Scream - Survival 2
37 I'm In Love... With A Killer!
Notas iniciais
DUAS SEMANAS DEPOIS
O Campus finalmente dava sinais de que estava voltando ao normal. É Claro que Claire, Edward, Kirstin, Reese, Clarice e Paul ficaram super "populares" com tudo o que aconteceu. As investigações policiais continuavam e durante aquela noite insuportável que todos passaram na delegacia provando de novo e de novo de que nada tinham a ver com os crimes, uma nova pista surgiu para a polícia no formato de um site chamado "Horror — Survival RPG'S", de onde o assassino supostamente teria vindo. Com a informação de que foram encontradas dezenas de mensagens ameaçadoras enviadas a vários usuários no site, e muito parecidas com as que Gigi recebeu no jogo, a polícia de Ohio e o departamento do FBI do Estado já começavam seu próximo passo, tendo unidades se locomovendo ao que poderia ser o "Próximo" local de ataque, a Faculdade Rossman, onde uma jovem de lá assim como Gigi, recebeu mensagens do mesmo tipo que vinham do mesmo perfil falso que enviava coisas a ela.
Todos os nossos "heróis" foram liberados das investigações por enquanto, contanto que não saíssem do Estado de Ohio pelo período de um ano.
O Dia estava surpreendentemente ensolarado nesta segunda-feira, no clima de fim de tarde que se anunciava em Pendleton.
O Pátio principal se encontrava lotado, pois o mundaréu de estudantes se aglomerou ali para o grande dia do memorial, onde seria feita uma espécie de homenagem as vítimas, desde que o assassino.. Parecia ter desaparecido. Sem rastros, sem telefonemas e sem vítimas. Duas semanas de paz e normalidade em Pendleton. Por mais que isso fizesse Claire revirar os olhos de inveja, foi Clarice a selecionada para o grande discurso ao lado do Heitor. Talvez por ela ser a pessoa com a maior quantidade de amigos mortos, ou porque namorava o que agora era o estudante Nº 1 em Jornalismo da Universidade, Paul Westwood e isso lhe garantisse uma certa vantagem de posição perante aos outros estudantes quando se tratasse de eventos públicos ou sobre ser a "Porta-Voz"? Não se sabe exatamente.
Seja como for, o tamanho da multidão só se comparava ao tamanho do desgosto de Claire, que por dentro... Se sentia apodrecer por ter perdido o jogo de Survival. Estava viva. Mas não ter vencido era inaceitável. Porém, segundo ela, ainda lhe resta uma arma poderosa: Informação. E é por isso que não ficou de cabeça baixa no meio daquela multidão esperando ansiosamente pelo discurso que iria acontecer em alguns momentos como os outros faziam.
Até lá, todos os estudantes jogavam conversa fora, passando um na frente do outro com dificuldades no meio de tanta gente. Alguns cantavam músicas em homenagem aos mortos... Os membros ainda vivos das fraternidades vestiam as camisas estampadas com o logotipo das Siglas Gregas de suas respectivas casas, com a foto de uma das vítimas estampada na frente.
As meninas da casa Lambda Kappa, estampavam no peito fotos de Rachel, Minnie e Quinn. Todas num círculo cantando o "hino" da casa: A Música "Stronger" de Shawnee Smith. Do outro lado do pátio, eram os meninos que mostravam solidariedade. Os atléticos, bonitos e carismáticos membros da DKY e até mesmo o "Idiota" do Austin portavam as Tochas Olímpicas representativas de suas vitórias nos jogos, estampando o retrato de Evan nas camisetas.
Entediada em meio a todos aqueles estudantes debaixo do Sol que se acalmava pouco a pouco, lá estava nossa "Final Girl" acompanhada de Edward e Kirstin, parados em pé encarando todo mundo que passava e os reconhecia. Claire não.. Ela só olhava feio mesmo.
—Ainda to puta com toda essa história.
—Esquece, Claire. Dê graças a Deus que ainda estamos respirando.
—Eu sei. Não é que sou mal agradecida. É que tinha muita lenha na fogueira pra acabar assim, entendeu?
—O que importa é que acabou.
—É, mas cadê o clímax?
—Fala sério vai, Haha! -Riu Edward. -Você não ia querer um clímax. Lembra da última vez o inferno que foi? Eu tô é comemorando que coisas boas podem acontecer de uma hora pra outra.
—Eu não contaria com isso se eu fosse você, ou se esqueceu?
—Não esqueci. Só.. Não queria pensar nisso agora. Estamos aqui por todos os que não conseguiram estar. Acho que precisamos é de um pouco de otimismo no momento. -Disse sorrindo ao fitar Kirstin bem ao seu lado, agarrada sutilmente nele passando um braço em volta de sua cintura.
—Pra você é fácil falar, ganhou uma namorada. Agora eu, sou uma Scream Queen mal fadada.
—Você não é mal fadada.
