School Love

7 Capítulo 7 - Ali era o meu lugar


Notas iniciais
Espero que estejam gostando da fic

No dia seguinte só me recordo do que aconteceu depois que cheguei na escola, foi um dia bastante conturbado que não daria para pensar em coisas inúteis como de que maneira escovei os dentes... Pois então, Assim que cheguei a escola...

Me encontrei com meus amigos e ficamos conversando, enfim chegará o dia em que todos os alunos iriam ser felizes, o dia em que o tão glorioso sistema iria ser posto em pratica. O tédio reinava em meu cérebro, estava com muito sono, queria apenas dormir e sonhar com ela. Mais pelo menos hoje iria a ver, tenho que confessar que estava com saudade, saudade daqueles longos cabelos negros que me faziam arrepiar, do seu sorriso, estava com saudades dela. Muitas saudades...

Novamente o palanque improvisado foi posto a prova, cheio de professores usando e abusando do pobre. Lá estava a diretora conversando apenas com os alunos do primeiro ano e enquanto ela falava todos os alunos do terceiro foram entrando e se acomodando, mais algo estava estranho, muito estranho, ela não estava ali, simplesmente não estava. Aquilo só seria divertido pois iria vê-la por alguns instantes... Garanto que meu animo foi de mal a pior, fiquei ainda mais chata e irritadiça, minha cabeça doía até que ouvi o som mais perfeito que pudera ouvir na minha vida, era exatamente o mesmo som que me fez apaixonar, e logo que o ouvi meu coração acelerou tão rápido, eu sabia que era ela, sabia que estava chegando...

E então o barulho dos sapatos foram aumentando e ela entrou no pátio, dessa vez não fora só eu que reparei nela, todos a olharam e ela deu um sorriso singelo de quem se desculpa enquanto a diretora a encarava. Tive vontade de rir mais logo passou assim que todos voltaram a prestar atenção na diretora, e eu é claro nela, somente nela... quando estava perto de mim eu simplesmente não conseguia pensar em algo que diferisse dela. Ela era tudo que eu precisava ver pra entender ate os mistérios da vida, resumindo, ela era tudo!

Fiquei a observando até que em um sopro o nome dela foi dito no palco, eu nem mesmo consegui ouvir seu nome e então ela se dirigiu para um dos bancos onde teria que ficar a espera do aluno do primeiro ano que a ela faria companhia. Fiquei a olhando até que escutei a diretora falando: Alice, da turma 1A, por favor sente-se ao lado da aluna Victória por favor.

Uma explosão de sentimentos me rodearam a cabeça, no inicio foi somente por enfim escutar seu nome, após tantos dias imaginando qual seria o nome da mulher mais importante da minha vida, agora sabia e não me parecia tão controverso... parecia um nome que seria dela. Mais depois de 5 minutos quando a diretora já estava se dirigindo ate mim para entender o problema de tal surto, resolvi acordar do meu sono profundo e ir me sentar ao lado dela.

Enquanto caminhava sentia meus músculos latejando, como se não quisessem ir, e meus sentimentos me empurrando a frente... estava enfrentando uma batalha com meu corpo e ainda tinha tempo para imaginar como seria estar ao lado dela todos os dias, e como lidaria com isso... foi difícil chegar até ela, mais quando cheguei encontrei a paz que estava procurando.

Soube logo de cara que ali era o lugar onde eu deveria estar durante toda minha vida, mais nem mesmo a olhei, ela pelo contrario me olhou dos pés a cabeça, eu senti... sabe quando agente sente um olhar quente e fervoroso passando pelo nosso corpo, mais fica com medo de olhar e se decepcionar com o olhar ? era mais ou menos assim que me sentia diante de tal situação.
A diretora prosseguiu, continuo chamando os nomes, e então percebi que muitos dos alunos já chamados estavam conversando com os mais velhos... tomando certas lições e coisa e tal. E eu, nem mesmo conseguia a olhar, aquilo estava ficando constrangedor, mais eu não sabia como a olhar, como dizer um simples olá... as palavras só chegavam até minha garganta e ali ficavam, entaladas... por vezes, tive vontade de gritar, mais me faltava forças então apenas suspirei e fiquei ao lado dela... as chamadas continuaram sendo feitas e quando vi todos os bancos já tinham sido ocupados, o dia então foi dado para que nos conhecêssemos melhor.

Tomei coragem e a olhei nos olhos, o olhar dela era firme nos meus e sua boca me matava, tão delicada e vermelha mesmo sem batom, não me importava a indelicadeza do olhar dela, a forma bruta e ao mesmo tempo calma como me olhava, eu não me sentia constrangida diante daquele olhar, e acho que ela também não se sentiu mal com o meu, que estava me fazendo tremer por dentro. Não sei se já sentiram isso antes... mais por vezes quando queremos muito olhar para os olhos de alguém e não estamos preparadas nosso corpo se arma de uma certa forma e trememos, fugimos do olhar então por não conseguir conter o próprio corpo. Mais com ela não era assim, eu não me intimidava pelo olhar dela, e sim pelo meu, estava começando a corar por temer como meu olhar a estava vendo... eu a via de um modo tão angelical, tinha medo que o meu olhar parecesse vulgar, afinal, eu a desejava mais que tudo, mais que a todos.

