Scisaac - Life of the Party
1 Descobrindo Scarlett
Talvez eu não devesse estar tão feliz pela morte do meu pai, mas não podia evitar. Depois de anos de abuso, um ataque cardíaco havia matado o homem responsável por fazer da minha vida um inferno nos últimos três anos. E de quebra, quem me adotou — um tal de Chris Argent — tinha uma boa casa e não queria forçar um relacionamento de pai e filho. Estava disposto, inclusive, a me ensinar autodefesa. Então estava bem difícil me sentir mal por aquele desgraçado ter morrido.
— Então, Isaac... — Chris começou, enquanto estávamos no seu carro, já com as malas atrás e dirigindo para a residência dos Argent. — Não quero colocar nenhuma preocupação na sua cabeça, especialmente pela situação que você vivia, mas acho injusto te deixar por fora da minha situação. Minha família não é bem do tipo exemplar.
— Não sendo do tipo que tranca os filhos em freezers, eu acho que podemos nos dar bem. — respondi, um tanto desinteressado.
Não ter uma família nova não me aborrecia. Não via Chris como meu novo pai, apenas um guardião temporário até os meus dezoito.
— Bom, embora eu ache que ninguém na nossa família tenha feito isso, algumas pessoas fizeram pior. Minha irmã incendiou a mansão da família do namorado quando ele terminou com ela e meu pai só não está preso como ela por estar doente demais pra sair da cama. Tirando isso, somos muito normais. — ele riu, mas deu pra ver que era de nervoso.
Ok, isso foi um pouco inesperado. Achei que ter parentes da cadeia deveria dificultar o processo de adoção, mas tendo em vista a minha idade, eu devia agradecer por não ter parado num orfanato.
— Minha filha e minha mulher saíram pra fazer compras, então você só deve vê-las no final do dia, mas elas são as mais normais da família, provavelmente vão se enturmar com você assim que chegarem. — e dessa vez o sorriso de Chris pareceu mais seguro.
— Pode ser legal. — comentei, subitamente interessado pela palavra filha. — Quantos anos tem essa sua filha?
— A Allison tem a sua idade. — ele disse, me passando a carteira já aberta na foto dela. — Mas vou logo avisando, ela já tem namoradas.
Parei de contemplar a foto por um instante. Dava pra entender esse comentário clássico de pai que acha que todo homem quer a sua filha. Essa Allison é muito linda. Mas como assim, namoradas? Devo ter transparecido essa dúvida no meu rosto, porque Argent me olhou de relance e riu.
— Na casa dos Argent, as mulheres têm a palavra final. — ele comentou. — Eu não fui fã dessa coisa de poliamor no início, mas Allison é uma garota decidida e pelo menos uma das namoradas é bem intencionada.
— Bom saber que a residência Argent comporta mais de um tipo de amor. — deixei escapar, com um sorriso.
Talvez fosse um dos motivos pelo qual o meu pai tinha tanta raiva de mim. Enquanto seu filho mais velho prodígio havia morrido, o seu filho que ficava com homens e mulheres ainda estava vivo.
A viagem seguiu confortavelmente silenciosa depois do meu último comentário, não tardando muito para que chegássemos na residência dos Argent. Chris me mostrou o meu quarto e eu movi as caixas o mais rápido possível do carro pra lá. Já havia doado as roupas do meu irmão e da minha mãe quando os dois morreram, três anos atrás, num acidente de carro. Só levei comigo minhas roupas, livros e alguns enfeites pra a nova casa.
Combinei com Argent, quando soube que todos os pertences da casa ficaram no meu nome, que eu o deixaria alugar a casa mobiliada por mim e juntaria o dinheiro do aluguel para pagar a minha faculdade. Não que Chris não pudesse pagar, mas eu não quero chegar aos dezoito sentindo que devo ao mais velho. Além do mais, juntando com o saldo que tem na minha conta poupança, talvez eu possa pagar algum curso e me especializar em algo antes da faculdade.
Se livrar dos itens do velho foi satisfatório. Doei o que pôde ser doado, queimando objetos de higiene pessoal, fotos e documentos. Havia salvado apenas uma foto de família tirada no ano que em minha mãe e meu irmão morreram, antes do meu pai perder a cabeça. E quanto ao maldito freezer, o destruí com uma marreta antes de mandá-lo para o ferro-velho. Depois disso, só tranquei o lugar e coloquei uma placa de venda-se.