—Ah, não? E quem é que ajudou a polícia? Fui eu? Não, foi o desgraçado do Paul. E tudo por causa daquela gravação sem vergonha que ele fez da Gigi e do Evan falando tudo, o que garantiu pra polícia uma pista valiosa, e para ele o posto de editor chefe do jornal da escola. Ouvi dizer que até entrevista na CNN vai rolar com ele. Agora ele vai ser tido como um herói, e eu a menina histérica que ficou correndo de um lado pro outro sem fazer nada, a pária!
—Ele não vai ser um herói, Claire. Não se preocupe.
—Ele tem razão, amiga. -Disse Kirstin. -Fica tranquila, você vai ter o seu reconhecimento.
—Ah, mas vou mesmo! Escreve o que estou dizendo.
O Casal mesmo mantendo a aparência leve e aliviada, mantinha em mente o plano da vez neste dia que nem de longe era comum, a acompanhavam em sua longa espera pelo "Terrível" e "Vergonhoso" segundo Claire, discurso de Clarice. Mas foi aí que ela notou algo interessante e até então desconhecido a eles ali no montinho de garotos: Tim. O magrinho e delicado menino lado a lado aos "Grandes" atletas do time da faculdade, também estampando a foto de Evan no peito, parecendo se despedir dos outros garotos, abraçando-os um a um e dando tapinhas nas costas.
—Edward... -O Cutucou.
—O quê? — Perguntou avoado, cheirando o pescoço da namorada quase afundando a cara na menina.
—Olha ali... -Apontou nada discreta a cena.
Afastou o rosto dela respirando fundo. E então espremeu os olhos procurando na multidão o que era que Ripley apontava, mas não soube dizer se achou:
—Não entendi ainda.
—É o Tim ali, não é?
—Acho que é. Por quê?
—Você sabia que ele era da DKY?
—É mesmo... Sabia não.
—Interessante, não? -Questionou retoricamente, firmando seu olhar diabólico no amigo por um instante de modo significativo, onde logo tornou sua atenção aos garotos, vendo Timmy se afastar de sua turma, seguindo multidão a fora com um sorriso no rosto acenando ao grupo que deixava para trás.
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Orgulhoso de si mesmo e tomado por uma auto-confiança assustadora, Paul retirou os óculos escuros assim que chegou à porta de seu quarto no dormitório. Arrumado demais para um dia comum, mas não para esta ocasião especial, talvez... Girou a maçaneta de forma ansiosa abrindo a porta de uma só vez entrando com um meio sorriso idiota estampado no rosto, porém tão distraído ou devo dizer, concentrado consigo mesmo que não percebeu a presença bem ali no canto ao lado da janela entre as cortinas, parado em pé olhando fixamente a ele.
Deu as costas ao quarto que antes dividia com Kenny ao fechar a porta, virando-se novamente após o feito encarando a bagunça ali sempre existente não notando nada de diferente entre as duas camas cada uma numa extremidade do quarto, uma de frente a outra. A de Kenny, que fica do lado direito do quarto jazia sem lençol ou travesseiros. Sem o poster de "Disturbed" colado a parede e nenhum sinal de que o garoto um dia existiu ali. A luz alaranjada do dia lá fora passava pouco pelas cortinas. No que Paul deu os primeiros passos dentro do recinto na direção da janela, parou repentinamente apenas para tomar um baita susto que o arrancou um grito alto e grosso, fazendo-o dar até pulinhos feito uma garota diante de uma barata, ao ver a máscara de fantasma que lhe espeitava por de trás das cortinas.
—Ahhhhhhhhhh!!!!!!!.... Que droga!.. -Puxou o ar tentando se recompor. -Sai daí, inferno! -Praguejou levando a mão ao peito, insinuando um quase infarte de brincadeira, e logo seu sorriso surgiu. Ria de si mesmo pela reação repentina que teve, algo que não esperava que a máscara pudesse lhe desencadear.
—Acho que as pessoas mostram a verdadeira face quando estão com medo. -Respondeu uma voz abafada debaixo da máscara de látex, enquanto a cortina se movia, mostrando um corpo magro que vestia uma camiseta branca com a foto de um garoto loiro estampado no peito e o símbolo da DKY. Timmy. O mesmo portava apenas a máscara, retirando-a do rosto com as bochechas vermelhas num sorriso safado. -E aí, more. Como anda seu dia?
—Pode ir muito perfeito. Pode acabar sendo uma merda. Especialmente se alguém te ver usando essa coisa. Tira logo isso, bota fogo!
—Haha! Calma, ninguém viu não. -Debochou emergindo de trás das cortinas.
—Eu não acredito que me assustei com isso, fala sério. -Disse recobrando o fôlego, sentando-se na cama que antes era de Kenny.
—Awnn... Todo mundo acaba levando um bom susto uma hora ou outra, é normal. Acha que é você é imune? Há! Nem eu sou. -Se aproximou calmamente do namorado.
—Mas você não é mesmo!
—Palhaço. Já arrumou as malas?
—Já.
—Ai.. Mal posso esperar para conhecer seus pais! Finalmente!
—Sobre isso...
—O quê?...
Paul ficou silencioso, abaixando a cabeça.
—Não me diga que não estamos indo pra sua casa. -Falou Timmy, desfazendo o sorriso.
—Eu aluguei uma cabana, fica de frente a um lago...
