Scream
14 Final 2
Michael olhava em seus olhos. Lentamente deu um passo para trás, seu cérebro estava a mil, ele precisava tomar uma decisão o mais rápido possível.
— Vocês quase assassinaram minha família… Vocês tiveram essa compaixão por mim?
Vênus o encarou, assustado. Ele havia feito sua escolha.
— Agentes!! Ajuda!! Venham aqui!!
Os oficiais ouviram a voz do cantor. Tão rápido quanto profissionais, os agentes se reuniram em torno da porta de onde ouviram o grito e romperam a tranca. Eram em torno de uns 8 ou 9 homens, todos de preto e armados. Um deles passou uma mensagem no rádio para os demais que estavam do lado de fora da mansão.
— Gritos no lado norte da casa. Eu preciso de reforços!
Porém, quando chegaram, Michael estava sentado no chão, com uma das mãos em seu próprio ferimento. Todo o ambiente era muito escuro e haviam muitas bugigangas, o que dificultava a locomoção pelo local.
— V-voltou a sangrar… Eu… me tirem daqui, por favor.
— Temos um homem ferido.
Um dos oficiais fez uma chamada no rádio enquanto outros se aproximavam para conduzir o cantor.
— Senhor Jackson, o que veio fazer aqui?
Michael suspirou.
— Eu fui imprudente. Pensei que poderia conversar com eles, mas fugiram. Um deles me socou no estômago e meu ferimento voltou a sangrar. Eu tô muito cansado…
— Vamos chamar uma ambulância.
Logo, ele foi conduzido para fora da casa. Janet, que estava louca atrás de seu irmão, correu, embora com um pouco de dificuldade, ao vê-lo ser auxiliado por agentes e policiais que vieram logo em seguida.
— Michael!!
Ele foi colocado novamente no gramado enquanto aguardava a ambulância, que já estava a caminho de Neverland e só precisava passar, agora, pelo mar de pessoas ao redor. O cantor suspirou e a encarou.
— Oi, maninha…
— Michael, Tito, Jermaine e Marlon já estão vindo aí! La Toya também… Os outros tão viajando pra cá. Não se mata antes deles chegarem, poxa!
Ele deixou uma risada escapar.
— Eu não vou, prometo! Eu só… Eu pensei que eu podia resolver isso… Eu espero que os agentes achem aquelas cópias logo.
— Você foi enfrentar eles desse jeito?? Você é tão maluco quanto eu… Só não te dou um tapão porque você tá nesse estado.
A mulher suspirou. Michael gargalhou mais uma vez.
— Não se preocupe, sério, eu tô bem.
— Hunf… Ah, a ambulância chegou! Fica aqui, não sai! Eu vou trazer eles pra cá.
Michael assentiu e ficou observando a mulher se afastar e ir em direção ao grande e brilhante veículo. Quando ela sumiu entre a multidão, ele suspirou e se levantou mais uma vez, sem maiores dificuldades. Lentamente começou a caminhar, seguindo a trilha do parque de diversões, que ficava um pouco mais no centro do rancho, bem longe dos portões. Lá não havia quase ninguém, apenas alguns poucos oficiais dispersos que ficaram para fazer ronda.
No meio daquela calmaria, Mercúrio apareceu.
— Bu!
— Ah!!
Ele gritou, em seguida suspirou.
— Não me assusta desse jeito, idiota… E que roupa é essa?
— Hum? É a dele… Se me vissem com a nossa roupa, iam me prender, dã! Eu dei meus retoques e tá bem legal agora.
— Tá… Vamos embora. O plano foi uma merda, mas… pelo menos, eu pude tirar uma dúvida.
— Que dúvida?
Michael, ou Vênus, a encarou e então sorriu.
— Ele era albacoriano.
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Quarto de Quinquilharias — 01:30 hrs
Um oficial ligou a lanterna e, então, fez uma chamada para os agentes do lado de fora.
— Senhores, interior, lado norte da casa. Tem algo aqui que eu preciso que vejam...
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