Scream 20 Years
12 11º Capitulo - O passado nunca tem fim!
No celeiro Evelyn estava impaciente querendo retornar a casa para saber como Sidney e Natalie estavam.
- Não! Prometi a sua mãe que não deixaria você ir para lá, preciso te manter segura. – Evelyn olha com raiva ao rapaz.
- Acha que pode me impedir David? – Ela então anda a saída do local, mas David a segura pela cintura e puxa para perto de si, os dois se olham com carinho e David a beija, Evelyn o corresponde, mas logo se afasta dando-lhe um tapa ao rosto.
- Nunca mais faça isso entendeu? Nunca mais! – Evelyn se afasta para dentro do local e David a segue. – Me desculpe Evelyn, mas foi espontâneo, prometo não fazer mais isso. – Enquanto isso na casa Sidney ainda tentava desamarrar Marta e Trish, quando de repente Judy volta da vistoria do local.
- Ao que notei tudo parece está em ordem! – Natalie então se levanta a aproximar-se de Judy.
- Precisamos ajudar Sidney, ela está com alguma dificuldade. – Certo, vamos lá. – As duas caminham para próximo de Sidney, Natalie abaixa-se tentando desamarrar Trish, mas algo muda a fisionomia de Judy fazendo a comentar algo. – Sabe Sidney, eu sempre me perguntei se você realmente é especial. – Sidney estranha o tom de Judy. – Como assim Judy? Do que está falando? – Ora Sidney, não se faça de sonsa não é? Tudo isso não teria acontecido se sua mãe não tivesse morrido há anos atrás não acha? — Sidney rebate o comentário. – Não! Tudo isso começou por causa de Roman, se não fosse... – Natalie tentando amenizar a situação, levanta-se indo em direção a Judy. – Porque isso agora Judy? Porque remexer nesse passado? – Judy rir se aproximando de Natalie. – Por quê? Bom, eu não vou te conceder essa resposta, afinal, esse filme trata-se de Sidney Prescott e um Ghostface, só há espaço para dois protagonistas e você nesse exato momento está fora do elenco. – Natalie estranhando aqueles dizeres é surpreendida por Judy com uma facada ao pescoço. – Não! Natalie! – Sidney grita, Natalie desaba ao chão tentando segurar o sangue que escorria, Judy ainda segurando a jovem pelo ombro a concede mais duas facadas ao mesmo espaço fazendo esta morrer de uma vez. – Meu Deus!Judy, não, por quê? – Marta e Trish gritavam de pavor, Sidney em choque tentava se controlar. – Está na hora Sidney, bem vinda ao melhor capitulo onde tudo realmente será revelado, o acerto de contas. – Judy com a faca apontada para Sidney vai até o porão e em menos de alguns segundos retorna jogando a sala Antony e July amarrados. – Meu Deus! Judy, por favor, não os machuque, vamos resolver isso entre nós. – Cala a boca Sidney! – Antony agonizava, mas Judy o chuta ao estômago, July chorava em desespero. – Quietos vocês também, agora vamos resolver algo sobre o passado, entre mim, Sidney e talvez alguém que ela conheça muito bem. – Sidney que analisava toda a situação enxuga as lágrimas e comenta com ódio para com Judy.
- Não tenho nada para acertar com você, como pode trair a minha confiança? Gale e principalmente Dewey? – Judy grita.
- Você roubou o Billy de mim Sidney! Eu sempre o amei, sempre, na escola os trabalhos em grupo eram sempre liderados por você, Sidney pra lá, Sidney pra cá, Sidney, Sidney, Sidney, tudo sempre foi você, roubou quem eu amava, roubou a fama da cidade, roubou a fama de sua mãe. – Você é doente Judy! – Não Sidney! Você ainda não viu quem é doente. – Judy então se aproxima da escada e ergue as mãos, todos apavorados a olham atentamente, — Com vocês uma salva de palmas para ela, a pessoa que realmente merece todo o mérito dessa história, Maureen Prescott. – Para Sidney foi-se um momento em câmera lenta, seu olhar seguia aos degraus da escada quando de repente uma calça jeans muito justa foi vista, um salto muito vermelho, uma blusa em tom escuro, cabelos cacheados em tonalidade castanho e pele bem tratada, Maureen estava perfeita. – Não pode ser!NÃO PODE SER! – Sidney gritava ao sorriso da mãe. – Minha querida Sidney! Como é bom reencontrá-la. – Maureen tenta abraçar Sidney, mas ela empurra a mulher, Judy retira uma arma da cintura e aponta para Sidney.
- Abrace-a Sidney, faça o que ela pedir. – Sidney chorando muito abraça a mãe.
- Que saudade de você minha filha, como você está? Com grandes cicatrizes? — Sidney cospe ao rosto de Maureen. – Porque você fez isso comigo mãe? Se fingir de morta? Mas como? Eu fui ao seu enterro, eu vi seu corpo de sangue, Billy, Stu, Roman, tudo por sua causa e você agora aqui, viva. – Maureen concede um tapa ao rosto de Sidney.