—Isso é muito romântico mas você sabe que não é isso que eu queria. Eu queria algo oficial. Poxa, as vezes eu acho que sou o único que tá disposto a dar as caras nesse relacionamento, Paul.
—Oficial em que sentido você diz?... Assim? -Falou enquanto vasculhava o bolso da jaqueta jeans, retirando de lá uma caixinha preta, estendendo-a a Timmy.
—Não....
—Sim.
—Nããão... -Esboçou um certo choque.
—SIM!
—Caralho, eu não acredito. É de verdade?
—É.
—É o que eu to pensando?!!
—É!
—Ahhh!!!!! -Gritou eufórico pulando em cima dele, jogando-o para trás na cama sentando-se sobre o jornalista de imediato com um sorriso imenso. -Eu te amo, eu te amo!! E tenho muito orgulho de dizer!
—Te amo também, considere isso uma lua de mel.
—Awn.. Como você é fofo.
Paul sorriu meio que com vergonha, mas acariciou o rostinho avermelhado do menino, pondo suas mãos firmes sobre ele, subindo seus dedos até a testa, tocando em seus cabelos prestes a iniciar um cafuné, quando o menino respondeu ao toque com uma expressão de dor.
—Ai.. Cuidado.
—Nossa, ainda tá roxo isso? -Falou tirando uma mecha de cabelo da frente, avistando o hematoma redondo e roxo na parte superior direita na testa dele.
—É.. Culpa sua.
—Pior que o Evan te acertou direitinho aí, não sabia que ainda tava doendo, desculpe.
—Como eu disse, culpa sua. Você sempre lidou com isso sozinho, não sei porque precisou da minha ajuda. Eu sabia que se eu fosse, ia dar merda.
—E como é que eu ia entrar? Pela janela?
—Não, neh! Mas eu não precisava ter participado. E você com suas ideias malucas. "Se esconde no armário!" Ah, que ótimo! Foi o primeiro lugar em que ele procurou. E olha só isso, tive que ficar escondendo com o cabelo o tempo todo!
—É, mas eu estava lá, não estava? Te dei cobertura. Tim, eu nunca vou abandonar você.
—Eu sei. Eu confio em você e por isso que aceito passar o resto da minha vida com você, Paul. Só to dizendo... Que foi um pouco arriscado. Você podia ter feito sozinho, certo? Você se deu muito bem na Zeta Beta.
—É, mas ali eram um bando de garotas. Já um bando de rapazes... A Coisa fica mais difícil.
—Mas e a primeira noite? Tinha um menino também.. O Carter?
—Carl.
—Ah, é Carl.
—Mas foi diferente. Ele estava no carro, ficou fácil. E o Matt... Bom, eu não estava tentando acabar com ele, só queria assustá-lo. Mas acabou acontecendo daquele jeito.
—Sei não. Enfim, só não me peça pra "Servir" nada que não seja comida, nunca mais! Aquilo foi muito nojento!
—Hahaha!!!!! — Paul caiu na gargalhada, levando um tapinha de leve na bochecha.
—É Sérioo!!
—Não me faz rir numa hora dessas.
—É você ri, não é? Porque não foi você que vomitou por quase meia hora. Aquilo passou do limite, e eu falo sério.
—Desculpe... Fazia parte do show.
—Do Show.. Sei. Então me responde uma coisa... -Falou convicto, numa pergunta que já estava acostumado a fazer.
—Tim, não...
—Ah, qual é! Você prometeu que ia contar! Não vai me deixar na curiosidade a vida toda.
—Ok, amor.. Pergunta. -Disse em tom cansado, como se já ouvisse a pergunta milhões de vezes. — O que você quer saber?
O garoto não conseguiu segurar a risada ao responder:
—Haha!... Quem foi que botou aquela menina na máquina de lavar ou sei lá o quê? Foi você?
—Não. -Respondeu sério, engolindo seco.
O Sorriso se desfez:
—Então quem foi?
—Foi a Clarice.
—Clarice? Ela sabe?.. -Demonstrou estar chateado, diminuindo o entusiasmo.
—Sabe... Quer dizer, não! Ela sabe de mim apenas. Não sabe de você e nunca vai saber.
—Você tá brincando?
—Tim, olha... Eu vou acabar com isso hoje, ok? Não vai ter mais "Clarice" entre a gente. Relaxa. Isso acaba hoje, te prometo.
—Tá... Porque essa é a última chance que eu vou te dar. Mas, por que você envolveu ela?
—Porque e se eu fosse pego? E se você fosse pego? Clarice tava ali para levar a culpa, eu implantaria as provas nela e é isso. Você sabia que ela foi idiota o bastante pra pegar a faca do Daniel? Ela por pouco não foi pra cadeia por causa daquilo. E depois que o Daniel deu um sacode nela, ela foi direto dar chilique em cima do Kenny e da Cath. Ainda bem que ela vai morrer! Porque essa garota sinceramente... Não sabe jogar pelas regras. Foi com tudo em cima da Catherine por causa de uma briga boba das duas, levando a coisa pro lado pessoal.. Basicamente escrevendo "Culpada" na própria teste. De qualquer jeito já tá tudo armado pra ela levar o bote e eu ia dizer que ela tinha um parceiro.. Quem sabe.. Um louco por aí que assombra um site de RPG's?
