Scream - Survival 2

12 Good Girls Won't Go To Heaven


Notas iniciais
Muita calma nessa hora! kkk Eu nem ia postar esse capítulo hoje, mas os personagens começaram a falar e agir sozinhos então fui obrigado a escrever kkkk espero que gostem, as coisas estão esquentando! E Desculpe se o episódio está um pouco longo (um pouco?) kkk mas isso é culpa da Claire e dos outros, eles estão tomando conta disso aqui, foi mal! kk

O quarto era modesto, mas bem cuidado. As duas camas uma de frente a outra. Uma mesa com um computador ao lado de uma delas, e logo após, um closet. A janela ficava entre as duas dando vista para o pátio principal de Pendleton coberto pelo verde do gramado. Deitado em sua cama de barriga para cima, esparramado feito uma vítima da ressaca com a mão cobrindo a testa, Kenny parecia incomodado.

Na outra cama, Paul, que sempre fora seu colega de quarto mexia aflito no celular dando toques persistentes na tela. Parecia estar jogando alguma coisa, corridas provavelmente. O jornalista com perfil de nadador estava ainda com os cabelos molhados, resultado de não enxugar direito e a toalha ainda em volta do pescoço feito um travesseiro, servindo de apoio para que ele não machucasse a nuca encostada na cabeceira.

Nem mesmo as tatuagens e piercings em Kenny escondiam seu lado manso que se mostrava as vezes. Coçando os olhos parecendo detestar a luz da tarde que entrava pela janela, Kenny dizia ainda de olhos fechados:

—Estou feliz que você acredita em mim, Paul.
—O Que você tem? Parece que saiu de uma Rave ou algo assim.
—Quem dera.
—Quer um comprimido?
—Não.. valeu. Já tomei. -kenny nunca havia contado a Paul sobre seu passado com drogas, e nem que as largou recentemente. Sempre dava a desculpa que suas enxaquecas eram por causa do estresse ou das festas bombásticas que frequentavam nas fraternidades. Mas hoje não haveria tal desculpa. Com duas das quatro casas de fraternidade mais badaladas tendo acesso restrito pela polícia após seus respectivos massacres, o jeito era omitir qualquer informação caso Paul viesse com perguntas demais, coisa que ele com seu instinto natural de jornalista as vezes fazia sem perceber. -Eu estou morto de cansaço.. não conseguiria levantar dessa cama nem para ir ao banheiro. Mas não sei.. não consigo ficar parado, sabe?
—É.. Eu também não... MERDA! FILHA DA PUTA!! -Paul de repente berrou tremendo as mãos que seguravam o celular. Provavelmente perdera pontos ou alguma coisa do tipo.
—Ahhhh... -Gemeu Kenny. -Por favor, não grita.
—OH! Desculpe aí cara, foi mal.
—Nada.. parece que tem uma bigorna em cima da minha cabeça.
—Não queria ser você agora.. sem ofensa.
—Não me ofendi.
—Hey, sem querer ser intrometido. Mas, a Cath contou pra você como foi aquela confusão na Zeta?
—Putz.. ela falou mas eu nem.. nem lembro direito.
—Se importa de me contar?
—Vai publicar?
—Não, relaxa. Só quero saber o que ela falou mesmo.
—Ah.. eu tava... morrendo de sono na hora que ela falou. -Mentiu descaradamente. — Só lembro de algo sobre Maddie estar cagando na hora. "Whatever", eu não sou muito bom com essas coisas. Prefiro não ouvir.
—Ah, e por quê?
—Tenho pavor de sangue, cara.
—Não acredito!
—É sério. Uma vez fui tentar doar sangue pra uma causa que as Lambda Kappa estavam promovendo. Na hora que cheguei e vi a agulha.. puta que o pariu só faltei desmaiar.
—Você me surpreende a cada dia.
—É verdade.
—E as tatuagens? Foram feitas com agulhas não é, caralho? Como não ficou com medo delas?

Kenny hesitou, se segurando para não contar sobre como estava apagado devido a uma quase fatal Overdose de cocaína sobre a mesa de tatuagem, e em como seus antigos colegas riram e tiraram fotos insistindo para que o tatuador não parasse. Mas ao invés disso:

—Sabe como é a bebida...
—Sei mais do que ninguém. Mas assim. Eu e você temos algo em comum agora.
—Que seria?
—Parece que somos os únicos que se tocaram que Pendleton está botando tudo debaixo dos panos.
—É. E isso não vai mudar pode ter certeza.
—Eu não estaria tão certo disso, Kenny.
—Iiii lá vem você... -Resmungou com voz afetada enfiando a cara no travesseiro por um instante.
—O que acontece toda vez as 6 da tarde aqui em Pendleton?
—Não sei, Anoitece? -Respondeu com sarcasmo.
—Os alto falantes. Todo dia, o Heitor dá um "Adeus" para todos os alunos não é? Porque nesse horário todas as aulas se encerram e todo mundo está liberado.
—Onde quer chegar?
—Tic Tac, Tic tac, Kenny.. raciocina comigo. O infeliz tem um microfone na sala dele que tem linha direta com os auto-falantes da faculdade. E se de repente, assim do nada, uma voz mandasse os alunos agirem e ops! Sem querer alguém chamasse a reportagem.
—Você é louco e essa ideia é pior ainda. Como vamos entrar na sala dele, imbecil?
—Ah, é só marcar um horário.
—Mas espera, isso não faz o menor sentido. Não é mais fácil nós chamarmos a reportagem ou sei lá? Ou mandar o povo fazer isso?
—Acho que você não entendeu. Se algo assim acontecer, a emissora vai entrar em contato com a diretoria da universidade e pedir permissão para você sabe quem para poder cobrir a droga da reportagem. Não é só fazer o cara falar, mas ter acesso a sala dele enquanto acontece. E estar lá para dar a permissão para os caras de van, câmeras e microfones se espalharem por aqui.
—Mano, isso pode dar uma puta encrenca! Pode não, vai dar!
—Qual é cara?! Você é Kenny, o rebelde. Adora um desafio que eu sei! Eu tenho certeza que você tá aí rindo por dentro só de imaginar esse absurdo e a cara do otário do Heitor quando tiver que lidar com a mídia.
—Eu sei que pareço "Thug Life", mas olha.. eu não sei arrombar portas e nunca fui do "Crime".
—Você não entendeu! Vamos inventar qualquer merda, qualquer desculpa para falar com o Heitor na sala dele, ali a gente faz chantagem com ele e faz o cara falar!
—Ah, claro. Sabe o que eu estou ouvindo? Ele apertando algum botão do nada e chamando a segurança, com nós dois sendo carregados para fora feito lixo. Isso sem contar a humilhação, e a possibilidade de uma suspensão ou algo mais sério.
—Nisso você tem razão. Nós dois não seríamos páreo pra isso. Mas eu nunca disse que seríamos nós dois...
—Paul.. que merda tá passando na sua cabeça? -Questionou se apoiando com o cotovelo no travesseiro, fazendo um esforço para levantar a cabeça para vê-lo, ainda com os olhos espremidos.
—Porra, você é meio lento hein. Tem o número da Gigi aí?
—Tenho..
—Da Cath eu sei que você tem, então..
—Cacete, o que você quer fazer?
—Vamos chamar a galera. Entrar naquele lugar feito a multidão enfurecida de FRANKENSTEIN e botar essa Faculdade abaixo. Bora?
—Você é demente, mas como eu não tenho o que fazer, e já estou fodido mesmo.. por que não?
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Minnie esticou o braço pegando um livro da prateleira, olhando bem sua capa e o adesivo que ali estava, marcando o número 556. Fitou aquele número com decepção, bufando e tornando a colocá-lo de volta no lugar.

—Que saco não consigo encontrar.
—Se apressa aí, porque eu tenho uma aula daqui a pouco, mulher! -Quinn revirou os olhos batendo o pé parada logo atrás da amiga, de braços cruzados mostrando sua impaciência. Não queria se atrasar embora estivesse consumida pela curiosidade em ver qual droga de livro seria.
—Se você me ajudasse pelo menos isso iria ser mais rápido não acha?
—Minnie, não começa.
—Ok.
—Não acredito que tentou bancar a vadia pra cima do Matt. Essa história podia ter acabado muito mal. Sorte nossa que ele é um amor.
—Hum, de qualquer jeito... ele é gostoso. Eu bancaria a vadia com ele até de graça. -Disse continuando a catar os livros um a um, para olhar de perto sua numeração, segurando religiosamente o papel que Matt havia lhes entregado com as instruções.
—Conte algo que eu já não saiba.
—Pra que ficar reclamando? Jesus, você é muito paranoica! Olha só, no fim deu resultado não foi?
—Resultado? Até onde sabemos estamos a quase uma hora enfiadas nessa biblioteca procurando uma coisa que talvez nem exista! Ele pode ter trolado a gente legal com aquele papel.
—Não me vem com pessimismo agora não! Hoje já senti uma cólica, to achando que vou ficar "Daquele jeito" logo logo. Então não me enche o saco senão vai sobrar pra você.
—Arrhg! Qual era o número mesmo?
—180, Caralho.
—Sessão?
—Sessão 9.
—Minnie, vamos embora! Não tem nada aqui! Já olhamos essa prateleira duas vezes e não tem nenhum livro marcando 180!
—Epa! Queridinha, "Nós" não fizemos nada. EU QUE OLHEI ESSA MERDA duas vezes e você não se mexeu nem pra peidar. Olha, se não vai ajudar.. não atrapalhe. Além do mais, por que está tão cheia de ansiedade?
—Eu ainda to assustada.
—Com o quê?
—Não lembra? Da mensagem?
—Ah.. relaxa. Aposto que muita gente recebeu aquilo.
—Ah eu não sei não. Não vi ninguém comentando.
—Também, você não se deu ao trabalho de perguntar.
—Ah claro, "Hey você também recebeu a foto da Ashley morta com uma ameaça bizarra?". Não mesmo! E outra coisa, se alguém visse aquela foto no meu celular poderiam pensar merda.
—Você excluiu não foi?
—Claro!
—Então está temendo o quê?
—Eu estou com medo até da minha própria sombra pra ser honesta. Meu Deus.. por que eu não posso estar numa universidade comum?
—E qual seria a graça nisso? Não esquece que depois temos que ir lá levantar aquele cartaz super Mara que você fez.
—Tá...
—Falando nisso, já falou com a Rachel?
—Ela não me respondeu o dia inteiro. Nem visualizou.
—Credo.
—Ela ainda está puta. Parece que ela e aquela tal de Claire se estranharam legal no treino outro dia.
—Ainda não sei porque ela fica de birra com aquela menina.
—Ué, mas eu já vi você olhando feio pra ela junto com a Rachel. Achei que você também odiasse ela.
—Ah, por favor! Faço isso só pra agradar a Rachel. Não tenho, e nunca tive nada contra aquela garota.
—Hum... bom saber.
—Olha, Quinn. Eu sei que as vezes eu não tomo a atitude mais correta. Mas é melhor assim. Porque desse jeito mantenho a paz com todo mundo. Ninguém precisa saber o que eu estou pensando de verdade. Enquanto verem uma garota simpática na frente deles, não tem briga. Concorda?
—Se você diz... -Quinn deu as costas, começando a ficar entediada observando sem compromisso todos aqueles livros em sua frente. Como ela detestava ler. Nunca conseguiu terminar um único livro na vida. Sendo uma aluna do curso de Veterinária, sofria com as intermináveis leituras em aula, e já ficava toda arrepiada ao se lembrar dos rótulos de produtos para animais do qual teria que conhecer. Ouvia sob os ombros, as repetidas batidas de livros sendo retirados e colocados no lugar. Incrível como Minnie não desistia. Mas Quinn, já estava cansada até de olhar. Até que, seu celular tocou. A música do toque, "I've seen those eyes" de AEON SPOKE, ecoou de seu bolso com Minnie reclamando:

—Aff.. quem é?
—Eu não sei. -Quinn meteu a mão no bolso, pegando o aparelho fitando a tela: "Número desconhecido". Estava tão impaciente perante a situação, que dar uma escapadinha dali para atender o telefone parecia uma oportunidade perfeita. Ja deslizava os dedos para desbloquear a tela apressadamente.

—Minnie, vou ali atender, já volto.
—Tá bem. -A menina respondeu seca sem se virar pra trás, concentrada em sua tarefa.

Quinn ainda deu uma olhadinha para a Loira, e em seguida caminhou dobrando a direita por entre aqueles corredores feitos de estantes de livros. Caminhando, atendeu a ligação ja pronta para desligar suspeitando que fosse a operadora de seu celular oferendo algum pacote "Irresistível" do qual já a enchia de tédio.

Procurando se afastar cada vez mais de Minnie naquele labirinto de prateleiras, Quinn atendeu a chamada com máximo de desânimo que podia:

—Ahm.. Alô?
—Que bom finalmente falar com você. -A Voz desconhecida e sinistra surgiu do outro lado.
—Oi? -Perguntou confusa, prestes a mandar ir tomar naquele lugar supondo que fosse um engraçadinho ou algum tipo de tarado Stalker.
—O que você faria se tivesse apenas um segundo para tomar uma ação que seria vital para decidir se você iria viver... ou morrer?
—Quem é? -Falou baixinho, tentando sussurrar.
—Você correria? Se esconderia? Ou ficaria parada morrendo de medo?
—Seguinte colega, vou desligar.
—Eu disse que vocês viveriam num filme de terror, só queria ter certeza de que ao menos uma de vocês estaria preparada.

Quinn engoliu seco. O Jeito que o otário na linha falava, era uma coisa sinistra e ele parecia estar se divertindo com aquilo. A menção a filmes de terror lhe causou um lampejo de memória onde a imagem ainda fresca de Ashley morta e ensanguentada da foto que recebera naquela noite veio com tudo. Agora, tinha certeza de quem estava do outro lado da linha. Olhou em volta por entre as pequenas fendas nas estantes onde haviam espaços vazios de livros que não ocupavam, tentando ver se alguém estava presente no local. Se de fato, havia alguém ali por perto lhe ouvindo, ou passando um trote. A Biblioteca aparentava estar quase deserta, nenhuma alma passava por ali e nem mesmo um Nerd estava presente curtindo sua versão do paraíso. Ao perceber que estava sozinha, prosseguiu, ainda que tentando não demonstrar medo na voz:

—Foi você que me mandou aquela foto não é?
—Por quê? Ficou com medo?
—Pra que você me mandou aquilo?
—Acho justo dar aos meus escolhidos uma chance e lutar. Afinal, que justiça haveria se eu apenas os matasse de uma vez? Pense na foto como um aviso. E como diz o ditado, "Quem avisa, amigo é"?
—Você é doido?! O que está fazendo?
—No momento.. estou entediado e preocupado com você, Quinn.

A garota gelou ao ouvir seu nome:

—Como é? Como sabe meu nome, quem é você?
—Você é a minha favorita dessa rodada. Estou realmente curioso para saber como será sua reação. Será que vou vê-la saindo vitoriosa? Ou vou ficar para assistir a luz deixando seus olhos? Não vou mentir, Quinn. Seu sangue seria um prêmio e tanto. Mas eu faço mais o tipo "Slow Burn". Não gosto de apressar as coisas. Adoro aproveitar cada minuto.
—Eu não quero falar com você, seja quem for! Nunca mais me ligue de novo está me ouvindo?
—Estou ouvindo sim. É você que não está. Você está acabando com as minhas expectativas.. igual quando vemos um ótimo trailer sendo que o filme em si é ruim.
—Vai se foder!
—Mas o meu filme será inacreditável. Me diz, o que é mais sensato fazer dentro de um filme de horror, Quinn?
—Vou desligar!
—Vamos! Faça isso. E eu irei te matar de um jeito que deixaria Jason Voorhees com inveja!

