School Killers
31 O que houve?
Notas iniciais
— OK, Thalia, o que houve? — Annabeth não aguentou mais fingir que a menina não estava fora do ar.
Nas últimas semanas a Grace simplesmente parecia estar com a cabeça em qualquer outro lugar, menos no estudo e na missão paralela deles.
— Ok, vamos ser mais sutis — Percy incentivou, vendo a loira franzir o cenho.
— Thalia, amanhã é uma prova importantíssima e você parece não estar muito ligada, podemos ajudar? Quer conversar sobre? — Piper que assumiu o quesito sutileza, fazendo o Jackson apontar para a menina enquanto olhava para Anne, como quem diz “é assim que se faz”.
A morena suspirou pesado, ela precisava colocar aquilo para fora e se Nico realmente estava morto não tinha maiores motivos para esconder aquilo dos amigos.
— Bom... — ela pigarreou se mexendo desconfortável na cama — a algum tempo eu meio que... estava tendo uma relação com o Di Ângelo — admitiu, corando ao ver a cara de surpresa de Piper e Annabeth — entretanto meu pai tinha mandado Nico se afastar de mim, o que ele fez por um tempo, mas claro não durou muito e na noite anterior ao que trocamos de professor meu pai me pegou saindo do quarto dele depois de uma briga e quando eu voltei lá no dia seguinte ele parecia ter sido apagado do mapa. E eu acho que foi... — ela não conseguiu terminar a frase, apenas abaixou a cabeça respirando fundo e negando.
— Ah meu amor! — Anne foi até a menina a abraçando e tentando reconfortar a amiga — Eu vou descobrir o que houve, ok? Minha mãe pode me contar, tudo bem? Eu falo com ela e ele pode estar vivo...
— É — Piper concordou — não acha que eles adorariam passar um sermão de quanto isto é proibido se esse fosse o motivo do sumiço do Di Ângelo? Sabe, eles adoram esfregar na nossa cara quanto nossas atitudes podem nos matar.
— Eu sai do quarto, meu pai nunca faria nada na minha frente, não comigo no lado dele, mas... — uma lágrima escorreu pelo rosto corado da garota que a limpou frustrada, odiava chorar, mas ela tinha o feito com frequência, pelo menos sempre o fazia quando seu cérebro a lembrava que Nico poderia estar morto por sua causa.
E claro que depois do admitido todos tinham a plena noção de que não adiantaria nada, até tal resposta ser dada em voz alta ninguém ficaria focado no estudo. Então a Chase logo estava seguindo sua mãe pelos corredores da parte de direção da escola.
— Mãe, me responde! — insistiu, vendo Atena revirar os olhos.
— Por que se importa com o que aconteceu com o Di Ângelo? Principalmente depois de duas semanas — a mulher rebateu, não parando de olhar um tablet em suas mãos que indicava suas tarefas diárias.
— Situações mudaram, agora pode me responder? — ela indagou, subindo a escada em dois e dois para passar sua mãe, parando na frente dela. — Você sabe que eu vou descobrir você querendo ou não, então por que não poupa o fato de sua segurança ser violada novamente por minha pessoa, pela mesma fonte que eu usei para conseguir os dados para você e me conta logo e evita que tenhamos mais chances de ser rastreadas?— Annabeth ameaçou, afinal ela iria descobrir para a amiga de qualquer jeito, então queria se poupar do trabalho de ter que ir mais afundo nos sistemas estudantis da escola.
Atena revirou os olhos e desviou da filha, andando em direção ao seu escritório, e quando a porta se fechou atrás da pequena Chase, ela falou:
— Bom, ele simplesmente sumiu do mapa, todos os registros dele foram apagados, e apenas uma grande poça de sangue foi encontrada no quarto dele, que tirando isso estava como se ninguém tivesse nunca habitado aquele local, a ficha dele que consta é que ele morreu com doze anos de idade quando simplesmente sumiu do mapa depois uma chacina que aconteceu no colégio dele — a mulher contou, vendo Anne sentar em uma cadeira de frente para a maior pertencente a mãe.
— Como assim ele sumiu? — não fazia sentido, ninguém sumia.
— Tinham poucos registros do senhor Di Ângelo, quando ele tinha doze anos ele mesmo sumiu do mapa e foi achado por nós, por isso ele foi convidado a estudar aqui, afinal ele orquestrou toda a chacina com o que ele leu nos livros antigos do pai dele, e nunca nenhuma suspeita caiu sobre o garoto e se o pai dele não tivesse estranhado a chacina ter sido muito parecida com o trabalho de conclusão de curso dele, também nunca haveria descoberto.
— Então acha que ele pode ter se auto apagado? — questionou curiosa a fazendo dar de ombros.
— Não sabemos, mas o sangue com certeza era dele, fizemos o teste de DNA e bateu perfeitamente, e não tem como alguém perder tanta quantidade de sangue e ficar vivo por muito tempo sem uma assistência médica adequada, mas a parte estranha é que as coisas dele todas sumiram, e não faz sentido alguém transportar tanta quantidade de material, armamento, roupas e itens pessoais, como que para o dar como morto desde os doze com tamanha facilidade e ninguém notar.
— Então tem uma possibilidade de ser uma equipe que o matou e se livrou de tudo, como se ele nunca tivesse existido e como se ele mesmo tivesse arrumando aquilo tudo a um tempo.
— Sim, e é complicado pois nós aqui não assinamos nada realmente, é tudo uma questão burocrática para não existirem provas, o senhor Di Ângelo era um dos mais limpos, afinal ele é o único dado completo como morto pelo governo, não existe nenhum papel assinado por ele, todos os relatórios que um dia ele fez foram redigitados e transferidos para uma pasta sem nome, agora parece que cada documento, apesar de ter as mesmas informações que tinham antes foram transcritos por pessoas diferentes, tirando marcas de escritas e tudo mais. Além de que ele faz limpeza de digitais desde que tem onze anos, ele as modifica tanto com facas e ácidos a transformando de maneira irreconhecíveis e não temos um cadáver para tentar ir pela arcada dentária, ou seja, só temos uma poça de DNA em um quarto vazio.
— Impressionante — Annabeth comentou pasma com o dito, mas triste com a informação que ela teria que dar a amiga, sim, provavelmente Nico Di Ângelo estava morto e o pai dela o tinha o matado.
— Agora quer me dizer por que o interesse? — indagou, vendo a filha dar de ombros.
— Curiosidade — mentiu, vendo a mãe revirar os olhos e se sentar na cadeira que lhe pertencia.
— Mas sim, querida, eu acredito que ele esteja morto, não tinha rastro de sangue para fora do quarto e não é como se aqui tivesse uma clinica ou um hospital disponível para tratamento, logo ele provavelmente foi assassinado naquele quarto e é apenas isso que temos por enquanto, ou ele ensinou muito bem um aluno, ou ele irritou muito alguém.
Anne arregalou os olhos, mexendo desconfortável já sabendo a resposta óbvia tendo os dados que a mãe não tinha. Sim, ele definitivamente havia irritado alguém.
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