Senti o cheiro de seus cabelos por uma brisa leve que passou por entre seus rosto bagunçando seu cabelo e a fazendo sorrir, não resisti e sorri também e então eu ouvi a voz mais linda jamais imaginada em minha mente, voz cuja sonoridade era perfeita a dizer:

- Até que enfim, te vejo sorrir ! – não resisti e falei as primeiras palavras que me veio a cabeça, tentando ser coerente.

- há, não costumo sorrir muito, não tenho motivos.

- não tem motivos pra sorrir ?

- não – respondi.

- Então farei ter então... prazer senhorita infeliz, Victória, mais pode chamar de Vic – nesse instante ela abriu um sorriso que clareou todo o pátio, a coisa mais linda que eu já tinha visto, fique paralisada por alguns instantes ate que ela me chamou.

- Você ta bem ? quer água, chá, leite ? não parece muito forte

- Na-não é isso, só voei um pouco em meus pensamentos – respondi timidamente-

-Tudo bem então, e então qual é seu nome mesmo, não ouvi quando a diretora falou, estava prestando atenção em você. – me surpreendi com a resposta, mais fiquei calma, pelo menos aparentemente calma .

- Oh, hum... meu nome é Alice, se quiser pode chamar de Al.

- Chamarei de Alice, amo esse nome, e acho que deve ser dito por inteiro.

- tudo bem, você quem sabe... não é mesmo ?

- Uhum, afinal serei eu que irei chamar você e chamo do jeito que achar melhor – falou fazendo bico, mais que bico, me segurei na cadeira para não pular nos lábios dela... ela poderia sem um pouco menos perfeita do que eu imaginará, mais não ela era mais, muito mais perfeita.

- Você chama como quiser... eu não me importo

- Nossa, você não se importa com nada, por isso é infeliz... mais e então vamos conhecer a escola ?

Saímos dali e fomos conhecer todas as partes da escola, ela era melhor do que eu imaginaria nos meus sonhos mais perfeitos, era delicada, feminina, sempre feliz com a vida e mostrava a todos o melhor que a mesma tinha a oferecer... Sabia conversar sobre qualquer assunto, mesmo que não conhecesse tinha opinião formada a respeito dos conceitos, era comunicativa e como ninguém me fazia sorrir. Aos poucos fui perdendo o medo de falar com ela, e comecei até a puxar assuntos, rimos ate não podermos mais. Ela me mostrou lugares onde os amigos e ela iam, onde ela deu o primeiro beijo e tudo mais, ela sempre haverá estudado naquela escola, vinha de família rica mais não parecia gostar muito disso.

Conversamos sobre tantas besteiras que aos poucos fui me sentindo mais a vontade com a sonoridade da voz dela, o cheiro, o olhar... mais era uma coisa difícil de não se notar, era algo que me faria sonhar por noites, cheguei a me beliscar algumas vezes esperando realmente acordar, mais não acordava e dava graças a Deus por não estar paralisada diante de tanta beleza.

Após o termino do tempo fomos comer alguma coisa na cantina, ela ficou lá falando como sempre... nossa como falava e como eu a adorava ouvir, éramos a combinação perfeita. Ficamos lá observando as coisas e eu a ouvindo falar sobre como aquela comida era preparada. Estranho como ela sabia de tudo

que acontecia naquela escola... não resisti e perguntei:

- Como é que sabes de tantas coisas sobre esta escola ?
- Estudei aqui muito tempo... isso já não basta ?

- Eu estudei minha vida toda em uma escola e não sei como preparavam a comida.

Ela deu uma leve gargalhada que me fez parar ate de pensar... ela acabava comigo sempre que podia, e quando não podia também.

- Bem, é que eu passo mais tempo aqui do que na minha casa, meus pais estão viajando... resolveram fazer a volta ao mundo e bem, eu tenho que terminar meus estudos... mais eles sempre fazem isso, viajam e deixam-me com a casa, então venho pra escola e fico aqui ate quase a noite, conheço as empregadas, cozinheiras, todos. Vivo meus dias entre essas paredes. Então se orgulhe, você tem a melhor guia da escola toda !!!

Eu já estava orgulhosa de estar ao lado dela, não precisava da melhor guia do mundo, precisava da perfeição dela, precisava somente estar ao lado dela ouvindo-a falar sobre coisas corriqueiras da vida. Isso já era o suficiente pra mim.

Conversamos por mais alguns segundos até que ela disse que precisaria ir, o sinal já havia batido a meia hora e tanto ela, quanto eu, precisávamos almoçar. Nos despedimos, meus amigos já tinham ido embora e então nos separamos, ela foi para um lado e eu para o outro. Andei todo o caminho de volta pra casa e passei o dia inteiro com borboletas no estomago, mais era uma felicidade que não acabava, sentia que ia morrer de tanta felicidade.

Aquele foi com certeza o dia mais feliz da minha vida.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.