Scoobynatural

1 Winchester vs. Mistérios S.A


Notas iniciais
Oi para você ai do outro lado da tela. Tudo bem? Eu espero que sim.

Seja bem-vindo a minha fanfic. Cara você não sabe o quanto estou animada por escrever isso, sério é muita emoção. Espero que goste.

Boa leitura!

Dean estacionou o impala na porta da grande mansão. Sam desceu do carro estava um pouco irritado com Dean e todo aquele discurso de que ele o protegeria acima de tudo. Sam tinha medo do que poderia acontecer nos próximos dias. Odiava o fato de ser parte de um plano do olho amarelo. Aquele era só mais um dos casos que eles haviam pegado com Elen.

Dean colocou o revolver na cintura e desceu do carro os dois caminharam até a porta da frente e antes que pudessem bater ela foi aberta revelando uma mulher alta, magra e de pele clara. Seu cabelo estava preso em um coque alto e ela estava tensa. Atrás dela Dean e Sam viram quatro pessoas que deixou Sam impressionado e fez Dean rir daquele jeito sarcástico. Havia uma garota baixinha de cabelos curtos castanhos que usava um óculos fundo de garrafa e uma roupa com vários tons de laranja. Ao lado dela estava um rapaz alto, loiro de olhos claros e musculoso. Ele usava uma camisa branca apertada com um lenço laranja no pescoço que fez Dean rir mais ainda, conquistando assim a antipatia do rapaz. Ao lado dele estava uma garota ruiva, com um belo corpo e um sorriso enorme no rosto. Ela havia exagerado no rosa, mas aquela cor lhe caia muito bem. Por ultimo vira um rapaz desengonçado que usava uma calça clara e uma camisa verde maior que ele, seu cabelo castanho estava despenteado e ele parecia aterrorizado assim como o seu cachorro, um dougue alemão que estava encolhido atrás do seu dono.

— Mistérios S.A. – Falou Sam.

— Quem são vocês? – Perguntou Fred antes que a mulher que abriu a porta pudesse falar alguma coisa. – Jornalistas?

— Somos Dean e Sam Winchester e nós somos caçadores. – Dean respondeu em um tom ríspido. Todos que estavam ali poderia ver um raio sair os olhos dos dois e se chocar criando um clima desagradável.

— Vocês foram mandados pela Elen? – Perguntou a mulher. – Ela me falou que mandaria vocês, mas eles chegaram primeiro, ficaram sabendo do caso e logo vieram.

— Vocês podem ir agora. – Fred dizia com mais convicção. – Com toda certeza isso é alguém querendo pregar uma peça na Susan, criaturas sobrenaturais não existem.

— Os verdadeiros monstros são os humanos. – Completou Velma. Dean revirou os olhos e Sam sentia-se a cada minuto mais desconfortável.

— Vocês não passam de uma turma de adolescentes que ganharam fama por desvendar mistérios idiotas. Vocês nunca caçaram de verdade, nunca resolveram um mistério de verdade. – Dean estava começando a ficar irritado.

— Por que não resolvemos isso juntos? Vocês fazem o seu trabalho e nós fazemos o nosso.

— Fred você bem que podia deixar esse trabalho pra eles, eu quero voltar para aquela lanchonete que vimos na estrada, o sanduiche gigante tamanho família que eles fazem é incrível. – Interrompeu Salsicha tentando achar um forma de ir embora dali, não sabia explicar, mas aquele era o lugar que ele mais teve medo desde que entrou para a mistérios s.a, Scooby compartilhava de sua ideia, também estava assustado.

— Não seja bobo Salsicha, já faz meses que não achamos um caso a altura, não iremos abandonar. – Velma se irritou. – Senhora Susan, iremos solucionar esse problema, vamos procurar algumas coisas relacionadas a essa casa e logo entraremos em contato.

Após dizer isso, Velma e todos da mistérios s.a foram caminhando sem olhar para Sam e Dean, até a máquina de mistério que estava estacionada um pouco longe da casa. Dean viu o olhar de Daphni cair sobre ele, assim sorriu para ela e viu o rosto da garota fica vermelho. Como sempre ele era ótimo com as mulheres. Sam e Dean seguiram Susan até a sala de visitas da casa e sentaram.

— Aceitam uma bebida? – Perguntou ela.

— Não, obrigad – Respondeu Sam sendo logo em seguida interrompido por Dean.

