele queria mesmo era matar a própria esposa. Criou a situação de um louco à solta pra ninguém desconfiar disso. Mas a polícia descobriu pouco depois..
—Onde quer chegar?...
—Que talvez.. o nosso mascarado seja mais esperto do que pensamos. Talvez.. ele armou essa coisa toda de RPG com a Gigi. Deve ter sido tudo armação! Ele pode muito bem estar matando esse povo para que ninguém suspeite que isso tem a ver com a gente. Ele sabe que não iríamos a polícia se descobríssemos, pois conhecemos as regras. Se você vai a polícia, mais pessoas inocentes morrem, Ele sabe que não faríamos isso! Mas as autoridades não sabem! A polícia ainda não ligou nem eu nem você a esses assassinatos, mesmo sabendo do nosso passado. Por quê? Porque os crimes não parecem ter nada a ver com a gente! Mas e se essa for a intenção do assassino, entende o que eu digo?!
—Tipo.. fazer a polícia pensar que é um louco à solta.. aleatório.. sem que eles liguem os pontos de que na verdade a coisa é com a gente? É isso o que tá dizendo?!
—É!!
—Oh, meu Deus..
—Edward... estão tentando nos matar! E se o assassino sair de Pendleton...
—Ele vai atrás da Amelie.. do Marty.. e o Keaton!
—Sim, e vai ficar empilhando corpos por aí.. fazendo a polícia procurar um serial killer qualquer... quando na verdade..
—Deveriam estar protegendo eu, você e os outros..
—EXATAMENTE!! Está usando eles para criar um rastro de cadáveres para acobertar suas verdadeiras intenções.. suas verdadeiras vítimas.. sem deixar uma ligação entre elas..
—Puta merda..
—Essa coisa toda.. de Stanley Hall.. é fachada. É tudo uma ilusão. Ele quer que nos concentremos nisso..
—Enquanto ele ganha tempo para nos matar.
—Ed.. O que vamos fazer?
—Espera! Espera! Espera!!!!! -Berrou Clarice se levantando furiosa. -Seguinte... só quero saber de uma coisa. Que porra vai acontecer com a gente? Quer dizer.. estamos morrendo por nada? Só para acobertar as intenções dele com vocês?...

Claire e Ed se entre olharam, e balançaram a cabeça em sinal positivo respondendo cinicamente.

—É, provavelmente.
—É isso mesmo...
—Ah não acredito!!

E Foi quando as vozes se alteraram. Gigi, Quinn, Rachel, Kenny, Tim, Clarice, Paul e Kirstin inciaram um bate boca revoltado onde ninguém se ouvia, e todos falavam ao mesmo tempo. Um ataque de vozes desesperada dizendo tudo rápido demais para se entender. Uma bagunça de aparência interminável que fez Edward cobrir os ouvidos enquanto Claire fazia caretas em reação ao monte de vozes falando de uma vez, e alto. Além de irritante, tirava a concentração do plano que antes pensavam em bolar. Mãos agitadas, escândalo, gente de exaltando indignada... que confusão.

Ripley fechou os punhos de nervoso diante da barulheira. Desejando socar alguém ou alguma coisa.. Mas respirou fundo. Virou-se dando as costas à aquele círculo de loucura e escândalo, dirigindo-se ao criado mudo ao lado de sua cama. E com pressa, abriu a primeira gaveta metendo a mão lá dentro revirando a coisa toda em tremedeiras de raiva. O Criado mudo até balançou tamanha sua selvageria ao tirar de lá um objeto pequeno porém alongado do qual catou sem a menor delicadeza, retornando ao círculo sem conseguir seus próprios pensamentos. Parecia uma multidão em fúria, uma briga de bar ou coisa assim.. era insuportável.

Claire então levou o objeto até boca, com uma expressão de raiva apavorante. Era uma corneta. E assim ela deu seu ultimato assoprando com força liberando um som agudo altíssimo e três vezes mais insuportável que aquela confusão, de olhos esbugalhados. A intensidade de seu sopro e o grito da corneta expressaram seu desespero para que todos calassem a maldita boca! Causou gritos ao início, e até alguns se assustaram dando um pulinho repentino diante do som agudo que veio do nada mas que parecia ter saído do inferno. Aos poucos, eles foram recuando abaixando o tom de voz esboçando semblantes de agonia, como se passassem por uma interminável tortura. Fazendo caretas cobrindo os ouvidos. Edward já parecia acostumado com esse tipo de atitude de Claire, tapou os ouvidos normalmente sem esboçar um mero desconforto, como se já esperasse por isso. Nem seu rosto mudou. Parecia que era milésima vez que ele ouvia a corneta revoltada de Ripley e talvez já nem se importava mais.

Claire continuou seu sopro da tortura até que houvesse silêncio total. Até que os olhinhos de todos estivessem se fechando de tanta agonia de ter aquilo no ouvido.
E por fim, parou, encontrando o silêncio desejado.

E Com um sorriso sarcástico e um tom de voz leve, ela retirou o objeto da boca e levou os braços para trás, agora parecia de um certo modo, pacífica e contente.

—Muito obrigada.. -Disse sorrindo feito a anfitriã de uma festa. -Agora.. sim. Isso significa que não estão seguros. Que nem mesmo eu estou segura. O Assassino vai vir atrás de vocês.. custe o que custar. Isso é fato. E sim, o tempo dele está acabando e não pensem que ele vai deixar por isso mesmo. Vai vir feito a porra de um trem bala porque ele sabe que só tem até amanhã! Então.. se vocês palermas quiserem sobreviver.. façam o que eu digo!

E uma pauda se deu. O Grupo estava sem reação. Gigi retirou as mãos das orelhas e sem nenhuma esperança, perguntou:

—O que sugere que a gente faça?
Que bom que perguntou isso.. -Claire tomou a posição de um general, andando de um lado para o outro com as mãos para trás. -Me ouçam. Ou vão levar a corneta de novo. É o seguinte. Chega de Pânico, vadias. Agora, vai ser do meu jeito. Esqueçam os filmes de terror.. vamos virar essa merda de cabeça para baixo. Vamos tirar do assassino os seus próprios Plot Twists. Ele quer brincar de "Survival"?.. então ganhou uma oponente com experiência. Eu não vou mentir, é perigoso. E fodido para caralho! Mas.. assim ao menos terão uma chance. Então se quiserem estar respirando nas próximas 24 horas, eis o que vamos fazer....

Assim que ela parou de falar deixando a frase no ar... as cabeças se remexeram esperando por respostas. E as perguntas surgiram ao mesmo tempo, quase em coro, irritadas com o suspense que a Diaba criou:

—O quê?!
—O que é?
—Fala logo!

Ela os encarou por alguns segundos sem dizer nada, deliciando-se com suas curiosidades carregando uma expressão diabólica criando um climão. E então, suspirou tornado a dizer:

—Haha! Nada não. Eu só queria causar um suspense mesmo! -As reações simultâneas foram inevitáveis.

—Maldita!
—Não acredito, Claire!
—Fala sério!
—Você é uma diaba!

—Brincadeira gente!... Credo, vocês não tem senso de humor. Agora é serio. Amanhã eu juro que ninguém aqui vai ficar parado. Eu já estou cansada dessa merda e isso acaba agora! E se estão comigo.. Bora dar uma de Sam e Dean e mandar esse fantasma na puta que o pariu.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Estamos chegando na reta final! Mais poucos capítulos e estaremos no embate final entre Ghostface e esse time de loucos! Quem é o assassino? Quem vai sobreviver? Qual é o plano maluco de Claire? Muito obrigado por acompanhar! E por favor, comente o que achou! Até a próxima!