School of Hunters
3 Reencontros (parte 2)
Notas iniciais
Sala dos professores (Prédio Principal)
Sam, Dean, Bobby e Castiel se encontravam sós na sala dos professores, pois os outros professores haviam ido a cantina comer algo.
“Eu estou dizendo, é a Angie!”, Dean tentava convencer Castiel e Bobby.
“Não pode ser verdade. Minhas filhas estão no Céu.”, informou o anjo.
“Cas, é ela.”, confirmou Sam.
“Não pode ser, já disse!”, Castiel aumentou o tom de voz. “O que acha Bobby?”, falou virando-se para o castanho de boné.
“Bem, meu próximo tempo é no primeiro ano.”, começou. “Então, poderemos confirmar ou negar o que os idjits estão dizendo.”
Todos ali presentes concordaram com a ideia dele. Ao perceberem que horas eram, cada um foi para a sua sala e Castiel seguiu com o Bobby.
Dormitório de Angel e Klara
Klara terminava de colocar as coisas nos seus devidos lugares. Faltava apenas arrumar as roupas no armário, coisa que deixaria para depois da aula. Quando já tinha pegado a sua mochila e seguido para a porta, parou por um instante.
“Você vem, Angel?”, perguntou para a garota que estava jogada na cama olhando para o teto.
“Agora não. Vou ficar só mais um pouco.”, respondeu pensativa.
“Então, tudo bem. Já vou indo. Nós nos encontramos lá.”, falou alegremente saindo do recinto.
Havia se passado dez minutos desde que Klara tinha saído e Angel ainda continuava lá, esparramada na cama de solteiro, pensando na vida.
“Ah! Quer saber?”, disse para si. “Eu já vou para a aula. Assim, poderei pegar um lugar que quiser.”
Levantou-se com vontade e olhou para o relógio da escrivaninha. Ele marcava onze horas em ponto. Vendo que faltavam apenas dez minutos, esparramou-se novamente na cama.
“Ah! Dá tempo!”, falou consigo. Mudou de ideia e sentou-se. “Mas, não quero chegar atrasada de novo, vai que seja um professor que eu conheça. Aí vou ser o centro das atenções, DE NOVO!”
Ficou em silêncio por alguns segundos, ergueu-se e pegou a sua mochila, seguindo para a porta logo em seguida.
{...}
Ao chegar ao campus, ele estava lotado, diferente de nove horas. Angel teve dificuldade para passar por todos até o prédio do primeiro ano. Quando finalmente conseguiu, foi para a sala.
Não acreditou no que viu a sua frente, ao entrar no local. Ali estavam Bobby Singer e Castiel. Seu pai conversava com o caçador e de repente, bateu os olhos azuis vibrantes nela. Angel paralisou naquele momento. “Isso não pode ser verdade! Devo estar alucinando!”, pensou se lamentando.
Castiel arregalou os olhos como se tivesse visto um fantasma. O anjo, quando a viu, lembrou-se do momento em que se separaram pela segunda vez.
***
“Você tem que ir!”, dizia para a filha que não soltavam sua perna. “Isso também é doloroso para mim, mas você tem que ir!”
Uma lágrima saiu de seus olhos. Gabriel, o arcanjo, e Hannah, uma anja e paixonite de Castiel, se aproximaram dos dois e Gabriel pegou a menina no colo. Os dois pareciam tristes por ter que tirar a filha de um pai.
“PAI! NÃO!”, ela gritava sem parar enquanto se afastava cada vez mais.
***
Depois de se lembrar disso, Castiel ficou cabisbaixo. Seus olhos perderam a vida que tinham antes daquela lembrança cruel. Ele se culpava por não ver Angel nem Brenda crescerem. Porém, naquela época, era necessário se afastar delas. Precisava protegê-las do mundo em que viviam. Precisava protegê-las dos caçadores que não sabiam distinguir entre o bem e o mau, que matavam sem dó.
Ficaram trocando olhares por longos dois minutos, até um aluno esbarrar em Angel e suas coisas caírem no chão.