—Hum.. Tendi. Faz sentido, mas ainda sim não gostei de você ter mentindo pra mim. Custava me contar?
—Eu não queria te contar porque quanto mais você soubesse.. Mais perigoso seria. Se alguém suspeitasse de você ou acontecesse de você ir parar na delegacia para responder perguntas... Seu álibi era justamente esse. Que você não sabia do outro assassino. Então, seria mais difícil provar sua culpa, entende? Eu fiz isso pensando em você Timmy. O Tempo todo, eu estava querendo te proteger. Só isso. Me desculpe por não ter te contado.
—Tá.. Eu aceito suas desculpas. Mas posso fazer mais uma pergunta?
—Pode.
—Eu só queria saber como ninguém percebeu nada? Como que a Clarice conseguia estar em "Dois lugares ao mesmo tempo"? Porque você mesmo me disse que a polícia achou ela no alto do prédio... Então quem estava embaixo da máscara? Porque eu estava bem longe como você mandou e você estava com o grupo o tempo todo. E o Heitor?.. O que houve com ele?
—O Heitor, eu tranquei ele na sala dele assim que a Claire saiu. Normal.. Coisa rotineira mesmo. Porque eu não podia deixar que nós fôssemos as únicas pessoas em Pendleton naquela noite, um ia começar a apontar o dedo por outro muito mais cedo se eu não tivesse feito isso. Sobre as outras perguntas.. Amor.. Você vai me desculpar mas esse não é um assunto que eu quero tratar. Sabe o que eu quero? Ter uma vida com você. Te dar uma boa casa, ver seus sonhos se realizarem. E pensar na vida que a gente vai ter. Isso aqui? Eu já fiz minha parte, não fiz perguntas demais... E é por isso que a nossa segurança tá garantida. Quando se trabalha na máfia não se sai perguntando tudo ao chefão, entende o que eu digo? Fiz meu trabalho e agora to pronto pra dar um jeito na minha... Na nossa vida. Pode ficar feliz com isso?
—Diz que me ama?... -Pediu ainda cabisbaixo, mesmo que concordando.
—Eu te amo.
—De novo.
—Eu amo você!
—De novoo!!!
—Há! Eu amo você, caralho! — O puxou para si, rindo. Colando os lábios num beijo quente e cheio de estalos, o casal sangrento de Pendleton selou seu destino mórbido naquele beijo faminto e infame. Lábios mordidos e línguas que escapavam, carícias mais fortes e sorrisos maliciosos. E sem tirar a boca de seu amado, Tim arremessou para o lado a máscara de "Ghostface", que caiu ao lado da cama virada para cima..
(Inserir trilha sonora — Jeffree Star — I'm in Love — With a Killer!)
A Little danger's never stopped me before (O perigo nunca me parou antes)
Seduced by hypnotic eyes (Seduzido por olhos hipnóticos)
And a Kiss to die for... (E um beijo mortal)
Everything you do causes me pain (Tudo o que você faz me causa dor)
Torture me with a smile, (Me tortura com um sorriso)
Burning me with your flames... (Me queimando com suas chamas)
Yeah, turn it up! (Yeah, aumente!)
This F-F-F-F-Fire inside (Esse fogo por dentro)
Yeah, turn it up! (Yeah, aumente!)
Your body is a weapon tonight! (Seu corpo é uma arma esta noite!)
You Cut me up (Você me corta)
Cut me up, (Me abre)
stab me straight through the heart (Me esfaqueia direto no coração)
Don't you know I'm in love?... (Não sabe que estou apaixonado?..)
With a Killer! (Por um assassino!)
Is driving me wild (Está me levando a loucura)
Masochistic Thriller! (Thriller masoquista!)
Your're my burning desire (E meu desejo ardente)
Don't care, if I make it out alive (Não me importo em sair vivo)
K-K-Killer! (Assassino!)
Love me till the day that I die.. (Me ame até o dia em que eu morrer...)
K-K-Killer! K-K-Killer! (Assassino!)
I Taste blood everytime thar we kiss (Sinto gosto de sangue em todos os nossos beijos)
Get lost in your gaze (Me perco no seu olhar)
When you're licking your lips (Quando lambe os beiços)
I'm lying here, I'm holding my breath (Estirado aqui, segurando a respiração)
Can't wait for you (Mal posso esperar que você)
To love me to death... (Me ame até a morte...)
Yeah, turn it up! (Yeah, aumente!)
This F-F-F-F-Fire inside (Esse fogo por dentro)
Yeah, turn it up! (Yeah, aumente!)
Your body is a weapon tonight! (Seu corpo é uma arma esta noite)
You Cut me up (Você me corta)
Cut me up, (Me abre)
stab me straight through the heart (Me esfaqueia direto no coração)
Don't you know I'm in love?... (Não sabe que estou apaixonado?..)
With a Killer! (Por um assassino!)
Is driving me wild (Está me levando a loucura)
Masochistic Thriller! (Thriller masoquista!)