- Primeiro saiba me respeitar, ainda sou sua mãe vadia, seu pai não te deu educação? Aquele idiota, lerdo, por isso que fiquei com o pai do Billy, ele sabia tratar uma mulher e principalmente o Cotton, nossa, foi injustiçado por sua causa Sidney e depois você diz que a culpa é minha, que infantilidade. – Judy rir ao comentário de Maureen, Sidney se recuperando do tapa olha fixamente para a mãe.
- Você é doente! Preferia que estivesse morta a ter que está vendo você assim desse jeito. – Maureen rir.
- Não se preocupe, logo será você a eterna estrela de toda essa história, mas para não ficar pendências irei te contar como tudo aconteceu, após Roman descobrir que eu estava o rejeitando e tinha outra família eu tinha que colocar um plano em prática, não podia deixar o corno do seu pai descobrir meus casos amorosos e quentes, foi nisso que em um belo dia na sua escola ao perceber o olhar malicioso de Judy para com Billy que me veio uma grande idéia. – É ai que eu entro na história Sidney. – Judy comenta fazendo Sidney desviar o olhar para esta em lágrimas. – Continuando, Judy tinha uma habilidade imensa com algumas artimanhas, foi quando ela me contou que Billy sabia sobre mim e o pai dele, então, naquela bela noite quando o Cotton saiu desta casa que todo o plano teve-se prática, lembra-se da senhora Dursley que na época dizia parecer muito comigo?– Sidney acena o rosto em afirmação. – Mas é claro que você se lembra Sid, ela te tratava tão bem, coitada, Judy a pegou de jeito naquele sonífero em seu suco noturno, foi então que arrastamos até minha cama, a vestimos com meu baby-doll cobrimos seu corpo totalmente com o lençol, pelo lado de fora vimos Billy e Stu a esfaquearem várias vezes, nossa, trabalharam muito bem com a faca, logo após a retirada deles do local Judy com luvas foi até o quarto e retalhou todo o rosto de Dursley para assim não reconhecerem quem realmente era, assim vivi Sidney, por todo esse tempo, em cidades, em países, até que comecei a saber de sua imensa fama, filmes, livros, remakes, sabe, eu nunca tive isso pra uma filha de vadia querer ter? Chega não é? Várias pessoas tentando te matar e ninguém conseguiu, tive que vim eu mesma a resolver isso de uma vez, então, o que achou? – Sidney estava petrificada, Marta, Trish, Antony e July quietos não sabiam qual seriam a verdadeira reação de Sidney. – Juro por Deus, nem que seja a última coisa que eu faça, você vai pagar por todo mal que plantou em minha vida. – Sidney fecha uma de suas mãos, Maureen se aproxima da filha. – Querida, eu já estou morta, mas hoje eu vim para levar você comigo, vamos morrer juntas. – Judy e Maureen riem. – Em falar nisso, não podemos ter pendências não é? Judy vá até o celeiro e se livre de minha neta e do jovem Weathers, não quero sujar minhas mãos. – Sidney segura o braço da mãe. – Não! Por favor, deixe-os em paz, faça o que quiser comigo. – Tire suas mãos de mim agora! – Maureen grita e Sidney a solta levemente, Judy destrava a arma e retira-se do local.
David que estava próximo a porta do celeiro observa alguém se aproximar.
- Evelyn, tem alguém vindo, fique atenta, qualquer coisa iremos correr. – Certo! – Concorda a jovem. Judy bate a porta do local, David com bastante cuidado abre uma brecha.
- David! Sou eu, Judy. – O rapaz abre a porta.
- Nossa! Graças a Deus, queríamos noticias do que está acontecendo. – Judy entra segurando o ombro do rapaz.
- Sidney me enviou aqui para informar a vocês que chegou à hora do acerto afinal. – Evelyn e David estranham os dizeres de Judy.
- Como assim acerto afinal?– Judy então sorrir dando uma facada firme ao braço de David. – Esse acerto afinal! – Ela empurra o rapaz! – Corra Evelyn! – David grita, Judy tenta ir atrás da jovem, mas este segura à perna da mulher fazendo-a cair, levantando-se sobre ela ele corre desesperado por sua sobrevivência junto a Evelyn, Judy recupera-se e persegue os dois. Dewey chega ao local, retira-se do carro e observa um grande barulho ao celeiro, ele corre a saber o que está acontecendo.
- Sidney! Meninos, onde vocês estão? – Cuidado pai! – David grita, mas um tiro é feito próximo a Dewey, este então observa Judy ao alto com uma arma apontando para este.
- Judy! Mas o que está fazendo? – Saia daqui Dewey! Preciso me livrar de seu filho primeiro, depois conversamos. – Dewey corre para ajudar David e Evelyn, os garotos sobem para o alto do celeiro, Judy começa a atirar tentando atingi-los.
- Não! Pare Judy! – Dewey gritava tentando chamar a atenção da mulher, Evelyn chega totalmente ao alto do celeiro, David se aproxima dela e Judy os alcança.