— Aceito. – Sam olhou para Dean de rabo de olho e Dean sorriu para o irmão.

A mulher serviu uma dose de wisky para Dean e depois sentou-se de frente para eles, suas mãos tremiam e ela parecia muito chateada.

— Faz quase quatro meses que comprei essa casa. – Ela começou. – Sabia sobre os boatos que contavam sobre ela, sobre como os seus donos antecessores a mim tiveram mortes horríveis. Isso não me assustou de início, eu adorei o lugar e queria muito compra-lo, restaura-lo e transforma-lo em um hotel de luxo. Eu e meu marido compramos o lugar e estávamos felizes e esperançosos. Ele contratou alguns trabalhadores e assim a obra de restauração começou, tudo corria bem até o mestre de obras desaparecer, ficou mais o menos uns três dias desaparecido, então numa manhã o encontramos no jardim, ele estava muito machucado e com o pescoço quebrado. Isso nos abalou bastante, mas não desistimos do lugar. Terminou a reforma e o inauguramos, mas os clientes começaram a desaparecer e depois aparecer da mesma forma que o mestre de obras. – A mulher começou a chorar.

— A senhora tem algum inimigo? – Perguntou Sam. – Alguém que queria ver o hotel fechado?

— Não que eu saiba. – Ela se encolheu. – O Fred também me fez essa pergunta, falou que pode ser alguém que não gosta de mim e do meu marido e queira nos expulsar daqui. Mas, toda vez que estou aqui dentro sinto uma sensação ruim, algo que me incomoda bastante.

—Senhora, será que podemos nos hospedar em seu hotel? — Perguntou Dean.

— Claro que sim, os integrantes da mistérios s.a também se hospedaram aqui. Espero que não seja problema para vocês.

— Contando que aquele pirralho não fique no meu caminho tudo ficará bem. – Respondeu Dean revirando o resto do wisky que havia no copo.

Susan entregou a chave do quarto para Dean e Sam que subiram para o quarto e guardaram as suas coisas. Dean saiu andando pela casa em busca de alguma coisa que pudesse ligar aos acontecimentos enquanto Sam fazia pesquisas sobre o passado da casa na internet. Sabia que não seria fácil, ainda mais com aqueles adolescentes em seu pé. Eles conheciam muito bem aqueles garotos, ficaram famosos após solucionarem o mistério do mostro do lago ness, sempre estavam na tv notícias sobre as suas descobertas, tudo ligado a humanos. Para Dean eles não eram caçadores de verdade e ele já havia topado como muitos que pensavam como eles. Dean voltou para o quarto e encontrou Sam fazendo algumas anotações.


— Não encontrei nada. – Disse Dean sentando-se ao lado do irmão.

— Encontrei algo que talvez possa ajudar. – Falou Sam. – Essa casa foi construída no século dezenove e a sua dona era a senhora Abby Johnson. Aqui diz que ela era uma mulher da alta sociedade, alguém que todos tinham como exemplo. E veja isso Dean, Abby fazia justamente a mesma coisa que Susan, usava a casa como uma espécie de hotel. – Sam parecia a cada minuto mais animado com a informação que havia encontrado. – Abby e um dos seus criados pegavam os clientes que perambulavam pelo hotel durante a noite, os levava para o porão e lá cometia todo o tipo de atrocidade com eles, depois o seu comparsa quebrava o pescoço da vítima.

— Então nós estamos lidando com um fantasma de uma psicopata?! – Dean sentia-se vitorioso por ter encontrado a resposta primeiro que aqueles adolescentes idiotas.

— Parece que sim.

— Levante-se Sam, precisamos queimar uns ossos.

A máquina de mistério foi estacionada na porta da cafeteria indicada por Velma, ela havia marcado com alguém muito importante ali. Todos desceram e entraram no estabelecimento. Logo viram uma bela mulher loira que os esperava no fundo do lugar. Salsicha e Scooby correram para o balcão para fazer os seus pedidos enquanto os outros iam até a mulher.

— Karina, obrigada por nos encontrar aqui. – Disse Velma.

— Eu que agradeço. – Disse a mulher bebericando o seu café. – Quando ouvi que a Susan estava em perigo quis vir logo ajudar, eu liguei para ela, mas ela não quis acreditar em mim.

— O que tem para nos dizer senhorita Karina? – Perguntou Fred.