Quando terminei de colocar o principal no lugar, fui tomar um banho, deixando a tensão desse dia infinito sair de mim e subir com o vapor. Ele havia morrido na sexta-feira à noite e eu passei a madrugada no conselho tutelar, sendo adotado por Chris, que registrou interesse quando me viu enquanto passava de carro quando a ambulância veio prestar socorro. Enquanto a papelada era preenchida e ele conversava com a esposa, eu procurei deixar a casa pronta e separar as minhas coisas.
Dormi mal nos últimos dois dias e não havia parado para descansar desde então. Estava um caco.
Saindo do banho, procurei minhas roupas mais bonitas no quarto. Sei que eu já estava oficialmente sob a tutela dos Argent, mas não custava nada causar uma boa impressão. Quando fiquei pronto, já era hora do jantar e as mulheres já haviam voltado. Desci as escadas e encontrei uma mulher de cabelos vermelhos e olhar assustador trazendo uma travessa com lasanha e Allison trazendo a jarra de suco, enquanto Chris terminava de colocar os copos na mesa.
— Da próxima vez, podem me chamar pra ajudar! — avisei, rindo para descontrair, enquanto a Sra. Argent se aproximava de mim, me dando um abraço caloroso.
— Isaac, que menino bonito! — ela elogiou, sorrindo. — Pode me chamar de Victoria. E essa, como o Chris já deve ter contado, é a Allison. — gesticulou para a morena ao lado.
— Meu pai não consegue não falar de mim quando conhece alguém. — Allison revirou os olhos, sorrindo e se aproximando. — Prazer em te conhecer, Isaac. — Estendeu a mão para um cumprimento.
— O prazer é todo meu. — sorri em retribuição, beijando a sua mão. — Pelo que eu soube, você já tem namoradas. — dei ênfase no s.
— Lydia e Erica. — Allison disse seus nomes, enquanto nos sentávamos à mesa. — Estudam na mesma escola que eu. Vai poder falar com elas amanhã. Vamos comer?
— Antes, eu queria propor um brinde. — Chris pediu, erguendo seu copo. — Ao nosso novo morador. — completou, com um sorriso.
— Obrigado. — ergui o meu copo e brindei com os Argent. — Por me ajudarem nesse novo capítulo da minha vida.
...
— O esporte dessa escola é lacrosse. — Allison explicou.
Acabamos de sair do carro e Allison esteve me explicando sobre a escola desde que entramos nele. Já sabia que a professora de biologia era severa, o treinador era irritante, a professora de inglês era rancorosa e o professor de Química era um traste. A morena não fazia parte de clube algum, mas praticava arco e flecha fora da escola. Sua namorada ruiva, Lydia, fazia as aulas avançadas, e sua namorada loira, Erica, jogava o esporte da escola.
— Eles sempre estão aceitando novos jogadores e, tirando a violência, é um esporte bem legal. — Argent continuou. — Erica adora cada momento, mas ela vive com emoção, então ela vai de cabeça em tudo que pode acelerar o coração.
— Entendi. — acenei, surpreso por ter entendido tudo apesar do horário. — E quanto aos alunos?
— Acho que essa parte eu vou deixar você descobrir sozinho. — Allison sorriu. — Mas sem medo de expressar a sua sexualidade aqui, tá? Esse colégio é muito tolerante.
— É o mínimo que qualquer escola deveria fazer. — comentei. — Obrigado, Allison. — apertei a sua mão. — Vou pra a secretaria ver os meus horários. A gente se vê no intervalo! — anunciei, me afastando enquanto seguia as placas.
Com a minha sorte, a minha primeira aula foi com o professor traste, Sr. Harris. Química. Me sentei na carteira e ele não perguntou nada, apenas resmungou sobre ter que ensinar pra mais um idiota e continuou escrevendo no quadro. Alguns minutos depois da aula começar, uma garota alta, com a pele mais escura (talvez fosse latino-americana?), cabelo castanho escuro e meio corpulenta entrou na sala, junto com um garoto muito branco e esguio com algumas pintas no rosto. Os dois se sentaram lado a lado, com ela se sentando atrás de mim.
