School Killers
7 Que se foda
Notas iniciais
Thalia se sentou na cama se espreguiçando rapidamente reconhecendo o quarto do Nico e confirmando que não havia sido um sonho muito bom, porém que poderia ter sido melhor, que ela o teve. Seus olhos vagaram para o homem deitado dormindo tranquilamente apenas com sua jeans preta, e ele era muito sexy dessa forma.
Seu peitoral estava exposto e com umas leves marcas avermelhadas da sua unha fazendo a morena tirar uma bela casquinha com o olhar ali e passando por todo o corpo do seu professor, dando uma boa olhada e claro memorizando aquela imagem para garantir que ela se lembraria disso.
— Está gostando do que vê? – A voz do moreno saiu rouca e fez com que a garota se assustasse, o que ela não deixou transparecer, e principalmente fizesse ela querer agarrar mais ainda aquele lindo gostoso ali deitado.
— Para falar a verdade, estou sim. – Ela disse levantando o olhar para o rosto do Di Ângelo que abria os olhos.
Ele riu leve levando uma das mãos ao cabelo olhando a hora para o relógio na mesinha de cabeceira que ficava do seu lado da cama, que indicava que ainda era muito cedo para começar a se arrumar.
Seus olhos negros voltaram para a Grace que agora tinha abraçado suas próprias pernas e o observava.
— Acho que sua amiga já deve ter voltado para o quarto. – Nico comentou e ela fez uma falsa e exagerada encenação de ofensa e surpresa.
— Está me expulsando Di Ângelo? – Ela perguntou se virando ficando de quatro na cama.
— Pense o que quiser. – Rebateu arrancado uma risada gostosa dela, que passou a perna por cima do homem, deixando uma de cada lado do seu corpo.
– Posso fazer o que eu quiser também? – Thalia perguntou com um tom safado na voz junto com um sorriso, sustentando o olhar do garoto.
Nico soltou uma risada fraca e firmou o olhar no dela que se aproximava lentamente dele, logo a morena selou seu lábio ao dele o beijando. Di Ângelo levou uma das mãos ao cabelo da garota puxando com um pouco de força e passou a outra pelo corpo dela puxando-a mais para o beijo.
O assassino girou na cama a deixando por baixo e descendo beijos pelo seu pescoço a fazendo arfar alto e fechar os olhos tentando manter o alto controle com aquelas mãos, muito experientes por sinal, percorrendo todo o seu corpo, descobrindo cada pedacinho dele. Ele voltou distribuindo beijos subindo lentamente até o seu ouvido.
— E o que você quer? – Di Ângelo perguntou com a voz ainda rouca e seu forte sotaque britânico que ele possuía principalmente quando acordava, mordendo o nódulo da orelha da morena vendo-a se arrepiar por completo.
Grace puxou Nico novamente para um beijo passando a mão pelo abdômen do garoto arranhando de leve ali e ela riu fraco.
— Acredito que o mesmo que você. – Thalia disse abrindo os olhos azuis repletos de desejos e encarando a escuridão em seus olhos, que estavam com tanto desejo quanto os dela.
Ele riu com a afirmativa que a sua aluna tinha feito saindo de cima dela, caminhou até sua mesa tirando a jaqueta da morena da cadeira, a tacando na cama e se sentando ali mexendo nos papeis que ele ainda tinha que ver.
Thalia se manteve deitada por um tempo até que por fim respirou fundo, se levantou, pegou tudo seu que estava pelo quarto e sorriu para Nico saindo do quarto dele sem dizer nenhuma palavra.
A Grace andou pelos corredores e logo estava em frente ao seu quarto, no qual ela tentou abrir e não obteve sucesso. Suspirou e bateu na porta insistentemente esperando que a loira tivesse dormido no quarto, ao contrário dela.
Um tempo depois a porta foi aberta e Annabeth sorriu para a amiga deixando que ela passasse.
— Pensei que fosse vir para o quarto. – Chase comento fechando a porta de novo e se sentando na cama arrumando seu pijama no corpo.
