Notas iniciais
Ooii gente, desculpa a demora. Enfim, quero agradecer a vocês que estão comentando e falando o que estão achando da fic, vocês são muitos divosoooos amando vocês. Enfim, nos vemos lá embaixo hehehe Abraços.

Keke estava bebendo um copo de água com açúcar. Ela estava agora na delegacia com sua mãe e com o delegado em sua frente. Há poucos minutos alguém havia tentado matá-la. Ela tinha acabado de ligar para a policia quando a agarraram pelo seus tornozelos. Ela gritou e gritou, alguém tentou esfaqueá-la, porém, ela fugiu e conseguiu sair do quarto. Mas depois de sair dele ela escorreu e rolou as escadas de sua casa.

— Então você pode contar a história de novo? — o delegado perguntou.

— Oras mais que absurdo! — a mãe da garota disse. — quantas vezes ela vai ter que repetir? Alguém tentou matá-la, vocês devem fazer algo imediatamente. Uma menina que ela conhecia foi morta e vocês não fazem merda nenhuma com isso.

A mãe da garota levantou e puxou a filha. Ela deixaria que a polícia fizesse algo e caso não fizessem, ela mesma iria fazer. Keke voltava com a mãe no carro. Ela olhava pela janela enquanto ouvia suas músicas.

Não deixou de pensar em todo segundo que aquilo poderia ter sido por que agora ela queria tomar o lugar de Karina. Ela só queria que a menina pagasse pelo que fez a ela. Nada mais que isso. Sua mãe a levaria para casa de seu pai, onde ela ficaria a semana, mas antes precisavam pegar algumas coisas em casa.

Keke saiu do carro. O namorado de sua mãe esperava do lado de fora com as chaves nas mãos. Provavelmente, sua mãe pediu para que ele tivesse ali para verificar a casa junto com elas. A menina o cumprimentou e abriu a porta, entrou e foi direto para seu quarto vendo se tinha alguém ali.

Sem ninguém, ela foi até o seu banheiro. Quando Keke abriu a porta, sua roupa limpa que estava em suas mãos caiu no chão. Ela não conseguiu soltar a maçaneta e nem parar de olhar para o espelho que estava com palavras escritas com seu batom vermelho.

No tabuleiro da vida eu sou o jogador e você... Você é o peão.

***

No dia seguinte, tudo parecia estar normal. Exceto é claro por Camille que estava nervosa e aflita. Sua melhor amiga, Laura, já havia percebido desde que as duas se encontraram para ir para o colégio. Apesar de ambas as garotas serem diferentes em tudo, elas sempre foram grandes amigas. Camille se lembrou da primeira vez que Laura tinha dito a ela que era lésbica, mas nem isso atrapalhou a amizade das duas.

— O que está acontecendo, Mille? — a menina perguntou no meio da aula de química.

A garota fez sinal para que quem diz “depois da aula” e voltou a prestar atenção na aula. Mas ela não conseguia. Sua cabeça estava a mil se lembrando de tudo que aconteceu no dia anterior. Precisava correr o mais rápido possível para os braços do seu namorado, Marcos. Mais tarde ela não iria sair de perto de seus amigos. Iria ficar perto deles pelo resto do ano.

Os populares agora estavam em perigo. Alguém fez uma lista negra com os nomes de todos eles e o nome de Karina era o primeiro. Mas será que o nome de Camille era o segundo? Ou será que o que fizeram com ela foi apenas um susto?

Susto ou não, a garota estava com medo. Se aquilo foi uma brincadeira, foi de muito mal gosto e quando ela descobrir quem fez aquilo, iria acabar com a vida do desgraçado que tentou cortar sua língua.

Enquanto pensava em uma forma de se vingar da pessoa que mexeu com ela no incidente de ontem, Camille nem imaginava que na última carteira da sala, Thomas, um de seus amigos estava mexendo em seu celular. O garoto vivia no aparelho e nunca largava ele.

Ele estava vendo as fotos nas redes sociais quando uma mensagem de número privado chegou para ele. O garoto não ligou no inicio então continuou a ver as fotos das redes. Pouco tempo depois, ele percebeu a mensagem apitando e então, a abriu.