— Srta. McCall, será que pra compensar a sua péssima pontualidade, pode ao menos me dizer que fez o dever de casa? — o professor cobrou, sem tirar os olhos do quadro.
— Sim, senhor. — ela disse.
A voz dela era um pouco grave, como um contralto. Talvez tenha me dado arrepios, mas eu não estou reclamando.
— Ótimo. — Harris elogiou, secamente. — Talvez finalmente esteja deixando de seguir os passos do Sr. Stilinski. Página 315.
Engraçado que ele não havia criticado o tal Stilinski da mesma forma que fizera com a garota. Quando Allison falou que ele era um traste, não imaginei que seria do tipo sexista. Escola tolerante uma ova. O amigo da garota também pareceu incomodado, mas ficou quieto. Bom, ao menos na voz, porque estava tremendo a perna e mordendo a caneta.
A aula continuou normalmente, mas quando chegou ao fim, o professor chamou a atenção do tal Stilinski.
— Sr. Stilinski, não se esqueça de que ainda tem detenção por uma semana na minha sala. — Não apenas o garoto ficou no lugar, como a sua amiga e um garoto na fileira da frente que parecia descender de havaianos.
— Não se esqueça de punir o Jackson da mesma forma quando ele voltar. — Stilinski respondeu, com um tom claramente irritado.
— Stiles, não precisa... — a garota pediu, mas Harris a interrompeu
— Está querendo me ensinar a punir os meus alunos? — o professor finalmente fez contato visual com o aluno.
— Já que você anda muito ocupado bajulando o pobre garoto riquinho, acho melhor alguém fazer isso! — Stiles elevou a voz. — Eu já vi você aliviando a carga pra ele antes, mas isso é imperdoável!
— Cara, ele já falou que se arrepende! — o garoto na fileira da frente falou.
— Com um nariz quebrado é fácil dizer, Danny. — Stiles debochou. — A punição dele acaba amanhã, mas a minha vai até quando o senhor achar confortável? É isso?
— Silêncio! — Harris gritou, assustando nós quatro. — Fora da minha sala, agora!
Obedeci, assim como os outros, embora Stiles parecesse pronto pra falar mais. Danny se aproximou da garota, enquanto estávamos no corredor.
— Desculpa se pareceu que eu tava diminuindo o que ele te fez. — olhou nos olhos da garota. — Eu passei o fim de semana inteiro dando bronca nele pra garantir que ele volte com uma atitude melhor.
— Te dou um beijo se você tiver conseguido. — a garota riu. — Não se preocupa, Danny. Sei que você se importa com o Jackson e sei que você não concorda com as merdas que ele fala. Eu mesma nem liguei tanto, mas você sabe como o Stiles é. — ela sorriu de canto.
Eu não havia reparado com atenção no rosto dela antes. Ela tinha um queixo um pouco torto e um piercing no nariz, além de uma cicatriz na bochecha. Usava maquiagem, mas não era muito pesada. Era muito bonita. Me perguntei se ela seria do mesmo círculo de amizades que Allison. Seria legal poder conhecê-la melhor.
— Eu não quero nunca ficar contra ele! — Danny riu. — A gente se vê no treino, Scarlett!
Então esse era o seu nome.
Depois disso, fui pra a próxima aula. Infelizmente, não era a mesma que Scarlett. Era francês, com uma professora deslumbrante, a Srta. Morrell. Allison estava nessa sala, junto com a tal Lydia e uma garota de cabelo castanho curto. Logicamente, fui sentar perto dela, mas ainda estava aéreo pela primeira impressão que a tal Scarlett havia me causado. Mal notei quando a professora disse o meu nome.
— Desculpe, eu não ouvi. — confessei.
— Isso que eu ainda nem comecei a falar em francês. — a professora ergueu uma sobrancelha. — Se importa em nos dizer o seu nome e onde estudava antes daqui?
— Isaac Lahey. — respondi. — Estudava em casa antes daqui.
— O que fez seus pais mudarem de ideia?
— A morte deles. — sorri.