— E eu vim, mas acabei esquecendo a chave e tive que me virar, porque estava com muita preguiça de descer e te pedir a chave emprestada. – Thalia disse largando seus saltos no chão e sua jaqueta de qualquer jeito em cima da cama.
— Eu não demorei muito na festa depois que você saiu, talvez se tivesse esperado um pouco mais. – Annie comentou vendo a parceira de quarto entrar no closet.
— Tudo bem, eu não me importo de dormir em outro lugar. – Grace disse pegando a muda de roupa que usaria no dia, optando por algo que a deixasse com flexibilidade, já que tinha aula de luta hoje.
— Isso tem algo a ver com as marcas em seu pescoço? – Annabeth perguntou, mesmo sabendo que tinha.
— Sim e não vem ao caso. – A amiga com chupões e mordidas no pescoço deixou que a cabeça aparecesse para fora do closet fazendo as duas rirem.
— Eu tenho maquiagem se quiser usar. – Anne comentou decidida a começar a se arrumar também, afinal não queria se atrasar para a aula do dia.
— A prova d’água? – A morena perguntou saindo do closet e indo em direção ao seu banheiro.
— Sim. – A com memória fotográfica respondeu arrancando um sorriso da outra.
— Agradeço então. – Thalia disse começando a se arrumar para a aula.
Logo as duas estavam alimentadas, vestidas e Thalia devidamente maquiada por conta das marcas pelo seu corpo. A nova sala de aula que eles teriam aula era um cômodo de pedra cinza com alguns sacos de boxes pendurados. Não possuíam janelas, cadeiras, mesas, nem nada do tipo, apenas uma porta grande de ferro totalmente lacrada.
Nico estava parado no meio da sala com os braços cruzados atrás do corpo olhando todos os alunos adentrarem no horário a sala, assim que a porta bateu indicando que o último aluno havia entrado o professor começou a falar dando início a aula.
— Hoje nós vamos tratar de luta corporal, antes de qualquer aula realmente eu quero ver o nível de vocês em combate, então eu quero duas filas, uma no lado direito e outra no lado esquerdo, agora. – Ele ordenou e todos correram para fazer o que ele mandou.
Duas filas completamente misturadas em gêneros estavam montadas, Nico no centro, e ele suspirou.
— É o seguinte, não trabalharemos com lutas até a morte hoje, mas vamos fazer de tal modo aonde o concorrente tem que manter uma pessoa imobilizada por trinta segundos ou inconsciente. – Di Ângelo disse olhando as duas filas. – Por favor os dois primeiros da fila se posicionem aqui.
Annabeth caminhou até aonde o assassino pediu ao seu lado e Piper fez o mesmo percurso, ficando de frente para a amiga.
— Bom, garotas, armas não podem ser utilizadas, ou seja, nem brancas ou de fogo, apenas luta corporal, se nenhumas das duas ganhar em dois minutos vocês voltam para o final da fila e passamos pro próximo, quem perder se não tiver inconsciente volta pro final da fila e quem ganhar permanece para a próxima luta, entendido? – Nico perguntou após explicar em palavras rápidas o que falava, olhando as duas que assentiram.
O moreno se afastou e olhou o relógio de pulso aonde ele cronometraria os dois minutos.
— Comecem. – O homem ordenou ativando o temporalizado e começou a avaliar a luta.
A primeira a deferir algum golpe foi Annabeth, ela sabia que não era boa lutadora, então tinha que agir antes que sua adversária pudesse ter alguma chance de atacar. Sem ver uma luta antes a loira não poderia reproduzir com exata precisão, é claro que ela tinha visto lutas antes e sabia o básico, mas mesmo assim quanto mais tempo demorava para ela reproduzir, menos perfeitamente ela conseguia o fazer.
A loira segurou o braço da Piper girando o corpo dela usando seu próprio peso para joga-la por cima de si e derruba-la no chão a imobilizando logo em seguida, torcendo para que os trinta segundos passassem o mais rápido possível, ou que os dois minutos terminassem.
