School Killers
35 Teste surpresa + estudos
Notas iniciais
— Sabe que eu preciso da sua ajuda, Anne — Percy falou andando rápido ao lado da loira que riu, revirando os olhos cinza marcados com um delineador verde escuro e uma sombra preta por baixo, que como todo mundo já havia percebido durante os meses que se passaram desde que entraram na escola, apenas Annabeth tinha propriedade para usar as roupas que usava e continuar linda do mesmo jeito.
— Eu já disse que vou te ajudar assim que terminar meu projeto, afinal se eu morrer no final dessas provas como eu vou te explicar a matéria dos próximos semestres? — questionou com um sorriso tranquilo nos lábios pintados de um verde esmeralda, as vezes o Jackson se questionava se ela tinha trazido uma mala apenas com batons.
— Tudo bem, mas sei lá, queria começar logo, não deixar tudo para cima da hora — Percy esticou os braços acima da cabeça, sentindo todos os seus ossos estalarem devido ao teste surpresa que Ares havia passado aquela manhã.
É claro que ser parte da equipe de teste o deixava ciente de que ele teria mais trabalhos do que a maioria dos alunos sem falar que os testes surpresas foram avisados no primeiro dia de aula que estariam presentes em suas rotinas, mas ele não imaginava sendo tão pesado como foi.
Annabeth também tinha seus pensamentos no teste que eles haviam tido, afinal seu corpo dolorido não deixava que ela esquecesse, muito menos sua super memória. O professor La Rue não tinha dito uma nota nem uma média no qual eles se encaixavam, mas talvez considerasse que eles não tinham sido bem-sucedidos, principalmente pelas expressões dele.
Os três corpos pendurados por correntes em uma viga de madeira que atravessava o teto da sala de aula, o ar abafado devido ao cimentado que cobria as grossas paredes, apenas uma brisa de ar entrava por um buraco feito por bala no final insistente, de alguém que tinha uma ótima mira e parecia determinado em provar tal.
— História — Ares disse se recostando na mesa de madeira que ficava na frente da sala, de frente para o quadro de nomes e rangeu com o apoio dele — vocês três estavam em uma missão, vocês todos tinham o mesmo alvo — apontou para um desenho de um rosto no canto da sala — seu objetivo era simples, entrar, matar, roubar um pen drive — balançou o objeto na mão, colocando em cima da mesa ao seu lado — e saírem sem serem pegos.
Annabeth se mexeu desconfortável, seus pés não tocavam no chão direito o que deixava a situação bem complicada e dolorida.
— Entretanto vocês foram capturados — ele deu de ombro como se aquela fosse um triste fato, mas que acontece, rindo sarcástico depois — vocês trabalham sozinhos, no final apenas um de vocês vai ter o pen drive, vocês têm até as quatro horas da tarde para saírem da sala.
Dito isso ele sorriu, batendo na mesa duas vezes e saindo da sala, deixando os alunos sozinhos lá dentro.
— Ok — Thalia disse baixo para si mesma, suspirando.
Puxou seu corpo pra cima usando as correntes para se levantar, tentando passar as pernas pela viga e ficar sentada lá em cima, sentindo vertigem devido a altura, mas continuando a subir.
— Eu falei com minha mãe — Annabeth comentou, não tinha tido tempo de conversar com a menina, afinal Percy havia dado um calmante pra ela na noite anterior e ela havia apagado quando chegou, depois o dia de hoje havia sido uma correria total.
O braço da Grace falhou e todo o seu corpo foi para baixo fazendo que seus ombros estalassem alto, seus olhos se fecharam contendo o grito de dor que queria escapar por seus lábios.
Após respirar fundo duas vezes, deixando que todo o seu corpo voltasse ao controle de suas ações, abriu os olhos azuis elétricos que procuravam respostas em desespero.
— O que ela disse? — questionou, olhando ao fundo Percy levantando seu corpo na tentativa de se solta.
— Aparentemente ele está morto — Anne disse fraco — tem muitos pontos que faltam para serem ligados, mas apenas uma poça de sangue foi encontrada no quarto dele, uma quantidade inexplicavelmente grande para uma pessoa ter sobrevivido e perdido aquele sangue todo.
Os olhos de Thalia focaram em um ponto cego, como se a ideia dele estar morto ainda não tivesse se assentado em sua mente e uma fagulha de esperança na qual ela havia se agarrado tinha se soltado e ela havia caído em um precipício aonde uma voz repetia em sua mente “sentimentos é para pessoas fracas, você se tornou fraca porque quis”
Piscou desnorteada, respirando pesado e puxando novamente seu corpo para cima. Virou o corpo de cabeça para baixo passando a perna pela viga e usando das correntes para um impulso e conseguir subir, sentando ali.
Um crack alto fez com que todos olhassem na direção da parede e a Grace mal teve tempo de se jogar para trás antes de uma flecha atravessar a sala em sua direção cortando seu rosto e batendo na parede atrás dela e voltando para o chão quebrando a ponta.
— Acho que não vai ser tão simples assim — murmurou, arrancando o sapato e esticando o pé na direção da Annabeth.
— O que está fazendo? — perguntou confusa.
— Fica parada — pediu rude, sua cabeça latejava e o corte sangrava fazendo com que o cheiro incomodasse e a fizesse imaginar como Nico teria morrido.
Puxou o grampo do cabelo loiro da amiga que se soltou caindo pelo rosto pálido. Um suspiro pesado escapou de seus lábios e logo ela mexia na fechadura da algema soltando seus braços.
Agarrou-se a viga pulando para o chão e caminhando até a mesa, pegando o pen drive e colocando no bolço. Massageando seus pulsos voltou até aonde os dois estavam acorrentados e soltou um por um.
— Você está bem? — Percy questionou calmo, sem se mexer muito.
Era possível ver no rosto da morena um pingo de tristeza no fundo dos olhos, mas que era facilmente acobertado por raiva em todo o seu ser. Ela deu de ombros como quem não se importa.
— Claro, por que não estaria? — questionou como um rosnado. — Vamos sair daqui.
Ares estava parado no corredor, os braços cruzados e um olhar reprovador. Esticou a mão e a Grace depositou o pen drive na mão dele e saiu sem falar nada, o que o fez negar em descrença, depois os olhos castanhos avermelhados passaram para os dois que estavam ali na frente, desencostando da parede e saindo andando para o lado oposto que a menina havia ido, os deixando sem nada dizer.
— Como acha que a Thalia está? — Percy questionou sentando ao lado da Chase na biblioteca, que deu de ombros.
— Espero que bem — suspirou pesado —, mas acho que ela não vai aceitar isso tão fácil.
— Será que sua mãe te falou a verdade? Sabe...bom, você ainda é uma aluna, não deveria saber o que acontece nos bastidores da escola, ela pode ter mentido sobre o que aconteceu...
— Só espero que a Thalia fique bem — Anne respondeu, abrindo o livro e decidida a estudar.
Não muito longe dali a Grace sentou na sua cama, encostando as costas na parede e fechou os olhos respirando devagar e deixando que a conversa com seu pai se assimilasse em sua cabeça.
— Como assim não o matou? O sangue? As coisas dele...
— É algo mais complicado do que eu posso te contar, não tem nada com você, foi por isso que eu fui no quarto dele aquela noite, não porque vocês estavam saindo..., mas se ele quiser ele tem a autorização para voltar eu já deixei claro para ele que eu não vou interferir mais, ele vai fazer as escolhas que ele achar necessário, mas eu espero que você esteja ciente que o Di Ângelo não sabe lidar com sentimentos e esteja preparada para o que vai ser esse relacionamento, claro se ele voltar.
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