Ela obviamente estranhou o meu sorriso. A sala inteira estava com um olhar desconfortável e Allison parecia indecisa entre rir e imitar o resto. A garota de cabelo curto riu, mas parou logo depois.
— Eu devia dizer meus pêsames ou...? — a professora perguntou, com um olhar de quem já sabia a resposta.
— Não, minha mãe morreu há anos e meu pai era escroto, então eu tô melhor agora.
— Ok então, de volta à aula! — ela seguiu como se o assunto não tivesse deixado a sala inteira embasbacada.
— Fez isso nos primeiros tempos também? — Argent perguntou.
— Não, o professor era o Harris. — respondi. — Vai fazer as apresentações? — apontei pras meninas do seu lado.
— A ruiva, como você já sabe, é a minha namorada, Lydia Martin. — Allison a apresentou. — A indiscreta que riu da sua piada mórbida é a Malia Tate. — apontou para a outra garota. — A gente não senta na mesma mesa no intervalo, mas tá no grupo de estudo e zoeira. Me lembra de te adicionar lá depois, é o caos.
— Falando em caos, teve esse garoto, Stiles, que respondeu o professor. Falou sobre um tal de Jackson estar sendo menos punido que ele e, pelo que eu entendi, foi alguma coisa que ele fez pra essa garota, Scarlett.
— Ah... — Allison ficou desconfortável, assim como as outras duas. — Essa é uma história super longa, melhor contar depois da aula.
— Por que não contar logo agora? — Malia opinou. — Sabe que ela não liga.
— Não acho que ela quer que a gente conte pra todo mundo que chega na escola. — Lydia contra-argumentou. — Pra resumir, Stiles é o melhor amigo dela e o Jackson é o co-capitão de lacrosse e um babaca. Semana passada ele passou dos limites e o Stiles o encheu de porrada.
— Mas ele é mais magro que eu! — comentei. — Como ele conseguiu brigar com um atleta sem ficar todo ferrado também?
— Stiles vira o que a gente carinhosamente chama de Void Stiles quando o assunto é Scarlett McCall. — Argent comentou. — Eles já passaram por muito juntos, até namoraram por um tempo antes de perceberem que o sentimento era só platônico.
— Vocês são amigos? — perguntei.
— Somos, só não tanto quanto antes. — A morena coçou uma sobrancelha, tentando não olhar nos meus olhos. — Não brigamos nem nada, só...
— Tentaram namorar e não deu certo. — Malia interrompeu. — Scarlett quebra o bidar de todo mundo, mas é hétero.
— Malia! — Allison ficou vermelha. — Tá, mas não foi isso. É que ela é capitã do time lacrosse, trabalha numa clínica veterinária e tem muita coisa na vida dela e eu também.
— Fora que os gostos delas não batem muito. — Lydia acrescentou. — Malia e a namorada são super amigas dela, por outro lado.
— Guardem o papo pro fim da aula. — a Srta. Morrell interrompeu.
Seguimos a aula falando apenas quando a professora mandava. Allison me prevenira sobre essa professora também. Era competente e se importava com os alunos, mas não estava para brincadeiras. Não tive dificuldades, já que meu pai, embora terrível, ensinava bem. Esperei apenas o sino tocar para pedir desculpas vazias para a Srta. Morrell e continuar a conversa de antes com as meninas.
— Acham que eu vou ter uma oportunidade de falar com a Scarlett? — perguntei, enquanto íamos pro refeitório.
Argent teve que segurar o riso. Lydia ficou boquiaberta, mas acompanhou a namorada logo depois. Até mesmo Malia, que tinha um rosto tão estoico, sorriu. Acho que esperavam ver um garoto acanhado, com medo de socializar e flertar, mas eu prometi a mim mesmo que viveria ao máximo os anos no colegial. Passei os últimos anos trancado em casa. Não tenho paciência pra ser discreto.
— Entra na fila, ela é a garota mais cobiçada de Beacon Hills. — Malia respondeu. — Kira e Lydia estavam no placar também, antes de serem tiradas da competição. — explicou, olhando para Allison e depois pras próprias mãos, já que elas foram as responsáveis por isso.
— Mas você é amiga dela, não é? — insisti. — Pode me dar uma vantagem.