— Pronto. – O professor disse e as duas se separaram. – McLean pode ir pro final da fila, próximo.
Dessa vez foi um garoto e esse que já tinha observado a luta da loira percebeu que ela não era alguém que tinha plena consciência do que estava fazendo, era mais o fato de se manter inteira pelo máximo de tempo possível e ferir o máximo que conseguia.
Logo Chase tinha seu pescoço preso pelos braços do garoto duas vezes maior do que o seu e o ar lhe faltava.
— Pode soltar ela. – Nico disse depois dos trinta segundos vendo a garota recuperar o ar. – Chase, fim da fila, próximo.
Thalia caminhou até a frente do cara que tinha sufocado sua amiga e sorriu com vontade de acabar com aquele idiota, afinal ele tinha machucado sua parceira de quarto. Di Ângelo indicou que começassem e deixou que os dois lutassem.
O cara atacou primeiro, porém a Grace desviou com facilidade dos dois ganchos que o homem disparou contra ela, em um movimento rápido a morena chutou seu abdômen com força fazendo que o ar lhe faltasse e deferiu um soco contra a sua cara e derrubou ele acertando sua perna direita a ponto de ouvir o estalo do osso se quebrando, socou novamente seu rosto mais três vezes até que o cara caiu inconsciente no chão.
Nico olhou o homem que a poucos minutos era ganhador de uma luta e agora estava com uma perna quebrada e inconsciente no chão, tirou uma arma do cos da calça atirando contra a cabeça do cara, fazendo com que todos olhassem na direção do professor confusos e com medo.
— Perna quebrada, pelo barulho em três partes, demoraria mais de meses para ele se recuperar completamente, resumindo seria morto mais cedo ou mais tarde. – O assassino disse se aproximando no corpo morto e empurrando para o lado com o pé. – Próximo.
O moreno em momento algum deferia algum olhar a Thalia e aquilo de algum modo a estava irritando, eles haviam ficado ela não aceitava ser ignorada completamente, mesmo que ele não falasse com ela diretamente, não podia fingir que a menina não estava ali.
Uma garota meio assustada caminhou até a frente da que possuía olhos elétricos, esta suspirou e assim que deu-se a partida a morena atacou, logo imobilizando sua concorrente e vencendo a luta. Mais duas pessoas lutaram contra Thalia e mais duas que a experiente menina ganhou com completa facilidade.
— Grace pode ir pro final da fila. – Nico disse dispensando a até o momento melho lutadora.
— Mas eu ganhei, porque vou pro final? – Ela perguntou não gostando da ideia de ter que ir pro final da fila.
— Para pensar em como não deixar seus golpes previsíveis. – Di Ângelo disse caminhando até a frente dela.
— Meus golpes previsíveis estão me fazendo ganhar até agora e além do mais isso e injus...- Thalia começou, mas o moreno em um movimento rápido imobilizou a morena deixando-a em posição para quebrar o seu pescoço.
— Quando eu mandar você fazer algo, obedeça. – Nico disse pressionando o pescoço da morena com força a deixando sem ar.
— Aceito uma ordem com sentido, não pode mudar as regras. – Ela rebateu irritada.
— Eu crio as regras, faço o que quiser com elas. – Di Ângelo disse soltando a morena. – Trinta segundos, perdeu, final da fila. – Ele ordenou e a morena assentiu caminhando até o final irritada.
— Os dois, andem. – O professor disse apontando para os dois primeiros da fila dos dois lados
Todos por fim lutaram contra alguém e Nico avaliou cada aluno pessoalmente e em detalhes, anotando mentalmente o que poderia cobrar de cada um e o que teria que cobrar de cada um.
— Quero cada um na frente de um saco de box. – Di Ângelo ordenou e todos obedeceram ficando em frente a um dos sacos. – É o seguinte, ordem braço, braço, perna, perna, gravem e não percam o ritmo.
Todos assentiram e ele suspirou olhando o relógio e ligando o cronometro.
