Scream Bitches

9 Eu Vejo Vocês, Vadias


Notas iniciais
Primeiramente, peço desculpas por não ter atualizado a fic na segunda. Eu não havia terminado o capítulo, mas aqui está ele. Quero avisar a vocês sobre o capítulo 10! Bem, eu andei pensando e agora me decidi sobre ele. Como a fanfic fez um mês e não deu muito par comemorar, está na hora de vocês ganharem um presente. Ele será totalmente em Flashbacks. A história de Karina e o porquê de sua amizade com Keke ter acabado. Os segredos de muitos personagens serão revelado, então, segurem os forninhos. Até, abraços.

Camille ainda estava no hospital e por isso que cada vez mais ela pedia para sair daquele lugar. A menina estava sonolenta por causa da anestesia que lhe deram para tirar o último fragmento da bala que havia ficado em seu corpo.

Já era de madrugada quando ela acordou e o quarto estava vazio, escuro e silencioso. No corredor com pouca iluminação dava para saber que não tinha muita gente por aquele andar.

Quando fitou a parede onde estava a televisão, havia alguém parado embaixo da televisão. Alguém de cabelos avermelhados e com uma cara fechada. Talvez Camille estivesse sonhando. Era isso. A menina estava sonhando e aquilo não era real. Pois ninguém pode ver fantasma, não é?

A garota de cabelos avermelhados sorriu e andou em sua direção. Ela já sabia quem era, mas quando a luz fraca que saia da televisão encontrou com o rosto pálido da menina, ela teve a certeza. Era Karina Henriques, a menina que foi sua amiga por anos e que tratou todo mundo da pior maneira do mundo.

— Você.. Você está... — tentou falar gaguejando.

— Morta? — riu a outra. — sim, eu estou. Estou reduzida a um cadáver branco e gélido. Estou reduzida a um monte de bichos comendo minha pele.

A voz de Karina fazia eco pelo quarto enquanto gritava. Seus gritos pareciam trazer vozes de almas em sofrimento. Ela andou para perto da cama e tirou uma faca de trás das costas.

— Eu estou morta. — passou a faca pela perna subindo até os joelhos. — eu estou morta e você também estará, pois quem fez isso comigo virá atrás de você. Virá atrás de vocês.

A janela quebrou com suas últimas palavras. Atrás dela, outras três pessoas apareceram com suas devidas marcas de morte. Lilian com os braços revirados. Karen com sua barriga cheia de sangue e Lucas com um buraco onde deveria estar seu coração.

Camille tirou os fios que a ligava nas máquinas e saiu da cama com pavor. Ela segurou e empurrou a porta. Quando saiu no corredor branco e deserto, vozes agudas pedindo ajuda saiam pelas caixas de sons no teto.

A garota correu. Sua expressão era de puro medo. Correu e desceu as escadas. O pátio do hospital não tinha ninguém. Estava calmo e vazio. Nada passava ali.

— Está na hora de morrer, vadia. — Lilian apareceu em sua frente do nada.

Eles a cercaram repetindo a mesma frase diversas vezes. Camille olhava de um lado para o outro com medo.

— A pessoa que irá lhe matar será a que você menos espera. — falou Karen.

As vozes ficaram mais altas e ela gritou. Seu grito a fez despertar no quarto silencioso e agora luminoso pela claridade do tempo fechado.

Quando olhou para a janela viu alguém de casaco cinza parado olhando para o lado de fora. Sua garganta se fechou e seu corpo ficou tenso, mas depois relaxou quando viu que era seu namorado, Marcos.

— Hey, Cami Baby. — ele falou e sentou na cama ao seu lado. — ainda está com dor?

— Não muita, mas ainda dói. — ela disse e sorriu por ele ter chamado-a daquele jeito. Era o único que a chamava assim. — Achei que ficaria na casa da sua avó para sempre. Estava com saudades.