Your're my burning desire (É meu desejo ardente)
Don't care, if I make it out alive (Não me importo em sair vivo)
K-K-Killer! (Assassino!)
Love me till the day that I die.. (Me ame até o dia em que eu morrer...)
K-K-Killer! K-K-Killer! (Assassino!)
You can stab my heart a million times.. (Pode esfaquear meu coração um milhão de vezes)
I'll still Lick up (Ainda sim irei lamber)
The blood And smile.. (O Sangue e sorrir)
You can stab my heart a million times.. (Pode esfaquear meu coração um milhão de vezes)
Cause I Know.. That I'm ready.. (Porque eu sei.. Que estou pronto..)
To die! (Pra morrer!)
I'm madly in love! (Loucamente apaixonado!)
With a Killer! (Por um assassino!)
Is driving me wild (Está me levando a loucura)
Masochistic Thriller! (Thriller masoquista!)
Your're my burning desire (É meu desejo ardente)
Don't care, if I make it out alive (Não me importo em sair vivo)
K-K-Killer! (Assassino!)
Love me till the day that I die.. (Me ame até o dia em que eu morrer)
K-K-Killer! K-K-Killer! (Assassino!)
Os amassos intensos que já chegavam ao limite das mãos de Timothy subindo por entre o abdômen do jornalista, levantando-lhe a camisa no processo, foram interrompidos por toques rápidos e repetidos na porta.
Os dois pararam. Imóveis virando os olhares arregalados direto à maçaneta em completo silêncio. Petrificados diante da pequena tensão que explodiu quando mais quatro toques insistentes se deram, acompanhados de uma voz feminina:
—Amor, você tá aí?!! (Toc, toc, toc, toc!)
O Casal se entre-olhou de forma pasma, e entre cochichos, Tim perguntou:
—A porta está trancada?
—Não! — Respondeu Paul empurrando o garoto de cima de seu corpo de forma instintiva e até um tanto violenta em expressão assustada. A Agressividade ao menos foi de uma certa cumplicidade, com o magrinho aceitando o empurrão cooperando com a urgência, tacando-se para o lado. Se atirando no chão apressadamente, deixando-se cair do outro lado da cama ficando com o rosto de frente a máscara ali caída.
A apanhou com bruta firmeza, esmagando-a entre seus dedos se pondo a dar meia volta engatinhando pelo quarto, cruzando o espaço de uma cama a outra arrastando os joelhos no piso em pressa desesperada. A Cama de Paul sendo a única a ter um edredom por cima estendido, de forma cujas beiras quase alcançavam o chão, , seria a única coisa capaz de encobrir sua presença por debaixo dela.
Abaixou o tronco um pouco mais ao alcançá-la, embrenhando-se debaixo dela recolhendo os pés rapidamente, onde se encolheu de uma vez só contando com a caída do edredom como um santuário.
—Ahmm.. Entra! -Anunciou o jornalista já se sentando sobre o colchão disfarçadamente, retirando o olhar de sua cama fingindo até que a bendita coisa ali não existia.
—Licença.. -Clarice se anunciou adentrando cabisbaixa.
—Fecha a porta, amor.
—Ok. -E assim a fez, pousando as costas contra a mesma após o ato, fitando o namorado de modo tristonho.
—O que aconteceu?
—Eu estou muito nervosa...
—Com o quê?
—Com meu discurso! A Faculdade inteira está ali... Paul, e se descobrirem?
—Como vão descobrir, sua maluca?
—Para! Não gosto quando você fala comigo assim. Não está ajudando.
—Amor, senta aqui. -Disse dando leves palmadas sobre o colchão.
—Não... Se eu sentar não vou mais querer levantar. É sério! Estou muito tensa.
—Pra começar, você vai arrasar. E outra, você é uma sobrevivente. Lembre-se disso.
—Eu sei. É que tem tanta coisa passando pela minha cabeça nesse momento. Você não faz ideia da pressão que isso tudo tá me causando!
—Sou todo ouvidos.
—Eu... Eu preciso ser sincera e tirar isso de dentro de mim de uma vez. Tipo, o que vai acontecer agora? "Viveremos felizes para sempre" e nunca ninguém vai saber de nada? Porque sinceramente tem muitos furos nessa história. Tinha outra pessoa aqui naquela noite além de mim... Depois da Kirstin eu subi correndo e fiquei lá como você pediu. Fiz tudo o que você pediu, o vídeo selfie e etc. E Paul.. Eu não saí de lá nem por um segundo! Eu juro! Como que o restante morreu?
—Primeiro, fale baixo. Ninguém precisa escutar isso. Segundo, Clarice, que eu já te expliquei que não somos os únicos nisso. Esse projeto não foi criado por mim, e quem está no comando dita as regras. E eu também já cansei de te falar e explicar o quanto isso é sigiloso. Eu não tenho permissão pra contar sobre isso pra ninguém, contei pra você porque te amo e confio minha vida à você, entendeu? Se alguém do projeto ou Deus que nos perdoe, o "Chefão" descobrir que eu revelei esse monte de coisa pra uma "Estranha", uma pessoa que não faz parte disso.. Eles vão me matar! Já não expliquei isso pra você? Não ficou claro o suficiente, porra?!
