School Killers
44 Decisão
Notas iniciais
Nico nunca foi simpatizante de sentimentos, muito menos compreensivo, mas mesmo assim foi complicado explicar tudo a Poseidon, pois principalmente ele entendia o como deveria ser difícil para um pai ter que ser imparcial sobre a questão do seu filho viver ou morrer.
O di Angelo tentou contar tudo da melhor maneira possível; explicou como quando saiu em operação a mando de Zeus descobriu o nome dos três infiltrados, dois, Luke e Octavian, agentes da CIA que estavam tentando desmascarar uma escola de assassinos, criminosos assim chamados, escondida atrás do pano em um lugar que ninguém conhecia e que criava monstros atrás de monstros, e um traficante ameaçado, colocando a vida da sua filha em risco e com uma escolha a fazer, Perseu Jackson.
Explicou como voltou a escola e capturou os três informantes e como Percy colaborou em entregar a Nico o que estava acontecendo, o motivo dele estar sendo chantageado e seu ódio pelo governo e aí estava o grande problema.
A escola de assassinos, era um programa ultra secreto do governo, que pegava criminosos e os ensinavam a matar da melhor maneira possível de jeito que sairiam em pune, oferecendo dinheiro que poderia ser arriscado nas mãos de tais pessoas, mas com alvos que são colocados em um site, alvos de interesse politico para que exista mortes, mentir para criminosos tinha seu risco e aí estava.
Agora com o risco da exposição, eles teriam que eliminar qualquer um que corresse o risco de não aceitar bem o trabalho com o governo, e o jovem Jackson tinha sido usado pela CIA que ameaçará sua filha e ele tinha que salvá-la, o rancor era inevitável. Por esse motivo Poseidon tinha que decidir se seu filho deveria morrer ou viver, era quase um absurdo pensar nisso, mas era uma escolha a ser feita, eram assassinos, e profissionais, tinham que pensar no que era melhor e o seguro era nada de exposição.
— Disse que ele tem uma filha — o professor comentou, o choque de ter uma neta ainda não tinha passado, afinal Percy tinha fugido de casa apenas com quinze anos de idade, todos os anos que ele havia passado fora, crescendo no mundo do tráfico, no mundo fora da lei tinha trazido consequências óbvias, o pai não conhecia o filho. — Deixe que eu conto ao Percy, se ele sobreviver aos cinco dias no labirinto eu o farei e dependendo de sua reação eu mesmo o mato... — sua voz falhou com essa realidade, mas Nico teve certeza de que ele não estava mentindo nesse ponto.
Assentiu pesaroso.
— A menina está sobre meus cuidados, se quiser conhece-la...
— Não, deixarei isso como escolha do Percy, se ele quiser me apresenta-la, assim seja, se não... — a frase morreu no ar, era claro que ele queria o filho de volta, queria conhecer a menina, queria momentaneamente ter uma vida normal, mas quando se faz escolhas, mesmo que teoricamente não seja ilegal, ainda tem que se arcar com as consequências.
Nico assentiu, ele não via problema de deixar ou não deixar o menino vivo, todavia parecia a escolha certa que o pai dele escolhesse.
O Jackson se levantou pigarreando e passando a mão na roupa, andando até algumas diversas telas as ligando, de automático a prova passando ali.
— Eles estão bem calmos, tem poucos feridos, já estão lá a cinco horas, não estão? — Poseidon comentou querendo mudar de assunto.
Nico suspirou andando até o local e vendo que tinha um menino da turma de Ares que aparentava estar sangrando, uma menina de cabelos loiros enrolava algo na perna dele e parecia falar algo na intensão de acalma-lo.
Não muito longe dali tinha um grupo de cinco pessoas que estavam em total alerta, uma das garotas tinha os olhos fervendo de raiva e o rosto inchado de lagrimas, sua mão tremia enquanto segurava a arma, alguns corredores atrás o irmão dela estava morto, tinha falhado no teste.
Tirando os dois feridos, todos pareciam bem, principalmente o grupo de Bianca e Thalia, aonde as duas tinham se unido e se escondiam no local que o di Angelo tinha indicado que eles ficassem para receberem comida.
— Querendo ou não o grupo que tem mais vantagem é o de sua irmã e sua namorada... — Poseidon comentou olhando eles conversarem mais tranquilos do que a maioria que explorava o labirinto.
— Seu filho e a namorada dele estão nesse grupo, que por acaso é sua enteada... — Nico retorquiu, notando a surpresa de Poseidon, um por ele saber que tal era casado com Atena e dois por Percy e Annabeth terem algo.
O Jackson olhou com mais atenção a câmera aonde filmava o grupinho em que seu filho se encontrava focando no menino e foi quando notou mesmo pela distância Annabeth nos braços dele, o corpo dela encolhido ao frio, as mochilas no centro do cubículo que eles tinham montado de refugio e os cobertores de acampamento, era inacreditável pensar que eles estavam passando por aquilo quase como uma colônia de férias, rindo das piadas que pareciam provocar Thalia que corava e revirava os olhos.
Poseidon torcia que eles conseguissem chegar ao fim, aquele seria o primeiro dia do labirinto, cinco dias aonde muita coisa seria testada, mas não com fundamentos como nas outras provas, que já pareciam massacre por si só, mas agora a intensão era matar, eliminar o máximo possível de pessoas que por qualquer mínimo motivo não era considerado capaz de lidar com a verdade.
A chacina poderia ter começado do lado de dentro, mas naquele momento Nico estendia para o lado de fora, nomes e mais nomes de pessoas que estavam sendo mortas, em breve começariam as teorias do que estava acontecendo, assim como as investigações, precisávamos nos apresar descobrir o que tem atrás da Área 51 poderia ser um risco para a sociedade e o governo americano estaria em grandes riscos com tal realidade sendo exposta e jogada na cara da sociedade.
Se já estava sendo um desastre agora, ninguém queria imaginar com a verdade vindo a tona, por isso agora Poseidon tinha que torcer que seu filho sobrevivesse, pois sabia que se de alguma maneira ele não aceitasse a verdade, que ele não soubesse lidar com o simples fato da escola de assassinos ser uma obra do governo dos Estados Unidos ele teria que mata-lo, e aquilo seria a coisa mais difícil que ele teria que fazer.
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