— Sabe como é lá, tipo roça. — riu ele e beijou a testa da menina. — também estava com saudades. Minha mãe me avisou sobre você e vim correndo para ver você, fiquei com medo que você me deixasse.

— Sabe que irei te atormentar pelo resto de sua vida. — eles riram e se beijaram. — eu amo você.

Alguém bateu na porta do quarto interrompendo-os. Thomas entrou e ficou olhando para os dois com surpresa.

— Estamos em um hospital, isso não é lugar para sexo. É capaz de vocês pegarem doenças mesmo de camisinha.

— Thommy! — Camille o repreendeu. — nos deixe a sós, por favor.

O garoto deu de ombros e saiu do quarto. Ele andou pelo corredor que agora havia bastante gente e foi até o refeitório a fim de comer alguma coisa. Quando se sentou em uma das mesas, seu celular vibrou anunciando uma nova mensagem.

“O jogo acabou de começa”. E para comemorar, que tal uma bela pitada de Felipe sangrando para nós? Vamos brindar bebendo o seu sangue, HAHAHA

Grite, vadia.

Scream Bitches."

Ele guardou o celular e levantou-se saindo do refeitório, mas voltou para pegar seu lanche, Felipe estava em perigo, mas sua barriga também estava. Assim, ele saiu do hospital terminando de comer seu salgado. Ele andou até o ponto de ônibus e pegou o primeiro que dava para perto da casa onde o garoto estava.

Quando desceu do ônibus correu o mais rápido que pôde. A porta abriu na sua primeira batida. Felipe estava de roupa de dormir e com cara de sono.

— O que foi? — perguntou ele encostando a cabeça na porta.

Thomas não deixou que o menino perguntasse mais alguma coisa pois havia entrado na casa empurrando o menino e o beijando. A porta bateu tão forte, mas nem isso foi suficiente para tirar a atenção um do outro.

— Achei que me odiasse. — perguntou Felipe.

— E odeio. — os dois sorriram. — recebi uma mensagem de...

Ele não completou a frase. Havia se esquecido de que o garoto parado a sua frente não sabia de nada. Será que era hora de contar sobre Scream Bitches?

— De...? — Felipe olhou em seus olhos. — o que está acontecendo?

— É melhor se sentar. — fez sinal para o sofá. — é muita história.

Eles se sentaram e Thomas começou a contar tudo desde o início. Enquanto conversavam ali, Laura estava tentando pensar em algum jeito de se livrar das perguntas de sua mãe.

A menina estava no jardim do hospital e falava com sua mãe pelo celular. Paula havia chegado com os dois copos de café e assim ela havia conseguido desligar o telefone.

— Ainda bem que chegou. — falou sentando-se em um dos bancos que ficava longe do hospital. — não aguentava mais fala no celular.

Paula sorriu. As duas nunca foram amigas, nunca haviam se falado muito, mas agora era diferente. Tudo ali estava diferente, na verdade.

— Como começou? — ela quebrou o silêncio e Laura a olhou. — digo as mensagens.

— Foi tão de repente. — respondeu. — Primeiro Karina morreu e tudo começou a acontecer.

— Vocês sabem quem é? — perguntou.

— Desconfiamos de Anita. — falou e bebeu um pouco de seu café.

Não havia mais assunto ou qualquer outra coisa para se falar. As duas terminaram de beber o café e se olharam decidindo se voltariam para falar com Camille.

Paula foi aproximando o seu rosto bem devagar do da garota. As duas sentiam seu coração pulsar bem forte. Talvez ali não devesse ser um momento apropriado, ou talvez fosse errado, pois havia algumas crianças brincando.

Mas elas não ligaram, bem devagar, os lábios das duas se encontraram em um beijo calmo e prazeroso. A mão de Laura foi até o rosto da outra e o acariciou devagar. Depois de alguns minutos, as duas se separaram.

— Acho melhor irmos para dentro. — disse Paula fitando o céu que começava a trovejar.