— Você pode entrar pro time de lacrosse. — sugeriu. — Scarlett é próxima de todos os garotos do time.
— Além de te fazer subir na pirâmide social bem rápido e aumentar as suas chances de ir pra uma boa faculdade. — Lydia completou. — Além disso, eu vou dar uma festa de dia dos namorados na minha casa nessa sexta. Toda a escola sempre vem pras minhas festas e a Scarlett é a maior festeira que eu conheço. — sorriu.
— E olha que ela é quem faz as festas por aqui! — Allison acrescentou, enquanto passávamos pela porta do refeitório. — Então, se conseguir falar com ela nos três próximos dias, ela vai te procurar na festa. Senão, vai poder conhecê-la por lá mesmo, mas só vai ter metade da atenção.
Argent me indicou a nossa mesa, onde Erica, sua namorada loira, já esperava, junto com um garoto alto, afro-americano, musculoso e de cabeça raspada. E adivinha quem estava sentada na mesa ao lado? Scarlett McCall, rindo de algum comentário da garota de olhos puxados do seu lado. Nem percebi que Malia havia se desviado do nosso caminho até ela se sentar do lado dessa garota e dar um selinho nela. Então essa é a Kira.
O melhor amigo de Scarlett, Stiles, estava sentado na ponta, fazendo uma careta para Malia, provavelmente por algum comentário da garota pra ele. De frente para as garotas, três garotos estavam sentados. Um garoto moreno, muito branco e com rosto de criança, que estava de mãos dadas com outro do seu lado. Este era afro-americano e usava brincos de brilhante, moletom listrado e tinha um topetinho no cabelo crespo. Estava do lado de um loiro, branco, também com cara de criança, cabelo um pouco longo e olhos azuis. E esse loiro também estava de mãos dadas, mas com uma garota que lembrava um pouco a Selena Gomez, na outra ponta da mesa.
— Quem são eles? — perguntei para Allison.
— Que tal primeiro conhecer a nossa mesa? — Lydia sugeriu, estalando os dedos na minha cara. — Erica, conheça o novo irmão da Allison. — virou-se para a loira e apontou para mim. — Isaac, essa é a nossa namorada.
— Ele já se apaixonou pela Scarlett também? — Erica perguntou, olhando para as namoradas. — Essa garota tinha que ter uma gêmea lésbica igual os irmãos Steiner, não tem Scarlett suficiente pro tanto de demanda!
— Como vocês conseguem apagar esse fogo mesmo? — o de cabeça raspada perguntou rindo.
— Com a língua. — uma garota de pé atrás de mim respondeu, mostrando a língua em seguida. — Quem é esse?
— Isaac, conheça Cora e Boyd. — Allison apontou para a garota e o garoto, respectivamente. — Ela é a cunhada do Stiles e ele é o melhor amigo da Erica.
— Tantas coisas pra falar de mim e cê me associa ao Stilinski? — Cora perguntou, se sentando entre mim e Boyd. — Legal te conhecer, Isaac. Já gostou da Scarlett ou eu ouvi errado?
— Vocês têm certeza que o nome dela não é Carmen ou Amy? — Perguntei. — Porque todo mundo gosta dela!
— Espera! — Lydia exclamou. — Você acabou de fazer referência à Lana Del Rey e Britney Spears? — me olhou como quem dizia fala que sim e eu caso contigo.
— Eu sou do vale, tenho que conhecer pelo menos alguma diva pop senão vão confiscar a minha carteirinha! — brinquei, fazendo todos na mesa rirem.
— Fala isso pra essas duas caminhoneiras aqui! Lydia apontou para as suas namoradas. — Erica só ouve pop rock e Allison ouve mais artistas alternativas.
Continuamos conversando e rindo enquanto comíamos, mas virava e mexia eu sumia da conversa. Não porque Lydia era irritante — ela não é -, mas porque Scarlett atraía a minha atenção toda vez que ria na mesa ao lado. Era uma risada tão bonita que contagiava os outros na mesa. Eles sempre riam mais quando ela ria junto. Eu já me decidi quando Allison sugeriu falar com ela nos próximos três dias: vou me aproximar de Scarlett McCall, custe o que custar.
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