—Já! E não grita comigo porque eu não sou qualquer uma. -Resmungou beirando a lágrimas. -Porque isso não é justo! Eu fiz de tudo por você! Eu garanto que nenhuma piranha nessa vida ia fazer o que eu fiz, tá? Só por isso você já devia dar um pouco de reconhecimento ao que eu fui capaz de fazer por você e o tamanho do amor que eu te dou todos os dias, Paul!
—Eu sei, eu sei... Me desculpe. -Abaixou o tom de voz, tornando-o manso. Se levantou da cama fitando-a diretamente nos olhos cheios d'água da menina, abrindo os braços oferecendo-lhe um abraço. -Vem aqui.
Ela limpou a primeira lágrima que ameaçava cair, respirando fundo e aceitando o convite. Direto para os braços do psicopata, a garota ingênua e ignorante à verdade se entregou mais uma vez aos encantos do mal com sua voz suave e olhinhos de gato abandonado. O abraçou tascando-lhe beijinhos no pescoço, sentindo seu cheiro de perfume doce. O perfume feminino que Clarice usou quando foram ao primeiro encontro. Paul disse ter gostado tanto, que passou a usar o mesmo perfume por semanas a fio, e fazia questão de exalar aquele cheiro sempre que algo "Especial" estava para acontecer entre os dois, como aniversários de namoro e coisas do tipo. De fora, um ato fofo... Mas a verdade? Um truque besta de manipulação vindo de um psicopata que ama apenas a si mesmo e que passou a vida inteira procurando por motivos para matar. Cuja a circunstância do "Clã" de "Ghostface" lhe caiu como uma luva.
Acariciou os cabelos longos e castanhos de Clarice entregue ao abraço, sem retribuir os beijinhos como ela, aproveitando a sensação a qual era viciado: Ser amado.
Seu rosto apontado para a porta, deitado no ombro da garota que não o via, recebendo apenas a visão da janela e da luz alaranjada do dia que ali adentrava, ela não pôde ver a faceta do Diabo no jornalista se formando em casal com um sorriso negro e malicioso, onde sua voz saía com tom de pena, tristeza e amor. Uma encenação vocal totalmente oposta ao Mal que sua expressão facial fabricava se segurando para não rir da angústia dela:
—Me perdoe por gritar com você. Eu só não quero que nada de mal te aconteça. E eu sei o quanto você se doou por mim. Deus sabe que sem você eu jamais teria conseguido. Eu devo tudo a você, Clarice... -Do outro lado, a menina mordia os lábios contendo inutilmente o sorriso sincero de alegria, aceitando cada palavra com o coração aberto, sentindo arrepios aconchegantes de paixão enquanto se deliciava sentindo a pele do amado tocar na sua. -Você é a razão de eu ter feito tudo o que eu fiz. Você não faz ideia... Da recompensa que nos espera... De como vai viver a vida que sempre sonhou. -Passou a falar mais perto de seu ouvido, aumentando nela o fogo e os arrepios, que a estremeceram fazendo-a se agarrar mais forte a ele, se sentindo desejada, feliz, realizada... E protegida com o homem de sua vida. -Eu te amo... E estou aqui pra te proteger. Mas essa recompensa que vai vir.. Ainda não pode ser completa até que Claire esteja morta, você sabe disso. Toda vez que estiver sentindo que está com dificuldades. Se lembre da casa que vamos ter, de como vamos acordar juntos todos os dias... E em como tudo isso vai ser uma lembrança distante... Mas a Claire precisa cair. Então você vai subir lá, vai dizer o que for preciso pra que esses idiotas de aplaudam.. E depois.. Vai pegar a faca do Daniel e acabar com a única coisa que está no seu caminho agora. Viu o que ela está fazendo com você?
—Sim...
—Viu como ela sem mover um dedo já está arruinando sua vida?
—Sim...
—Então se concentre, e vá... Vou estar esperando por você no carro.
—Ok, Paul.. -Afastou-se ficando frente a frente a ele, já encontrando nele uma expressão completamente diferente da naturalmente diabólica. Um semblante amável, sedutor, otimista e companheiro. Ele sorriu, lhe dando um beijo curto e de leve nos lábios, nem de longe com o mesmo entusiasmo que mostrava a Timmy. Mas foi o suficiente para satisfazê-la.
E Clarice, sorrindo e recobrando a compostura, respondeu ao por uma das mãos para trás e agarrar a maçaneta:
—Torça por mim.
—Você já ganhou.
—Te amo. -Disse ao sair, fechando a porta.
—Te amo!
Paul respirou fundo, desfazendo em alívio toda sua falsidade momentânea, coçando a cabeça freneticamente.
—Cacete... Que otária.
—Não precisava ter envolvido ela nisso, amor. Sabe disso, não é? -Comentou Timmy rastejando para fora da cama.