Quinn calou a boca, ficando silenciosa no telefone. Sua respiração entregava do outro lado da linha o tamanho de sua tensão:

—Isso mesmo. É esse o som que eu quero ouvir... -Respondeu o suposto assassino, se deleitando ao perceber o medo na garota.
—Por favor, pare com isso.. -Ela amansou sua voz.
—E qual seria a graça nisso? Sabe, Quinn. Eu estou dando duro para contentar o meu público. Confesso que tem sido um pouco difícil desde que raramente a galera de Pendleton se entrega aos clichês. É raro encontrar algum de vocês perambulando sozinho em algum lugar. E é mais difícil ainda atormentá-los enquanto se preparam para dormir. Estão sempre juntos, dividindo quartos.. vocês estão sendo um desafio e tanto. Por isso, que estou tendo que jogá-los em situações favoráveis...
—Eu não tenho nada a ver com isso. Por favor, se você desligar o telefone agora e prometer não fazer nada comigo, eu juro que não conto pra ninguém! É sério, fico quieta!
—Mas por qual motivo eu iria querer isso? O Silêncio é bom para criar suspense, apenas. O resultado final, seu medo.. seus gritos.. é disso que eu estou atrás. O barulho é inevitável, e espero que tenha escolhido uma boa trilha sonora Quinn, pois a minha... será o fantástico som da minha faca raspando nos seus ossos!
—Pare!
—Hahahah... será que os filmes de terror te ensinaram a sobreviver?.. Pense de novo. O inesperado é o novo clichê. Te vejo em breve...

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De repente, aquele rosto antes chocado e triste de Gigi, mudou completamente de rumo ao terminar de ler o baita textão que Paul havia enviado a ela por mensagem. Seu coração acelerou dando ênfase a uma esperança remota porém reconfortante de botar um ponto final nessa catastrófica história. Mordeu os lábios com força num sorriso mordido, acenando positivamente com a cabeça:

—Yes!! -Exclamou retornando a digitar. -Hey, Claire! Se liga nisso aqui.
—Tanto faz. -A Voz sonolenta da Diaba respondeu de fundo.

Claire não havia levantado ainda da cama. Estava na mesma posição fetal desde que saiu da delegacia após um longo depoimento sobre como achou Evan, e se sentia mentalmente exausta após toda a confusão de ter tido que explicar nos mínimos detalhes sobre como "Sabia" que o assassino estava prestes a atacar. Em variados momentos, tinha pequenas memórias terríveis dos olhares dos oficiais que desconfiaram de tudo o que ela dizia. Os mesmos que cogitaram a possibilidade de dá-la como principal suspeita e mantê-la encarcerada por precaução. Felizmente, o testemunho de Reese o passado da jovem em Ashville fizeram com que sua "loucura" acabasse sendo compreendida. Claire estava oficialmente longe da lista de suspeitos da polícia, Porém, teria de prestar serviços para o departamento de polícia, dando-lhes qualquer informação que viesse a ter. Carregava ainda aquele olhar vazio que mirava no mesmo ponto invisível e sem noção para um canto qualquer do quarto. Não tomou café, o apetite não existia. Em menos de 3 horas iria anoitecer e Claire Ripley nem se dava conta. Era capaz que ela nem soubesse que dia é hoje se a perguntassem. Estirada feito um cadáver e mal coberta pelo edredom, não deu a mínima para a primeira chamada de Gigi. Eis que veio a segunda:

—Claire, você vai adorar isso! Vem cá! -A loirinha de cabelos cacheados dizia eufórica na cama ao lado.
—É um daqueles vídeos de gatos ou cachorros fazendo coisas bizarras? Dispenso.
—Não! Acho que encontramos uma solução. Quer dizer, acho que Paul encontrou.

Claire rolou para o lado fazendo o máximo de esforço, gemendo por culpa de um bocejo que a preencheu, forçando-se a prestar atenção no que Gigi diria, embora não tivesse a menor vontade:

—"Waaahhh".... fala...
—O que acha de invadir a sala do Heitor e tocar o terror? O Paul está com essa ideia maluca de fazer ele falar nos alto-falantes e mandar todo mundo espalhar essa história e chamar a reportagem.
—O Heitor proibiu que alguém dissesse alguma coisa.
—E desde quando você liga pra isso? Esse cara é um safado e essa pode ser a nossa chance!
—"Uhull", "Demais", "Yaay".. -A Diaba fingiu ânimo, ainda despejando sarcasmo mesmo em seus piores momentos sentimentais.
—Qual é, vamos lá!
—Gigi, eu não entendo como chamar a reportagem vai ajudar a gente em alguma coisa.
—Claire! Acorda, isso é um passo lógico para que a gente possa se livrar desse pesadelo!

A Diaba se levantou pesadamente, ficando sentada na cama enquanto deu de ombros ao que Gigi disse com tanta energia e otimismo, mantendo sua expressão de indiferença com olhos que mal se abriam.

