Scorpius & Rose (vol. 1)

17 Capitulo 16 - As cartas


Notas iniciais
Então galera, mais uma vez desculpas pela demora, mas é que eu estou em processo de mudança de servidor de internet e vocês devem imaginar como isso é chato. Enfim, mais um cap pra vocês! Boa leitura!

Scorpius & Rose

Capitulo XVI — As cartas

O fim de semana se passou muito corrido para Rose e Lily, as duas decidiram no final daquela sexta-feira que passariam o fim de semana estudando, a ruivinha precisava passar as matérias e ninguém melhor do que Rose para ajudá-la. Nenhuma das duas teve tempo para o resto do pessoal, muito menos para os “namorados”, que mostraram compreensão e paciência diante da situação para o alívio das meninas.

A segunda-feira chegou com uma ar de cansada que contagiava quase todo mundo, como uma boa segunda-feira deve ser. Rose terminava de se vestir quando Lily entrou no dormitório já pronta. Dominique e as outras garotas já haviam decido para o café da manhã.

– Vamos lá, rosa?

– Preciso só vesti a capa, me dê um minuto.

– Tudo bem.

Tudo pronto, as duas desceram e seguiram para o Salão Principal, ambas famintas e cansadas.

– Como anda você e Scorpius? Acho que a gente não teve tempo de falar sobre isso – Lily perguntou.

– Não sei se temos algo sério, mas está sendo bom. Não brigamos mais com muita frequência e estamos curtindo muito tudo isso. – Rose respondeu com um ar pensativo.

– Vocês pretendem abrir isso pra todo mundo?

– Se Rox já não tiver espalhado para a escola toda... Não sei bem, eu não vejo problema, mas queria receber a resposta do meu pai primeiro. Sentiria-me mais confortável.

– Acho que você está certa, mas não deixe ele se aproveitar da situação.

Lily disse isso enquanto as duas dobravam para dentro do grande salão, ainda havia poucas pessoas em cada mesa e automaticamente Rose varreu os olhos pela mesa da Sonserina. Seu sangue ferveu quando focou a outra extremidade da mesa, se ela não tinha acordado ainda, o café séria desnecessário, porque ela já estava muito ativa quando viu Scorpius rodeado de meninas conversando alegremente. Uma morena de cabelos bem cacheados estava sentado ao lado dele com uma proximidade muito intima e a cada cinco segundos passava suas mãos pelos cabelos dele. O que deixou Rose com mais raiva foi que ele parecia não se importar.

– Por favor, não faça nenhuma besteira – Luna sussurrou a prima.

A outra ruiva nem ouviu, porque já estava andando rapidamente até o outro lado do salão se pondo na frente daquele grupinho ridículo (segundo ela) em poucos segundos.

– O que ela faz aqui? – perguntou a morena com uma leve expressão de nojo na face cheia de espinha.

– Bom dia, Sr. Malfoy! – Rose disse fria ignorando a garota e faiscando com os olhos grudados em Scorpius.

– Bom dia, ruiva! – ele sorriu um pouco inseguro pela cara de ódio que a namorada fazia a sua frente e só percebeu a burrada que estava fazendo quando Kara, a morena ao seu lado, passou o braço pelos seus ombros.

– Você não vai fazer nada?! – ela questionou muito vermelha.

Scorpius estava realmente perdido diante daquela cena, não foi Rose mesmo que disse que não queriam que ninguém soubesse ainda? Se ele fosse indelicado com Kara, ela ia suspeitar, não ia?

– Você está me deixando muito confuso – suplicou em um sussurrou.

– Deixa que eu mesmo faço – Rose disse revirando os olhos, aquilo tinha que acabar.

Ela, sem nenhuma cerimônia o puxou com muita força para pô-lo de pé e colou seus lábios nos dele com muita vontade. A essa altura, já havia gente o bastante no Salão para causar o choque que a ruiva queria. Os dois, instantaneamente viraram o centro de todas as atenções, fazendo queixos caírem gradativamente.

O beijo era profundo e apaixonado, correspondido por todos os lados. Rose passou os braços pelo pescoço de Scorpius e agarrou seu cabelo. Ele, por sua vez, desceu as mãos para a cintura dela, a apertando cada vez mais contra si. O fôlego faltou os obrigando a descolarem os lábios arfando pesadamente, porém com muita dificuldade. Os olhos grandes e azuis da Weasley focaram os cinzas do Malfoy e os dois não puderam deixar de rir.

– Agora não tem motivo para está abraçado com essas “queridinhas” – ela sorriu.