— Direita, direita, direita, esquerda. – O líder naquela sala disse rápido e viu os alunos repetirem o movimento. – De novo! – O homem gritou, avaliando. – Não parem quero que façam essa ordem até eu mandar trocar.
Todos reproduziam os movimentos mandados contra o saco, Nico parou ao lado da morena a avaliando, seus olhos pareciam irritados e sérios, o que realmente refletia o que ela sentia.
— Chute mais alto. – Nico ordenou e ela obedeceu, mesmo que com a frequência isso se tornasse mais difícil. – Mais forte. – Ele disse para a Thalia novamente e ela fez o possível para obedecer.
A Grace sabia que ele estava pegando pesado com ela por conta do que havia acontecido na noite anterior e hoje mais cedo, mas a morena era capaz, ela podia aguentar as implicâncias dele, mesmo que ela sentisse vontade de meter uma bala em sua cabeça.
— Esquerda, direita, direita, esquerda. – Nico gritou alto e de automático todos fizeram. – Jackson, Chase, McLean façam, esquerda, esquerda, direita, esquerda.
Os respectivos mudaram a ordem para a nova e Nico voltou a circular por entre os alunos, deixando a Grace irritada para trás.
— Parem. – Ele ordenou e todos obedeceram de imediato, afinal todo já estavam cansados e ninguém queria ficar repetindo movimentos inúteis contra um saco de boxer duro. – Fim da aula, podem ir.
Thalia olhou irritada para o seu professor e se apressou a sair da sala junto com todos.
— Eu queria dar uma olhada na biblioteca, sabe dar uma estudada, vamos? – Annabeth perguntou envolvendo o braço nos da parceira de quarto que sorriu para a amiga.
— Claro, porque não? – Grace disse mudando seu caminho para o novo.
As duas adentraram a enorme biblioteca que a escola tinha, ela consistia em dois andares e era toda de madeira assim como suas estantes, que eram repletos de livros de diversas datas, Thalia quase conseguiu ver os fogos de artifícios pulando na cabeça da loira que se soltou dela e começou a ir mais a fundo na biblioteca, fascinada com todos os livros que ela poderia ler de graça.
Grace sentou em uma das várias mesas, aonde poucas estavam sendo habitadas e esperou a amiga voltar com uma pilha de livros. Annabeth pegou o primeiro livro e abriu um caderno que a amiga não tinha percebido até o momento, começando a ler e anotar várias coisas que ela achava relevante.
A morena não queria ler, então apenas ficou mexendo na unha olhando o tempo passar, já que como ainda estavam no início do período, em dias de treinos físicos elas possuíam apenas uma aula, logo ambas tinham o resto do dia livre.
Thalia olhou e de relance viu o Di Ângelo subir a escadaria da biblioteca e mesmo que ela soubesse que não devia ela não conseguiu se controlar e o seguiu escadaria acima.
Não demorou muito para ver que Nico olhava uma das estantes como quem procura algo, e talvez ele realmente procurasse.
— Nico. – A aluna o chamou se aproximando cruzando os braços e vendo ele se virar para olha-la.
— Oi. – Ele disse ríspido fazendo-a revirar os olhos.
— O que está havendo? – Grace perguntou encarando seus olhos negros com raiva.
— Estou procurando um livro, não pensei que fosse burra. – Di Ângelo o óbvio e dando de ombros a fazendo revirar os olhos novamente.
— Me poupe, sabe do que estou falando. – Thalia disse cruzando os braços abaixo dos seios.
— Então sabe quando deve parar algo. – O moreno respondeu grosso e ela arqueou as sobrancelhas em sinal de surpresa.
— Eu não estou insistindo em nada, ficamos? Ficamos, mas isso não é motivo para achar que vou correr e ficar atrás de você como um cachorrinho sem dono e não precisa me tratar como um qualquer porque você não me conhece e não tem o direito de me agir assim. – A Grace disse com raiva deixando que coisas demais saíssem de sua boca.
Nico se aproximou irritado com a atitude de uma simples aluna e cortando a distância entre os dois.