— O marido de Susan teve um caso, com uma mulher muito estranha, ela vivia atrás dele sabe, muito obsessiva. Quando Andy comprou o hotel e falou com ele que ia embora com Susan e seria fiel a sua mulher a amante pirou. Ela falou que o seguiria até o fim do mundo e que acabaria com sua vida. – A mulher fitava Fred, o estilo do rapaz lhe agradava. – Liguem os pontos.

— Acho que temos a resposta para o mistério turma. – Disse Fred animado. Eles permaneceram por um tempo ali e depois voltaram para o hotel.

Quando chegaram encontram Sam, Dean e Susan na sala. Estavam na companhia de uma mulher que estava histérica dizendo que seu marido havia desaparecido. Sam tentava acalmar a mulher enquanto Dean caminhava de um lado para o outro irritado.

— Senhora Susan. – Disse Velma. – Nós temos a resposta.

— O responsável por tudo que está acontecendo em seu hotel é Katy a antiga amante do seu marido. – Fred estufou o peito para falar, olhava para Dean com um ar de vitória e se sentia a pessoa mais importante daquela casa. Dean gargalhou e todos olharam para ele.

— Ótimo, gênio! Agora diga, onde está o marido dela? – Perguntou para Fred. – Uma mulher sozinha não teria forças para levar um homem e nós estávamos aqui o tempo todo, ela não sairia sem ninguém a ver.

— Ela deve usar truques como todos os outros. – Falou Daphni. Dean não a respondeu, apenas sorri para a garota que sorriu de volta.

— Nós temos outra resposta. – Disse Sam.

A mulher que estava ao lado deles gritou e apontou para a janela. Todos viram os longos cabelos pretos e o rosto demoníaco de Abby Johnson na janela. Ela olhava de um lado para o outro parecendo estar escolhendo a próxima vítima. Sem pensar Fred correu para fora da casa seguido pela sua turma.

— Mais que idiotas. – Disse Dean indo atrás e sendo seguidos por Sam. Fred foi para cima do espírito, mas antes que se aproximasse o suficiente começou a levitar e sentiu uma força extrema apertar o seu pescoço e o seu ar começar a se esvair. Velma e Daphini gritaram juntas enquanto Salsicha e Scooby correram para dentro da máquina de mistérios.

Dean pegou a sua arma e mirou no espírito, atirou e logo o espírito de Abby desapareceu fazendo Fred cair no chão quase sem fôlego. Velma e Daphini correram até ele e depois olharam para Dean.

— Humanos não fazem isso. – Ele parecia muito irritado. – Vamos Sam, acho que sei onde devemos ir, vi uma coisa quando estávamos chegando.

Sam seguiu Dean com a sua arma na mão. Fred que já estava recuperado os seguiu assim como Daphini e Velma. Depois de uns cinco minutos caminhando encontraram um mausoléu velho e destruído pelo tempo. Num canto da parede podia-se ler “ Aqui jaz Abby Johnson”. Dean engoliu seco e entrou no lugar, quebrou a cripta que protegia os restos mortais de Abby e depois de um tempo se deparou com os ossos e o fedor da morte. Do lado de fora pode-se ouvir os gritos de Daphini e Velma.

— Sam, proteja eles. Eu cuido disso.

Sam saiu do mausoléu atirando enquanto Dean salgava e queimava os ossos. Segundos depois o espírito explodiu no ar e eles tiveram certeza que tudo estava resolvido.

Voltara para a casa e tranquilizaram a senhora Susan e a mulher cujo marido havia aparecido. O marido de Susan agradeceu a todos e pela primeira vez o mistérios s.a não solucionava um mistério.

— Tenho que admitir, vocês são bons. – Disse Velma. Sam sorriu para ela, apesar de tudo gostava da inteligência da garota.

Fred estava emburrado em um canto e Daphini olhava para Dean de maneira discreta.

— Temos que cair na estrada. – Disse Dean. Daphini se aproximou e lhe entregou um papel minúsculo que ele abriu e sorriu ao ver o telefone da moça. Ela se afastou e entrou na máquina de mistério. Salsicha e Scooby se despediram de Dean e Sam e Fred deu as costas sem dizer nada.

O ronco do impala soou alto e logo eles tomaram caminhos diferentes em busca de uma nova caçada. Pouco sabia que se encontraria mais cedo que imaginavam.

Notas finais
Gostaram? Então não esqueçam de comentar.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!