—Ah é? E como isso é possível, otária?
—Eu te digo. 1 — Com a reportagem invadindo o campus, é só uma questão de tempo, ou de horas para que a coisa fique nacional. Assim, "Ding Dong!" bateu o sino?!
—Não...
—Claire!! O que os repórteres mais querem?
—Notícias.
—Exato! E Quando eles acompanham um caso como esse, eles ficam até o final para ver a resolução de tudo!
—Tá.. isso é verdade. De novo, no que isso ajudaria?
—Bem, com as emissoras por perto, o trabalho das autoridades seria dobrado. Porque, pense o seguinte, se a polícia está sendo o tempo todos assediada pela equipe de reportagem, que todos os dias fica em cima deles a procura de respostas e progresso no caso, então a polícia começa a agir mais rápido. Porque senão pega mal pra ela né, afinal... o país inteiro iria assistir o fracasso de uma força policial em não conseguir pegar um assassino. Assim, eles redobram o esforço porque não terão só a cobrança de seus superiores, mas o após todo estará cobrando o serviço deles! O país não vai descansar enquanto não ver o caso encerrado. E finalmente providências começam a ser feitas.. como por exemplo, o cancelamento das aulas! Não entende? Isso pode tirar eu, você, Edward e todo mundo do campus! Iríamos pra casa longe dessa merda até que tudo se resolvesse. É por isso que o Heitor está encobrindo tudo. Sem aulas, sem lucro. Uma investigação como essa pode levar meses! E seriam meses sem alunos para pagar as mensalidades de seus cursos! Esse cara é um verme!
—E Você é burra mesmo pra acreditar nisso? Se toca, garota! O Assassino está atrás da galera de Pendleton. Eu tenho certeza que ele já escolheu todas as suas "Vítimas" a dedo. E não importa onde elas forem, ele vai atrás.
—Acha mesmo?
—Querida... pra um psicopata que invade uma casa cheia de garotos bombados e durões, amarra eles feito bichinhas enquanto faz a festa estripando meu Crush... vadia, esse cara, mulher ou seja la quem for vai ir atrás que quem quiser, onde quiser! Se você der o fora da universidade Gigi, não vai adiantar de porra nenhuma, entendeu? Ele vai invadir sua casa, e vai atrás de você... Não importa. Estamos até mais seguros aqui. Estamos todos num lugar só onde um pode encontrar o outro facilmente. Sair da faculdade é cilada. Estaremos caindo numa armadilha mortal, onde estaremos longe uns dos outros.. nos tornando alvos fáceis.
—Oh, Meu Deus... -Gigi retornou ao seu estado depressivo e desanimado no mesmo instante, abaixando o celular trazendo de volta a desesperança. -Sua puta! -Disse se sentindo perdida no mundo. Uma tonta que seria brutalmente assassinada não importando as circunstâncias. -Você está certa.... foda-se! -Jogou o celular na cama, esfregando as mãos no rosto.
—Espera! -Exclamou Claire, paralisando com seus pensamentos. Eles vieram rápidos como uma flecha, ideias ideias e ideias a atingiam como balas de um revólver 45. Sua respiração ficou mais rápida e ofegante. Num impulso, agarrou o edredom jogando-o longe no chão. Seu pijamas cor de rosa feito de seda espelhou a verdadeira megera que existia dentro daquele ser humano absurdo. O Demônio que ela foi um dia se juntou com seu instinto de sobrevivência, culminando num ato antes impensado para a jovem: Possíveis soluções que ajudariam pessoas! Uma ideia nova e assustadora, mas que veio de repente e com clareza.

Ao se deparar com o efeito Lana Del Ray que havia causado em Gigi com suas palavras lógicas e nada amigáveis, Claire teve um estalo:

—Ok, baranga! Pare agora de chorar que isso aqui não é show da Adele! Anda.

Gigi acariciou o próprio rosto um suspiro, fitando a Diaba tomada por uma gigantesca surpresa ao ver a que antes parecia moribunda, agora lhe dando voz de comando e fazendo cara de louca como se tivesse acabado de ver Jesus ou algo assim.

—Claire?... o que foi?
—Não, você é quem está certa! Ai meu Deus como eu fui idiota! Sim, vamos sim nos enfiar na sala do Heitor. Mas... não pode ser hoje! E primeiro, eu preciso do Edward aqui, chame ele, AGORA!


A loirinha ficou sem reação. Não sabia explicar que porra havia acabado de acontecer em sua frente. A segundos atrás achava que passaria a noite toda falando besteiras para acalmar Claire, e num momento a roda havia girado, e a diaba agora parecia ter tomado Redbull. Com tamanha estranheza nos olhos, Gigi concordou com voz lenta e arrastada:

—Tá bem.... louca.
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O Batom cor de vinho deslizava nos lábios carnudos, colocando uma cor onde antes havia apenas rachaduras. A Dona da boca, Clarice. Se via no enorme espelho no banheiro feminino do andar térreo do prédio dos dormitórios. Ela olhava para uma imagem sua recém destruída, coberta pela touca do agasalho cinza com o logotipo da universidade, algo que ela nunca se atreveu a usar até agora. Era certo dizer que Clarice estava se escondendo. Se mantendo longe do mundo que a parava em cada corredor fazendo-lhe perguntas e mais perguntas. Todos queriam sentir o gostinho de como era ter sobrevivido a um massacre, usando a jovem como intermediária entre a segurança confortável de seus quartos e a aventura sanguinolenta que ocorrera na fraternidade onde a mesma era a Presidente. Não havia contado a ninguém em qual quarto estava, e nem se tinha alguma colega ocupando o mesmo espaço. Ela entrava a saía do mesmo jeito. Encoberta por um capuz e óculos escuros, fingindo não existir na multidão de curiosos que a seguiam como os mosquitos são atraídos para a luz. Talvez esse batom fosse mais que mera vaidade, talvez fosse uma forma de se reinventar e emergir da atual vida "Anônima" e tentar voltar as suas raízes. Todos um dia são perseguidos por alguma causa ou motivo. E mesmo Clarice sempre ter gostado de atenção e olhares, sendo uma adepta do ditado popular jovem "Falem bem, falem mal, mas falem de mim", ela se via num barco que não pediu para estar. Com uma atenção que ela não controlava. E tudo o que Clarice não podia controlar, seu ser rejeitava automaticamente. Seu reflexo no espelho pedia por socorro, pela volta de um tempo onde seus sapatos eram o assunto, e não os tropeços que deu para dar o fora de uma situação crítica.

Pressionou os lábios remexendo-os de boca fechada para firmar o batom. Em seguida, deixou-os se desgrudarem sozinhos enquanto via a cor fortíssima avermelhada como sangue, se destacar em seu rosto. Virou o rosto para os lados a fim de ter um vislumbre melhor de seu próprio reflexo. Uma atitude que a fazia se sentir melhor, como algo que foi da água para o vinho. Da "Mendiga", para a "Narcisa". Através do espelho, também tinha uma ampla visão das portas dos "Boxes", e som de uma descarga a distraiu, fazendo seu olhar se lançar mais para a sua direita de onde o barulho vinha. Não querendo ser intrometida na intimidade dos outros, Clarice disfarçou olhando para a pia quando percebeu que a tal porta ia se abrir, sem ter percebido quem havia saído dali.

Parada naquela portinha de metal, ainda com o som da descarga se dissipando atrás de si, Catherine cruzou os braços apoiando-se de lado com as costas no box, fitando Clarice através do espelho ainda com a mochila pendurada num dos ombros. A garota de capuz levantou a cabeça, correspondendo ao olhar da amiga ao vê-la ali, mas não se virou. Pelo espelho ela a via, e ali mesmo permaneceu.

—Você está ótima! -Disse Cath de modo cínico, debochando da má aparência de Clarice mas sem pegar leve, portanto uma expressão quase furiosa.
—Você também. -Clarice retirou o capuz, mostrando os fios bagunçados no topo da cabeça ainda encarando a menina pelo espelho. Fingindo não se importar com a presença dela, ou presumindo que a mesma iria embora sem dizer mais nada, forçou-se a retomar sua atenção ao seu próprio reflexo, erguendo a cabeça e esticando os braços para trás, alisando seu cabelo segurando um elástico entre os dedos. Ali ela começou a dar um "Rabo de cavalo", quando Cath se aproximou olhando diretamente para ela.

—Você deve explicações.
—Eu sei... -Respondeu em tom melancólico.
—O que você fez foi imperdoável. Eu poderia estar morta agora.
—Já vi que "Desculpas" não vão funcionar com você, não é mesmo?
—Clarice, você não me avisou. Nenhuma de vocês avisou. Eu estava bem ali!
—Você parecia nem estar ouvindo nada!!
—Não interessa! Achei que você era minha amiga!
—Eu sou sua amiga! -Exclamou com os olhos cheios d'água.
—Sabe... já conheci muita gente falsa por aí. Minnie está incluída. Mas você.. eu não esperava isso de você.
—Cath, eu juro que eu não tive escolha.
—Você só se preocupou com você mesma! Deu o fora daquela casa assim como a Gigi, aquela puta covarde! Você... você praticamente me deixou lá pra morrer, sabia? Saiu correndo passando direto por mim na sala. Quanto tempo vocês ficaram trancadas naquele banheiro? Hã?!

Clarice parou sua tarefa, paralisando completamente dando leves tremidas de susto cada vez que Cath levantava a voz enfurecida e decepcionada. Não dizia nada, apenas e observava com a palavra "Culpa" escrita na testa.

—Todo aquele tempo... você, Ashley.. Maddie.. estavam na maior encrenca lá em cima. Sabiam que tinha alguém na casa e ainda sim não me avisaram??.. isso é nojento. E aquela outra garota, Kirstin? Como se sentiriam se ela tivesse morrido também. Porque se bem me lembro, ninguém parou nem pra cumprimentar a coitada direito.
—Cath, eu não tinha escolha!!
—Pare de dizer isso!!! -Catherine berrou com toda força erguendo sua mochila, tacando-a contra o espelho, que trincou num baque tremendo, do qual Clarice recuou num enorme susto, se afastando da garota, paralisando a alguns passos de distância da mesma, encarando-a em choque. -Fala alguma coisa! Fala!!!