—Claro que eu precisava. Eu sei como isso dói em você. Você não merece isso, Tim. Não merece mesmo. Eu sei como é ver quem a gente ama se agarrando com outra pessoa. Mas eu sei que você está ciente.. De que eu não amo essa garota. Eu amo você, e isso é o que importa. Eu não sou perfeito. Sempre tive muito medo de como as pessoas reagiriam a minha sexualidade. Acho que posso culpar o maldito do meu pai por isso.
—Não precisa se explicar. Se você sabe o quanto isso é ruim pra mim... Então, fazer alguma coisa a respeito já basta.
—Eu confesso que não é assim que imaginei o começo do nosso futuro... Mas saiba que há males que vem para o bem. Deixe que ela se vire com essa merda toda, e depois, foda-se! Ela vai estar morta antes do anoitecer.
Com a boca tapada em total onda de choque, aquela mão branquinha e com unhas cuidadosamente pintadas de cor violeta não se continha em ficar parada, tremendo pavorosamente perante o acontecido. Clarice, recostada sobre a porta fechada do quarto, processava em terror todas as palavras infernais que saíam da boca de Paul... Batendo os dentes de nervoso prestes a entrar num colapso.
Afastou-se da porta em passos lentos para trás, querendo acreditar que aquilo não era real.. Que estava louca... Alucinando.. Que as garotas mortas da Zeta Beta finalmente estavam tendo sua vingança. Atormentada por "fantasmas" em seus próprios pensamentos cheios e caóticos, podia se ver de novo naquele banheiro com Ashley e Maddie. As vozes ficara nítidas em sua consciência, destruindo seu cérebro em tremores que se transformavam numa enxaqueca de depressão. Podia ouvir Ashley como se ela estivesse ao seu lado novamente:
—"Amiga, eu não queria falar nada, mas acho ele um puta canalha!"
—"Por quê?" — Respondia ela.
—"Ai, acho que ele tá te chifrando, mulher!"
—"Há! Até parece!" -Respondeu debochada, hoje se arrependendo de não ter dados ouvidos.
—"Não acredita?"
—"Paul? Está louca?! Ontem menina... A gente pegou fogo! Depois do que fizemos, impossível ele estar me traindo." -Imaginou-se naquela noite onde ambos colocaram suas máscaras para começar o ataque. Lembrou-se claramente de estar parada sob a luz de um dos postes do pátio, observando o medo nos olhos de Carl e Gigi, que recuavam de volta ao carro.
—"Como assim?" -Ashley lhe tascou um tapinha na bunda indicando malícia. -"O que vocês fizeram?"
—"Ah... Se eu te contar, você não acredita" -A imagem de Carl morto com o pescoço atravessado no caco de vidro lhe preencheu a mente, onde naquele momento ela segurava uma câmera, tirando a primeira fotografia de uma cena de ataque, porém acabou tremendo sem querer, fazendo a imagem de "Ghostface" puxando a cabeça do garoto para fora parecer apenas um vulto distorcido.
Num salto de memória, podia ouvir as palavras que Paul dizia a ela com a voz abafada sob a máscara:
—Me dá isso. -Tomando a câmera de sua mão. -Está ótimo! Tenho que provar pra eles que eu já comecei.
—Eles?
—Sh! O que eu disse?
—"Sem perguntas demais, isso é para sua segurança" — Repetiu religiosamente uma frase antes dita por Paul.
—Isso mesmo. Pela sua segurança. Agora.. Só precisa enviar pra qualquer um aí no "Spread", usando este celular. -Se abaixou pegando a ponta da capa preta que lhe descia quase até os pés, levantando a mesma até a cintura deixando as pernas a mostra. Com isso, meteu uma das mãos num bolso retirando o aparelho celular. -O Chip dele é falso, o número não aparece, é mais seguro desse jeito. Foi um presente.. E é muito importante que apenas ESSE aparelho seja usado. Se colocar o chip em outro celular.. Ele não vai funcionar, o celular vai reconhecer que é falso e isso pode acionar a polícia.
—Mas e a Gigi?
—Deixa ela. Eu cuido dela depois. Vou voltar pro dormitório e você volte pra casa. Amanhã eu entro na Zeta pra pegar a Gigi antes que ela acabe recendo proteção policial ou coisa pior. Vou precisar da sua ajuda, mantenha as meninas próximas de você amanhã pra que ninguém me veja entrando na casa.
—Ok.
—Agora, deixa eu acabar logo com isso. -Disse ao discar um número no aparelho soltando a capa deixando que ela lhe cobrisse por inteiro da cintura para baixo novamente. Após alguns segundos de espera, disse: -"Alô, Gigi... Meus parabéns.. Parece que eu subestimei você.."
Se assustando com um estudante que lhe esbarrou no corredor, Clarice saiu de seu surto retornando à dura realidade.