- Vamos lá garotos, temos que resolver isso logo, preciso voltar para ajudar sua avó Evelyn. – A jovem então fica intrigada.
- Minha avó?Como assim? Do que está falando? – Calada! – Judy grita apontando a arma para ser disparada, Dewey aparece atrás de Judy apontando também uma arma para esta.
- Não faça nada Judy! Pelo amor de Deus, o que aconteceu para você fazer isso? Você é a assassina? Mas como pode isso? – Longa história Dewey, mas eu não matei sua esposa, foi a Amber, mas ela já está morta, por favor, Dewey, me deixe matar os garotos e depois fugimos, vamos viver juntos, eu e você, para sempre. – Dewey olha Judy como louca, o senhor então olha para o filho e comenta. – Eu te amo David, você saberá o que fazer. – Pai? – David pergunta aflito, Dewey se aproxima de Judy bem devagar. – Não se aproxime Dewey! – Calma Judy, vamos conversar, eu só quero conversar. – Ele então consegue abaixar a arma de Judy, segura firme o queixo da mulher e a beija, os dois entrelaçam-se no movimento até que Dewey retira seus lábios do dela. – Vamos viver juntos Judy, mas em morte, afinal, eu sempre amarei Gale Weathers. – Ele então segura firme Judy pela cintura e joga-se do local onde estava. – Não! Pai! – David grita, mas ao observar Dewey e Judy se encontravam entre vários pedaços de madeiras com seus corpos cravados por estes, ambos mortos. David chora sendo amparado por Evelyn. – Precisamos sair daqui David! Minha mãe está em perigo, vamos. – Os dois descem e retiram-se do local indo em direção a casa. Sidney observava Maureen fumar um cigarro tranquilamente.
- O que pretende? Esperar Judy voltar, me matar e a todos os outros nessa sala e depois fugir? É isso? – Maureen apaga seu fumo e olha fixamente a Sidney.
- Bem, planejo algo melhor, nunca gostei de deixar pistas do que faço, então, acompanhe comigo o que pretendo. – Maureen vai até um pequeno vaso e retira um pequeno galão de gasolina, esta então joga sobre o corpo de Antony, July, Marta e Trish, olhando sorridente para Sidney ela joga sobre esta um pouco do liquido também e ainda sobre si. – Meu Deus! Pare com isso. – Maureen rir freneticamente. – Você não disse que eu era louca Sidney? Então, com uma louca que você deve está. – Pela janela do lado de fora David e Evelyn analisam adentro do local. – Precisamos ajudá-los David! – Comenta Evelyn em agonia. – Acalme-se! Vamos ajudar sim, mas no momento certo. – David então analisa novamente o espaço. – Chega! Cansei de esperar. – Maureen grita. – Não faça isso mãe, os deixe, resolva isso comigo. – Vou acabar com tudo isso Sidney, comigo, com você, não restará ninguém para contar essa história sangrenta. – Maureen retira de seu bolso da calça um isqueiro, acende e joga ao chão. – Não! Sidney grita tentando desamarrar Antony e July. – Não adianta Sidney, o fogo irá consumir isso logo. – Sidney não agüentando a pressão psicológica se joga sobre a mãe e lhe concede vários socos ao rosto. – Morre desgraçada! – Maureen em uma investida retira uma faca da calça e esfaqueia Sidney ao peito. – Esse é seu final Sidney, a morte, aceite. – A porta da sala é invadida por Evelyn e David. – Mãe! – Evelyn grita ao ver o sangramento de Sidney. David corre a desamarrar os outros enquanto todo o local se mantinha em chamas, Maureen retirando a faca do peito de Sidney tenta acertar Evelyn, mas Sidney se recupera, chutando o rosto da mãe, tomando-lhe a faca de suas mãos e a esfaqueando também ao peito. – Peguem todos e saiam daqui, rápido. – Evelyn chora com as palavras da mãe, David consegue arrastar Antony e July, com muito esforço Evelyn pega Marta e Trish, mas ambas saem com grandes queimaduras. Á fora do local Evelyn observa a casa sendo consumida pelo fogo, é quando Sidney aproxima-se da porta e olha pela última vez sua filha. – Saiam daqui! – Sidney grita fechando o local. – Mãe! – Evelyn grita sendo segurada por David. Dentro da casa vendo seu corpo sendo queimado Sidney vai até a cozinha e arrasta um pequeno bujão de gás para a sala, mas Maureen a puxa para perto de si esfaqueado sua perna. – Vamos morrer juntas Sidney! – A mulher empurra a mãe e encosta-se a parede. – Eu sempre soube que um dia tudo terminaria assim Maureen, mas se preciso for agora que eu venha a morrer não será você que vai me matar, esse é o meu filme e nele eu sou a protagonista, não você. – Maureen rir. – Tola! – Um tiro é feito a cabeça de Maureen, as chamas invadem todo o local, Sidney não vendo saída atira ao bujão de gás causando assim uma grande explosão. Ao longe Evelyn e os outros observavam todo o local ser consumido.
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