Cath se aproximou com as chamas do inferno preenchendo seu olhar:

—Fala como você desviou daquele machado saindo ilesa enquanto as minhas amigas morriam. Fala como você só se preocupou consigo mesma ao dar o fora daquela casa deixando Ashley, que estava logo atrás de você para ser morta a sangue frio por um psicopata! Você.... Clarice... é tão culpada quanto aquele assassino. Todas nós devíamos estar enterradas agora... principalmente você!... Responde alguma coisa, caralho!
—Cath, eu juro! EU juro, por favor acredite em mim eu não queria que isso tivesse acontecido.. eu corri... eu corri, tá legal?! EU também estava lá! Com medo, temendo pela minha vida do mesmo jeito que elas! Eu não fiz nada de errado eu juro!!
—Cala a boca!... E.. E eu achei que sempre podia contar com você. Onde estava a Clarice que sempre unia aquelas garotas, hein? Onde estava aquela menina que dava todo o suor para aquela casa e tomava conta das meninas?... acho que aquela Clarice nunca existiu de verdade não é. Pelo menos não quando o perigo não é real.... você tem amigos, garota?.. Ou tudo o que você tem são os chifres enormes que seu namorado coloca em você?
—O quê?!
—Ah, você não sabia?!... Hum.. olha aí, eu sendo AMIGA mais uma vez quando não deveria.
—Espera, que história é essa de chifre?!
—Isso importa agora? Eu estou falando com você sobre como você foi uma vagabunda egoísta.. e é isso que você escuta enquanto falo?
—Cath.. eu..
—Shh! Chega. É Sério.
—Você não pode me julgar assim!
—Ah, magina!
—Eu sei que a Ashley morreu bem na sua frente, tá legal? E você? O que fez? Hein?!! -Exclamou revoltada com todas as alfinetadas de Catherine. A ponto de explodir de raiva.
—Não me venha com essa agora. Quer saber o que eu estava fazendo?? Estava em choque, sem saber que merda estava acontecendo. Se era uma briga, uma pegadinha, ou se era realmente sério. E quando percebi o que era, porque VOCÊ NÃO FEZ O FAVOR NEM DE MANDAR UMA MENSAGEM LÁ DE CIMA ANTES PARA ME AVISAR QUE TINHA UM A PORRA DE UM ASSASSINO DENTRO DA CASA.... eu fiquei é encolhida de medo, esperando minha vida acabar diante dos meus olhos.
—Eu.. sinto.. muito...
—Sente muito que não estou morta?
—Não foi isso que eu quis dizer!
—Foda-se. Quer saber de uma coisa?... Eu não confio mais em você, Clarice.

Um longo silêncio se deu, com as duas prestes a lacrimejar em expressões misturadas com desespero, decepção, arrependimento e ódio. E Cath, após esse grande eco de "Nada", quebrou o suspense dizendo suas últimas palavras:

—Não sei se alguém vai ouvir os seus gritos quando estiver em perigo. Porque eu sei que eu não irei. Pode ter certeza, meus fones estarão no último volume se isso acontecer....

Clarice despencou em lágrimas, abaixando a cabeça soluçando diante das palavras da morena, sendo atingida por mais uma alfinetada enquanto Cath se retirava do banheiro as pressas sem que Clarice sequer tivesse percebido que a garota já estava passando pela porta caindo fora:

—A propósito.. esse batom é horrível.
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Claire era quase como uma professora tomada por cafeína. Seu movimentos rápidos, sua fala acelerada e o modo como andava de um lado para o outro dentro do quarto eram de deixar qualquer um nervoso. Edward e Gigi, assistiam ao seu discurso completamente calados, acompanhando cada movimento de Ripley, assustados com seu ritmo frenético e sua estranha empolgação ao falar de um assunto tão mórbido. Talvez fosse um desses comportamentos estranhos de "Estresse pós-traumático", era o que Gigi pensava, tentando não ficar muito chocada com a naturalidade e o uso de uma lógica maluca que Claire usava para falar sobre os horrores passados dos últimos dias. Edward por outro lado, mantinha-se concentrado levando tudo a sério, talvez até demais. Mas sabia de uma coisa, a Diaba estava de volta, e não pararia até essa coisa acabar!

—Nós fomos muito idiotas! Gigi, tudo bem eu gostei do plano do Paul e tudo mais, mesmo não acreditando muito que vai dar um resultado, vai ser demais deixar o Heitor com cara de bunda. Mas fala pra ele elaborar melhor esse plano aí porque ainda está meio merda e muito improvisado! Por outro lado não estávamos, quer dizer, EU não estava conseguindo ver o que estava bem na minha frente! Se quisermos pegar o assassino temos que descobrir o seu padrão e puxar o tapete dele! Não que eu seja algum tipo de "Buffy" ou "Caça-fantasmas", Deus me livre, mas sinto que descobrindo o padrão, podemos impedir! E descobrindo quem é a próxima vítima, podemos impedir que o ou a infeliz morra! Não acham?
—Como? -Perguntou Edward, se remexendo de ansiedade sentado.
—Shh!! Foi uma pergunta retórica! Não estraga o clima!

O Garoto voltou a ficar calado, engolindo as palavras de Claire conforme Gigi se segurava para não rir daquela cortada.