O Estudante seguiu seu caminho sem se preocupar com ela.. Mas sua alma carregada de culpa, remorso e no momento, ódio, jamais lhe permitiriam seguir em frente após isso:
—Eu confiei em você... Você me usou... Desgraçado, você me usou como bode espiatório!.. -Choramingou consigo mesma afogada em lágrimas, abandonada em passos lentos. -Como fui tão cega? Como fui tão idiota?... Filho da Puta.... -Soluçou em negação balançando a cabeça para os lados num eterno grito de "Não". Queria gritar, berrar.. Entrar naquele quarto e acabar com tudo isso. Mas uma coisa que faltava a Clarice, era coragem para tal. Jamais conseguiu sair por cima numa discussão com Paul. Ele sempre vencia não importa o que dissesse. Sempre a convencia de fazer as coisas.. Não importasse o quanto ela jurava a si mesma que nunca faria. Agora, sozinha.. Percebeu que havia matado grande parte de suas amigas em vão. Não com as próprias mãos, mas ainda sim um ato irreparável. "Burra! Idiota! Tonta!". Ashley... Madisom... Gigi.. Catherine... As mesmas meninas a quem ela deve sua posição hoje. As que votaram em seu nome como presidente da casa, as que confiaram nela até o fim e jamais a abandonaram nem mesmo nas críticas situações. A quem contou todos os seus segredos, mas das quais traiu, não sendo capaz de avisá-las da própria morte. Não foi com suas mãos que aquele machado arrebentou a porta e iniciou os eventos que levaram todas ao necrotério. Mas foi com sua falta de confiança, sua mania de inferioridade e o medo de se sobrepor contra um homem que a condenam hoje ao inferno.
Não negava que estava gostando de toda aquela nebulosidade, que sentia prazer em estar fazendo algo arriscado... O prazer que sentiu ao quebrar o pescoço de Catherine porque a garota a desafiou, e naquele ponto Clarice já se sentia um ser acima da natureza convencional, portando o poder da vida e da morte. Segurando um punhado de vidas nas mãos, alimentando-se do egocentrismo que preenchia o vazio de sua vida miserável de "Maria vai com as outras". Sendo comandada, influenciada, e agora.. Traída, sem o menor pudor para encarar seus medos novamente e entrar naquele quarto. Por toda sua vida, não aprendeu a enfrentar, aprendeu apenas a ouvir.
De repente, a porta do quarto se abriu. No susto que tomou com o ocorrido, atirou-se para trás prestes a se jogar contra uma parede. Mas por não haver prestado atenção nos passos que deu para trás, acabou indo direto a um vão, desaparecendo do corredor, adentrando sem querer em um outro que ali existia a direita. Se segurou na beirada da parede com firmeza para não cair para trás, notando o quanto aquele corredor estava tão vazio quanto o que continha o quarto de Paul. Não teve coragem para espiar, mas permaneceu de ouvidos atentos.
Passos se deram juntos, indicando ser mais de uma pessoa. Ele e seu "Amante". Ficou caladinha a espreita. "Basta dar um passo à frente e virar a esquerda, Clarice! E aprender a enfrentar o desgraçado! Seja forte, garota!" -Mas não foi o que aconteceu. A Voz de Paul ainda que baixa, ficou nítida ali entre a porta e o corredor, e pelo modo que ele falava e não recebia resposta, deduziu de que ele estava falando ao celular:
—..Isso... É, ela já tá indo. (Pausa). -Aham, eu sei, fica tranquilo. Acho que ela ainda vai passar no quarto dela pra pegar as coisas, eu disse que íamos viajar. (Pausa) -É, Vai parecer que ela estava tentando fugir, pelo menos é isso o que a polícia vai pensar quando ver as malas arrumadas dela. (Pausa) -Eu entendo sua preocupação mas não vai ter testemunhas sobre isso. (Pausa) -Certeza, todas as meninas da Zeta Beta estão mortas agora. Ninguém vai poder confirmar que ela foi a primeira a fugir da casa. A outra garota, Kirstin... Não viu absolutamente nada, não vai poder confirmar.
Clarice podia não ver, mas Paul carregava muita preocupação no semblante. Para ele, a experiência de falar com alguém do outro lado que usava a voz de "Ghostface", era tão aflitiva quanto para as meras vítimas:
—Mas e Claire?.. -Dizia a voz. -Ela também não vai poder confirmar, certo?...
—Bom... -Respondeu em tom decepcionado.
—Está me dizendo que ela ainda está viva?
—Sim... Mas é só uma questão de tempo. Clarice vai matar ela hoje, eu juro! Já tá tudo armado.
—Eu te dou uma simples missão e você falha? Mata um bando de esteriótipos mas não consegue por a vadia dormir?
—Não é o que parece. Ela é mais esperta do que eu esperava!
—Oh, pro inferno com suas reclamações! Se eu soubesse tinha ido fazer o trabalho eu mesmo! Você ficou com a parte mais importante, dezenas de outros garotos teriam vendido suas mães para poder ter a oportunidade que você teve! Eu posso chamar outros 10 aqui que já teriam acabado com isso!
—Por favor... Entenda. Isso vai acabar hoje. Eu juro..
—Muito bem, Paul. Esta é sua última chance... Antes que eu decida te colocar numa cena de filme de terror.
—Eu sei o que isso vai dizer, e não gostei nada disso.
—Então acho que entende como eu me sinto, não? Esta continuação ficou por sua conta. Vai cair na maldição em que as sequências são sempre inferiores ao filme original?
—Não!
—Então dê a ela o final que ela merece!...
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