— Eu estou te tratando como minha aluna, que é exatamente o que você é, então se ponha no seu lugar. – Ele ordenou como um rugido preso a garganta fazendo que aquilo a deixasse excitada, mesmo que nunca fosse admitir isso.
— Então aja como um professor e seja profissional, pare de agir como um babaca. – Thalia disse encarando os olhos negros dele e logo em seguida se virando deixando o para trás antes que essa briguinha fosse longe demais.
Thalia pegou um livro qualquer na estante e desceu a escadaria e logo viu que Percy havia se juntado a Annabeth a mesa e conversava com ela.
— Olha quem apareceu. – Perseu comentou vendo a morena jogar o livro sobre a mesa sem a menor delicadeza.
— E aí? – Ela perguntou se sentando.
— Me diga você, o que foi aquilo na aula hoje? Parecia ser pessoal. – Jackson comentou olhando os olhos azuis da morena franzirem em um falso estranhamento.
— Não sei o que está falando. – Thalia comentou e Percy riu.
— Estou falando do Di Ângelo e sua implicância com sua pessoa. – O moreno disse e ela riu.
— Sou uma aluna e ele decidiu cobrar de mim o que eu sou capaz de cumprir. – A morena rebateu fazendo com que o garoto levantasse a mão em rendição.
— Fingimos não ter nada relacionado com você provocando ele na festa da noite anterior. – Annabeth comentou passando mais uma página do livro.
— É claro que não tem nada relacionado, eu apenas olhei para ele, podemos cortar nosso contato ai. – Thalia disse mentindo descaradamente, afinal ela não era louca de contar para alguém que pegara o professor gostoso e durão.
— É, mas talvez ele não tenha gostado da sua atitude e esteja querendo ensinar uma lição. – Annabeth comentou dando de ombros. – Mas isso não importa, vamos ler.
— Claro. – Thalia concordou e até mesmo Percy pegou um dos livros na mesa para dar uma lida.
***
Thaliabebeu um gole de seu café e passou mais uma página de sua leitura sobre armas, era sempre bom estudar, mesmo que conhecesse todas de coo, ela gostava de aprender mais sobre cada uma.
Quando Nico que passava ali viu a garota sozinha na sala, passando as páginas com cuidado e atenção. O moreno suspirou e caminhou devagar até aonde ela estava e se sentou na mesa de madeira que tinha ali.
— Estudando o que? – Di Ângelo perguntou o que a fez sorrir leve e levantar o olhar.
— Armas. – Grace disse simplesmente fingindo indiferença, pois sabia que ele não tinha visto seu sorriso.
— Alguma especifica? – O professor perguntou e ela assentiu.
— Estou estudando a montagem de uma semiautomática Skorpion calibre trinta e dois. – Ela comentou abaixando o livro por completo e ele assentiu se levantando.
— Vem. – O assassino ordenou e ela franziu a sobrancelha.
— Pra onde? – Perguntou curiosa, porém sem se mover.
— Está estudando errado, não se aprende montar armas lendo em livros e sim fazendo. – Nico disse e indicou que ele a seguisse.
Thalia levantou e caminhou atrás do moreno e logo os dois estavam no quarto dele, o que fez pensar que toda noite acabara ali desde que chegou. O garoto caminhou com calma até a parede de armas e sorriu.
— Aonde está a CZ.V61S? – Ele perguntou se referindo a arma que ela tinha comentado lá embaixo.
Thalia apontou a arma que ela obviamente conhecia afinal não era idiota de entrar em uma escola sem saber sobre armas e ele assentiu pegando para ela a apontada, colocando-a na mesa.
— Fique à vontade. – Ele disse deixando que ela desmanchasse a arma e a montasse.
Thalia começou a fazer o que ela deveria e as vezes era interrompida pelo seu professor para receber algumas dicas de como deveria fazer, ou de um jeito de fazer isso mais rápido.
— Montada. – Ela sorriu leve com sua obra a frente, Nico assentiu abaixando a arma da mão dela com cuidado.