– A gente discute isso depois, agora temos muito mais do que essas “queridinhas” para lidar – ele avisou virando os dois para encaram o Salão.

Rose voltou a ficar muito vermelha, mas agora de vergonha. Havia muita gente encarando os dois muito confusos, assustados e surpresos. Um longo minuto se passou com um silêncio constrangedor.

– Ei! – uma Lílian gritou de cima da mesa da Grifinória, fazendo todo mundo olhar pra ela – Vocês não tem o que fazer não?! É segunda-feira, começo de semana, tenho certeza que tem coisas melhores pra fazer agora do que xeretar a vida alheia!

O choque foi interrompido realmente quando um grupo de professores entrou no Salão, automaticamente, todo mundo voltou ao que estavam fazendo. Rose agradeceu a quem quer que fosse por poder ir tomar seu café da manhã, sem um monte de olhos a seguirem. Scorpius deixou Kara sem nem se despedir e foi sentar ao lado da ruiva na mesa dos leões.

– Espero que não se importem – ele disse meio sem graça aos amigos.

– Você é de casa! – Fred o tranquilizou.

– Que beijão, ein? – Albus exclamou vindo sabe-se lá da onde e sentando entre Rose e Scorpius – Foi mal, mas enquanto estivermos no café da manhã, respeito, okey? Não quero ninguém se pegando... E isso serve pra você também, ouviu irmãzinha?

– Vai se catar, Al! – a ruivinha disse interrompendo um beijinho carinhoso com o namorado – Deveria arranjar uma namorada, em vez de se meter no relacionamento dos outros.

Al se calou subtamente e Rose percebeu logo que havia algo errado e até já ia sussurrar perguntando, mas o correio havia chegado. Uma coruja só, trazia duas cartas, uma para Rose e outra pra Scorpius. Não havia nome nos envelopes e os dois gelaram, não precisava de identificação, no fundo eles sabiam de quem era.

– O seu envelope é vermelho, Malfoy – James observou divertido – A resposta do tio Ron finalmente chegou!

– Você abre primeiro, Rose – Scorpius pediu quase que desesperado apertando o seu envelope com força.

Com as mãos tremulas, Rose abriu o envelope, desdobrou a carta e leu o seguinte:

Rose Weasley,

Não vou negar que fiquei muito feliz em receber a sua carta, porém não posso dizer se senti o mesmo ao lê-la. Porém, obrigado por não me privar dessa sua nova fase. Você nunca me deu nenhuma decepção, então eu não vou assumir uma posição extremamente protetora... Não ia!

Rose, minha flor, você não tinha uma opção melhor não? Uma menina tão linda, inteligente, vai escolher logo uma doninha Junior? Minha flor, não foi pra isso que eu te criei.

Sua mãe acabou de me repreender por está falando assim com você, mas não pude me controlar. É o mínimo que eu posso fazer, já que não posso atrapalhar mesmo a sua vida, você tá gostando, pronto. Eu como pai, só tenho que orientar mesmo. Só tenha cuidado e se precisar de alguém para bater nessa vela que você chama de namorado, estou aqui.

E me perdoe pelo berrador que enviei a ele, também não pude evitar.

Com amor, papai.

Rose tirou os olhos arregalados da sua carta, estava muito surpresa. Tanto pelo fato do pai ter aparentemente aceitado seu relacionamento numa boa e também pelo receio do que possa vir a ouvir junto com todo o salão do berrador que o mesmo enviara ao seu agora namorado.

– Scorpius, acho melhor você abrir a sua carta – foi só o que disse.

Ele a encarou de volta e meio inserto quebrou o selo Weasley, só foi necessário isso. A carta pairou desajeitada a sua frente e abriu uma boca cheia de dentes desiguais de papeis e logo não tardou a berrar:

– SCORPIUS MALFOY, SUA DONINHA JR.! NÃO É PORQUE PERMITO O SEU RELACIONAMETO COM A MINHA FILHA QUE CONFIO EM VOCÊ, AI DE VOCÊ SE FIZER ALGUMA COISA QUE A MACHUQUE, ESTÁ ME ENTENDENDO? SE VOCÊ SAIR DA LINHA, EU VOU SABER. EU SEMPRE SEI! CUIDE BEM DELA, CASO CONTRÁRIO EU ESTUPORO VOCÊ! E EU ESTOU ME LIXANDO PRA QUEM É SEU PAI OU SUA FAMÍLIA, OU PRA MINHA REPUTAÇÃO... VOCÊ FOI AVISADO!

Notas finais
E ai? Quero comentários!