School of Hunters

11 Confusão e redenção (parte 1)


Antes

“Vamos lá!”, disse o loiro. Ele esticou a mão para o seu colega.

“É, vamos achar minha filha e acabar logo com isso!”, suspirou. Aceitou a ajuda e se levantou com o impulso.

Os dois, então, seguiram para a saída, em direção ao Impala. Quando entraram no carro, Dean cogitou em ligar o rádio, mas não o fez, apenas sentiu o ronronar suave produzido enquanto girava a chave na ignição e caia estrada adentro.

Agora

Já havia se passado meio dia, e Angel e Sam ainda não tinham saído do quarto do hotel. O caçador insistia para que eles fossem embora, mas ela estava intransigente.

“Não, vamos continuar mais um pouco, Sammy.”, a garota falou se aproximando dele com os braços esticados.

Quando faltavam apenas cinco metros entre os dois, uma onda percorreu todo o corpo do grandão. Sam começou a suar frio e num reflexo, segurou os pulsos de Angel. A garota não tirou os olhos dele, desafiando o Winchester a uma luta.

“Chega!”, gritou. “Não vou ficar aqui com você! Você não é a MINHA Angel!”, em um movimento brusco, soltou-a e saiu dali batendo os pés e, depois, a porta.

Esta não aguentou a intensidade da força que foi exercida para fechá-la e se soltou do eixo principal, fazendo um estrondo no encontro com o chão. Um baque foi a última que a híbrida ouviu antes de apagar.

{...}

Angel acordou cheia de dor de cabeça e dor no corpo. Sentou-se com dificuldade.

“Onde... Onde estou?”, perguntou mais para si.

Observou ao redor. Viu que estava em uma maca e com máquinas monitorando seus sinais vitais, e logo supôs estar em um hospital, mais especificamente, no CTI. Rudemente, tirou a ponta do cateter do seu braço, o monitor holter de seu tórax e o oxímetro de pulso do seu dedo. Ao retirar esse último, um barulho irritante a impediu de se levantar para sair daquele lugar que ela odiava. Sem pensar colocou as mãos nos ouvidos e se recolheu para mais perto da parede.

Um médico e três enfermeiras chegaram num piscar de olhos e acalmaram-na rapidamente.

Estrada (quatro dias antes)

Sam caminhava sem rumo pela margem da estrada. Já tinha andado bastante desde o hotel, quando um 67’s Impala preto igual ao de Dean passou voando por ele. No ínicio, nem se tocou, mas, depois, percebeu que era o seu irmão. Procurou pelo seu celular nos bolsos de sua calça e não o encontrou.

Olhou a sua volta a procura de um telefone público ou coisa parecida, e nada achou. Sendo assim, decidiu continuar seu caminho só.

{...}

Dean estava no carro com Castiel quando viu o semblante de Sam de relance. Pensou logo que fosse sua mente tentando associar o rosto de um desconhecido muito parecido ao irmão. Sem demora, uma pontada de culpa por deixar essa chance de 50% de ser ele o fez dar um cavalo de pau e voltar para confirmar. O anjo não entendeu nada naquele momento.

"Dean, o que você está fazendo?", perguntou confuso.

Não houve resposta. Agora, numa velocidade mais baixa, Dean pôde ver melhor se era ou não Sam e para a sua alegria, era. Inconscientemente, esboçou um sorriso contido. Seu cabelo cor de mel ficou eriçado.

"Dean? O que houve?", Castiel insistia.

"É ele! Nós o encontramos, Cas! Nós o encontramos!", exclamou com uma felicidade claramente estampada no rosto e apontando para uma pessoa andando no acostamento da estrada deserta.

Parou o carro e abriu o vidro. Pôs a cara para fora.

"HEY, SAMMY!", gritou. O gigante se virou surpreso para ele. Rapidamente, olhou para os lados para ver se vinha algum automóvel, nada vinha, e atravessou a rua.

Hospital (dois dias depois)

Angel abriu os olhos com dificuldade. Seus ouvidos pareciam ter uma bolha tampando-os. Permaneceu com a visão meio embaçada e a audição prejudicada por alguns minutos. Quando seus sentidos voltavam a normalidade, notou que ainda estava no hospital.

Tentou mexer os braços e as pernas, mas estas estavam presas a cama por dois grandes velcros. Debatia-se sem parar. Os mesmos médico e enfermeiras chegaram em pouquíssimo tempo.

Enquanto eles entravam correndo no quarto, a híbrida já estava se soltando dali e arrancando todas as ventosas presas em seu tórax. Duas das mulheres tentaram segurá-la.

"DE NOVO NÃO!", gritou e jogou todos os ali presentes contra a parede. Os quatro apagaram no mesmo instante do impacto.