—Então, continuando. Sabemos que não tem nenhum segredo sujo aqui, e não tem nenhuma vingança para esse assassino cobrir. Não.. esse é um dos seguidores da Juliett, eles vão matar não importa se tem um motivo pessoal ou não. Então, dito isto, durante todo esse tempo presumimos que qualquer um poderia ser a próxima vítima, ou pelo menos qualquer um ligado a Gigi, desde que todas as vítimas até agora tinham uma ligação com você não é mesmo, jogadora de RPG dos infernos? Pois então, para um assassino em série ser pego, a polícia geralmente acompanha seu padrão, prevê seus próximos movimentos através disso, montam um perfil e vão a caça. O problema é, nós não somos a polícia, somos muito mais espertos e talvez mais... idiotas o bastante pra meter o nariz nisso do que eles. Mas eu tenho confiança que isso vai dar certo. Voltando, se a gente analisar os ataques, aquela tentativa de assassinato com você e o Carl, Gigi foi só um modo dele avisar quais seriam seus primeiros alvos, e não estou de você especificamente, mas sim de onde vocês moravam! Você era da ZETA BETA, ok? Tudo começou com você. Depois, a ZETA foi atacada, o assassino quando invadiu a casa não tinha nenhum alvo em especial. Você mesma disse que ele ligou para o telefone DA CASA, e não para o seu! E mesmo você tendo saído de lá, ele ainda sim atacou. Ou seja, não é atrás de você que ele está indo. Ele estava atrás da casa! Da ZETA BETA! Outra coisa que pode confirmar isso é a Kirstin! Ela estava lá feito uma idiota pronta para morrer mas mesmo assim ele não a matou, ele a deixou para trás! Por quê? Porque ela não era um membro da casa, ela tinha acabado de chegar, e pra ser uma ZETA BETA oficial vocês faziam um monte de palhaçadas e "Rituais" bestas que eu sei, por isso as meninas não queria mais entrar pra fraternidade de vocês, ok? Enfim, ele saiu matando sem ter um alvo específico. Quem morreu, morreu, quem escapou, escapou. Depois, ele foi atrás do Evan... ou devo dizer.. atrás da DKY. Evan é quem foi o último dos garotos a chegar na casa naquela noite, os outros já tinham saído, ou estavam transando por aí, enfim não importa. Mas os outros meninos que estavam lá também foram pegos e amarrados. Sim, agora eu sei que o assassino fez um jogo com o Evan e usou os meninos como peças, qualquer um ali podia viver ou morrer, não havia limites. Porque não era do Evan que ele estava atrás! Era a casa!! Não entendem?!! O Assassino está atacando as casas de fraternidade, cacete!! Ele vai bater de porta em porta e depois vai se mandar!
—Claire.. eu estou toda cagada de medo agora.. mas.. isso faz sentido..
—Não terminei ainda! SH! FIca quieta. Então, as únicas duas fraternidades restantes são, a Lambda Kappa e aquela dos Nerds, a OZD. Que, convenhamos, o assassino morreria de tédio antes de mesmo de perseguir um daqueles frouxos.. então, se minha teoria estiver certa, e eu sei que está... a casa Lambda Kappa é a próxima a ser atacada!
—Calma!!! — Levantou Edward erguendo as mãos, segurando Claire pelos ombros. -Respira... respira... senão você vai ter um colapso. Olha, eu acredito em você! De verdade! E se for assim, temos que ir até a Lambda impedir esse circo.
—O quê?! Eu nunca disse que devíamos ir até lá, só quero dizer que elas vão todas morrer e eu estou certa disso.
—Também não é assim! Se você fez uma descoberta, tem uma responsabilidade também!
—Nem pensar!
—Claire!
—Não! De jeito nenhum.
—Pensa bem.
—Está me pedindo pra salvar a Rachel? Quem sabe numa próxima vida.
—Não! Nós vamos lá.
—Seja meu convidado, pode ir se quiser.
—Você vai comigo!
—Nãããão! -Sacudia os ombros relutando em aceitar o que Edward lhe impunha.
—Claire, escuta! Ninguém estava lá pra salvar a Stacy... lembra? Se alguém soubesse de alguma coisa, ela ainda estaria aqui! Assim com ela, Rachel tem amigos.. família.. ela é uma garota, e não o anti-cristo. Não importa a briga que você tenha com ela ninguém merece morrer! Temos que fazer o que é certo.
—Ok!!... não vou dizer que estou confortável com a ideia, porque não estou!!... NÃO ESTOU!.. Mas.. tá certo. Porém, já aviso, se acontecer alguma coisa com ela e eu não puder fazer nada a respeito, ok.

Edward a encarou de modo autoritário, esperando arrancar outra reação da Diaba, que revirou os olhos bufando:

—"E Se eu puder fazer alguma coisa para salvá-la... eu farei"... Pronto, tá feliz agora?
—Muito.

Notas finais
Espero que tenham gostado! O próximo capitulo pode vir a ser de MATAR! heheh O Plano de Paul vai dar certo? Claire vai impedir o possível ataque na Lambda Kappa? Ou será que ela errou em sua teoria? Por favor, comente o que achou! Até a próxima galera! Música de suspense que é trilha sonora oficial da FIC aqui - https://www.youtube.com/watch?v=tnGWH5LxNyg