Mal sabia o garoto que aquilo seria um dos seus maiores erros. A mensagem estava estampada em sua tela de celular. Ele olhou em volta atônito, alguns de seus colegas olhavam para ele e ria de sua cara que possivelmente estava engraçada. Ele não sabia o que fazer, não sabia de onde vinha aquilo, ou de quem. Mas de uma coisa ele tinha certeza. Apenas Karina sabia de seu segredo. Apenas ela, ele confiou seu segredo. E agora ali estava ele escrito em uma mensagem.

De menino prodígio a um menino comum. Será que seus pais ficariam felizes em saber que o seu lindo filhinho tem um paixãozinha platônica por garotos? HAHAHA adoraria ver sua cara agora. Ops espera, eu posso ver você agora.

Grite.

Scream Bitches.

Seu coração parecia que ia pular de seu peito. Ele não sabia o que fazer, sua cabeça começou a doer e o mundo parecia girar. A última coisa que o garoto ouviu foi o som do sinal batendo e depois, ele não conseguiu ouvir mais nada.

Camille e Laura ficaram sem entender muita coisa. Thomas tinha caído de cara no caderno quando o sinal tocou. As duas garotas agora sacudiam o menino para o mesmo acordasse. Não havia muitas pessoas na sala e isso fez com que deixasse Camille aos nervos.

— Finalmente! — ela disse revirando os olhos. — O que aconteceu? Desde quando você está fazendo cosplay de Bela Adormecida?

O garoto levantou a cabeça e esfregou os olhos. Não sabia o porquê de ter apagado, só sabia que alguém estava querendo lhe pregar uma peça. Ele olhou para os rostos das meninas paradas a sua frente. Elas ainda estavam sérias esperando que ele falasse algo. Porém, ele não sabia o que dizer.

— Achamos que você tinha morrido ou coisa parecida. — Laura comentou rindo. Camille não ficou muito feliz com o comentário da amiga.

Não poderia sorrir sobre piadinhas de morte logo após de ter sofrido um ataque. Ela permaneceu quieta e apenas deu um riso de lado para que nenhum dos dois amigos suspeitasse de algo. Eles levantaram, mas quando saíram da sala, viram todos parados escutando a mensagem que saia das caixas de som.

Venho por este comunicado. A voz do diretor soou alta. Dizer que amanhã, na igreja de Santa Klaus perto da praça principal da cidade irá acontecer o funeral da nossa querida e amada, Karina Henriques. Seus pais pediram para avisar sobre seu funeral e que, toda a família ficaria feliz em receber cada amigo de sua filha.

Que continuemos nosso ano letivo, sem mais nenhuma mortes.

A mensagem acabou e a partir daquele momento, todos começaram falar juntos. Camille olhou para seus amigos que estavam sem nenhuma expressão. Ela iria ao funeral da, agora falecida, amiga.

Tinha muito com o que se preocupar, mas estava disposta a sobreviver um dia de vestido preto e cumprimentando as pessoas sem muito entusiasmo. A garota sentiu seu celular vibrar, mas estava com muito medo para ver o que tinha nele.

Por fim, depois de vibrar mais cinco vezes ela o pegou. Camille poderia ficar aliviada em dizer que não era nenhum número privado ameaçando-a, mas era sua mãe. E ela sabia que estaria frita por não ter respondido nenhuma mensagem. Ela seguiu com seus amigos pelo corredor para a saída.

Pelo canto de olho, ela viu que no final do último corredor à direita, havia alguém. Mas não era qualquer pessoa. Era a pessoa que a atacou. De preto e com uma faca. Ela não sabia se era coisa de sua cabeça já que os corredores estavam cheios, mas por um momento, ela pediu para que tudo não passasse de um sonho.

Mas aquilo não era um sonho. Era um pesadelo, e ela não iria acordar tão cedo dele.

Notas finais
Então? Gostaram? Espero que sim hahaha E não percam o funeral hein! Está imperdivel e terá algumas revelações heueheu E é claro, mortes!!! Keke, Thomas, Camille ou Laura? Qual deles vai morrer? Até os próximos, Abraços.