“Desculpe-me.”, disse o garoto abaixado, catando tudo.
Angel não falou nada, mas acenou com a cabeça quando o colega lhe entregou seus livros. Ele se virou e foi se sentar em algum lugar da sala. A híbrida fez o mesmo, esquecendo-se da presença do pai.
Procurou por alguma mesa vazia, porém estavam todas ocupadas. Havia apenas uma ao lado de Klara. Quando avistou onde sentaria, a sua companheira de quarto foi logo acenando com a mão, como se tivesse uma multidão a sua frente. E também tinha um sorriso que ia de uma orelha a outra.
“Eu mereço...”, sussurrou lamentando-se, seguindo para o local.
Local desconhecido
“Senhor, o plano está indo como previsto.”, falou um homem entrando e reverenciando seu mestre sentado no trono de ouro e de veludo vermelho.
“Ótimo.”, comentou o outro pensativo e com um sorriso malicioso no rosto.
Sala de aula do primeiro ano
Castiel explicou que era o diretor da Primeira Escola de Caçadores (1ª EC) e que ajudaria a medida do possível, quem precisasse. Ao bater o olho em Angel, se desnorteou.
“Tenho que ir.”, declarou por fim e saiu de lá o mais rápido que pôde.
{...}
O tempo foi passando e no fim da aula, Bobby chamou Angel para fora da sala. Ele queria conversar com a híbrida a sós, sem nenhum estranho os incomodando, mas o professor do outro tempo já havia chegado, então não puderam fazê-lo.
O caçador fez um sinal com a mão, dizendo: “Nós nos falamos depois.”
Dormitório de Angel e Klara
Após acabarem todas as aulas, Angel foi direto para o quarto. Ela estava abismada com a situação em que se encontrava. A única coisa que queria era ser a desconhecida da escola de caçadores e ficar sozinha em seu dormitório. E não tinha nada daquilo. A vontade que tinha era de quebrar tudo a sua volta, sem deixar um prédio em pé.
Jogou-se, bruscamente, de barriga na cama e asfixiou-se com o travesseiro. Ao começar a gritar, o quarto estremeceu como se estivesse acontecendo um terremoto. De repente, uma lembrança a fez parar de gritar.
***
“Bobby, por que você chama Sammy e Dean-o de Idjits?”, quis saber Brenda.
“Porque é o que eles são.”, respondeu Singer
“Mas... Por que eles são?”, indagou Angel.
“Porque agem como tal.”, replicou. Parou para respirar por um momento. “E vocês, mocinhas, não deviam estar brincando a essa hora?”, perguntou com um sorriso discreto no rosto.
“Estávamos esperando por você, Bobbie.”, informou a mais velha.
“Não entendo o porquê disso.”, comentou.
“O motivo é simples: Sam, Dean, nem o nosso pai estão aqui. Então... Só resta você.”, dessa vez, foi a mais nova a falar.
“Se é assim...”, disse o caçador.
Começou a correr atrás das duas dentro de sua própria casa.
***
Uma lágrima saiu de seus olhos e foi logo sendo absorvida pelo lençol que cobria o travesseiro. Ouviu alguém tentando abrir a porta e logo supôs ser Klara. Levantou-se e destrancou-a para a colega.
“Obrigada.”, agradeceu ao entrar ofegando. “Eu tenho que arranjar outra chave, essa está com algum problema.”
Angel apenas voltou para a cama, ignorando a mesma.
“Você vai à festa hoje à noite, Angie?”, ficou curiosa.
“Primeiro, meu nome é Angel.”, começou rispidamente. “E não, não vou.”
“Mas, por quê? Vai ter um monte de gatinho lá.”, tentou convencê-la.
“Eu já disse NÃO.”, aumentou o tom de voz.
“Até os Winchester estarão nela.”, Klara insinuou algo.
A híbrida hesitou ao ouvir essas palavras e, no fim, disse “sim” para a companheira de quarto. Como ainda faltavam horas para começar, Klara foi dormir um pouco e Angel, bem, ficou deitada olhando para o teto.
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