A outra concordou e as duas foram andando para o prédio branco enquanto a chuva fina começava a cair e os ventos começavam a ficarem mais fortes. Mal sabiam elas, que atrás de uma árvore, uma pessoa tinha visto toda a cena e registrado em fotos.

+++

A chuva agora estava forte e Thomas estava ficando preocupado em como iria para sua casa. O menino havia contado tudo para o outro que agora sabia de toda a história.

— Acho melhor eu ir. — disse ele olhando pela janela.

— Por que não dorme aqui? — perguntou Felipe colocando às mãos no bolso e olhando para o relógio que já marcava quase cinco e meia.

— Ficou doido? — respondeu. — minha mãe surtaria.

— É só falar que vai ficar com a Mille no hospital, úe. — segurou suas mãos e fazendo bico.

Um barulho soou na parte de trás da casa e ambos olharam para o corredor. Eles trocaram olhares e Thomas começou a andar devagar rumo aos fundos. O garoto tentava pisar o mais leve possível com seus tênis All Stars cano longo.

— Não acha melhor se sairmos daqui? — perguntou o outro com um pouco de medo atrás dele.

O menino balançou a cabeça negativamente e continuou. A porta de um quarto que tinha ali estava entreaberta. Ele segurou a maçaneta e empurrou-a lentamente. Embora seu corpo estava tenso e suas pernas tremiam, Thomas abriu a porta e tudo o que viu foi uma janela aberta e um abajur no chão.

— Tinha alguém aqui. — disse olhando para o outro atrás de si. — feche tudo.

Começaram fechando as janelas e portas da casa e esperaram no quarto vendo se algo havia sumido.

— Parece que nada sumiu. — Felipe entrou no quarto e fechou a porta.

O abajur que não funcionava mais, fazia falta. O quarto não estava tão iluminado, pois a lâmpada estava começando a ficar fraca e as cortinas estavam fechadas impedindo a luz de fora entrar.

Eles se sentaram na cama. Suas respirações estavam ofegantes e ambos não pareciam muito confortáveis com aquilo. Quando as suas mãos se encostaram, o celular de Thomas tocou e ele o pegou.

Como todas as outras, a mensagem vinha em um número privado e era assinado com um mesmo nome de duas palavras. Ele leu o texto e depois abriu uma foto que havia sido enviada junto com ela.

"HOHOHO! Parece que não é só Laura que curte um velcro! Adoraria ver a cara de todos quando virem essa foto!

Seria um máximo ver como suas mães lidariam com isso. Ah, quase ia me esquecendo, cuide muito bem do seu namorado, pois senão ele será um cadáver.

Sorria e grite, vadio!

Com amor,

Scream Bitches."

— É sobre isso que você me falou não foi? — perguntou Felipe, mas ele não deu muita atenção.

Estava preocupado demais olhando a foto e admirando a palavra "namorado". Ele mandou uma mensagem de texto pela sua amiga e esperou que ela lhe respondesse, mas ela estava demorando demais.

— Você vai para casa? — perguntou novamente o garoto.

Ele o fitou. Olhou seus olhos castanhos e seu cabelo loiro misturado com pretos. Não sabia se aquilo seria perigoso, mas não ligava no momento. Apesar de tudo que aconteceu no passado, o que aconteceu com Karina e o que ambos fizeram, ele estava pensando no agora.

— Não. — respondeu e colocou a mão em seu rosto. — ficarei com você aqui. Não posso perder você também.

Ele o beijou e a luz caiu. Não ligou muito para aquilo e continuou beijando o menino que o deitou e o abraçou. Estava na hora de parar de ligar para tudo aquilo, não queria mais saber de nada. Havia avisado sua amiga e quando terminasse qualquer coisa que fizer ali, ele iria conversar com ela.

Estavam tão envolvidos que Thomas não percebeu que outra mensagem havia chegado em seu telefone e dessa vez, não era de Laura.

"Eu vejo vocês."

Notas finais
Eai genten asokpoks O que acharam? Só quero ver a reação de vocês kk Adoro vocês, até o próximo, Abrços