Thalia olhou a mão dele e subiu o olhar até seus olhos, notando que ele estava quase colado a ela, Di Ângelo desviou o olhar da arma para o rosto da garota, focando em sua boca.
— Que se foda. – Ele disse puxando ela para um beijo e a arrancando do chão a colocando em cima da mesa empurrando a arma com cuidado para o lado.
Thalia se apressou a retribuir o beijo e tirar um pedaço daquele homem que a deixava terrivelmente excitada, arrancando sua blusa que ele não impediu em fazer. Di Ângelo desceu os beijos pelo pescoço dela, distribuindo mordidas e chupões pela pele branca e perfeita da garota.
Grace jogou a cabeça para trás deixando totalmente o pescoço livre, fechando os olhos, prestando atenção em cada toque dele. A mão do assassino infiltrou sua saia e ela sentiu ele puxando sua calcinha o que a fez sorrir e abrir os olhos.
Thalia colocou a mão envolta do pescoço dele usando Nico de apoio para levantar um pouco para que ele conseguisse tirar a peça com mais facilidade, começando a beijar o pescoço e abdômen dele, que era incrível.
Logo a aluna estava apenas usando a saia, com os seus seios expostos e o olhar sedento do professor por mais contato. Nico tirou a morena da mesa e a levou ainda no colo em direção a cama a jogando sem o menor cuidado ali.
O homem se livrou dos sapatos e do cinto rapidamente e subiu distribuindo beijos pelo corpo da garota dando atenção a sua intimidade arrancando gemidos altos da Grace que ela não fez questão de prender ao receber um oral do moreno.
Thalia puxou Nico pelo cabelo e o virou na cama arrancando o resto das roupas do garoto o deixando completamente nu, mordendo o lábio inferior observou cada parte daquele delicioso corpo agora exposto, sem disfarçar o desejo que a possuía cada vez mais.
Ela envolveu o membro dele com a boca e fazer movimentos de vai e vem e a acariciar o que a sua boca não tinha suporte para colocar, ela observou cada reação do moreno que puxava seu cabelo com força indicando a velocidade que ela deveria fazer o movimento.
A novata tirou completamente o membro do garoto da boca e virou de costas colocando o na sua entrada e apoiando suas mãos na cama e deixando-o com a bela visão da sua bunda já que ela aproveitou e se livrou da saia, afinal não queria ela gozada.
Começou a fazer movimentos de vai e vem ora curtos e ora tirando quase que todo do seu corpo, arrancando gemidos dos dois. Nico se sentou colocando uma das mãos na cintura da garota e outra em seu cabelo puxando-o com força novamente fazendo que os corpos dos dois colassem completamente e a cabeça da Grace ficasse apoiada no seu ombro e ele pudesse ver ela gemendo e as vezes soltar alguns xingamentos.
Thalia sentiu espasmos em seu corpo e Di Ângelo sorriu em ver aquilo começando a investir com força fazendo a morena ter que segurar os gritos em sua garganta. O corpo da garota relaxou e Nico soltou ela fazendo com que a sua aluna caísse de quatro ofegante, Thalia continuou os movimentos o mais rápido que conseguia logo sentido o ele apertar com força sua perna e algo quente dentro dela, ela fez mais algumas vezes o movimento e tirou o membro completamente de dentro dela.
Nico deitou se apoiando nos braços e viu a morena virar de quatro e caminhar até o lado que ela estava utilizando ultimamente na cama e deitar ofegante.
— Temos que repetir isso mais vezes. – Ela disse arrancando a risada do garoto.
— Sabe que isso nunca pode sair daqui, não sabe? – Nico perguntou, ele não se importava de alguém descobrir que ele estava tendo algo, mesmo que apenas sexo, com uma aluna, porém ele sabia que ela mesmo sendo boa lutadora ainda não era tão treinada e alguns alunos poderiam achar que isso a favoreceria.
— Não sou idiota, não quero um alvo em minhas costas. – Thalia disse respirando agora normalmente e olhando o moreno com um olhar safado e ele riu revirando os olhos.
E os dois sabiam que teriam mais algumas rodadas aquela noite.
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